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  • Juros futuros pressionados com indefinição da política econômica de Lula
    A semana entra em um dia decisivo para a PEC do Estouro, que deve ser votada e pode ter uma parte do caminho do orçamento do próximo ano definido. O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e sua equipe avaliam os movimentos a serem tomadas em meio à decisão de Gilmar Mendes sobre o Bolsa Família e a derrubada do orçamento secreto pelo STF.  Apresentado por Thais Herédia, o CNN Money apresenta um balanço dos assuntos do noticiário que influenciam os mercados, as finanças e os rumos da sociedade e das dinâmicas de poder no Brasil e no mundo.
    18 min
  • Decisão do STF sobre Bolsa Família fora do teto preocupa o mercado
    O ministro do STF Gilmar Mendes permitiu que o pagamento do Bolsa Família seja feito via crédito extraordinário, por meio de Medida Provisória. Isso significa que os benefícios destinados a garantir uma renda mínima aos brasileiros podem ser excluídos do teto de gastos, o que deixa o mercado atento e preocupado em relação ao cenário fiscal do país.  Apresentado por Thais Herédia, o CNN Money apresenta um balanço dos assuntos do noticiário que influenciam os mercados, as finanças e os rumos da sociedade e das dinâmicas de poder no Brasil e no mundo.
    19 min
  • Alta de juros no mundo traz reversão de expectativas; PEC empaca no congresso
    A semana trouxe uma reversão de expectativas para o mercado. Na última quarta-feira (14), o Federal Reserve System (Fed, o banco central dos Estados Unidos) elevou a taxa de juros de referência em 0,5 p.p., depois de quatro elevações seguidas de 0,75 p.p. -- portanto, trazendo uma desaceleração no ritmo de alta. Na quinta-feira (15), zona do euro, Reino Unido, Suíça, Dinamarca, Noruega, México e Taiwan subiram suas taxas de juros, mostrando que, de fato, quando os Estados Unidos sobem a régua, o mundo todo tem que seguir a esteira. Olhando com uma lupa, os bancos centrais de algumas das principais economias do mundo -- EUA, Reino Unido e zona do euro -- contrariam uma expectativa que viria como um presente de Natal para os investidores. Enquanto o mercado esperava uma sinalização de que, a partir do ano que vem, as taxas de juros iriam estacionar ou começar a cair, as autoridades monetárias disseram que ainda não é o momento de pisar no freio. Tanto o Banco Central Europeu (BCE) quanto o Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês) subiram os juros também em 0,5 p.p, com declarações apontando para a necessidade de continuar elevando as taxas de referência em um ritmo menor, mas contínuo. No cenário doméstico, a PEC do Estouro empacou na Câmara dos Deputados, com o Centrão desagradado com o mapa político dos ministérios desenhado pelo presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT). No Senado, a Lei das Estatais também empacou, com Rodrigo Pacheco trazendo uma bem-vinda dose de moderação e zelo para analisar o marco regulatório que trouxe estabilidade na gestão de empresas públicas do país. No episódio desta sexta-feira, o CNN Money analisa os movimentos de altas de juros da semana e o que esperar do cenário político-econômico do país daqui para frente. Apresentado por Thais Herédia e Priscila Yazbek, o CNN Money apresenta um balanço dos assuntos do noticiário que influenciam os mercados, as finanças e os rumos da sociedade e das dinâmicas de poder no Brasil e no mundo.
    21 min
  • Petrobras perde "uma Ambev" em valor de mercado com mudança na Lei das Estatais
    As ações ordinárias da Petrobras despencaram em quase 10% no pregão encerrado na última quarta-feira (14), com uma perda estimada em mais de R$ 30 bilhões em valor de mercado. A queda só não foi maior que a registrada em 22 de fevereiro de 2021, quando a saída de Roberto Castello Branco acirrou os rumores de uma possível interferência política do governo Jair Bolsonaro (PL) no cerne da estatal. Desde o pico de R$ 520,6 bilhões em valor de mercado no último dia 21 de outubro, a Petrobras perdeu mais de R$ 219 bilhões -- o equivalente a praticamente uma Ambev inteira, que, considerada a cotação de fechamento de suas ações na quarta, vale hoje R$ 238 bilhões. A justificativa para o tombo recai na volta do fantasma da interferência política nas empresas públicas, aflorado pela mudança relâmpago na Lei das Estatais na noite da última terça, na Câmara dos Deputados. Por causa da indicação de Aloizio Mercadante para a presidência do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), parlamentares aprovaram a mudança no chamado período de quarentena de 36 meses para 30 dias -- o que, na leitura de analistas de mercado, é entendido como um enfraquecimento da Lei das Estatais. Apesar das alterações ainda precisarem passar pelo Senado, a movimentação já traz uma sinalização muito ruim aos investidores, à medida que acirra temores de uma postura intervencionista de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na maior empresa do país. No episódio desta quinta-feira, o CNN Money se debruça sobre as causas e consequências do tombo histórico da Petrobras, além de repercussões da alta de juros pelo Federal Reserve System (Fed, o banco central dos Estados Unidos) em 0,5 p.p. Apresentado por Thais Herédia e Priscila Yazbek, o CNN Money apresenta um balanço dos assuntos do noticiário que influenciam os mercados, as finanças e os rumos da sociedade e das dinâmicas de poder no Brasil e no mundo.
    19 min
  • Brasil vive meme de "expectativa e realidade" com anúncios da equipe econômica
    Se um meme fosse capaz de traduzir o Brasil, pelo menos na última terça-feira (14), seria o "Expectativa x Realidade". O novo ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), fez um discurso moderado em sua primeira coletiva após a nomeação. Ao confirmar Bernard Appy como secretário especial para reforma tributária, enaltecer o mercado de capitais, prometer equilíbrio entre responsabilidade fiscal e social e se comprometer a entregar o quanto antes sua proposta para o novo arcabouço fiscal, o ex-prefeito de São Paulo fez jus ao seu apelido de "o mais tucano dos petistas". Esse é o lado da "expectativa". Do lado da "realidade", a Câmara dos Deputados aprovou, no final da noite de terça, uma mudança na Lei das Estatais que permite que Aloizio Mercadante assuma a presidência do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A manobra do presidente da Câmara, Arthur Lira (Progressistas), antecipa um arranjo político azeitado desde já para o próximo governo. Depois de confirmar que Mercadante no BNDES era fato, e não boato, Lula bradou que as privatizações acabaram. No campo da realidade, já em prática, o Banco Central registrou seu alerta sobre os riscos que uma reversão de reformas, como a de ontem, e o uso de bancos políticos, como o esperado de Mercadante no BNDES, tenha um desfecho certeiro: a alta da inflação, e não o crescimento da economia. No episódio desta quarta-feira (14), o CNN Money analisa o perfil que vai se formando na equipe econômica e a reação do mercado financeiro ao arranjo do novo governo. Apresentado por Thais Herédia e Priscila Yazbek, o CNN Money apresenta um balanço dos assuntos do noticiário que influenciam os mercados, as finanças e os rumos da sociedade e das dinâmicas de poder no Brasil e no mundo.
    22 min
  • Especulações de Mercadante em cargos públicos acirram riscos em semana agitada
    A semana começou com uma série de riscos que provocaram correções fortíssimas nos preços do mercado. Os rumores de uma possível ida de Aloizio Mercadante à presidência do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e, na tarde da última segunda-feira (13), da Petrobras, afetaram os ativos brasileiros em cheio. O Ibovespa fechou o dia em queda de 2,02%, a 105.343,33 pontos, menor patamar de fechamento desde 3 de agosto. Antigo aliado do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Mercadante fez muitos favores ao petista no passado, e existe uma ideia de que uma possível indicação do ex-ministro ao "segundo escalão" da equipe econômica seria uma espécie de recompensa aos quadros históricos do PT. A ida de Mercadante ao BNDES ou à Petrobras alimentam impressões de um governo gastador, menos responsável do ponto de vista fiscal, e também aponta para uma tendência de sobrepor política à técnica. Os rumores vêm na esteira da indicação de Fernando Haddad (PT) ao Ministério da Fazenda, na última sexta-feira. A análise feita por especialistas é que, apesar do mercado não ser favorável à indicação do ex-prefeito de São Paulo ao cargo, ele seria uma espécie de meio termo entre nomes políticos e técnicos. Coube a ele, inclusive, baixar a temperatura quanto a especulações de que Lula estaria estudando mudar a Lei das Estatais. Haddad disse que os rumores não procediam e acalmou os ânimos, em uma semana que já engatou agitada. Apresentado por Thais Herédia e Priscila Yazbek, o CNN Money apresenta um balanço dos assuntos do noticiário que influenciam os mercados, as finanças e os rumos da sociedade e das dinâmicas de poder no Brasil e no mundo.
    18 min
  • Haddad na Fazenda e rumores de Mercadante no BNDES agravam incerteza nos mercados
    A escolha de Fernando Haddad (PT) para o Ministério da Fazenda seria capaz de conter a incerteza sobre a gestão econômica do próximo governo -- não fosse tão carregada de política. A lealdade ao presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) prevaleceu sobre seu título de mestre em Economia, sinalizando mais influência do petista na condução da pasta. Por isso, a dúvida sobre quem vai compor toda a equipe econômica e qual será seu novo organograma mantém a incerteza em alta. O nome de Aloizio Mercadante é dado como certo para o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) -- um péssimo sinal sobre a gestão do banco que foi o maior instrumento de crédito subsidiado nos mandatos petistas. Mercadante, intervencionista clássico, já deu pistas de que quer esvaziar o Planejamento, considerado estratégico para a gestão do Orçamento, e de que quer o BNDES sob o guarda-chuva do Ministério da Indústria e Comércio, que será recriado. Numa economia onde o setor de serviços representa quase 70% do Produto Interno Bruto (PIB), a equação não faz sentido. Quando enfrentou as manifestações de junho de 2013 na Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad sabia que a onda de protestos nunca foi pelos 20 centavos a mais na tarifa de ônibus. Da mesma forma, sabe que sua nomeação não será redentora, ou fiadora, de uma gestão responsável do terceiro mandato de Lula. No episódio desta segunda-feira (12), o CNN Money discute ainda as expectativas de novos anúncios de ministros e da diplomação de Lula e Geraldo Alckmin, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Apresentado por Thais Herédia e Priscila Yazbek, o CNN Money apresenta um balanço dos assuntos do noticiário que influenciam os mercados, as finanças e os rumos da sociedade e das dinâmicas de poder no Brasil e no mundo.
    24 min
  • Mercados começam sexta-feira à espera de anúncio sobre ministros de Lula
    Esta sexta-feira (9) guarda grandes expectativas. Fora as quartas de final entre Brasil e Croácia, na Copa do Mundo, a data reserva um importante capítulo para a economia e a política do país. Como antecipado ontem, o governo eleito de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve começar a anunciar alguns de seus ministros -- e o petista Fernando Haddad, ex-prefeito de São Paulo, deve ser nomeado à Fazenda. A escolha, segundo analistas consultados, tem a ver com o fato de ser um ministério midiático, ideal para lançar um possível sucessor de Lula, que, aos 77 anos, diz não pretender concorrer à reeleição em 2026. Haddad é praticamente dado como certo, embora dúvidas pairem no segundo escalão da economia, como quem vai estar à frente do Tesouro Nacional, Receita Federal, BNDES, Caixa Econômica, Banco do Brasil, além dos nomes para Planejamento e Indústria e Comércio, que não devem ser indicados hoje. Economistas consideram que Haddad fez uma boa gestão fiscal na Prefeitura de São Paulo e, por isso, não esperam que o petista ignore por completo a sustentabilidade das contas públicas. Há riscos, porém, de um Estado maior, com aumento de tributação para fazer frente aos gastos pretendidos com a PEC e outras mudanças estruturais. Com um governo mais gastador, Luis Stuhlberger, gestor do Fundo Verde, resume bem o que o mercado pensa: o Brasil pode voltar ao modelo em que o governo federal acelera, e o Banco Central breca. Além dos ministérios, pairam no ar incertezas sobre a PEC. A expectativa é de maior resistência na Câmara por conta da pressão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o orçamento secreto. Omar Nascimento (União Brasil), pode ser o relator e diminuir o prazo do texto para um ano, além de eliminar penduricalhos com risco de atrasar a tramitação da proposta. No episódio desta sexta, o CNN Money traz o que esperar do provável novo ministro da Fazenda, e o que a economia do governo Lula pode reservar para o futuro. Apresentado por Thais Herédia e Priscila Yazbek, o CNN Money apresenta um balanço dos assuntos do noticiário que influenciam os mercados, as finanças e os rumos da sociedade e das dinâmicas de poder no Brasil e no mundo.
    22 min
  • BC mantém Selic em 13,75%, mas alerta para possíveis novas altas; PEC avança
    O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) manteve, na última quarta-feira (8), a taxa Selic em 13,75% a.a., como esperado.  No comunicado que sucedeu à reunião, o Copom, porém, deu um claro recado de que, a depender de como os gastos públicos com a PEC se desenrolarem, um novo aperto monetário pode acontecer, ou os juros permanecerem no elevado patamar por mais tempo. Em análises da quarta-feira, foi quase unanimidade que a redução da Selic, esperada para meados do ano que vem, deve ser deixada em segundo plano. Com o país em um nível de endividamento alto, a tendência é de mais inflação, o que pode forçar o BC a reiniciar o ciclo de altas da taxa de juros, mantendo a economia resfriada por mais tempo.  A PEC do Estouro -- aprovada no plenário do Senado ontem -- está avançando a passos largos, de forma a atestar governabilidade ao presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e, ao mesmo tempo, reforçar as preocupações quanto à dívida pública. Embora a espinha dorsal do texto tenha sido reduzida de R$ 175 bilhões para R$ 145 bilhões, o dispositivo que prevê recursos para investimentos diante de uma arrecadação extraordinária, como a de 2022, foi mantido em R$ 23 bilhões -- um "penduricalho" que pode complicar as contas do país.  Apresentado por Thais Herédia e Priscila Yazbek, o CNN Money apresenta um balanço dos assuntos do noticiário que influenciam os mercados, as finanças e os rumos da sociedade e das dinâmicas de poder no Brasil e no mundo. *Publicado por Tamara Nassif
    21 min
  • "Super quarta" envolve decisões sobre PEC, orçamento secreto e Selic
    A economia brasileira reserva uma "super quarta-feira" para hoje, com decisões que devem mexer com os mercados. Enquanto o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decide sobre a taxa Selic, a PEC do Estouro vai a plenário no Senado e o Supremo Tribunal Federal (STF) deve julgar o orçamento secreto.  Começando pelo assunto que tem pautado os noticiários nos últimos dias, a PEC do Estouro passou pela primeira etapa na última terça, na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, e sofreu alterações importantes. O Bolsa Família, por exemplo, foi mantido dentro do teto de gastos, com a criação de um espaço adicional dentro da regra fiscal para acomodação do programa. Só isso já impulsionou a Bolsa e mais ganhos são esperados nesta quarta, à medida que investidores digerem a redução do valor final da PEC para R$ 168 bilhões, em vez dos R$ 198 bilhões da proposta original. O julgamento do orçamento secreto no STF também guarda grande expectativa. Se o Supremo julgar que o Centrão não deverá ter mais direito às emendas de relator, o sequestro do Orçamento pelo Legislativo diminui -- mas o governo Lula pode perder parte de seu poder de barganha. A depender da decisão do STF, pode ser que o apoio dos parlamentares ao presidente eleito sofra um baque, e parte da verba pública destinada a negociações com o Congresso seja afetada. Esta quarta-feira ainda reserva a decisão do Copom sobre a taxa Selic. Embora a expectativa seja de manutenção dos juros em 13,75% a.a., o comunicado após a reunião decisiva pode trazer duros recados ao mercado, inclusive renovando as possibilidades de novas altas por causa do aumento do risco fiscal. No episódio de hoje, o CNN Money discute as perspectivas dessa "super quarta" e analisa o que está em jogo nas decisões que devem pautar os mercados daqui para frente. Apresentado por Thais Herédia e Priscila Yazbek, o CNN Money apresenta um balanço dos assuntos do noticiário que influenciam os mercados, as finanças e os rumos da sociedade e das dinâmicas de poder no Brasil e no mundo.
    22 min

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