SINOPSE: Mesmo atendendo uma diversidade grande de estudantes e de diferentes ambientes (rural e urbano), o curso de Tecnologia em Agroecologia do IFB, e o seu momento de implementação do novo plano de curso, analisando a realidade nacional, que conforme IBGE (2019) do total de 5.570, 68,2% ou 3.670 municípios tem até 20 mil pessoas, e que apesar de ser um país essencialmente rural, ter uma distribuição populacional e territorial extremamente desigual, onde temos residindo apenas 15,2% da população do país (32,0 milhões de pessoas). Dos 17 munícipios com população superior a um milhão de habitantes, 14 são capitais estaduais. Esses municípios concentram 21,9% da população do País, evidenciando uma politica desenvolvimentista baseada no modelo urbano.
Essa realidade reflete um movimento histórico de êxodo rural, ampliada pelo avanço da revolução verde, artificializando e esvaziando os espaços rurais. Em contraposição à modernização conservadora, se potencializa na década de 80 os movimentos organizados do campo no acirramento na luta por direitos de toda ordem, berço da agroecologia e da educação do campo. Portanto podemos tê-las como irmãs siamesas, que se configuram como conquistas históricas desses sujeitos coletivos de direitos.
O protagonismo na Educação do Campo e na Agroecologia desses sujeitos coletivos de direitos está na base da construção do conhecimento e como processo de desenvolvimento participativo, construindo processos de autonomia e de empoderamento, resgatando conhecimentos tradicionais e a possibilidade de desenvolvimento de tecnologias apropriadas, que em ultima análise, faz parte da missão da rede federal de educação, ciência e tecnologia, que tem que dialogar com seus arranjos produtivos locais, numa perspectivas de materialidades históricas e concretas desses sujeitos atendidos, não obstante serem de ambientes urbanos ou rurais, superando essa dicotomia em benefício de melhor arranjo produtivo, baseada numa economia solidária e participativa.
1º QUESTÃO - Para realmente fazer decolar sua proposta do novo PPC, temos instância de participação nas organicidades pedagógicas que também leva em conta as organizações sociais das comunidades atendidas. Como garantir essa representatividade na Comissão Pedagógica do Curso (CPC) das representações sociais? Levando em conta instâncias de representações já existentes como Conselho Gestor (do campus) e Conselho Superior (da Instituição), mas que não dialogam de perto com práticas pedagógicas e metodológicas.
2º QUESTÃO - Poderia nos fornecer exemplos de escolas que tem práticas pedagógicas mais participativas, e que incorporam de fato os princípios da Educação do Campo de fato, com seus limites e possibilidades. Créditos: roteiro feito por Vicente Silva. Edição de Danilo Araujo. Música da vinheta de Vicente Silva, Vavado Borrão e Igor Oliveira. Curadoria de Ilvan Medeiros, Igor Oliveira, Paulo Cabral, Paula Balduino e William Jefferson. Contato: [email protected]