A Embraer quer colocar em operação, até 2026, o seu veículo elétrico de pouso e decolagem vertical. Um veículo voador com capacidade para levar até oito passageiros. Se tudo sair como os investidores e pesquisadores desejam, a aeronave será completamente autônoma, ou seja, não precisará de piloto. Boa parte da inteligência por trás desta desejada revolução é desenvolvida pelos engenheiros e técnicos da startup Motora Tecnologia, sediada em Jardim Camburi, Vitória, criada por ex-alunos da Ufes. Desde 2016, os capixabas mantêm parceria com a Embraer, em 2019, a coisa se intensificou com a entrada do Fundo de Investimento em Participações Aeroespacial na sociedade da Motora (participação de 30%). O projeto vai ao encontro da meta da Organização Internacional de Aviação Civil (ICAO), que, desde outubro de 2022, tem um plano de zerar as emissões de gás carbono no setor de aviação até 2050. A Embraer é majoritária no fundo. Em entrevista à CBN Vitória, o CEO da Motora, Lauro José Lyrio Júnior, fala sobre o assunto.