Investigações conduzidas pela Polícia Civil do Rio de Janeiro e pelo Ministério Público fluminense (MPRJ), no âmbito da Operação Hawala, desarticularam uma estrutura financeira utilizada pelas principais facções criminosas do país — Comando Vermelho (CV), Primeiro Comando da Capital (PCC) e Terceiro Comando Puro (TCP). A rede operava na lavagem de dinheiro obtido com o tráfico de drogas, movimentando quantias superiores a R$ 100 milhões por meio de empresas de fachada, principalmente no ramo de eletrônicos e acessórios para telefones celulares.
O rastreamento dos recursos financeiros indicou que a engrenagem de ocultação de capital interagia com a mesma estrutura de operadores utilizada por integrantes da organização terrorista Al-Qaeda. Entre os investigados estão empresários com atuação em Foz do Iguaçu e indivíduos citados em listas do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos (OFAC). O mecanismo envolvia fracionamento de depósitos (smurfing), injeção de dinheiro em espécie e movimentações interestaduais estratégicas para burlar os órgãos de fiscalização e controle.