Já passa de 100 o número de pessoas mortas em consequência das fortes chuvas que atingiram o Rio Grande do Sul ao longo da última semana. O cenário é de efeitos adversos das chuvas, com enxurradas, enchentes, inundações, deslizamentos e desmoronamentos. Em meio a esse cenário climático, um levantamento de junho de 2023 da Agência Pública, instituição de jornalismo investigativo, revelou que das 27 capitais estaduais (incluindo o Distrito Federal) a maioria das cidades não possuía plano de enfrentamento às mudanças climáticas. As 17 capitais que não possuem esse relevante instrumento de gestão territorial incluem Vitória, Porto Alegre-RS, Florianópolis-SC, Aracaju-SE, Maceió-AL, Natal-RN, Teresina-PI, São Luís-MA, Palmas-TO, Belém-PA, Macapá-AP, Boa Vista-RR, Manaus-AM, Porto Velho-RO, Cuiabá-MT, Campo Grande-MS e Goiânia-GO.
O plano de ação climática é uma das principais ferramentas que possibilita congregar tais estratégias. Apresenta como propósito diagnosticar e traçar medidas prioritárias concretas de diminuição da emissão de Gases de Efeito Estufa (GEE), de mitigação e adaptação territorial, ambiental e socioeconômica. Tal instrumento está alinhado com os preceitos da Organização das Nações Unidas (ONU) no âmbito do Objetivo do Desenvolvimento Sustentável (ODS) 13: ação contra a mudança global do clima. Em entrevista à CBN Vitória, o diretor-presidente do Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN), Pablo Lira, fala sobre o assunto. Ouça a conversa completa!