
Sign up to save your podcasts
Or


Na semana em que um avião da Fly Dubai, a caminho de Israel, foi notícia porque um piloto esfaqueou o outro e teve de aterrar de emergência na Arábia Saudita, o avião mais seguido no mundo foi o de Cristiano Ronaldo a andar para cá e para lá, entre Madrid e Copenhaga.
O Brasil vai escolher o próximo presidente neste mês de outubro e já este domingo deve confirmar que Lula da Silva e Flávio Bolsonaro passam à segunda volta. Dia 25 saberemos quem ganhou. Se for Bolsonaro, isso significa que, com Trump, o Brasil será o oitavo país da América Latina a virar à direita.
E tudo isto acontece enquanto o mundo vive uma crise energética que ameaça prolongar-se e está a complicar a vida a governos dos quatro cantos do mundo. Tão complicado que levou Luís Montenegro, na Assembleia-Geral da ONU, a propor uma reflexão sobre “o mecanismo de formação do preço internacional do petróleo”.
O povo sofre com a alta de preços também na habitação e o governo quer mexer na lei de arrendamento, em benefício dos senhorios, para os incentivar a pôr mais casas no mercado.
Por cá, o Ministério Público acusou três pessoas de abuso de poder e prevaricação, dando como fortemente indiciado que os três trabalharam para marcar uma consulta para duas gémeas no hospital de Santa Maria. Uma cunha, três acusações de prática criminosa para um filho de um presidente, um ex-secretário de Estado e um ex-director clínico de um hospital.
Está com o Bloco Central, um podcast que resulta de uma conversa entre Pedro Siza Vieira e Pedro Marques Lopes, com moderação de Paulo Baldaia e sonoplastia de Gustavo Carvalho. O genérico deste programa é uma música original de Manuel Siza Vieira.
See omnystudio.com/listener for privacy information.
Na semana em que Nova Iorque recebeu os lideres de todo o mundo para a Assembleia Geral da ONU, Trump recebeu em Washington o presidente chinês. Numa relação que já foi mais desigual, Xi Jinping gosta de estar sempre a lembrar a “armadilha de Tucídides” a teoria que aconselha prudência a ambas as partes, quando uma potência emergente quer ocupar o lugar da potência estabelecida. Taiwan é o elefante na sala.
Da Alemanha, veio mais uma prova de que é sempre curta a memória colectiva dos povos. Num Estado voltou a ganhar a extrema-direita da AfD, onde militam muitos neonazis, em Berlim ganhou a Die Linke, partido que nasceu do partido comunista que governava a RDA.
Por cá, os holofotes incidiram novamente sobre a PJ, quando o Ministério Público fez buscas a instalações desta polícia, à procura de provas para acusar o novo director de abuso de poder e falso testemunho.
O país político parece andar à procura de homens providenciais e, se já tinha encontrado Passos Coelho à direita, pode já ter encontrado um candidato à esquerda. Mário Centeno entrevistado pelo Expresso diz que “as pessoas não têm em quem votar” e apresenta-se como trazendo uma fusão, um equilíbrio, entre os que combate quem despreza, desmantela o Estado e quem abusa dele.
O genérico deste podcast é uma musica original de Manuel Siza Vieira e a sonoplastia de Tomás Delfim. A conversa faz-se entre Pedro Marques Lopes e Pedro Siza Vieira com moderação de Paulo Baldaia.
See omnystudio.com/listener for privacy information.
Em pouco mais de duas semanas, o Brasil vai votar nas presidenciais. Ninguém duvida de que haverá segunda volta disputada por Lula da Silva e Flávio Bolsonaro, mas a gigantesca fraude do banco Master atingiu em cheio o Supremo, implicando o juiz Alexandre de Moraes, e isso tem beneficiado Bolsonaro. Estranho, porque ele é o único candidato que aparece associado a este escândalo.
Mas a grande discussão à volta do mundo não é sobre os crimes financeiros envolvendo políticos e juízes e a separação de poderes, é mesmo sobre o poder da Inteligência Artificial e a ideia de que é preciso garantir que ela é controlável, antes de continuar a acelerar o seu desenvolvimento. Será esta uma corrida a pedir um acordo global do mesmo nível que foi conseguido com o Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares?
Por cá, as chatices são mais comezinhas, a não ser que seja o nosso filho a não ter vaga na escola pública. Aí, juntamente com a falta de professores a algumas disciplinas, se é com os nossos filhos, a proximidade com que olhamos agiganta o problema.
Drama colectivo é o aumento do preço dos combustíveis, que faz subir muitos outros preços e as taxas de juros. Anda meio mundo à procura de saber como lidar com a consequência das guerras na Ucrânia e no Irão, já que ninguém sabe como acabar com as guerras.
Está com o Bloco Central, um podcast que tem como genérico uma música original de Manuel Siza Vieira e sonoplastia de Gustavo Carvalho. A moderação da conversa entre Pedro Marques Lopes e Pedro Siza Vieira é de Paulo Baldaia.
See omnystudio.com/listener for privacy information.
Para fintar Ventura e a sua moção de censura, Montenegro voltou a usar o truque da cartola de onde saíram os habituais dois coelhos alimentados pela cajadada orçamental que vale cerca de 800 milhões de euros. Duas prendas de Natal, para contribuintes e pensionistas, marcaram um debate de uma moção que o Chega votou sozinho.
A semana teve várias más notícias, mas nenhuma pesa tanto no futuro colectivo como os resultados do PISA 2025. Recuar 20 anos encontra justificação na pandemia, mas também nas políticas públicas de educação e, como diz o ex-ministro João Costa, no Expresso, é preciso assumir responsabilidades sem fazer “análises facilitistas.”
Da Alemanha chegou o sério aviso de que a extrema-direita continua com um grande potencial de crescimento, até num país onde era suposto a memória viver para lá dos 100 anos e onde não passaram quatro décadas desde que caiu o muro que separava uma democracia de uma ditadura.
Está com o Bloco Central, uma conversa entre Pedro Siza Vieira e Pedro Marques Lopes, com moderação de Paulo Baldaia e sonoplastia de Gustavo Carvalho. O genérico deste podcast é uma música original de Manuel Siza Vieira.
See omnystudio.com/listener for privacy information.
Fomos de férias, voltamos de férias, e o caso Neves continua a ser central na política portuguesa. Acumula carros, sofás e ginásios, mantém André Ventura na liderança do debate, confirma um ministro em modo de combate e acrescenta uma moção de censura à já anunciada Comissão Parlamentar de Inquérito.
O primeiro-ministro mantém a confiança política num ministro que funciona como pára-raios para tudo o que possa correr mal no governo, enquanto que o Presidente da República tem de gerir a percepção de que outros falam por si na defesa de que Luís Neves deve sair do governo.
Enquanto que, por cá, o que se julga telecomandado são os amigos de Seguro, no centro da Europa são drones ao serviço da Rússia numa guerra híbrida que está a exasperar os países da União Europeia e da NATO, com Putin a aproveitar uma aliança tácita com Trump para testar a capacidade de reação dos europeus.
Do outro lado do Atlântico, as ondas de choque provocadas pela astronómica divida norte-americana — já superior a 40 milhões de milhões de dólares — elevam os juros em todas as latitudes e, juntamente com a crise energética, agravada pela guerra no Médio Oriente, provocam uma forte quebra no potencial de crescimento da economia a nível global.
Está com o Bloco Central, uma conversa entre o Pedro Siza Vieira e o Pedro Marques Lopes com moderação de Paulo Baldaia e sonoplastia de Gustavo Carvalho. O genérico do podcast é uma música original de Manuel Siza Vieira.
See omnystudio.com/listener for privacy information.
Esperamos 15 dias para nos explicarem o atrelado, as declarações de rendimentos esquecidas, as obras no monte sem licença, onde se incluía uma piscina com vida própria e que o ministro vai obrigar a regressar à sua condição de tanque. Nessas duas semanas - três, se considerarmos a primeira noticia sobre as obras no Alentejo, feitas por um minhoto ao fim-de-semana - as televisões estiveram, quase em exclusivo, a debater o tema. Talvez tenha sido essa a estratégia política, cansar a opinião pública, a certa altura desejosa de qualquer coisa que ajude a mudar de assunto, perante a impossibilidade de mudar de ministro.
Tão monotemáticos que corremos o risco de nem reparar que a Terra continua a girar à volta do Sol e Trump a espalhar a guerra, assim explicando porque só a FIFA se lembraria de lhe dar o prémio da paz.
Este é o último Bloco Central antes de irmos de férias durante todo o mês de Agosto. Este podcast é uma conversa entre Pedro Marques Lopes e Pedro Siza Vieira, com moderação de Paulo Baldaia e sonoplastia de Salomé Rita. A música do genérico é um original de Manuel Siza Vieira.
See omnystudio.com/listener for privacy information.
Esta semana, Andy Burnham chegou finalmente ao lugar que ambicionava e promete mudar a vida dos britânicos. A maioria parlamentar dos trabalhistas é muito confortável, mas já era com o anterior chefe do governo e Keir Starmer falhou. De que vale ter um plano de longo prazo se a política dos dias de hoje não parece funcionar para lá do curtíssimo prazo?
De lá de fora para cá para dentro. Às sucessivas garantias do ministro da Educação impôs-se sempre a realidade, para mal de alunos e professores, e o processo de avaliação dos exames, sobretudo daqueles que são absolutamente necessários para entrar no ensino superior, arrasta-se num mar de problemas. Embora Fernando Alexandre se mostre plenamente convencido de que isto não correu muito mal, porque se assim tivesse acontecido, a sua permanência no governo perigava. O Presidente da República, se mudo estava, seguro ficou de que o governo ouviu os seus avisos e, pelo menos para já, não pede demissões.
Nem na Educação, nem na Administração Interna, onde Luís Neves passou dos montes de casinhos para um caso reconhecido unanimemente como bastante mais grave, a envolver material apreendido num caso de droga. Atrelado aos dois ministros, Luís Montenegro fez saber que não ia de férias este Verão. Ou melhor: vai, mas é às pinguinhas, um fim-de-semana aqui um dia mais acolá.
Está com o Bloco Central, onde as perguntas de Paulo Baldaia andam à procura das respostas de Pedro Marques Lopes e Pedro Siza Vieira. O genérico é uma música original de Manuel Siza Vieira e a sonoplastia deste episódio é de Gustavo Carvalho.
See omnystudio.com/listener for privacy information.
Com o país na expectativa de saber o resultado final das avaliações dos exames nacionais, Luís Montenegro entra no Estado da Nação com essa e outra mini-crise para gerir, mas sobretudo na dúvida sobre se tem um caminho para mostrar, que volte a dar balanço à legislatura. Neste Bloco Central, Pedro Marques Lopes e Pedro Siza Vieira debatem a importância real do caso Luís Neves, a estrutural da Educação e o rumo geral da governação — com especial destaque para o papel do primeiro-ministro. Um episódio com moderação de David Dinis e sonoplastia de Gustavo Carvalho.
See omnystudio.com/listener for privacy information.
Os problemas na correção digital dos exames nacionais continuam, sem que o Governo consiga tranquilizar pais, alunos e professores. É o tema principal do Bloco Central desta semana, onde Pedro Siza Vieira diz que o ministro confiou demais nos serviços de um Ministério que já lhe falhou antes, ou onde Pedro Marques Lopes anota que “o Governo tem chumbado nos vários exames” a que tem sido sujeito. O segundo tema deste episódio é a decisão judicial que libertou Marine Le Pen para uma candidatura presidencial, assim como as suspeitas que levaram Nigel Farage a provocar eleições no seu círculo parlamentar, pedindo um voto do povo contra o que chama de sistema. Aqui há também lugar para o Bloco Central dos Interesses, desta vez com recomendações culturais dedicadas aos 250 anos dos EUA. Este Bloco Central conta com moderação de David Dinis e sonoplastia de Salomé Rita e Gustavo Carvalho.
See omnystudio.com/listener for privacy information.
Em mais uma onda de calor, desta vez com temperaturas de 40 graus a afectar até países onde o frio é quem mais ordena, a Europa descobriu que é preciso ser muito maluco para negar as alterações climáticas. A questão é saber o que fazer para evitar que a temperatura continue a subir e, já agora, o que precisamos de mudar para ser possível viver assim.
E, por falar em negacionistas, o que dizer do clero ultra-tradicionalista, seguidor de Lefebvre, que reza as missas em latim, de costas voltadas para os fiéis, e quer decidir o que aceita e não aceita vindo do chefe que está em Roma. Desde o Concílio Vaticano II que andam desavindos e agora chega mais um cisma na Igreja Católica.
Por cá, o Estado foi condenado na justiça a pagar 15 mil euros a José Sócrates por responsabilidade na violação do segredo de justiça e logo apareceu Ventura a dizer que a decisão dos tribunais não é para cumprir.
O PS coleciona sondagens em que aparece em primeiro lugar, muito por culpa da perda de intenções de voto da AD, mas a direita mantém-se claramente maioritária, confirmando que a esquerda não tem nenhum projecto mobilizador que a coloque como verdadeira alternativa.
Está com o Bloco Central, um podcast que é uma conversa entre Pedro Marques Lopes e Pedro Siza Vieira, com moderação de Paulo Baldaia e sonoplastia de Gustavo Carvalho. A música do genérico é um original de Manuel Siza Vieira.
See omnystudio.com/listener for privacy information.
From the publisher's feed
Pedro Siza Vieira e Pedro Marques Lopes analisam os acontecimentos e os protagonistas da semana, com moderação de Paulo Baldaia. Quinze anos depois da estreia na TSF, os episódios passam a…

1 Listeners

3 Listeners

16 Listeners

17 Listeners

5 Listeners

19 Listeners

3 Listeners

0 Listeners

0 Listeners

1 Listeners

7 Listeners

1 Listeners

31 Listeners

0 Listeners

0 Listeners

0 Listeners

0 Listeners

7 Listeners

0 Listeners

3 Listeners

8 Listeners

7 Listeners

8 Listeners

0 Listeners

0 Listeners

2 Listeners

0 Listeners

0 Listeners

0 Listeners

0 Listeners

0 Listeners

0 Listeners

0 Listeners

0 Listeners