Clube das Lobas

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By Patrícia PhoenixArtsBooks
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Clube das Lobas episodes

  • "Quem não sabe uivar não encontrará sua matilha" - episódio final do #8 A preservação do Self
    @Phoenix comenta cada parágrafo da parte final do #8, que se encontra no item: "O retorno da vida feita à mão, a cura dos instintos feridos". Os comentários partem do alerta de Clarissa Pinkola de que "uma mulher braba não pode se dar o luxo de ser ingênua", lembrando que os excessos de depedência química, afetiva e professional - entendendo excessos como abusos e desequilibrio - levam a custos para a alma, a psique e para o instinto. Seguindo, @Phoenix comenta outro alerta importante: não estamos curadas de todo porque houve uma cura pontual numa determinada experiência. A mulher braba precisa convocar sempre a mulher selvagem para seguir curando-se, no sentido de observar como lidar com as armadilhas e predadores externos e internos que continuam a existir. Isto envolve lutar pela alegria e saber uivar. Lutar pela alegria pode ser descrito como buscar o autoconhecimento constante, através do estudo, da análise, da terapia individual ou em grupo. O fortalecimento da alma, portanto, da intuição, convoca a mulher a ter uma vida feita à mão, tornando-a maid feliz. O saber uivar é saber mais sobre sua vocação, seu estilo de vida, é soltar a voz onde estão seus pares, sua matilha. Imagine um lobo latindo, ou um cão uivando, não estarão realmente usando suas vozes, não encontrarão seu bando, sua turma tal qual no conto do Patinho Feio. Como em grupos profissionais, que precisam de Conselhos e Organizações das categorias, as mulheres que trazem a mulher selvagem, a Loba, no sangue, precisam procurar sua gente, elas estarão mais fortes, curando e aprendendo a evitar que seus instintos sejam feridos, portanto, sendo mais felizes. Nesta rota, seguimos na direção do #9, com o conto da mulher da pele de foca.
    26 min
  • #8 A preservação do Self. Item: Na Casa do Carrasco. A tentativa de tirar os sapatos, tarde demais
    Neste episódio, @C.T. faz a leitura da parte do #8 na qual Clarissa Pinkola comenta sobre o momento em que os sapatinhos vermelhos da dança maldita são arrancados da menina, pela via do corte dos pés. Aqui é importante ver que este momento de "corte dos pés" é algo que abala psiquicamente uma mulher, levando-a, inclusive, a definir uma estrutura psicótica, com surtos que a fazem delirar e alucinar. Pode também levar ao surgimento de sintomas graves de depressão e ansiedade. Romper com a dependência química gera quadros de abstinência. Em muitos casos de cortes abruptos com as chamadas relações tóxicas, sejam amorosas, familiares e de trabalho, também pode se observar quadros de grande desequilíbrio psíquico. No entanto, paradoxamente, a recuperação, como diz Clarissa Pinkola, vem justamente da "dor de se ver separada dos sapatinhos vermelhos". Na sequência @C.T, começa a leitura de "O retorno da vida feita à mão, a cura dos instintos feridos", apontando para o bálsamo de que "se a nossa natureza selvagem foi ferida, nós nos recusamos a nos deitar para morrer". Muitas vezes, cortes são necessários para que uma planta viceje, para que um texto ou uma fala se torne mais concisa e clara. A vida sem excessos, com um corte certeiro, pode ser libertador. "Uma mulher braba" sabe disto, mas, imediatamente após ser ferida, precisa de um tempo para "voltar ao Self de direito". Assim, seguimos para o próximo episódio, o que fecha o #8.
    11 min
  • #8 - Armadilha no. 7: A simulação, a tentativa de ser boa, a trivialização do anormal
    @LaHuesera, num tom firme e seguro, empodera ainda mais o conteúdo da Armadilha no. 7, que por si só já é uma das partes em relevo não só do capítulo 8 como do livro "Mulheres que correm com os lobos". Por que consideramos a Armadilha 7 este ponto em destaque? Ora, aqui há três importantes alertas: 1. As mulheres tentam ser boazinhas para se ajustarem ao que é empedernido e anormal; 2. As mulheres trivializam o anormal, ou seja, que as desvalorizem, aceitando muita coisa calada, sem mostrar ou falar o que desejam, romantizando ou tolerando injustiças e abusos psicológicos e/ou fisícos. "A trivialização do anormal" ou "o aprendizado da impotência" impossibilita que a mulher entre em contato com tudo que é instintivo, selvagem e criativo; 3. As mulheres podem abrigar uma "armadilha dentro da armadilha" quando não observam o "paradigma do acréscimo". O que significa este paradigma? Que a mulher ao invés de apenas projetar que existe um outro perverso que a maltrata, a desvaloriza, observa que ela também é perversa com seu Self. O paradigma do acréscimo faz com que a mulher seja capaz de notar que a perversão externa e interna se unem para destruir a mulher selvagem e privá-la de se proteger contra tudo o que possa ferir seus instintos, deixando-a ameaçada de perder sua vida criativa. Quando a destruição externa se une à interna, a mulher está obcecada pelos sapatinhos vermelhos que ficaram no lugar dos seus sapatinhos vermelhos feitos à mão; ela corre o risco de assumir uma espécie de vida apática e desesperançada como bebês que choraram mas ninguém veio socorrê-los. Afirma Clarissa que, neste estágio, a jaula está trancada, a mulher está no cativeiro, cada vez mais sem recursos para sair daí. Escute, com a alma, a leitura desta Armadilha, se você estiver encerrada numa deste tipo, ou se está a ponto de ser capturada, terá forças para escapar. Reescute sempre que duvidar de sua percepção ou intuição e de sua capacidade selvagem de sair desta captura. Quando você decidir sair, verá que há outros caminhos e possibilidades de escolha, ajuda e recursos esperando pela sua decisão.
    16 min
  • A vida secreta de uma mulher: La Loba e o deserto
    @Phoenix nos propõe voltar ao #1 - "O uivo: A ressurreição da Mulher Selvagem", para escutar toda poesia de Clarissa Pinkola Estés ao falar do deserto de La Loba como a divisão existente nas vidas de muitas mulheres: "ínfimas na superfície e imensas por baixo." (p. 30)
    4 min
  • #8 - A preservação do Self. ARMADILHA NO. 6: O recuo diante do coletivo, a rebelião na sombra.
    Na voz de @LaHuesera, ouvimos uma parte emblemática de Mulheres que correm com os lobos. Esta bandeira esta na Armadilha no. 6 do #8: "Nós ainda temos o predador na nossa cultura, e ele ainda tenta sabotar e destruir toda a conscientização e todas as tentativas de alcançar a totalidade. Há uma grande verdade no ditado de que é preciso batalhar de novo pela liberdade a cada vinte anos. Às vezes, a impressão é de que é preciso lutar por ela a cada cinco minutos. No entanto, a natureza selvagem nos ensina que devemos enfrentar os desafios à medida que eles se apresentem." Vamos à escuta da Armadilha no. 6!
    10 min
  • Comparações entre "a tentativa de ocultar uma vida secreta" e "a natureza dual" das mulheres
    O que faz uma mulher tentar esconder uma vida secreta? O que seria prejudicial nisto e o que seria saudável nesta divisão na vida de uma mulher? É o que Clarissa Pinkola Estés nos provoca a pensar na Armadilha no. 5 do #8 de Mulheres que correm com os lobos. Neste episódio do nosso podcast, @Phoenix nos convida a refletir que a esposa do Barba-azul e Vasalisa ocultaram algo sobre de si mesmas para sairem de armadilhas e de cativeiros; e como, de forma precavida, o fizeram as irmãs gêmeas e o pai delas no Conto do Manawee - no #4 - ao esconderem seus nomes. Clarissa interpreta a ocultação desses nomes como parte da natureza dual da mulher selvagem e que esta mulher só revelerá seu interior - aquilo que deseja seu Self mais profundo - ao homem selvagem, o Manawee, que se interessa por ela, que quer saber disto para cooperar com ela e não para agredi-la, manipulá-la e controlá-la. Um homem desinteressado pela parte interior de uma mulher pode deixá-la seguir "em desmazelo", pode deixá-la com "fome de alma". Sem mais, sigamos na escuta de mais um episódio do nosso Clube das Lobas.
    15 min
  • "A Batata Parda" no Trecho de "Irmãs e Sombras" , #4 de "A Tecelã", de Barbara Black Koltuv (II)
    Neste episódio, @Brighid segue fazendo um paralelo entre o #4 de A Tecelã (de Barbara Black Koltuv) e a Armadilha no. 5 do #8 de Mulheres que Correm com os Lobos (de Clarissa Pinkola Estés). Aqui @Brighid nos conta que Barbara Black Koltuv assinala a importância de algumas mulheres: mães, amigas e até mesmo inimigas, quando fazem o papel da sombra - "A batata parda". Vale a pena escutar!
    6 min
  • #8 - A preservação do Self. ARMADILHA No. 5: A tentativa de ocultar uma vida secreta: a divisão
    Na voz de @Brighid, ouvimos agora os comentários sobre a parte do conto em que a menina órfã será crismada, é o momento em que a ela se apresenta a armadilha dos sapatinhos vermelhos que ficarão no lugar dos seus sapatinhos feitos à mão. Dentre os muitos perigos de se levar uma vida dupla, Clarissa Pinkola nos alerta sobre o fato de não se poder perceber quem é o "mutante" e da "perda de vitalidade" que sofre a mulher que vive dubiamente, escondendo seu "tesouro". Lembrem-se que ninguém pode respirar com pouco ar, e que a mulher selvagem precisa respirar a plenos pulmões, nos adverte Clarissa. "É difícil ocultar fragmentos de vida desse jeito, mas as mulheres o fazem todos os dias. (...) Superficialmente, ela aparenta desinteresse e tranquilidade mas, sempre que surge uma réstia de luz, sua alma esfaimada dá um salto, persegue a forma de vida mais próxima, alegra-se, dá coices, avança loucamente, dança como uma boba, fica exausta e depois tenta se esgueirar de volta à cela sombria antes que alguém perceba sua ausência. As mulheres infelizes no casamento agem assim. As mulheres forçadas a se sentirem inferiores agem assim. As mulheres cheias de vergonha, as que temem ser punidas, expostas ao ridículo ou à humilhação agem assim. As mulheres com instintos feridos agem assim." (p. 300)
    18 min
  • "CONSELHOS PARA A MULHER FORTE" - poema de Gioconda Belli
    Este poema, da escritora e ativista Nicaraguense Gioconda Belli, pode ser lido como um hino à preservação do Self feminino. Estes Conselhos de Gioconda podem ser equiparados aos alertas que nos propõe Clarissa Pinkola Estés, ao nos falar em termos de Armadilhas, no #8 de MQCCL, na sua análise do conto Os Sapatinhos Vermelhos.
    5 min

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Conversas do Grupo de Leitura "Mulheres que correm com os lobos"