CHAM Talks, um podcast para ouvir ciência

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CHAM Talks, um podcast para ouvir ciência episodes

  • Portugueses no Vicerreino do Peru: economia mineira, comércio e boa integração, com Gleydi Sullón Barreto

    A atracção das minas de Potosi foi o factor decisivo da instalação de portugueses no Vicerreino do Peru no século XVII, conta Gleydi Sullón Barreto, investigadora do CHAM-Centro de Humanidades. Mas existiram outros factores destas migrações, como a participação no comércio de escravizados, a navegação e o exercício de actividades artesanais. Lima foi o principal destino, mas também existem registos de portugueses em Piura, Trujillo, Cajamarca, Ayacucho e Arequipa, entre outros. Apesar das limitações legais, integraram-se facilmente nas novas comunidades, sem formar grupos corporativos. E fugiam também à Inquisição, como sustenta alguma historiografia? Gleydi Sullón não encontrou documentação que sustente esta teoria, pois tratava-se de cristãos velhos ou cristãos novos autênticos, acrescentando que os portugueses contribuíram de forma discreta mas decisiva para a formação das sociedades hispano-americanas. A entrevista é conduzida por Joana Rodrigues.

    Gleydi Sullón Barreto é investigadora integrada do CHAM-Centro de Humanidades, sendo especialista no estudo dos portugueses no Vicereino do Peru do século XVII, com base na análise de documentos notariais. Actualmente está a desenvolver o projecto «Portuguese emigration in the Spanish Peru, 1570-1700. Social life, economic culture and the question of identities», com contrato com a FCT. Gleydi Sullón Barreto é doutorada em História (Univ. Complutense de Madrid) e autora de Extranjeros integrados. Portugueses en la Lima virreinal, 1570-1680 (2016) e Viajantes al Nuevo Mundo. Extranjeros en Lima, 1590-1640 (2019).

    No próximo episódio, Dora Gago fala sobre a literatura portuguesa no mundo e o comparatismo.

    O indicativo sonoro de «CHAM Talks, um podcast para ouvir ciência» utiliza «Bike Sharing To Paradise», de Dan Bordan (sem direitos de autor).

    20 min
  • «Breve introdução a...» Epicurismo, com Leonor Santa Bárbara

    O epicurismo desenvolve-se na Grécia, no século III a.C. O que distingue esta corrente de outras correntes filosóficas anteriores? Quais as suas principais características? Para Epicuro, em que  consiste a felicidade? Que aspectos contribuem para a felicidade, do seu ponto de vista? Em épocas posteriores o epicurismo foi associado ao prazer. Mas será este realmente importante nesta doutrina? Leonor Santa Bárbara guia-nos numa viagem introdutória ao epicurismo na rubrica «Breve introdução a...» de «CHAM Talks, um podcast para ouvir ciência». A entrevista é conduzida por Isabel Araújo Branco, numa gravação ao vivo realizada no âmbito do Dia da Investigação e Inovação da NOVA FCSH, em Outubro de 2024.

    Leonor Santa Bárbara é Professora Associada do Departamento de Estudos Portugueses da NOVA FCSH e investigadora integrada do CHAM-Centro de Humanidades, de que é subdirectora. Leonor Santa Bárbara é especialista em Estudos Clássicos, Literatura e Cultura Grega, Grécia Helenística, Matrizes Clássicas na Cultura Portuguesa, Recepção da Antiguidade e Representações de Eros na arte e na literatura.

    No próximo episódio, Gleydi Sullón Barreto fala sobre a presença de portugueses no Vicerreino do Peru.

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    11 min
  • Comunidades italianas em Portugal do século XVI ao século XXI, com Nunziatella Alessandrini

    A construção da lisboeta Igreja de Nossa Senhora do Loreto, no início do século XVI, marca o início da presença em Portugal da chamada «nação» italiana. Esta juntava pessoas de várias cidades-Estado e repúblicas da Península Itálica. Como explica a Nunziatella Alessandrini, a comunidade italiana era muito diversificada, mas a sua fixação relaciona-se com os privilégios régios outorgados a mercadores «italianos» (e de outras nacionalidades). Estes mercadores vinham principalmente para comerciar no âmbito da expansão no Atlântico e no Oriente. Durante a monarquia dual, os maiores contratos comerciais estavam nas mãos de genoveses, recorda a historiadora, que traça ainda um paralelo com o século XXI. A entrevista é conduzida por Teresa Lacerda.

    Nunziatella Alessandrini é investigadora integrada do CHAM. Com mestrado e doutoramento em História Moderna (Uni. Aberta), dedica-se às relações artísticas, comerciais, económicas e políticas entre Portugal e Itália, em particular nos séculos XVI e XVII, mas também às comunidades estrangeiras e fluxos migratórios, miscigenação e grupos sociais. Coordena desde 2011, os ciclos de conferências «Relações Luso-Italianas na Época Medieval e Moderna», numa colaboração do CHAM, Istituto Italiano di Cultura di Lisbona e outras instituições.

    No próximo episódio, Leonor Santa Bárbara fala sobre o Epicurismo na rubrica «Breve introdução a…».

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    16 min
  • Fernanda Campos: Imagens da Península Ibérica na literatura de viagens do século XVIII

    Que retrato é feito de Portugal e Espanha e das suas populações na literatura de viagens sobre a Península Ibérica do século XVIII? O olhar destes viajantes é neutro ou carrega já ideias feitas e preconceitos? Conhecem efectivamente a Península Ibérica ou repetem chavões antigos? Fazem de facto essas viagens ou escrevem sem viajar? E quem são esses viajantes escritores e com que objectivos escrevem? Fernanda Campos conduz-nos pela leitura de vários relatos e faz-nos revelações surpreendentes. A entrevista é conduzida por Isabel Araújo Branco.

    Doutorada em História e com uma pós-graduação em Ciências Documentais, Fernanda Campos foi Subdiretora da Biblioteca Nacional (1992-2006) e coordenou organizações nacionais e internacionais ligadas a bibliotecas, nos domínios da normalização bibliográfica, gestão e valorização de colecções patrimoniais, desenvolvimento e aplicação de novas tecnologias da Informação e Comunicação e cooperação internacional. Foi professora na Universidade de Lisboa, no ISCTE e na Universidade Autónoma de Lisboa. Tem como áreas de interesse e investigação a História do Livro, da Leitura e das Bibliotecas no Antigo Regime.

    Com este episódio, concluimos a segunda temporada de «CHAM Talks, um podcast para ouvir ciência». Regressamos no próximo ano lectivo. Até lá.

    27 min
  • Margarida I. Almeida Amoedo: A aventura do filosofar

    Filosofar é uma aventura, considera Margarida I. Almeida Amoedo, há muito dedicada ao pensamento hispânico, em particular à obra do espanhol José Ortega y Gasset. A investigadora conversa sobre os conceitos de heroísmo, salvação, amor, circunstância, fraternidade e dignidade. «A intervenção do ser humano na sua circunstância corresponde à fidelidade ou, pelo contrário, à traição ao peculiar programa de exigência em que cada um de nós autenticamente consiste», refere a estudiosa. A entrevista é conduzida por Joana Rodrigues.


    Margarida I. Almeida Amoedo é investigadora integrada do CHAM-Centro de Humanidades. Doutorada em Filosofia pela Universidade de Évora, é Professora Associada desta instituição, onde tem leccionado principalmente unidades curriculares de Axiologia, Ética e Filosofia da Educação. A sua investigação tem incidido sobretudo no pensamento de Ortega y Gasset e na tematização axiológica dos problemas educativos.


    No próximo episódio, Fernanda Campos fala sobre as imagens da Península Ibérica projectadas na literatura de viagens do século XVIII.


    O indicativo sonoro de «CHAM Talks, um podcast para ouvir ciência» utiliza «Bike Sharing To Paradise», de Dan Bordan (sem direitos de autor).

    32 min
  • Carla Alferes Pinto: Património, preservação e os seus usos no presente

    Património é um conceito que todos conhecemos? Carla Alferes Pinto explica que, numa perspectiva tradicional, «património» corresponde a algo material que herdámos do passado, mas actualmente os especialistas integram também outras componentes, em particular estando em ligação com o seu uso e importância no presente. Trata-se, pois, da reconstrução cultural de um cânone, como salienta a investigadora e docente, que aborda ainda a recuperação de património e as várias formas de preservação e conservação. A entrevista é conduzida por Isabel Araújo Branco.

    Carla Alferes Pinto é investigadora integrada do CHAM-Centro de Humanidades, onde coordena a linha temática «Património e Desafios da Actualidade» e preside à Comissão Científica. É docente do Departamento de História da NOVA FCSH. É co-coordenadora do Programa de Mestrado em Património. Doutorada em História da Arte, lidera o projecto VESTE («Vestir a corte: traje, género e identidade(s)», financiado pel FCT) sobre a história e as culturas da moda em Portugal no período moderno. É também membro de diversas redes e projetos de investigação, como a Cátedra UNESCO «O Património Cultural dos Oceanos» e o projeto H2020 RISE CONCHA «A Construção das Cidades Globais Modernas e das Redes Oceânicas no Atlântico».

    No próximo episódio, Margarida I. Almeida Amoedo conversa sobre pensamento e filosofia hispânica, em particular a obra de José Ortega y Gasset.

    O indicativo sonoro de «CHAM Talks, um podcast para ouvir ciência» utiliza «Bike Sharing To Paradise», de Dan Bordan (sem direitos de autor).

    27 min
  • Arlindo Manuel Caldeira: Escravizados na América e na Europa, origens, funções e resistências

    A escravidão foi semelhante na América e na Europa? Arlindo Manuel Caldeira responde a esta questão, explicando as diferenças quanto às origens geográficas das pessoas escravizadas, ao tipo de trabalho desempenhado, às formas de resistência a esta condição de extrema violência e às consequências ainda hoje presentes nas nossas sociedades. Sabia, por exemplo, que muitos dos escravizados trazidos para Portugal tinham origem no Norte de África e no Império Turco, havendo ainda um número significativo de chineses, indianos e japoneses? A entrevista é conduzida por Teresa Lacerda.

    Arlindo Manuel Caldeira é investigador integrado do CHAM-Centro de Humanidades. Licenciado em História, foi professor de História na Escola Secundária de Camões (Lisboa). Publicou vários livros e dezenas de artigos, de que destacamos Escravos e traficantes no Império Português e Escravos em Portugal. Das origens ao século XIX. Está já nas livrarias o seu mais recente livro, O Apelo da Liberdade. Resistência dos Africanos à Escravidão nas áreas de influência portuguesa.

    No próximo episódio, Carla Alferes Pinto conversa sobre património.

    27 min
  • Federica Lupati: A canção de protesto e a sua herança no rap

    A canção de protesto constitui um dos elementos mais representativos da resistência durante a ditadura e do processo revolucionário decorrente do 25 de Abril. Um dos seus herdeiros é o rap, género musical que desde a década de 1990 prossegue um trabalho de intervenção e denúncia social com características e objectivos próximos. Federica Lupati reflecte sobre os diálogos e os paralelos entre estas duas expressões musicais, a sua actualidade, o impacto na sociedade dos anos 1970 e dos nossos dias, em particular no que diz respeito às mulheres. A entrevista é conduzida por Isabel Araújo Branco.

    Federica Lupati é investigadora integrada do CHAM-Centro de Humanidades (NOVA FCSH-UAc), doutorada em Estudos Portugueses (Uni. Nova de Lisboa) e mestre em Literaturas e Culturas Pós-coloniais (Università Ca' Foscari, Veneza). Actualmente participa no projecto «Women's Literature: Memories, Peripheries and Resistance in the Luso-African-Brazilian Atlanctic» (WomentLit), financiado pela FCT. Entre outras áreas, investiga o rap feminino em Portugal e no Brasil, a posição das mulheres num ambiente maioritariamente masculino e o seu papel enquanto produtoras culturais e activistas.
    A série «50 Anos do 25 de Abril» é uma parceria do CHAM - Centro de Humanidades (NOVA FCSH—UAc), do Museu do Aljube – Resistência e Liberdade e da Comissão Comemorativa dos 50 anos do 25 de Abril.
    No próximo episódio retomamos a programação habitual no nosso podcast, com uma conversa com Arlindo Manuel Caldeira sobre escravizados na América e na Europa, as suas origens, as suas funções laborais e as suas formas de resistência.

    37 min
  • Débora Dias: Paulo Freire e a Revolução portuguesa

    O pedagogo e pensador brasileiro Paulo Freire foi convidado a visitar Portugal pela primeira vez em 1971, mas o visto de entrada foi recusado, passando a ter inclusive um dossier na polícia política portuguesa, que inclui documentos enviados pela ditadura brasileira. Em Outubro de 1974, chega finalmente a Portugal, participando em actividades em Lisboa e Coimbra. Débora Dias, investigadora do CHAM-Centro de Humanidades, conversa sobre a circulação da sua obra em Portugal Continental e nos Açores durante a ditadura, a aplicação do seu método de alfabetização em várias regiões do país e a sua relação com a luta anticolonial em África, em particular com o angolano MPLA. Débora Dias fala ainda da aplicação em Portugal das suas práticas pedagógicas e da actualidade do pensamento de Freire. A entrevista é conduzida por Maria Clara Leal.
    Débora Dias é investigadora integrada do CHAM-Centro de Humanidades, colaboradora do Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX (CEIS20) da Universidade de Coimbra (UC). Doutorada em História Contemporânea e mestre em História Social, investiga as relações culturais entre Brasil e Portugal no século XX, história editorial, história social da leitura e história dos intelectuais e das instituições.
    A série «50 Anos do 25 de Abril» é uma parceria do CHAM - Centro de Humanidades (NOVA FCSH—UAc), do Museu do Aljube – Resistência e Liberdade e da Comissão Comemorativa dos 50 anos do 25 de Abril.
    No próximo episódio, Federica Lupati fala sobre a música de intervenção antes e depois do 25 de Abril e a sua ligação com o rap das décadas seguintes.

    33 min
  • João Pedro Ferreira: Salgueiro Maia, seu jornal e o poder do humor

    O Capitão de Abril Salgueiro Maia entrou para a Academia Militar em 1964, começou a estudar Antropologia em 1969 em plena Crise Académica e participa na Guerra Colonial entre 1967 e 1973. Estas experiências e ambientes marcaram a sua evolução intelectual e política? João Pedro Ferreira conversa sobre estes e outros episódios da vida de Salgueiro Maia, recuperando seus escritos, nomeadamente no jornal da companhia que comanda na Guiné, Os Progressistas, num projecto em colaboração com a Biblioteca do Exército. João Pedro Ferreira aborda também os actos subversivos dos militares durante a guerra, a importância do humor e o seu impacto corrosivo no sistema. A entrevista é conduzida por Isabel Araújo Branco.
    João Pedro Ferreira é investigador integrado do CHAM-Centro de Humanidades, doutorado em História e Teoria das Ideias, com a tese «Castigar a rir. O humor na imprensa periódica em Portugal (1797-1835)». Mestre em História Cultural e Política, é autor de vários livros, capítulos e artigos, tendo recebido financiamentos da FCT e da FLAD. É ainda jornalista, colaborando com diversas publicações.
    A série «50 Anos do 25 de Abril» é uma parceria do CHAM - Centro de Humanidades (NOVA FCSH—UAc), do Museu do Aljube – Resistência e Liberdade e da Comissão Comemorativa dos 50 anos do 25 de Abril.
    No próximo episódio, Débora Dias fala sobre Paulo Freire e a Revolução Portuguesa.
    O indicativo sonoro de «CHAM Talks, um podcast para ouvir ciência» utiliza «Bike Sharing To Paradise», de Dan Bordan (sem direitos de autor).

    41 min

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CHAM Talks, um podcast para ouvir ciência apresenta entrevistas a investigadores do CHAM-Centro de Humanidades (NOVA FCSH-UAc) sobre temas relacionados com o seu trabalho e, em muitos casos, a sua ligação à sociedade contemporânea. O que se descobre nas Humanidades?