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Nesta segunda parte sobre o twitter do João, desculpem, sobre o João, falámos de estilos de roupa, óculos e cabelo, da vida de barman, da relação com a cidade do Porto, da minha teoria da bissexualidade generalizada, da Lana del Rey e da importância de identificar transcrições em notas de rodapé e da Rebecca, um alter-ego induzido pelo álcool.
Este episódio é obrigatório se quiserem saber quais são as grandes mudanças no podcast. Sobre o João, se não o seguirem no twitter, só ouvindo é que vão descobrir com que média é que ele entrou na faculdade, porque é que escolheu o curso de teatro, qual é a expectativa para a próxima licenciatura e ter um update sobre antigos e atuais animais de estimação.
Heath Ledger, How I Met Your Mother, La Vie en Rose, The Before Trilogy, The Beatles - foi mais fácil para a Laura escolher um destes do que responder à “pergunta da praxe”. Pelo meio falámos de café (do ponto de vista de alguém que demora uma hora e meia a tomar um café), de Guimarães e de camadas mais ou menos definidas.
Com a minha Laurinha para desabafar o desespero do final da licenciatura, descobrir os primórdios da vida no Colégio de Gaia, seguir teatro depois de ser o avô do Pedro, ouvir Elis Regina com 10 anos, sonhar com a caixa de um supermercado e ser fiel ao Ruca, ao gelado de menta e à primeira câmara fotográfica.
Um episódio de duelos: reggaeton vs. hip-hop tuga, Assunção Cristas vs. Charli XCX, a política vs. os media, Joacine vs. o nosso desconhecimento, avô vs. macintosh, disquetes vs. playstation, Inês vs. panike de chocolate, misantropia vs. velhinhas fofas. Quem é que ganha? Ganha sempre o Ricardo. E nós, que o conhecemos.
Eu e o Ricardo fomos às compras, eu cozinhei para ele, fizemos um brinde com cerveja preta e só depois nos pusemos à conversa sobre o spotify premium, a biologia, as experiências científicas na infância, o gosto pela fotografia, anime (esse grande mistério para mim) e o karaté na vida dos dois.
Aqui, à mesa de um bar, entre a música e as gargalhadas vizinhas, fala-se da despedida inesperada, como a força que não se sabe que se tem, de epilepsia, bruxas, macumbas e premonições, da cultura portuguesa a partir das músicas que tocam no coração e da busca constante do ser.
Passei o tempo todo, enquanto gravávamos este episódio, a olhar para a Sabrina e a pensar “Gosto mesmo dela, e não lho digo vezes suficientes”. Falámos sobre deixar de fumar, ter um emprego de sonho, crescer na cidade errada, a libertação de estar solteira e o cheiro da casa da avó.
Há as pessoas que têm OCD e as que "merecem" mais uma letra na sigla. Tive a honra de falar com um membro da segunda categoria sobre a importância de conseguir nomear o que temos, somos e fazemos. As palavras contidas nos últimos três minutos do episódio são da exclusiva responsabilidade de quem as profere.
O Bernardo resolveu ignorar a ansiedade de ter o nome associado ao meu podcast e deixou que nos perdêssemos nas perguntas, na contagem dos empregos que já teve, nos vários planos para o futuro, no passado de um adolescente guna gay e mal medicado e nas histórias da vida de uma amizade.
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