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Os deputados gaúchos tiveram "outro olhar" para o voto impresso: 20 a favor da proposta, apenas sete contrários e quatro abstenções. Procure saber como votou o seu deputado, vários sites publicaram a lista. Mas basicamente contra ficaram o PT, o PSOL, um deputado do PDT e um do PSL. Os outros favoráveis, por exemplo o MDB na íntegra, Marcel, do Novo, a favor também, até o PSB e o PSDB na íntegra a favor – todos esses inclusive contra seus partidos nacionais. Então, se dependesse dos gaúchos, estaria aprovado. (...) Enquanto políticos ainda tiverem medo da opinião pública, é sinal de que ao menos a democracia segue respirando.
Há poucos dias eu esperava o Uber, na beira da calçada, e acompanhava, ali ao lado, a conversa de um descarregador de caminhão de saco de cimento com o pedreiro de uma obra. Não peguei tudo, mas vi que a reclamação se dava em relação ao preço da carne. "Estou tendo que virar vegetariano de tão cara que está a carne", falou um deles. "Pois é, falam do outro lá, mas no tempo dele dava pra comer carne todos os dias", acrescentou o outro – se referindo, claro, ao Lula e ao tempo de bonança da economia internacional. Entendam: estou apenas dando um relato, sem juízo, de um fato que me ocorreu ocasionalmente, para mostrar que a opinião pública nem sempre está conectada à pauta política mais latente.
Há uma diferença grande entre aparência e essência. Assim é na vida privada, assim também é na vida social. Na política, não é diferente. Tem muita gente que virou militante profissional, que vive das causas que defende – que ganha dinheiro disso e com isso. E as bandeiras politicamente corretas são as primeiras a serem apropriadas por esses militantes profissionais. Vejo instituições e ONGs se apropriando de pautas, por exemplo, de gays e negros, como se esses públicos fossem suas propriedades. Existem movimentos respeitáveis, sem dúvida, mas tem muita gente que usa a causa pra isso: faturar dinheiro.
Questione. Questione tudo e todos.
Eu vivi, você viveu, todos devem ter vivido ontem, de algum modo, uma explosão de amor. Era Dia dos Pais. Eu perdi meu pai aos 4 anos de idade, mas só fiquei com boas lembranças e o lindo testemunho sobre o professor Artêmio. A vida me presenteou com três filhos ao lado da Renata: a Isabela, com 9 anos, o Bento, com 6, e a Teodora, com 4. Assim como quase todo mundo, claro, expus essa felicidade nas redes sociais.
Eu disse ontem para um amigo que acabou de saber a notícia de que vai ser pai: prepare-se para os dias mais desafiadores de sua vida, porque não é fácil (nem tudo é instagramável), mas prepare-se também para os dias mais maravilhosos, que nada consegue explicar (nem a mais bela foto do Instagram)
O programa deste sábado (7) trata os caminhos da infraestrutura gaúcha com Outro Olhar.
Há uma necessidade permanente de modernizar e de reformar as estruturas públicas. A maioria das legislações do setor público – sobre cargos, sobre instituições, sobre vantagens, sobre as relações com o setor privado – foram formuladas nas décadas de 60, 70, no máximo nos anos 80. A realidade daquele tempo e a do nosso tempo é muito diferente. Entenda como isso impacta diretamente na vida da sociedade.
Nós fomos nos acostumando, nos últimos anos, com políticos lacradores, um novo tipo de personagem do ambiente político, especialmente com a era das redes sociais. São os 'caça-like', que querem ser bacanões com grandes jogadas.
Se ser equilibrado é mandar prender o Oswaldo Eustáquio, se ser equilibrado é mandar prender a tal ativista Sara Winter, se ser equilibrado é mandar quebrar o sigilo da Jovem Pan, do Brasil Paralelo e desses pobres blogueiros, se ser equilibrado é mandar prender o deputado Daniel Silveira – único parlamentar no mundo preso por crime de opinião, mesmo com imunidade parlamentar –, se ser equilibrado é aceitar que a Suprema Corte seja autora, ela mesma, de ação persecutória contra jornalista, contra deputado, agora contra o presidente da República… Percebem onde nós estamos chegando com isso? Pois bem, meus amigos, então eu sou um completo desequilibrado.
No Evangelho da missa deste último domingo, teve uma parte que me chamou especialmente a atenção, independente da questão religiosa de cada um, mas é a reflexão que vale. Ali, numa passagem do Efésios, numa carta de São Paulo, ele diz assim: “não continueis a viver como vivem os pagãos, cuja inteligência os leva para o nada”. Vejam que interessante, e que assunto tão pouco abordado – um sentido para a inteligência, um sentido para a intelectualidade, um sentido para a cultura.
O voto auditável tomou a esquizofrenia da guerra política que estamos vivendo. Gostemos ou não do Bolsonaro, o fato é que o presidente da República tem total legitimidade para reivindicar esse novo mecanismo. Qual é o grande problema, o grande temor, a grande paranoia de ele estar propondo isso? Podemos concordar ou discordar do mérito; mas a discussão, inequivocamente, é legítima.
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