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José Bandeirinha prossegue a sua caminhada reflectindo sobre o campo e a cidade, a sua posição de oposição / contradição e simultaneamente complementaridade. O espaço público, a sua existência e a sua história.
O aparecimento dos primeiros arquitectos com Vitrúvio, durante o império Romano, e do equilíbrio dos três princípios da arquitectura: Firmitas (firmeza), Utilitas (utilidade), Venustas (Beleza) e assim chegando à importância da arquitectura na sociedade.
Aconteceu no dia 16 de Maio de 2021, em Monchique.
BIOGRAFIA
Arquitecto, professor na Universidade de Coimbra e investigador do Centro de Estudos Sociais. Tem dedicado os seus estudos à teoria da arquitectura e da cidade, centrando-se, no essencial, sobre as consequências urbanas e arquitectónicas das práticas políticas. No século passado também foi actor de teatro, CITAC 1975-1985. Gosta imenso de cidades, é por tanto gostar delas que adora excursos ao campo e ao monte. Sente-se muito bem numas e noutros. Não se sente tão bem no resto, que é quase tudo.
TEMA
Conversarei essencialmente sobre o espaço em que vivemos, sobre o modo como o usamos, como o fomos usando e modelando à nossa condição humana, falarei sobre a sua relação com as formas através das quais nos agregamos, ou desagregamos. O espaço é também um recurso e, tal como acontece com todos os recursos, é preciso olhá-lo e desejá-lo numa perspectiva de futuro responsável. Caminhar no monte é a circunstância mais apropriada para pensarmos sobre o espaço em que se desenvolvem os nossos quotidianos. Também gostava de vos contar algumas histórias, as que vierem a propósito, ou a despropósito, tanto faz...
José Bandeirinha, arquitecto, acompanhado por 15 caminhantes, guia-nos através de uma reflexão sobre o tempo. O tempo de todos nós e o tempo de cada um. Como pensar um quarto de hora em um minuto e meio?
Existe uma forma quantitativa e cumulativa de entender o tempo. A verdadeira Arte e a verdadeira ciência não podem ser entendidas com este carácter quantitativo e especialmente cumulativo.
O mesmo se passa entre o natural e o construído: a separação mental existe como um conceito que está antes da verdadeira realidade.
A natureza toma conta do construído, com o musgo e a vegetação. Talvez daqui a dois anos, no local onde se encontram, não se detecte intervenção humana.
Quando olhamos para as coisas de que gostamos, olhamos através das nossas memórias, das nossas histórias.
Aconteceu no dia 16 de Maio de 2021, em Monchique.
BIOGRAFIA
A Economia trata da vida material, tem uma dimensão concreta e real mas também de proximidade. Os espaços constroem-se pela proximidade. O contexto, a ligação que temos a um lugar, está também relacionado com o tempo e a vida material depende muito destas duas dimensões. No modelo capitalista existe a noção de o tempo ser linear, infinito e talvez por isso se tenha tornado tão insustentável. Nesta caminhada vamos reflectir sobre como podemos recuperar a visão do tempo cíclico, para estarmos numa relação de maior proximidade com o lugar e com a vida.
Aconteceu no dia 6 de Junho de 2021, em Aljezur.
BIOGRAFIA
O que é a economia? Será que conseguimos definir a mesma? Neste podcast o Prof. Dr. José Reis leva-nos numa caminhada sobre a importância de escutarmos o espaço e de ouvir o território como uma forma de compreendermos o que o constitui verdadeiramente, as suas pessoas, os materiais e as dinâmicas existentes. É nesta interrogação do espaço que conseguimos observar também as suas vulnerabilidades e o que acontece quando algo muda.
Como era a economia dos artesãos do passado e como é a economia agora, depois de uma pandemia? Será que conseguimos definir algo que está em constante mudança? A economia é muita coisa, se a observarmos assim vamos encontrar várias razões, rácios e relações para a definir. Talvez na soma das várias razões, consigamos compreender um pouco melhor como podemos definir ou olhar para a economia.
Aconteceu no dia 6 de Junho de 2021, em Aljezur.
BIOGRAFIA
Maria João Neto, natural de Aljezur, é professora universitária e investigadora em História e conta-nos a história e o património de Aljezur, sempre com um foco especial nas populações que aqui habitaram ao longo dos séculos e nas suas actividades (muitas delas já extintas), como a criação de gado, a pesca do cachalote, a cultura do arroz, entre outras.
Neste episódio, Maria João faz a comparação entre o passado e o presente de Aljezur, com observações críticas às políticas e decisões tomadas recentemente.
Conta-nos também a história dos aviões dos aliados e do regime nazi na Segunda Guerra Mundial, que sobrevoaram Aljezur. Um desses aviões (do lado alemão) chegou mesmo a cair e a juntar a população para sepultar os soldados mortos, isto num tempo em que Portugal vivia também sob um regime ditatorial.
BIOGRAFIA
Maria João Neto, natural de Aljezur, é professora universitária e investigadora em História.
Nesta caminhada, Maria João conta-nos a história e o património de Aljezur, sempre com um foco especial nas populações que aqui habitaram ao longo dos séculos.
Neste episódio, Maria João Neto expõe as diferenças que se foram sentindo ao longo da História, como o caso do terramoto de 1755 e até aos dias de hoje, com a grande afluência turística que se sente no concelho.
Maria João Neto conta-nos como o Algarve, e em particular esta zona da Costa Vicentina, era uma espécie de fim-do-mundo, extremamente isolada, composta por populações dispersas e desprotegidas de ataques e pilhagens de embarcações provenientes do Norte de África.
Aconteceu no dia 6 de Junho de 2021.
BIOGRAFIA
Luísa Veloso prossegue a sua caminhada e após nos ter apresentado os seus vizinhos (habitantes rurais) passa a expor quais os outros “ocupantes” da região que vão desde proprietários de monte (estrangeiros e portugueses, não residentes), proprietários escolarizados e imigrantes (brasileiros e orientais) muitos destes a trabalharem em cultura intensiva, associada à economia selvagem ou de esgotamento.
Luísa mostra-nos que os ocupantes do espaço rural são extremamente heterógeneos e com formas de vida e de definir o valor, muito diferentes.
Luísa e João (seu marido) aprenderam, com os vizinhos, uma forma completamente diferente de avaliar os bens, através da troca não monetária.
Quanto vale um sobreiro, os ovos, um molhe de coentros?
Quanto vale? O que é o valor?
BIOGRAFIA
Luísa Veloso, socióloga nascida no Minho e a residir em Grândola, faz uma caminhada acompanhada por 15 caminhantes, contando histórias dos seus vizinhos e relacionando-as com a composição social e laboral de Grândola.
Ao longo do percurso somos apresentados ao Nuno corticeiro, ao Matias que tem uma mulher muito magrinha, ao Manuel que é pastor, à Dona idália que faz limpezas, à Dona Dulce, à filha do Beto, entre outros.
Aconteceu no dia 6 de Junho de 2021.
BIOGRAFIA
Neste episódio, Adérito mostra-nos como o caos tem vindo a criar padrões que se repetem na natureza (como o caso do número de pétalas nas flores). Chama-nos também à atenção da complexidade das formas da natureza, geometricamente complexas, e mostra-nos os diferentes tipos de simetria que existem nas plantas.
No final, termina com uma reflexão sobre a matemática na sua relação com a economia, as pessoas e a sociedade.
Aconteceu em Monchique, a 16 de Maio de 2021.
BIOGRAFIA
Neste episódio, Adérito relembra-nos que somos feitos de átomos e células que se vão substituindo constantemente ao longo da vida. No entanto, a nossa noção de individualidade, a nossa personalidade e as nossas memórias mantém-se.
Conta-nos também que a noção que temos de distância varia consoante as culturas (escalas logarítmicas), e dá exemplos de tribos indígenas da Amazónia.
Aconteceu em Monchique, a 16 de Maio de 2021.
BIOGRAFIA
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