Comentário Bíblico

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Comentário Bíblico episodes

  • Mateus 2 - Como foi dito pelos profetas

    Mateus 2 nos mostra que desde que nasceu, Jesus sempre foi perseguido. Uma outra característica marcante da abordagem de Mateus, é que ele faz questão de relacionar cada acontecimento como sendo um cumprimento das profecias. Isso nos mostra o apreço que Mateus tinha pelas Escrituras, e sua intenção de mostrar aos seus irmãos judeus que Jesus era o Salvador de Israel prometido.


    Para Mateus e os demais evangelhos, Jesus é a incorporação da história de Israel. Ele foi perseguido como a nação de Israel, chamado do Egito como seu povo também foi, passou quarenta dias no deserto, assim como Israel passou quarenta anos, foi batizado, assim como o povo de Israel foi batizado ao atravessar o mar vermelho (Cf. 1Co.10:1,2), entre outras referências.


    Mateus nunca apela para o fato de ter sido escolhido como apóstolo para descrever a vida de Jesus. Para Mateus, o maior argumento a favor da veracidade de que Jesus era o Messias, era que tudo o que aconteceu com ele estava de acordo com as Escrituras dos profetas. A cada nova parte do seu relato ele sempre justifica com uma citação da Palavra de Deus.


    Se Mateus, escolhido para ser apóstolo e tendo convivido com o próprio Jesus procedia sempre justificando tudo pela Bíblia, porque nós deveríamos proceder de forma diferente? Que para cada argumento nosso, haja um Está Escrito que o sustente. Para Mateus, o maior argumento é o da Palavra de Deus. E na verdade, descobriremos que Ele aprendeu isso com Jesus, assim como nós devemos aprender também.


    Leia Mateus 2 #RPSP


    12 min
  • Mateus 1 - O nome dele será Jesus

    O evangelho de Mateus começa com a descrição da árvore genealógica de Cristo. Apesar de muitas pessoas não gostarem das genealogias, essa é particularmente especial. Precisamos ter em mente que no início, todos os seguidores de Cristo eram judeus, incluindo o próprio Mateus. Ele parece tentar mostrar para qualquer judeu que Jesus Cristo é o Messias prometido porque Ele cumpre os requisitos apontados pelos profetas do Antigo Testamento.


    Depois dessa evidência essencial, agora Mateus começa a descrever como se deu o nascimento de Cristo. Ele está tentando mostrar que desde a árvore genealógica até seu nascimento, Jesus cumpria perfeitamente as antigas profecias, e para isso, exemplifica citando a profecia de Isaías 7:14 que dizia claramente que uma virgem daria luz a um filho cujo nome queria dizer "Deus conosco".


    É incrível como cada detalhe da vida de Cristo é mencionado como estando de acordo com as profecias. Observe o apreço com que Mateus recorre aos profetas para descrever toda a linhagem de onde veio Jesus, e que mesmo seu nascimento era um cumprimento profético. Mateus nos apresenta a belíssima harmonia das Escrituras, onde Antigo e Novo Testamento formam uma só história sobre o Salvador do mundo.


    No começo da sua descrição, Mateus está também fazendo um apelo intrínseco pra que qualquer pessoa familiarizada com as profecias veja em Jesus o tão aguardado Messias. 


    Leia Mateus 1 #RPSP


    8 min
  • Malaquias 4 - O grande e terrível Dia do Senhor

    Malaquias 4 é um capítulo essencial para desfazer uma infeliz confusão sobre a destruição dos ímpios. O Senhor jamais quis que nenhum dos seus filhos se perdessem. Mas infelizmente, nem todos querem aceitá-lo, e não haverá mais espaço para a maldade na terra restaurada. A única solução, é dar um limite à existência de todos os que não se arrependem, porque a maldade no universo precisa ter um fim.


    O profeta Malaquias fala sobre o que acontecerá no grande e terrível Dia do Senhor, quando Deus vai intervir para dar um ponto final na história do pecado e os ímpios serão destruídos para não mais fazerem mal a si e aos outros. Os juízos de Deus são necessários, mas o fogo eterno, possui esse nome porque suas consequências tem a ver com uma destruição eterna, e não porque ele fica queimando eternamente.


    Malaquias diz claramente que a destruição dos ímpios "não lhes deixará nem raiz nem ramo" (v.1). E mais, ainda diz que "se farão cinzas debaixo das plantas de vossos pés" (v.3). Portanto, as expressões apocalípticas, ditas por Jesus ou no próprio livro de Apocalipse, não devem ser interpretadas como literais.


    Mas para os salvos, o cenário é completamente diferente: "Mas para vós outros que temeis o meu nome nascerá o sol da justiça, trazendo salvação nas suas asas; saireis e saltareis como bezerros soltos da estrebaria" (v.2). Será o dia mais feliz para os que amam a Deus de todo o coração. Nesse dia, será vista a diferença entre aqueles que servem a Deus, e aqueles que não servem.


    Leia Malaquias 4 #RPSP


    13 min
  • Malaquias 3 - O Mensageiro da Aliança

    O primeiro bloco foca na promessa da vinda do Messias. O próprio Jesus citou a primeira parte do verso 1 de Malaquias 3 para dizer que João Batista era o cumprimento dessa profecia (v.1, C. f. Mateus 11:10; Marcos 1:2; Lucas 7:27). Essa profecia de Malaquias 3 se refere a Cristo como o Mensageiro da Aliança, que de repente viria ao templo, e era tão esperado pelo povo de Israel durante todas as eras.


    O segundo bloco de Malaquias trata sobre a infidelidade dos israelitas nos dízimos e ofertas. Deus estava querendo restabelecer a sua aliança com eles. Mas havia um problema, os israelitas não conseguiam reconhecer a necessidade de arrependimento (v.7). Ou seja, eles não percebiam mais o mal que praticavam. Foi preciso o Senhor dizer claramente: "Roubará o homem a Deus? Todavia, vós me roubais e dizeis: Em que te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas" (v.8). Isso era muito sério! 


    No terceiro e último bloco do capítulo, o Senhor confronta uma crença que difamava seu próprio caráter. Os israelitas estavam dizendo contra Deus que era inútil servi-lo, e que era em vão ser obediente, fiel. O Senhor diz que Ele está observando tudo, e que vai chegar o dia em que Ele mostrará a diferença (v.17,18).


    Vale a pena ser fiel ao Senhor! Ele conhece os seus, e se aproxima o dia em que Ele vai mostrar a todos a diferença entre quem serve a Deus, e o que não o serve. Não se importe em que os outros pratiquem o mal. Seja fiel porque para Deus a maioria não importa. Ele vê você.


    Leia Malaquias 3 #RPSP


    11 min
  • Malaquias 2 - Eu odeio o divórcio, diz o Senhor

    Malaquias 2 nos apresenta duas situações importantes sobre o casamento. A primeira é o jugo desigual, entre pessoas que não são compatíveis entre si. E a segunda, é o divórcio. Esse tema é tão forte que o Senhor afirma: "eu odeio o divórcio". É claro que em situações de abuso e infidelidade, o divórcio pode ser uma solução necessária, mas isso deve nos levar a refletir sobre a importância e a seriedade do relacionamento.


    A infidelidade dos israelitas estava causando consequências do desagrado de Deus sobre eles. Portanto, cuidado com seus relacionamentos. Se você já casou, mesmo em jugo desigual, não desista da sua família. Ore para alcançar seu cônjuge. Deus sempre será uma força para o seu casamento e para os filhos.


    Mas se ainda está para tomar esse passo tão especial, é importante ressaltar que não existe namoro evangelístico, ou seja, relacionar-se com alguém para tentar convertê-lo a Deus. A Bíblia considera essa união um jugo desigual. E muitas pessoas têm atraído para sua vida dor e sofrimentos desnecessários.


    O casamento foi o auge da criação, para ser uma fonte de alegria e força para os cônjuges, e Deus tem prazer em abençoar. O Éden só ficou como completo quando Deus pôs uma família nEle - mas Adão e Eva eram idôneos, ou seja, compatíveis. Portanto, faça boas escolhas de acordo com os princípios bíblicos, para que a sua união seja uma das melhores escolhas da sua vida, e para ter o apoio de alguém com quem você poderá andar diante da presença de Deus. Escolha ser feliz!


    Leia Malaquias 2 #RPSP


    14 min
  • Malaquias 1 - Onde está o respeito para comigo?

    Malaquias é o último profeta do Antigo Testamento. Seu livro foi escrito no período pós exílio. O Santuário já havia sido reconstruído, e o sistema de adoração já estava em funcionamento. Portanto, Malaquias devem ter tido o seu ministério depois das mensagens dos profetas Ageu e Zacarias.


    O Senhor traz mensagens de juízo fortíssimas aos sacerdotes: "Se eu sou pai, onde está a minha honra? E, se eu sou senhor, onde está o respeito para comigo" (v.6). Eles estavam oferecendo a Deus animais que não podiam simbolizar o sacrifício do Messias. Deus estava tão triste, que chega a dizer: "Eu não tenho prazer em vós, diz o Senhor dos Exércitos, nem aceitarei da vossa mão a oferta" (v.10). A situação era séria. O povo de Israel chegava a ofender a Deus e profanava o seu nome (v.12,13).


    Deus não precisa de nosso dinheiro, do nosso tempo ou mesmo de nós. Como disse C. S. Lewis, Deus não quer nada de nós, ele simplesmente nos quer. Mas nosso egoísmo nos consome e nos afasta do Senhor. Nosso apego a esse mundo nos tira do Céu. É por isso que o Senhor se preocupa com o que Lhe ofertamos, não só dos nossos bens, mas do nosso tempo, do nosso louvor, da nossa leitura da Bíblia e da vida de oração. Nossa entrega a Deus é proporcional ao nosso amor por Ele.


    Aprendemos essa importante lição: o que ofertamos a Deus de qualquer jeito, como mero ritual, não é aceito por Ele. Nossa felicidade depende do nosso relacionamento com Deus. Portanto, não dê a Deus algo que nem você mesmo aceitaria.


    Leia Malaquias 1 #RPSP


    13 min
  • Zacarias 14 - O Senhor será Rei sobre toda a terra

    Chegamos ao último capítulo do livro do profeta Zacarias. E nEle, o profeta agora recebe mensagens que vão muito além do contexto dos israelitas repatriados. Zacarias descreve o Dia do Senhor sobre sua própria nação em Jerusalém e sobre toda a terra. 


    O passado se repetiria na história do povo de Israel. Outra vez o povo iria para o cativeiro, mas um remanescente ainda ficaria na cidade. Apesar de trazer uma notícia tão triste para os repatriados, Zacarias não termina sua profecia aí (v.3). Apesar da infidelidade deles, o Senhor não os abandonaria. Deus lutaria sempre por seu povo e os restauraria. Portanto, eles também não deveriam deixar de lutar por Jerusalém, e prosseguir a restaurar a cidade.


    Chegamos à segunda seção do capítulo com o qual termina o livro, apontando para o povo de Deus completamente restaurado, não havendo mais maldições na terra, sendo só Ele o nosso Rei e todos os povos do mundo o reconhecendo assim e vindo para adorá-lo. Poderia ter sido assim, se o povo de Israel se arrependesse e escolhesse sempre manter-se fiel à sua aliança como Senhor.


    Era o sonho de Deus, que por meio de Israel o mundo fosse alcançado para ser salvo e o reconhecesse como Senhor, mas não sendo cumprido pela descendência de Abraão, sua promessa se cumprirá pela volta de Jesus, O Grande Dia do Senhor, e com o Israel espiritual de Deus, onde todos os povos e mesmo egípcios arrependidos são recebidos como filhos de Deus.


    Leia Zacarias 14 #RPSP


    9 min
  • Zacarias 13 - Que feridas são essas nas suas mãos?

    Zacarias 13 inicia como uma continuação do capítulo anterior: "Naquele dia, haverá uma fonte aberta para a casa de Davi e para os habitantes de Jerusalém, para remover o pecado e a impureza" (v.1). João ainda acrescentou um detalhe: "Mas um dos soldados lhe abriu o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água" (João 19:34). João parece nos dizer que o próprio Jesus foi quem abriu essa fonte quando do seu corpo saiu sangue e água.


    Ainda encontramos uma profecia que é muito marcante sobre a crucificação de Jesus. Vemos uma descrição de alguém perguntando a Jesus depois de crucificado: "Se alguém lhe disser: Que feridas são essas nas tuas mãos?, responderá ele: São as feridas com que fui ferido na casa dos meus amigos" (v.6). Deixando para trás toda dor e sofrimento, Ele chama os causadores da sua morte de amigos. Veja a grandeza do amor de Cristo, carregando pra sempre a prova do quanto nos ama! 


    Lendo Zacarias, há muito tempo Jesus já sabia que seria crucificado e que seria abandonado até por seus discípulos por ter escolhido nos salvar. E foi sabendo de tudo isso que Ele decidiu se entregar mesmo assim.


    Olhando para tudo o que a Bíblia diz sobre Cristo e o tamanho do seu amor por nós, tudo isso deve nos mover em resposta a Ele. Nós é quem precisamos ser hoje a parte que mesmo depois de purificada como se purifica a prata, e provada como se prova o ouro, da qual o Senhor poderá dizer: é meu povo, e nós diremos a Ele: O Senhor é meu Deus. 


    Leia Zacarias 13 #RPSP


    10 min
  • Zacarias 12 - Olharão para aquele a quem traspassaram

    Zacarias profetiza um novo cerco contra Jerusalém, mas para nossa surpresa, diferente do que aconteceu no passado, dessa vez, Jerusalém seria vitoriosa contra seus inimigos. O próprio Senhor promete intervir para protegê-los (v.4). Deus está garantindo a permanência do seu povo.


    E como tem sido bem característico do profeta Zacarias, o capítulo termina com uma nova profecia messiânica: "olharão para aquele a quem traspassaram" (v.10). Essa profecia é citada em João 19:37, para provar que a Palavra de Deus já dizia que o que aconteceria com Cristo na Cruz. João associa a profecia Zacarias 12:10 ao momento em que um dos soldados romanos, para garantir que Jesus havia morrido, o perfura com uma lança pelo lado. 


    Sabemos que as profecias sobre as bênçãos do Senhor expressavam seu desejo para o seu povo. Zacarias revela o ideal de Deus para Israel. Mas eram promessas condicionais, pois dependiam da escolha deles de permanecer na aliança com Deus. 


    Jesus também fez outras profecias enquanto esteve neste mundo. De forma incondicional, ele disse que voltará para levar consigo o Israel de Deus, composto de pessoas de todas as nações que o aceitarem como o Messias prometido. Mas o cumprimento dessa profecia na nossa vida, também depende da nossa aceitação à aliança que Ele fez conosco. Independente de qualquer coisa, Jesus voltará pra resgatar e reunir o seu povo, assim como fez como Antigo Israel. Mas fazer parte desse povo que será salvo, é uma escolha que cada um de nós precisa fazer.


    Leia Zacarias 12 #RPSP


    9 min
  • Zacarias 11 - Trinta moedas de prata

    Em contraste com os falsos pastores, Zacarias profetiza: "Assim diz o Senhor, meu Deus: Apascenta as ovelhas destinadas para a matança" (v.4). Tinha gente em Canaã enriquecendo por explorar o próximo, e seus líderes não se compadeciam - eis os motivos para os juízos de Deus. 


    Mas observe que os juízos de Deus consistiriam em entregar "cada um nas mãos do seu próximo". Ou seja, a bondade de Deus não interviria mais, impedindo as pessoas de se destruírem, deixando que recebessem sobre si o próprio mal que causavam aos outros.  E a verdade é que todos nós temos essa tendência à autodestruição, mas a misericórdia de Deus atua a fim de nos preservar a vida. 


    É nesse cenário de rejeição ao Senhor que Zacarias nos apresenta uma outra profecia messiânica: "Pesaram, pois, por meu salário trinta moedas de prata" (v.12). Essa é uma profecia muito precisa sobre a traição de Cristo por Judas. Este verso 12 de Zacarias 11 é citado em Mateus 27:9-10. Era o valor pago para restituir a morte de um escravo (Êx.21:32). E foi exatamente este o mesmo preço que Judas aceitou dos líderes judeus para trair Jesus.


    Essa mensagem precisa nos fazer pensar: por quanto menos do que 30 moedas de prata nós temos desprezado e traído o nosso Deus. E que essa reflexão nos leve a um arrependimento sincero, e a restauração completa do nosso relacionamento com o Senhor. É bem provável que essa mensagem de Zacarias tivesse essa mesma intenção para aquela nova geração de israelitas, assim como deve ter para nós hoje.


    Leia Zacarias 11 #RPSP


    11 min

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