@Phoenix comenta cada parágrafo da parte final do #8, que se encontra no item: "O retorno da vida feita à mão, a cura dos instintos feridos". Os comentários partem do alerta de Clarissa Pinkola de que "uma mulher braba não pode se dar o luxo de ser ingênua", lembrando que os excessos de depedência química, afetiva e professional - entendendo excessos como abusos e desequilibrio - levam a custos para a alma, a psique e para o instinto. Seguindo, @Phoenix comenta outro alerta importante: não estamos curadas de todo porque houve uma cura pontual numa determinada experiência. A mulher braba precisa convocar sempre a mulher selvagem para seguir curando-se, no sentido de observar como lidar com as armadilhas e predadores externos e internos que continuam a existir. Isto envolve lutar pela alegria e saber uivar. Lutar pela alegria pode ser descrito como buscar o autoconhecimento constante, através do estudo, da análise, da terapia individual ou em grupo. O fortalecimento da alma, portanto, da intuição, convoca a mulher a ter uma vida feita à mão, tornando-a maid feliz. O saber uivar é saber mais sobre sua vocação, seu estilo de vida, é soltar a voz onde estão seus pares, sua matilha. Imagine um lobo latindo, ou um cão uivando, não estarão realmente usando suas vozes, não encontrarão seu bando, sua turma tal qual no conto do Patinho Feio. Como em grupos profissionais, que precisam de Conselhos e Organizações das categorias, as mulheres que trazem a mulher selvagem, a Loba, no sangue, precisam procurar sua gente, elas estarão mais fortes, curando e aprendendo a evitar que seus instintos sejam feridos, portanto, sendo mais felizes. Nesta rota, seguimos na direção do #9, com o conto da mulher da pele de foca.