O governo federal não irá conceder a BR 262 no Espírito Santo à iniciativa privada, pelo menos até fazer melhorias que possam deixar a rodovia mais atrativa para um próximo leilão. Os recursos para melhorias e duplicação de um trecho na região Serrana deverão ser proveniente de emendas parlamentares, assim como de verba da repactuação da tragédia de Mariana (MG), desastre que aconteceu em 2015. É uma compensação pelas perdas econômicas e ambientais provocadas pelo rompimento da barragem de Mariana. Em entrevista à CBN Vitória nesta terça-feira (26), Renan Brandão, superintendente de Concessão da Infraestrutura da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), explicou quais são os caminhos em discussão. Brandão também detalhou o processo de devolução da concessão da BR 101 e não descartou a possibilidade das duas rodovias voltarem à iniciativa privada em um único leilão.
O ministro da Infraestrutura, Marcelo Sampaio, em visita a Colatina em junho, afirmou que o governo federal decidiu fazer a duplicação da BR 262 por meio do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), após tentativas sem sucesso de promover a concessão da rodovia à iniciativa privada. Ao longo dos anos, foram ao menos duas tentativas que fracassaram de concessão da BR 262. Em ambas as ocasiões, ninguém apareceu para arrematar a rodovia. Em 2013, no governo Dilma Rousseff, o leilão chegou a acontecer, mas sem propostas. Mais recentemente, em fevereiro deste ano, a Agência Nacional de Transporte Terrestres (ANTT) decidiu suspender o certame antes mesmo de ele acontecer. O órgão identificou que não havia interesse das empresas no projeto.