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  • PEC de R$ 200 bilhões deve ser votada nesta terça no Senado
    A PEC da Transição avança depois de meses de discussões e falta de consenso. A proposta deve ser votada nesta terça-feira (6), às 9h30, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Mas, se por um lado a articulação caminha, por outro, a esperada desidratação do valor da PEC no Congresso ainda não veio. O texto que será votado ainda ficou em R$ 200 bilhões, o que desagrada o mercado, ainda que o prazo tenha sido diminuído de quatro para dois anos. A definição do relator -- Alexandre Silveira (PSD-MG) -- também não agradou, já que o escolhido é cotado para o Ministério da Infraestrutura por indicação do senador Davi Alcolumbre (União Brasil) e do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD). A avaliação é que Silveira poderia fazer concessões para a proposta chegar aos R$ 200 bilhões do texto original. Em meio ao risco fiscal de aumento de gastos, as projeções de juros vão subindo, e a expectativa é que a Selic fique alta por mais tempo. No exterior, indicadores seguem mostrando a economia dos Estados Unidos, forçando a régua mundial das taxas de juros para cima. No episódio desta terça, o CNN Money discute como os riscos locais se conectam com o cenário global ainda incerto, além de perspectivas sobre os ciclos de aperto monetário que seguem no radar. Apresentado por Thais Herédia e Priscila Yazbek, o CNN Money apresenta um balanço dos assuntos do noticiário que influenciam os mercados, as finanças e os rumos da sociedade e das dinâmicas de poder no Brasil e no mundo.
    21 min
  • PEC da Transição terá semana decisiva; BC decide sobre Selic na quarta-feira
    Começa mais uma semana decisiva para o novo governo. Membros do grupo de transição devem se reunir na manhã desta segunda-feira (5) com o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (Republicanos), para chegar a um consenso sobre o texto da PEC de Transição -- apelidada de PEC do Estouro. O prazo é apertado. O texto precisa passar pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, da Câmara, e pelo plenário do Senado Federal na terça e na quarta. Em seguida, deve seguir para a Câmara para que tudo esteja resolvido até o dia 16 de dezembro, prazo para a votação do Orçamento de 2023 e um dia antes do início do recesso parlamentar de final de ano. O atual governo também deve entrar nas discussões. Sem dinheiro para pagar sequer as despesas com Previdência deste ano, a gestão Bolsonaro pode precisar pegar carona na PEC para fazer o que seria o sexto furo no teto de gastos e fechar as contas no apagar de luzes de 2022. Para além de curiosa, a participação do atual governo nas conversas da equipe de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é indício de que o teto de gastos precisa, de fato, passar por uma reformulação estrutural. Na quarta-feira, está previsto o julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o orçamento secreto, e a semana ainda guarda decisões sobre a taxa Selic e dados da inflação de novembro. Lá fora, o teto de US$ 60 imposto sobre o petróleo russo por potências ocidentais do G7, em represália à guerra na Ucrânia, começa a valer nesta segunda. A sanção traz enormes dúvidas quanto aos impactos em termos de fornecimento da commodity e preços no mundo todo. No episódio desta segunda, o CNN Money aborda as perspectivas para a cheia agenda da semana no noticiário político, econômico e internacional. Apresentado por Thais Herédia e Priscila Yazbek, o CNN Money apresenta um balanço dos assuntos do noticiário que influenciam os mercados, as finanças e os rumos da sociedade e das dinâmicas de poder no Brasil e no mundo.
    22 min
  • Petrobras divulga plano estratégico a menos de 1 mês da posse de Lula; ações caem
    A Petrobras apresentou seu plano estratégico para os próximos cinco anos na última quinta-feira (1.º).  A empresa anunciou que deve fazer um investimento de US$ 70 bilhões de 2023 a 2027, e também comentou que o foco, daqui para frente, será na extração de petróleo. O plano não trouxe novidades e ficou dentro do que era esperado em termos de investimento e foco, mas, na quinta, as ações preferenciais da Petrobras caíram em um pouco mais de 4%, enquanto as ordinárias fecharam em queda de 3,75%. Isso porque, logo depois que o plano estratégico foi apresentado, já se tinha uma percepção de que estava velho e que deve mudar em menos de um mês, quando o governo eleito assumir. Falas do senador Jean Paul Prates (PT), nome mais cotado para assumir a presidência da Petrobras, ajudaram a corroborar com a perspectiva. Logo depois, bancos soltaram recomendações à empresa. O que fica é que a Petrobas, no governo Lula, deve ter uma gestão muito diferente da do atual presidente Jair Bolsonaro (PL). No episódio desta sexta-feira (2), o CNN Money se debruça sobre as minúcias do plano estratégico. Apresentado por Thais Herédia e Priscila Yazbek, o CNN Money apresenta um balanço dos assuntos do noticiário que influenciam os mercados, as finanças e os rumos da sociedade e das dinâmicas de poder no Brasil e no mundo.
    23 min
  • Centrão se fortalece em discussão sobre PEC; Lira articula orçamento secreto
    Em meio às discussões sobre a PEC do Estouro, o Centrão tem demonstrado sua força. Depois de se reunir com o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Arthur Lira (Progressistas), presidente da Câmara dos Deputados, disse que o texto da PEC não passa como está. É provável que o prazo de retirada do Bolsa Família do teto de gastos seja menor que os quatro anos previstos no texto, além de uma desidratação no valor de R$ 198 bilhões. Em resposta, a Bolsa subiu e o dólar caiu, com investidores comprando a versão de que o Congresso vai segurar os gastos do governo. Mas, como dizem os economistas, o mercado é míope e imediatista, e aparenta não colocar na conta o fortalecimento do fisiologismo sobre as contas públicas. Ao mesmo tempo em que o atual presidente Jair Bolsonaro (PL) bloqueou recursos do Orçamento Secreto, em resposta à aliança de Lira com PT, o presidente da Câmara já se articula para colocar a previsão de liberação das chamadas emendas do relator deste ano para dentro da PEC da Transição, e ainda tenta blindar as verbas do Orçamento Secreto do ano que vem. Segundo apuração do analista de política da CNN, Caio Junqueira, uma emenda seria apresentada ao texto da PEC, que permitiria a liberação de recursos ainda em 2022. Em troca, Lira libera a PEC. Mais dinheiro para o Centrão significa mais dinheiro para os projetos políticos de partidos em seus redutos eleitorais, e, como o cobertor é curto, menos verba para o resto. No episódio desta quinta-feira (1.º), o CNN Money discute as previsões para a PEC da Transição e o empoderamento do Centrão no Orçamento. Apresentado por Thais Herédia e Priscila Yazbek, o CNN Money apresenta um balanço dos assuntos do noticiário que influenciam os mercados, as finanças e os rumos da sociedade e das dinâmicas de poder no Brasil e no mundo.
    15 min
  • Rumores de novos nomes para Fazenda e desidratação da PEC animam mercados
    No desfecho da última terça-feira (29), os mercados foram dormir animados.
    Em reação a rumores ventilados por notícias envolvendo o governo eleito de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), quase todas sinalizando uma mudança de postura quanto às principais pautas da transição na economia, a Bolsa subiu em quase 2% e o dólar caiu a R$ 5,29.
    A maior delas é que Lula teria voltado a cogitar outros nomes para o Ministério da Fazenda, em especial o do vice-presidente eleito Geraldo Alckmin (PSB). Segundo apurado pelo site Poder360, a ideia é que Fernando Haddad (PT) -- até ontem o principal cotado para a pasta -- vá para o Ministério do Planejamento, que deve ser recriado a partir de 2023.
    Outros nomes também foram citados para a Fazenda, segundo o Estadão Brodcast: Luiz Carlos Trabuco, do Bradesco, e Josué Gomes, da Fiesp. O rumor aponta que o setor do empresariado também poderia ser contemplado, aliviando investidores que temiam um modus-operandi mais heterodoxo na nova gestão econômica.
    Ainda na terça-feira, petistas e aliados teriam admitido que a PEC da Transição, apelidada de PEC do Estouro, poderia ser desidratada no Congresso, principalmente na redução do valor de R$ 198 bilhões e do prazo de 4 anos de vigência do texto. A proposta já recebeu mais do que as 27 assinaturas necessárias para começar a tramitar na Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal e deve ser discutida em breve.
    O analista de política da CNN, Caio Junqueira, ainda apurou que o presidente eleito teria se reunido por mais de 5 horas com economistas do grupo de transição, em encontro no qual Lula mais ouviu do que falou. A leitura geral é que o teto de gastos não existe mais, na prática, e deve ser substituído -- mas não só por uma nova regra, e sim mais de uma, configurando a necessidade de um arcabouço fiscal.
    No episódio desta quarta-feira, o CNN Money traz as expectativas da transição de governos na economia e análises sobre os nomes recém-cotados para as principais pastas do governo Lula.
    Apresentado por Thais Herédia e Priscila Yazbek, o CNN Money apresenta um balanço dos assuntos do noticiário que influenciam os mercados, as finanças e os rumos da sociedade e das dinâmicas de poder no Brasil e no mundo.
    21 min
  • A R$ 198 bilhões, PEC é protocolada no Senado; Haddad se aproxima da Fazenda
    A PEC da Transição, que propõe mudar a Constituição para viabilizar o Bolsa Família em R$ 600 no ano que vem, foi protocolada no Senado Federal pelo governo eleito de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
    O texto manteve a proposta original de tirar R$ 175 bilhões do teto de gastos e deixar uma gordurinha de R$ 23 bilhões para investimentos, totalizando R$ 193 bilhões. Ainda assim, interlocutores do novo governo falam em discutir valores menores, de R$ 150 bilhões ou menos, e ainda considerar a proposta do senador Tasso Jereissati (PSDB), que não tira o Bolsa Família do teto, mas abre espaço de R$ 80 bilhões no teto.
    Entre diferentes valores e propostas, o fato concreto é que já se passaram 3 semanas sem avanços da PEC. O PT chegou a achar que a negociação seria mais fácil, mas o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (Progressistas), está praticamente reeleito ao cargo, diminuindo a necessidade de apoio do partido.
    Diante desse cenário, é provável que o mercado continue refletindo essa indefinição, subindo ou descendo conforme o valor da PEC aumenta ou diminui.
    No entanto, outra incerteza pode se dissipar em breve: o nome de quem vai ocupar o Ministério da Fazenda. Na noite da última segunda-feira (28), Fernando Haddad (PT) disse que vai passar a integrar a equipe de transição na Economia a pedido de Lula, confirmando seu favoritismo ao cargo.
    O ex-prefeito de São Paulo também disse que irá conversar com Gabriel Galípolo e Guilherme Melo, economistas à frente das discussões econômicas do novo governo. Em aceno às preocupações que dominam os mercados desde que a discussão sobre a PEC começou, Haddad também disse que quem pilotar a Fazenda terá de se apropriar da questão fiscal.
    No episódio desta terça-feira (29), o CNN Money discute o novo texto da PEC e as perspectivas daqui para frente, inclusive se essa novela pode ter um desfecho próximo ou não.
    Apresentado por Thais Herédia e Priscila Yazbek, o CNN Money apresenta um balanço dos assuntos do noticiário que influenciam os mercados, as finanças e os rumos da sociedade e das dinâmicas de poder no Brasil e no mundo.
    20 min
  • Expectativas sobre detalhes da transição de governo na economia embalam semana
    A semana começa com grandes expectativas sobre mais detalhes da transição de governos na economia. O presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), já recuperado da cirurgia na laringe, desembarcou em Brasília no último domingo à noite (27) acompanhado de Fernando Haddad (PT), ex-prefeito de São Paulo e principal nome cotado ao Ministério da Fazenda. Em meio às reuniões previstas com os presidentes da Câmara e do Senado, Arthur Lira (Progressistas) e Rodrigo Pacheco (PSD), respectivamente, além de outros parlamentares, espera-se que o novo governo dê mais informações sobre a PEC da Transição, também chamada de PEC do Estouro, e talvez sobre quem de fato será o ministro da Fazenda. Na última sexta-feira, Haddad participou do almoço com banqueiros organizado pela Febraban. Seu discurso foi considerado genérico e não trouxe detalhes sobre os planos do governo Lula para pagar o Auxílio Brasil, que volta a se chamar Bolsa Família a partir do ano que vem, em R$ 600. Para críticos, a avaliação foi que a falta de preparo de Haddad para o evento reflete como seria uma possível gestão do petista na pasta econômica. Já apoiadores, por outro lado, dizem que o ex-prefeito fez o que pode, já que ainda não é ministro da Fazenda, não está por dentro das discussões e foi escalado para o almoço de última hora. A Bolsa brasileira -- que subiu na quinta-feira com a possível dobradinha de Haddad com Pérsio Arida, um dos pais do Plano Real -- devolveu os ganhos na sexta com as indefinições. No final de semana, o evento promovido pelo grupo Esfera, no Guarujá (SP), contou com Floriano Pesaro (PSDB), coordenador executivo da equipe de transição de Lula. Ele justificou os impasses em Brasília dizendo que "estamos trocando o CEO da empresa chamada Brasil". Emídio de Souza, deputado estadual do PT, completou dizendo que até uma empresa funcionar redonda, demora. Já os empresários, em resposta, falaram sobre o diálogo entre setores público e privado, e a importância de unir um país dividido para avançar em pautas que podem levar ao crescimento econômico. No episódio desta segunda-feira (28), o CNN Money discute os caminhos possíveis para o avanço da economia em meio às incertezas, e as expectativas que a semana guarda. Apresentado por Thais Herédia e Priscila Yazbek, o CNN Money apresenta um balanço dos assuntos do noticiário que influenciam os mercados, as finanças e os rumos da sociedade e das dinâmicas de poder no Brasil e no mundo.
    22 min
  • Possível dobradinha de Haddad e Pérsio Arida na economia traz alívio ao mercado
    Uma palavra resume o espírito desta reta final da semana: alívio. O Brasil passou bonito pela estreia da Copa do Mundo, e, na economia, a possível dobradinha de Fernando Haddad e Pérsio Arida no ministério da Economia animou os mercados, com a Bolsa subindo quase 3% e o dólar em queda, a R$ 5,31. Segundo apuração da âncora do CNN Money, Priscila Yazbek, a frente ampla diminui a chance do PT ficar com a Fazenda e o Planejamento. Se Haddad de fato for nomeado ao comando da primeira pasta, Pérsio Arida seria a indicação do vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin (PSB), para o Planejamento. A dúvida que fica é se Arida, que já foi presidente do Banco Central e é um dos pais do Plano Real, toparia uma cadeira abaixo da de Haddad. Por enquanto, nada segue definido, mas, pela primeira vez em algum tempo, este foi o primeiro sinal de que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pode fazer uma gestão econômica mais ao centro, com Arida levantando a bandeira da responsabilidade fiscal. Algumas dúvidas também podem ser dissipadas nesta sexta-feira (25). Alckmin, Gleisi Hoffman, Wellington Dias e  Jaques Wagner viajam a São Paulo e podem definir alguns detalhes da PEC do Estouro com Lula. Também nesta sexta, Haddad foi escalado para participar do tradicional almoço da Febraban, reforçando ser um nome forte para a Fazenda. Há ainda outro ponto que vale menção: Arthur Lira (Progressistas) conseguiu apoio do União Brasil para se reeleger à presidência da Câmara dos Deputados, e isso dificulta o surgimento de outro candidato viável. A leitura é que Lira, agora, vai precisar menos do PT para se manter no cargo, o que pode reduzir o custo da PEC. No episódio desta sexta, o CNN Money vai falar dos novos episódios da transição de governos na economia, e, olhando para o exterior, sobre as perspectivas para o inverno europeu, com a União Europeia ultrapassando a meta de reserva de gás natural em meio à guerra na Ucrânia. Apresentado por Thais Herédia e Priscila Yazbek, o CNN Money apresenta um balanço dos assuntos do noticiário que influenciam os mercados, as finanças e os rumos da sociedade e das dinâmicas de poder no Brasil e no mundo.
    18 min
  • BC volta a falar em subir Selic em meio a indefinições da PEC do Estouro
    O terceiro adiamento do texto da PEC do Estouro mostra a complexidade de se chegar a um consenso sobre tamanho e prazos. O governo eleito de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ainda deve batalhar para que a proposta seja apresentada até o dia 2 de dezembro e votada ainda neste ano, a menos de um mês do início do recesso dos parlamentares. Diante desse cenário, a solução para aumentar os gastos via Medida Provisória vem ganhando força -- uma saída para manter o Bolsa Família em R$ 600, já que MPs dependem apenas do Executivo para serem editadas e têm força de lei assim que publicadas. Nessa toada de incertezas, o Brasil volta a discutir a taxa Selic. Se era motivo de comemoração o fato dos juros terem parado de subir aqui enquanto o resto do mundo ainda ajusta as taxas para cima, agora o cenário se inverte. Antes das discussões da PEC, a previsão era que a Selic começasse a cair a partir do meio do ano que vem, mas o Banco Central já tem sinalizado que, a depender da política econômica do novo governo, pode ser que ela volte à trajetória de subida. Na última quarta-feira (23), a palavra "inflexão" foi enfatizada nas declarações do presidente do BC, Roberto Campos Neto, que ecoou as perspectivas de economistas sobre um aperto na política monetária brasileira. Em paralelo, os juros futuros chegaram a 15%, o maior nível desde 2016. O movimento aconteceu exatamente no mesmo dia que o Federal Reserve System (Fed, o banco central dos Estados Unidos) deu fortes sinais que vai começar a reduzir os juros da maior economia do mundo a partir de meados do ano que vem. O que se vê é que o Brasil flerta com seu velho padrão de andar na contramão do mundo. Para economistas, não é só a PEC, mas a dinâmica de tudo que tem sido falado pelo novo governo, de Petrobras e oposição de fiscal com social aos nomes aventados para o Ministério da Fazenda. O cenário aponta para um aumento de gastos, juros altos e esfriamento da economia -- e, se acaso se concretizar, não será só o mercado que terá de ter paciência, mas toda a atividade econômica do país. No episódio desta quinta-feira, o CNN Money discute a trajetória da taxa de juros do Brasil e as perspectivas pouco animadoras para a economia. Apresentado por Thais Herédia e Priscila Yazbek, o CNN Money apresenta um balanço dos assuntos do noticiário que influenciam os mercados, as finanças e os rumos da sociedade e das dinâmicas de poder no Brasil e no mundo.
    22 min
  • PEC do Estouro sem contraproposta para regra fiscal agrava quadro de incerteza
    Incerteza é o nome do jogo. A PEC da Transição, ou PEC do Estouro, deve ser protocolada nesta quarta-feira (23) no Senado Federal, mas estão indefinidos valores, prazo para manter o Bolsa Família fora do teto e a moeda de troca que o Centrão muito provavelmente irá pedir para que a proposta passe. Uma quarta indefinição coroa o quadro e começa a incomodar tanto quanto as outras, se não mais: o texto deve ser apresentado sem que uma nova regra fiscal apareça no pacote. Ou seja, a PEC de Transição deve enterrar de vez o teto de gastos, e sem trazer nenhuma outra no lugar. O entendimento é que o novo governo quer deixar a "parte chata" para depois. Além disso, tanto o vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin (PSB), quanto Aloizio Mercadante, fundador do PT e coordenador dos grupos técnicos do processo de transição, falam em discutir as novas regras fiscais fora da Constituição por meio de uma Lei Complementar, que exige maioria simples dos parlamentares - 41 senadores e 257 deputados. O comentário dos economistas é que, se já está fácil para a classe política gastar dinheiro precisando de maioria qualificada, de 308 deputados e 49 senadores, a maioria simples pode abrir ainda mais caminho para que as regras do jogo sejam mudadas. No episódio desta quarta, o CNN Money se debruça sobre os riscos que o quadro fiscal desenhado no processo de transição de governos traz à economia do país. Apresentado por Thais Herédia e Priscila Yazbek, o CNN Money apresenta um balanço dos assuntos do noticiário que influenciam os mercados, as finanças e os rumos da sociedade e das dinâmicas de poder no Brasil e no mundo.
    24 min

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