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Desde o início da pandemia do novo coronavírus, especialistas têm se debruçado sobre o estudo da doença e sinalizam que , com o passar do meses, o cenário muda no que diz respeito à avaliação quanto aos procedimentos mais invasivos com os pacientes graves. O médico pneumologista Carlos Alberto Barros Franco, um dos primeiros médicos do país a tratar a Covid-19, discutiu esse assunto, na última semana, em um evento virtual da Academia Nacional de Medicina (ANM) junto a estudiosos do tema. Entre as discussões ele apontou, por exemplo, que “o tratamento da Covid mudou radicalmente e a sobrevivência aumentou. Ventiladores não são mais a primeira opção”. Em entrevista nesta segunda-feira (13) à rádio CBN Vitória, o pneumologista destacou que o melhor tratamento é a boa prática médica, com ventilação e fisioterapia. Hoje a ventilação mecânica invasiva é o último recurso para tratar um paciente de Covid-19. Acompanhe!
Em meio aos estudos sobre o novo coronavírus, pesquisadores que analisam o comportamento de pacientes recuperados da doença já sinalizam a uma importante observação: alguns desses pacientes recuperados podem manifestar condições clínicas, as quais os médicos têm identificado como "síndrome da fadiga crônica".
O alerta é do médico neurologista Gabriel de Freitas, pesquisador do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (IDOR) e da Universidade Federal Fluminense (UFF). Ele é um dos integrantes de um grupo de pesquisa do liderado pelo IDOR para investigar sequelas neurológicas da Covid-19 grave.
O médico explica que parte desses pacientes recuperados sentem sintomas como fadiga física e mental profunda, dores, dificuldades para respirar, fraqueza muscular, dormência, dificuldade de concentração, alterações na pele, inchaços e dores", explica. Freitas aponta para um cenário de quadro semelhante ao da chamada síndrome da fadiga crônica.
O governador Renato Casagrande anunciou, na última sexta-feira (10), mudanças na Matriz de Risco do Estado, ferramenta que é utilizada pelo governo para classificar o grau de perigo em cada município do Espírito Santo, com base no contágio do novo coronavírus e na vulnerabilidade de cada um deles. O coeficiente de incidência da doença e a taxa de letalidade vão levar em consideração, por exemplo, os dados referentes aos últimos 28 dias. Em entrevista nesta segunda-feira (13) à rádio CBN Vitória o coronel Alexandre Cerqueira, comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Espírito Santo, detalha as principais mudanças.
O governo informou que foram retiradas três variáveis externas no Mapa: a necessidade da permanência do município pelo período mínimo de 14 dias quando for classificado no Risco Alto; a classificação única das cidades da Grande Vitória; e a regra limítrofe. Desta forma, todas as cidades capixabas serão classificadas de forma individual, sem influência do grau de risco dos municípios vizinhos.
A Matriz de risco, referente ao 13º mapa, divulgado no sábado (11), trouxe que dez municípios passam a integrar o grupo daqueles classificados como de Alto Risco: Afonso Cláudio, Apiacá, Atílio Vivácqua, Brejetuba, Jerônimo Monteiro, Mimoso do Sul, Pinheiros, Sooretama, Venda Nova do Imigrante e Vila Valério. Apesar da mudança, o Espírito Santo continua com 41 municípios nesta categoria. Isso porque Boa Esperança, Divino de São Lourenço, Fundão, Guaçuí, João Neiva, Montanha, Mucurici, Ponto Belo, Santa Teresa e Viana (a primeira cidade da Grande Vitória) passaram para o risco moderado - composto, ao todo, por 37 cidades.
MUDANÇAS PARA RESTAURANTES E ACADEMIAS:
O governador Renato Casagrande também comunicou a alteração das regras para o funcionamento de lanchonetes e restaurantes, a partir desta semana. Nos municípios classificados como Risco Baixo, não haverá mais limitação do horário de funcionamento. Nas cidades com Risco Moderado, os estabelecimentos poderão funcionar entre 10 horas e 18 horas e também aos sábados até às 16 horas. Nas cidades de Risco Alto, será permitido o funcionamento até às 18 horas, de segunda a sexta-feira.
Também haverá uma alteração nos critérios de funcionamento das academias de ginástica nos municípios de Risco Moderado. A partir desta semana, os estabelecimentos não estarão mais limitados ao atendimento de até cinco alunos, de forma simultânea, mediante agendamento. A regra permanece em vigor nas cidades classificadas como Risco Alto. No entanto, todos os municípios devem continuar a seguir o protocolo de distanciamento mínimo entre os usuários. Confira as explicações!
Em meio às pesquisas que são realizadas sobre o novo coronavírus, uma das mais recentes foi apresentada em um evento virtual da Academia Nacional de Medicina (ANM), nesta quinta-feira (09), onde foi debatido, junto a especialistas de todo o mundo, o que sabe sobre a Covid-19 nesses mais de quatro meses de pandemia no Brasil.
Uma dessas pesquisas aponta que o sistema de defesa humano pode acabar emaranhado em suas próprias armadilhas e lesionar órgãos com o chamado "fogo amigo". O resultado são os chamados trombos generalizados que levam ao agravamento da Covid-19. Em entrevista nesta sexta-feira (10) à rádio CBN Vitória, Daniel Tabak, médico hematologista, oncologista e membro da ANM, explica o que os médicos já sabem sobre a doença e o que ainda segue sem resposta. Acompanhe também os motivos que levam um paciente com tipo sanguíneo A ter mais risco de desenvolver um quadro grave de Covid-19.
Pesquisadores da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes) estão desenvolvendo um método alternativo que possa acelerar o tempo de resposta à detecção do novo coronavírus. A ideia do grupo é desenvolver um kit de baixo custo, rápido e que possa ser aplicado em qualquer parte do Brasil. A confirmação do SARS-CoV2, causador da atual pandemia de Covid-19, em tempo real poderá ocorrer de três a quatro minutos, como explica em entrevista à CBN Vitória o professor do Departamento de Morfologia da Ufes e doutor em Biotecnologia, Jairo Oliveira, que coordena os trabalhos desse grupo de estudo.
Como funciona? Ele explica que a ideia central do projeto se dá pela utilização da técnica chamada de "espalhamento raman" para detecção dos anticorpos de forma eficiente no soro dos pacientes. "Um ponto importante a destacar é o tempo rápido de resposta deste teste, em que nós estimamos de três a quatro minutos. O nosso projeto de desenvolvimento tem, pelo menos, duas grandes vantagens em relação ao método sorológico convencional. No método sorológico convencional são necessários, pelo menos, duas ou três centenas de anticorpos na amostra para a detecção do vírus. O nosso trabalho é baseado em nanopartículas magnéticas, em que sintetizamos essas partículas em laboratório e usamos o 'espalhamento raman' de superfície. Além disso, uma das vantagens é o ganho de sensibilidade desse método, de forma que nós conseguimos pegar apenas um anticorpo na amostra", detalha.
Uma decisão liminar do Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) suspendeu na terça-feira (07) os efeitos da lei estadual 11.144/20, que reduz a mensalidade das escolas privadas no Estado. Segundo o desembargador Jorge Henrique Valle dos Santos, a lei estadual modifica relações negociais e contratuais que só podem ser alteradas pela União. Por isso, ele considerou que, como há risco de empresas serem multadas ou não conseguirem recuperar perdido, a validade da legislação fica suspensa até que seja julgado o mérito do processo. Nesta quinta-feira, em entrevista à rádio CBN Vitória, Geraldo Diório Filho, superintendente do Sindicato das Empresas Particulares de Ensino do Espírito Santo (Sinepe-ES), explicou que a orientação é para que o desconto que está sendo aplicado nas mensalidades seja mantido pelos estabelecimentos de ensino até o julgamento do mérito. Nesta entrevista Diório explicou também que diante do receio de muitas famílias com a possível volta do ensino presencial, a orientação do sindicato é para que as aulas sejam oferecidos no modelo híbrido, ou seja, online e presencial ao mesmo tempo.
Não respeitar a quarentena pode gerar uma demissão? A pandemia do coronavírus também trouxe novas discussões com relação ao mercado de trabalho e uma delas é se as empresas podem penalizar funcionários, até chegar ao ponto de uma demissão, caso os empregadores sejam flagrados desrespeitando o isolamento social e não utilizando máscaras de proteção. Afinal, em tempos de redes sociais as condutas desses funcionários facilmente pode ser observada pelos gestores. Em entrevista à rádio CBN Vitória nesta quinta-feira (09), o procurador-chefe do Ministério Público do Trabalho no Espírito Santo no Espírito Santo (MPT-ES), Valério Soares Heringer, alerta sobre as consequências para condutas duvidosas.
Esse tipo de discussão ganhou destaque no noticiário, no último domingo (05), quando uma mulher apareceu em uma reportagem do "Fantástico", da TV Globo ofendendo um fiscal da Prefeitura do Rio de Janeiro durante uma inspeção na região da Barra da Tijuca, na Zona Oeste da cidade. Ela foi demitida da empresa onde trabalhava na manhã de segunda-feira (06). No vídeo, ela, além de ofender o fiscal, também aparecia sem máscara, num lugar com aglomeração. A Taesa, empresa privada do setor de energia onde a mulher trabalhava, informou que o comportamento da funcionária não condiz com as normas da empresa e informou da sua demissão.
Enquanto a pandemia do novo coronavírus continua a avançar, estudos de pesquisadores do Espírito Santo têm auxiliado na luta contra a doença. Agora, duas pesquisas que usam exames de imagem do tórax de pacientes do Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes (Hucam-Ufes) pretendem aprimorar o diagnóstico da Covid-19 e entender gravidade da doença, em especial, nos pulmões. Quem detalha essas pesquisas é o Dr. Marcos Rosa Júnior, médico radiologista, pesquisador e chefe do Setor de Gestão da Pesquisa e Inovação do Hucam, profissional que atua diretamente nos estudos.
Uma dessas pesquisas, feita com o Laboratório de Computação de Alto Desempenho (LCAD), do Departamento de Informática da Ufes, usa técnicas de inteligência artificial. A meta é fazer o programa de computador entender, depois de analisar o maior número possível de tomografias de tórax, quais são os pontos em comum aos pacientes com Covid-19. Assim, será possível encontrar uma espécie de imagem "padrão covid" para os pulmões e fazer o computador marcar, em termos de probabilidade, a chance de o paciente estar com o novo coronavírus. Neste momento, a pesquisa está na fase de coleta dos dados clínicos e de imagem dos pacientes. A previsão de início da inserção dos dados de imagem é para as próximas semanas.
Além disso, tomografias e, agora, exames de raios-X de casos confirmados no Hucam-Ufes são usados para outro estudo, envolvendo outros hospitais da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) e coordenado pelo hospital da Universidade de Brasília (UnB). Nesta pesquisa multicêntrica a meta é conjugar as imagens com os exames clínicos e laboratoriais. Não é mais o diagnóstico simplesmente que está em questão, mas o prognóstico, ou seja, usar as informações visuais para descobrir padrões - ou marcadores, no jargão científico - da gravidade da doença. Não há diferença na aquisição dos exames de imagem (tanto nas aquisições das radiografias quanto as tomografias). A diferença está no pós-processamento e interpretação dos achados, explica o pesquisador. Acompanhe as explicações detalhadas!
Em meio à discussão sobre o novo coronavírus, os principais medicamentos citados para uso como possível tratamento contra a Covid-19: a cloroquina, hidroxicloroquina, azitromicina e ivermectina, continuam provocando muita polêmica em virtude da não comprovação científica de eficácia.
O médico pneumologista e presidente da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia, Fred Fernandes, alerta que o uso destas substâncias não traz efeito algum para o tratamento da doença.
A pandemia do novo coronavírus também trouxe para a discussão os cuidados que as mulheres devem ter durante a gestação. A Organização Mundial de Saúde (OMS) diz que muitas pesquisas científicas ainda estão em curso para comprovar todos os efeitos da infecção pelo coronavírus no organismo das grávidas. Entretanto, desde abril, conforme decisão do Ministério da Saúde, estão oficialmente inclusas no grupo de risco da Covid-19 gestantes e puérperas, além de mães de recém-nascidos com até 45 dias de vida. Para saber mais sobre como as mulheres podem se proteger e proteger seu bebê, a gente conversa com a médica ginecologista obstetra, Amanda Garcia Vieira. Quem também participa da conversa é a jornalista e apresentadora do "Bom Dia ES", da TV Gazeta, Tatiane Braga, que está grávida de oito meses, e faz parte do grupo de gestantes que passou a redobrar os cuidados em virtude da pandemia, acompanhe.
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