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Na coluna desta quarta-feira, Atílio Bari reflete sobre o papel do figurante. O rosto sem nome que pode ditar o tom de uma cena no cinema, na televisão ou nos palcos, se torna o centro das atenções no novo espetáculo de Mateus Solano, em cartaz no Teatro Renaissance.
“O Figurante”, segundo o colunista, leva o extra para os holofotes: “Ele deixa de ser composição do
Atílio também contempla, a partir do enredo da peça, a ânsia de se fazer visto em uma sociedade que se pauta em excesso e efemeridades: “Figurantes insatisfeitos (...) que se esforçam para se transformar em produtos midiáticos, em busca de aceitação pública, vivendo mais para os outros do que para si mesmos, na tentativa quase sempre inglória de sair do anonimato que os aflige”.
Atílio Bari é idealizador e apresentador (ao lado de Chris Maksud) do programa Persona, da TV Cultura, e também participa do "Estação Cultura", todas as quartas-feiras. A coluna aborda espetáculos de teatro, livros, outras formas de dramaturgia e assuntos da atualidade, que muitas vezes se aproximam da ficção.
O "Estação Cultura", com apresentação de Teca Lima, vai ao ar pela Rádio Cultura FM 103.3 e pelo aplicativo Cultura Play, de segunda a sexta-feira, às 10h.
Na coluna desta quarta-feira, Atílio Bari comenta a repercussão das políticas anti-imigração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Mais de 4 mil imigrantes foram presos desde o início da gestão, e a meta estabelecida é que pelo menos 1.200 sejam presos diariamente.
O colunista chama atenção para as origens estrangeiras do político e de outros magnatas que expressaram apoio verbal e financeiro às punições impostas, além de mencionar a desigualdade social, elemento que difere os foras da lei e os cidadãos legais.
Atílio Bari é idealizador e apresentador (ao lado de Chris Maksud) do programa Persona, da TV Cultura, e também participa do "Estação Cultura", todas as quartas-feiras. A coluna aborda espetáculos de teatro, livros, outras formas de dramaturgia e assuntos da atualidade, que muitas vezes se aproximam da ficção.
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Na coluna desta quarta-feira (22), Atílio Bari fala sobre o musical “Clara Nunes, a Tal Guerreira”, que está em cartaz no Teatro Renault para uma segunda temporada. A produção dirigida por Jorge Farjalla é um resgate da história da cantora mineira, e apresenta, na voz de Vanessa da Mata, parte do vasto repertório construído ao longo de quase duas décadas de carreira.
Atílio ressalta o encantamento do público ao presenciar elementos da cultura afro-brasileira tão presentes na vida da artista, desde os rituais religiosos da umbanda e do candomblé até os barracões da escola de samba: “O que se vê em cena é uma celebração onírica, compartilhada com emoção pela plateia. Em vários momentos, aquele teatro-estádio, 1.500 pessoas, se levantam para aplaudir em pé, em cena aberta”.
Atílio Bari é idealizador e apresentador (ao lado de Chris Maksud) do programa Persona, da TV Cultura, e também participa do "Estação Cultura", todas as quartas-feiras. A coluna aborda espetáculos de teatro, livros, outras formas de dramaturgia e assuntos da atualidade, que muitas vezes se aproximam da ficção.
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Na coluna desta quarta-feira (18), Atílio Bari aborda o espírito de união das famílias dos altos escalões do poder público no Brasil. Em tom crítico e irônico, o colunista destaca a recorrente prática de autoridades emplacarem seus cônjuges, parentes e pessoas próximas em cargos de prestígio, como conselheiros de Tribunais de Contas estaduais.
Atílio cita casos recentes de figuras que garantiram posições para seus familiares: “A esposa do Ministro da Educação acabou de ganhar um presentaço: assumiu a sua cadeira de conselheira do Tribunal de Contas do Ceará, pelas mãos do seu amado cônjuge. Para exercer essa função, exige-se notórios conhecimentos jurídicos, contábeis, econômicos e financeiros ou de administração pública. A moça é psicopedagoga, mas tudo bem, fez lá um curso de políticas públicas, e foi secretária de Assistência Social, evidentemente nomeada pelo maridão, quando era governador do Estado”, comenta.
Atílio Bari é idealizador e apresentador (ao lado de Chris Maksud) do programa Persona, da TV Cultura, e também participa do "Estação Cultura", todas as quartas-feiras. A coluna aborda espetáculos de teatro, livros, outras formas de dramaturgia e assuntos da atualidade, que muitas vezes se aproximam da ficção.
O "Estação Cultura", com apresentação de Teca Lima, vai ao ar pela Rádio Cultura FM 103.3 e 77.9 FM estendida, de segunda a sexta-feira, às 10h. O programa é transmitido também no aplicativo Cultura Play.
Na coluna desta quarta-feira (11), Atílio Bari aborda os recorrentes abusos contra os mais pobres no Brasil, destacando episódios históricos e recentes que chocaram a sociedade. De despejos forçados a agressões policiais, as ações das autoridades revelam um padrão de desrespeito e violência contra as populações vulneráveis.
Atílio relembra casos emblemáticos, como o despejo de moradores em situação de sua no Rio Guandu, em 1960, e a cruel Operação Camanducaia, em 1974, quando adolescentes foram espancados e abandonados em Minas Gerais: “Policiais foram identificados, investigações foram feitas, processos foram abertos e ao final, ninguém foi punido. No máximo, foram afastados das suas funções – a gente nunca sabe direito o que significa esse ‘afastado’”.
Atílio Bari é idealizador e apresentador (ao lado de Chris Maksud) do programa Persona, da TV Cultura, e também participa do "Estação Cultura", todas as quartas-feiras. A coluna aborda espetáculos de teatro, livros, outras formas de dramaturgia e assuntos da atualidade, que muitas vezes se aproximam da ficção.
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Na coluna desta quarta-feira (04), Atílio Bari reflete sobre como a essência do ser humano pouco mudou ao longo dos séculos, apesar dos avanços tecnológicos. Inspirado no famoso trecho do Livro de Eclesiastes, “não há nada de novo debaixo do sol”, o colunista aponta como certas práticas ancestrais, como o exercício do poder, permanecem praticamente intactas.
Atílio cita a peça “O melhor juiz, o rei”, do dramaturgo Lope de Vega, para discutir o conceito de justiça: “É o caso do poder que soberanos de países democráticos ainda detêm de conceder o chamado “perdão presidencial”. Vamos pensar juntos: acontece um crime, alguém age em discordância com as leis, (...) o sujeito foi condenado ou está à beira de isso acontecer, e aí, um governante simplesmente tira a caneta do bolso e assina um perdão total e incondicional, como se fosse aquele Rei da obra de Lope de Vega”.
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Na coluna desta quarta-feira (27), Atílio Bari comenta o filme “Ainda Estou Aqui”, dirigido por Walter Salles, que narra a história de Rubens Paiva, ex-deputado federal e uma das vítimas do regime militar brasileiro. A obra explora o desaparecimento dele após ser levado por agentes da repressão em 1971, e o drama vivido por sua esposa, Eunice, interpretada por Fernanda Torres.
O colunista destaca a força contida na atuação da atriz, que, sem recorrer ao melodrama, transmite a tensão enfrentada pela família: “O filme nos poupa de cenas de tortura explicita; o que se sente na poltrona do cinema é muito mais o terror psicológico a que Eunice e a família são submetidos, e que era uma das técnicas utilizadas pelos agentes de repressão da época. (...) A gente não vê, mas sabe que coisas terríveis estão acontecendo”.
Atílio conclui ressaltando a relevância da obra no cenário atual: “’Ainda Estou Aqui’ é um dos bons exemplares do cinema brasileiro da atualidade, e bem-vindo neste momento em que certos círculos da sociedade defendem a volta daquele regime sórdido que traumatizou o país durante mais de duas décadas. Eles também ainda estão aqui. E parece que estão saudosos daqueles tempos”.
Na coluna desta quarta-feira (20), Atílio Bari discute o novo livro de Yuval Noah Harari, autor de sucessos como “Sapiens”, “Homo Deus” e “21 Lições para o Século 21”. Em sua mais recente obra, “Nexus: Uma Breve História das Redes de Informação, da Idade da Pedra à Inteligência Artificial”, o historiador analisa a evolução da comunicação e seus impactos na sociedade, da invenção da escrita até o uso massivo de algoritmos.
O colunista explica que o israelense detalha episódios marcantes da história humana para mostrar como o controle de informações moldou civilizações: “Destaco o célebre episódio das bruxas de Salém, em que uma enxurrada de notícias falsas, fake news do século 17, levaram à morte centenas de homens, mulheres e crianças acusadas de bruxaria por políticos e religiosos da época”.
Atílio Bari é idealizador e apresentador (ao lado de Chris Maksud) do programa Persona, da TV Cultura, e também participa do "Estação Cultura", todas as quartas-feiras. A coluna aborda espetáculos de teatro, livros, outras formas de dramaturgia e assuntos da atualidade, que muitas vezes se aproximam da ficção.
Na coluna desta quarta-feira (13), Atílio Bari fala sobre a recente visita de Francis Ford Coppola ao Brasil. O renomado diretor de clássicos do cinema, como O Poderoso Chefão e Apocalypse Now, veio divulgar Megalópolis, seu mais novo filme, para o qual investiu 120 milhões de dólares do próprio bolso. Contudo, o colunista especula que a viagem do cineasta pode ter tido outro propósito: a inspiração para uma nova saga cinematográfica.
Atílio destaca o poder das organizações criminosas brasileiras: “Estão espalhados por todo o país, empunham rifles, bazucas, possuem granadas e outros armamentos que só o Exército deveria possuir. Detêm uma ampla e eficiente rede de informações, que abrange desde a cela mais podre da penitenciaria mais remota até as salas acarpetadas das câmaras municipais, das Assembleias Legislativas e das bancadas do Senado”.
Atílio Bari é idealizador e apresentador (ao lado de Chris Maksud) do programa Persona, da TV Cultura, e também participa do "Estação Cultura", todas as quartas-feiras. A coluna aborda espetáculos de teatro, livros, outras formas de dramaturgia e assuntos da atualidade, que muitas vezes se aproximam da ficção.
Na coluna desta quarta-feira (06), Atílio Bari reflete sobre o papel dos dramaturgos na crítica social e faz uma analogia entre a obra Um Inimigo do Povo, de Henrik Ibsen, e um recente escândalo envolvendo uma famosa marca de água mineral francesa. Na peça, o autor norueguês conta a história de uma cidade que vive do turismo das suas águas curativas, até que um médico descobre que elas estão contaminadas. Quando tenta alertar a população, a cidade escolhe acobertar o problema, colocando o lucro acima da saúde.
Atílio compara a obra à reação de uma multinacional suíça, proprietária da marca francesa, diante da descoberta de contaminação em suas águas. A empresa, uma das maiores do mundo, teria
Atílio Bari é idealizador e apresentador (ao lado de Chris Maksud) do programa Persona, da TV Cultura, e também participa do "Estação Cultura", todas as quartas-feiras. A coluna aborda espetáculos de teatro, livros, outras formas de dramaturgia e assuntos da atualidade, que muitas vezes se aproximam da ficção.
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