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Censurar é uma forma de exercer o poder e, em Portugal, esse tipo de controlo terminou oficialmente com a Revolução dos Cravos, em 1974. Como deixaram os jornais de enviar as provas para a revisão dos censores da Comissão de Exame Prévio logo no dia 25 de Abril? Este é o ponto de partida de uma conversa com João Luís Lisboa sobre desobediência e censura, as diferentes formas de censura durante a ditadura (com a censura prévia para jornais e teatro e a censura após a publicação dos livros), as estratégias das editoras, jornalistas, actores e encenadores para evitar a censura, a inevitável autocensura nos criadores, a liberdade de escrever exclusivamente na imprensa clandestina e formas indirectas de censura no século XXI. A entrevista é conduzida por Teresa Lacerda.
João Luís Lisboa é investigador integrado do CHAM-Centro de Humanidades, especialista em questões de cultura no Portugal moderno, em particular a relação entre formas e significados na comunicação do século XVIII. Dedica-se também a questões de conhecimento e metodologia na História e Teoria das Ideias. Actualmente é director deste centro de investigação.
A série «50 Anos do 25 de Abril» é uma parceria do CHAM - Centro de Humanidades (NOVA FCSH—UAc), do Museu do Aljube – Resistência e Liberdade e da Comissão Comemorativa dos 50 anos do 25 de Abril.
No próximo episódio, João Pedro Ferreira fala sobre o Capitão de Abril Salgueiro Maia, o seu jornal e o poder do humor.
O indicativo sonoro de «CHAM Talks, um podcast para ouvir ciência» utiliza «Bike Sharing To Paradise», de Dan Bordan (sem direitos de autor).
Fazemos uma viagem ao século XVI com João Alves Dias e João Costa para acompanhar as suas descobertas sobre os autores portugueses então editados fora de Portugal, em português e outras línguas, em particular na República de Veneza, Lyon, Salamanca, Antuérpia e Colónia. Serão cerca de quatro mil livros, além de outros tipos de textos. Trata-se de obras de medicina, catecismo e sermões, literatura, filosofia, direito, matemática, gramática e histórias de Portugal, entre outros. Filipe Dias, Fernão Mendes Pinto e Aquiles Estácio são exemplos entre os muitos autores impressos no estrangeiro. A entrevista é conduzida por José Alberto Catalão.
João Alves Dias é investigador integrado do CHAM e Professor Auxiliar com agregação na NOVA FCSH. Director da revista Fragmenta Historica, os seus interesses de investigação centram-se na história do livro impresso, história de Portugal Moderno, a Paleografia e Diplomática. João Costa é doutorado em História Medieval e investigador integrado do CHAM. É investigador contratado dos National Library and Archives de Abu Dhabi.
No próximo episódio, iniciamos a série ««50 Anos do 25 de Abril», um ciclo de quatro episódios dedicado à Revolução portuguesa. No dia 5 de Abril, João Luís Lisboa fala sobre formas de censura e liberdade de criação e publicação.
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O ecofeminismo, as suas origens e princípios e a sua ligação à actual emergência climática são explicados por Teresa Lousa num episódio, em que se fala sobre a tentativa de superar opressões, a relação da arte com a sociedade, o estímulo ao pensamento crítico e as principais protagonistas desta corrente. Teresa Lousa aborda ainda a perspectiva interseccional e a ligação do ecofeminismo com as causas LGBTQIAPN+ e dos povos indígenas. A entrevista é conduzida por Maria Clara Leal.
Teresa Lousa é Professora Auxiliar na Faculdade de Belas Artes (Uni. Lisboa) e investigadora integrada do CHAM-Centro de Humanidades. É doutorada em Ciências da Arte e do Património. As suas áreas de especialidade são o pensamento artístico, a relação entre arte e género, arte terapia, património e as imaginários artísticos.
No próximo episódio,
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O século XVII ficou marcado pelas guerras entre os Países Baixos e Portugal e envolveu territórios e populações da América, Ásia e Europa. Como começou este conflito e o que estava em causa? Qual a situação do império português antes do conflito e que alterações sofreu durante este período? Qual a importância destas guerras para a História de Portugal? O historiador André Murteira responde. A conversa é conduzida por Isabel Araújo Branco.
André Murteira é investigador integrado do CHAM-Centro de Humanidades. Actualmente desenvolve o projecto «Ships and War: Dutch and Iberian War Fleets in the Dutch-Iberian Global Conflict (1600-1669)», financiado pela FCT. É doutorado em História (UNL), com a tese A navegação portuguesa na Ásia e na rota do Cabo e o corso neerlandês, 1595-1625, e mestre em História dos Descobrimentos e da Expansão Portuguesa (UNL), com a dissertação A Carreira da Índia e o corso neerlandês (1595-1625), publicada em 2012. Outros dos seus trabalhos estão disponívei em periódicos como Journal of Military History, Tijdschrift voor Zeegeschiedenis, Análise Social, e Anais de História de Além-Mar. Editou com Hélder Carvalhal e Roger Lee de Jesus o livro The First World Empire: Portugal, War and Military Revolution (2021).
No próximo episódio, Teresa Lousa fala sobre práticas artísticas ecofeministas.
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O que são as relíquias e porquê estudá-las? Este é o ponto de partida da entrevista com António Camões Gouveia sobre as múltiplas interpretações e camadas de significado de uma relíquia, a importância da memória individual e colectiva, a existência de relíquias independentemente da «santidade» do seu dono, a possibilidade de criar um relicário individual e a distinção entre a devoção institucional e a devoção popular, numa conversa em que se recorre a exemplos associados a Santo António, Santo Inácio de Loiola, Santa Rita de Cássia, Sousa Martins, Madre Luiza Andaluz e Padre Cruz. A entrevista é conduzida por Beatriz Freitas.
António Camões Gouveia é Professor na NOVA FCSH e investigador integrado do CHAM-Centro de Humanidades. Entre 1991 e 1997 colaborou com a Comissão Nacional para a Comemoração dos Descobrimentos Portugueses. Foi coordenador científico da Fundação Robinson entre 2004 e 2013 e Director do Museu de Évora entre 2010 e 2012. O seu trabalho centra-se nas mentalidades, ideias e práticas sociais modernas, em particular a história da nobreza, dos saberes, da vida religiosa e do quotidiano. Em confluência teórico-prática junta-lhes a programação de cultura, nas dimensões do património, da museologia e da mediação.
No próximo episódio, André Murteira fala sobre as guerras luso-neerlandesas do século XVII.
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O que se entende por lixo marinho para épocas anteriores à industrialização? Como se podem analisar os níveis de toxicidade marinha para essa época? Quais eram então os principais agentes causadores do lixo marinho? De que forma as práticas do quotidiano poderiam ser nocivas para o ambiente e para as pessoas? Para quê analisar a governança dos espaços portuários ao procurar entender esta questão? A arqueóloga Ana Catarina Garcia tira todas as dúvidas. A conversa é conduzida por Isabel Araújo Branco.
Ana Catarina Garcia é doutorada em História e mestre em História Insular e Atlântica. É investigadora integrada do CHAM-Centro de Humanidades. É investigadora do Projecto ERC «Synergy Grant 4-OCEANS (2021-2027), Human History of Marine Life Extraction, Knowledge, Drivers and Consumption of Marine resources». Integra ainda o projecto CONCHA «The construction of early modern global Cities and oceanic networks in the Atlantic» e o projecto H-WHALE «A chronology of change: an Heritage network of historical WHALing in Europe». Em breve integrará o projecto «TRASH-Human waste and marine debris during the first globalization», no âmbito do Concurso de Estímulo ao Emprego Científico da FCT.
No próximo episódio, António Camões Gouveia fala sobre a cultura material do campo religioso.
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Quais as grandes mudanças na imagem da morte registadas pela literatura no século XIX? Por que motivo os cemitérios se tornaram espaços tão inspiradores à criação artística? Em que medida o tema da morte na literatura é influenciado pelo romantismo? Estas são algumas das questões abordadas nesta conversa com António Martins Gomes sobre a morte na literatura portuguesa oitocentista, nomeadamente na obra de Almeida Garrett, Camilo Castelo Branco, Eça de Queiroz, Fialho de Almeida e Cesário Verde. A entrevista é conduzida por Alina Baldé.
António Martins Gomes é Professor Auxiliar da Universidade NOVA de Lisboa e investigador integrado do CHAM-Centro de Humanidades. Desde 1987, publica textos sobre literatura e arte em publicações periódicas e obras colectivas, destacando-se a organização da Antologia Crítica de Cultura Portuguesa Oitocentista (2016) e a colaboração na ERNIE - Encyclopedia of Romantic Nationalism in Europe (2018). Os seus actuais interesses de investigação incidem sobre a cultura portuguesa do século XIX.
No próximo episódio, conversamos com Ana Catarina Garcia sobre o lixo marinho na época moderna na rubrica «Breve introdução a…».
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«CHAM Talks, um podcast para ouvir ciência» dá início a uma nova rubrica, «Breve introdução a…», que pretende explicar de forma sucinta alguns conceitos importantes. Começamos por conversar com Adelino Cardoso sobre o conceito de «corpo». O que significa «corpo»? O corpo humano é uma espécie de fábrica? A visão organicista do corpo mantém-se válida hoje em dia? A conversa é conduzida por Isabel Araújo Branco.
Adelino Cardoso é doutorado em Filosofia pela Universidade de Lisboa e investigador integrado do CHAM-Centro de Humanidades. Os seus interesses de investigação distribuem-se pela filosofia moderna, pensamento português, fenomenologia, história e filosofia da medicina. Coordenou projectos interdisciplinares articulando filosofia, medicina, história e literatura. É investigador do projecto de Medicina Narrativa do CEAUL, desde a sua fundação (2011). É membro da Comissão de Ética do Instituto Português de Oncologia e do Conselho de Ética da Fundação Champalimaud.
No próximo episódio, João Muralha falará sobre vestígios da pré-História no Alto Douro.
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João Muralha explica como as incríveis descobertas arqueológicas realizadas nos últimos 25 anos no Alto Douro conduziram a alterações dos paradigmas interpretativos da arqueologia sobre os recintos murados do terceiro milénio a.C. Numa conversa sobre a forma como os humanos de então se relacionavam com a paisagem, João Muralha fala sobre o conceito de colina monumental e como este se aplica a Castanheiro do Vento, a implantação dos sítios e a forma como as várias gerações que os habitam e a complexidade e diversidade das construções encontradas. A conversa é conduzida por Joana Rodrigues.
João Muralha é Professor Auxiliar na NOVA FCSH e investigador integrado do CHAM-Centro de Humanidades. Doutorado em Arqueologia, faz investigação arqueológica no Alto Douro, Beira Interior e Trás-os-Montes. Investiga arqueologia da paisagem, as arquitecturas pré-históricas e a relação dos humanos com os territórios.
No próximo episódio, conversaremos com Adelino Cardoso sobre o conceito de corpo na rubrica «Breve introdução a…».
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Como é encarada a morte no Antigo Egipto? Essa perspectiva era igual para todas as classes sociais? Os antigos egípcios pensavam ser possível atingir a imortalidade? Porque mumificavam os corpos dos defuntos? Para que servia o Livro dos Mortos? Regressamos à rubrica «Breve introdução a…», desta vez com Inês Torres. A conversa é conduzida por Isabel Araújo Branco.
Inês Torres é doutorada em Egiptologia pela Universidade de Harvard e investigadora integrada do CHAM-Centro de Humanidades. Licenciada em Arqueologia (Uni. Lisboa) e mestre em Egiptologia (Uni. Oxford), É directora do projecto arqueológico The Mastaba of Akhmerutnisut Documentation Project, em Guiza, no Egipto. É fundadora e coordenadora do projecto de divulgação do Antigo Egipto no Instagram @umaegiptologaportuguesa e participa no podcast «Três Egiptólogues Entram Num Bar», duas iniciativas que visam divulgar os resultados da investigação desta área junto de um público geral. A sua investigação prende-se com a análise do túmulo egípcio enquanto espaço social, pretendendo entender como o espaço tumular influenciava as narrativas de memorialização do defunto e a perpetuação da sua memória.
No próximo episódio, João Muralha falará sobre vestígios da pré-História no Alto Douro.
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