Comentário Bíblico

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Comentário Bíblico episodes

  • Ageu 2 - Deus ainda mantém a sua aliança

    Em Ageu 2, o Senhor veio falar, talvez para que eles não desanimassem de terminar a construção do templo. E é nesse contexto que o Senhor diz uma das palavras mais animadoras até ali. Deus ainda estava mantendo a mesma aliança que fora feita com seus antepassados, nada havia mudado na disposição do Senhor. 


    Quando Deus consagrou o templo que Salomão construiu, a glória do Senhor veio dos céus e encheu o santuário de fumaça, de forma que ninguém conseguia entrar nele. Mas a esse grupo de fiéis, Deus prometeu que o santuário que estavam reconstruindo seria ainda mais glorioso do que o primeiro. E não seria por causa da fumaça da sua presença, mas porque "virá o Desejado de todas as nações, e encherei esta casa de glória". O Desejado de todas as nações é um título para Cristo, e seria pela visita do Salvador que esse santuário seria ainda mais glorioso do que o primeiro. 


    Por terem colocado Deus em prioridade, reedificando o Santuário, Deus voltaria a abençoá-los conforme a aliança que fez com Israel, dos quais eles eram herdeiros. Imagine o ânimo de ouvir essas palavras!


    E isso nos mostra que o Senhor também não desiste da aliança que estabeleceu conosco por meio de Jesus. Essa é uma das lições mais especiais de Ageu: restaure a sua aliança com Deus, porque o Senhor não desistirá da aliança que fez conosco pelo sangue do Seu filho. Então, com a bênção do Senhor, tomemos ânimo e ponhamos mãos à obra na pregação do evangelho!


    Leia Ageu 2 #RPSP


    11 min
  • Ageu 1 - Edifiquem a Minha Casa

    Ageu foi profeta no mesmo período de Zacarias, e de Esdras e Neemias, depois do exílio da Babilônia, e foram inspirados pelo Senhor para cumprir as promessas de restaurar o remanescente que voltasse do exílio. Eles estavam diretamente envolvidos na reconstrução de Jerusalém e do templo.


    A história de Ageu é uma continuação de Esdras. Aparentemente o povo havia desanimado (v.2) e Deus levanta Ageu para profetizar: que do que adiantava ter casas em Jerusalém se o Senhor não habitasse entre eles? Ageu foi essencial para fazer o povo perceber que era sim o tempo de reconstruir o templo! Eles nunca avançariam se negligenciassem o mais importante: a habitação do Senhor no meio deles. 


    É interessante como Deus relaciona a ausência das suas bênçãos pela ausência do santuário. É verdade que o verdadeiro Santuário já foi inaugurado por Jesus no Céu, mas o Senhor ainda deseja a reunião dos seus filhos, e ali se faz presente. Como disse Jesus: "onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles" (Mt. 18:20). Mesmo depois da ressurreição de Jesus, os discípulos "estavam sempre no templo, louvando a Deus" (Lc. 24:53).


    Ageu 1 nos mostra a importância de nunca sermos negligentes com a edificação de onde nos reunimos para adorar o Senhor, e nem deixar de nos congregar para participarmos da mesma promessa que os discípulos alegremente buscavam: "aí estou eu no meio deles". É junto com os irmãos que Jesus vem ao nosso encontro. É em união que Ele abençoa o seu povo.


    Leia Ageu 1 #RPSP


    12 min
  • Sofonias 3 - Deus se alegrará em você

    Apesar de o Senhor tanto tentar fazê-los mudar de disposição, a rebeldia dos israelitas os impediam de mudar (v.2). Eles simplesmente não aceitavam as mensagens dos profetas, não queriam se voltar para Deus, e sem arrependimento, o Senhor não permitiria que eles continuassem maltratando as pessoas.


    Sofonias quer nos mostrar que não havia mais nada que o Senhor pudesse fazer para salvá-los da autodestruição. Deus precisava interromper o mal e a injustiça. Já havia clamado incessantemente, e dado exemplo pelos juízos de outras nações, mas seu povo não queria ouvir e não se arrependia.


    Por fim, Deus promete que salvaria um remanescente do meio do seu povo. Era esse povo humilde que seria o novo Israel de Deus. E essas profecias representavam a vontade de Deus, mas a realização delas dependia de eles aceitarem. É por isso que, infelizmente, esse ideal não foi cumprido no passado, mas está para ser realizado com o Israel espiritual que hoje se prepara para a volta de Jesus.


    E isso nos faz refletir sobre o quanto a nossa própria vida poderia ser diferente se nós continuamente escolhêssemos viver a vontade de Deus. Nossa persistência no pecado tem frustrado os sonhos de um Deus que tem prazer prazer e alegria em nos fazer felizes. Mas se nossa decisão hoje for fazer da vontade de Deus a nossa prioridade, podemos chegar ao estado de íntima comunhão que o Senhor sempre quis, e assim, abençoar nossa vida e fazer de nós um canal de bênçãos para muitas outras pessoas.


    Leia Sofonias 3 #RPSP


    11 min
  • Sofonias 2 - Busque o Senhor, antes que...

    Em Sofonias 2, vemos juízos para as demais nações de Canaã e arredores. Mas na sua misericórdia, pede para que o seu povo faça uma auto análise. Ao mesmo tempo, faz um apelo para todos os que tinham um coração sincero: "Buscai o Senhor... porventura, lograreis esconder-vos no dia da ira do Senhor" (v.3).


    O Senhor não preservaria o seu povo dos seus juízos sem arrependimento, da mesma forma como não preservaria esses outros povos. A justiça de Deus não dependia de um povo em particular, mas da maldade que eles praticavam, causando dor e morte. Esse era o caso de todas essas nações.


    No quadro profético geral, todos os reinos deste mundo que permitem práticas de injustiça também receberão os juízos do Senhor antes da volta de Jesus. É assim que Deus conterá o avanço generalizado do mal e, ao mesmo tempo, livrará o seu povo das garras da impiedade que maltratam os inocentes. Mas querendo salvá-los, apelou: "examina-te… antes que venha sobre ti o dia da ira do Senhor" (v.1,2), "Buscai o Senhor... porventura, lograreis esconder-vos no dia da ira do Senhor" (v.3).


    Antes da volta de Jesus, Ele nos faz hoje o mesmo apelo: Buscá-lo antes que esse Grande dia chegue, para que escondidos em Cristo, estejamos livres da justiça que esse mundo precisa receber. Nossa justiça se torna a justiça de Cristo atribuída a nós pela fé nEle. Cristo é o nosso refúgio que nos abriga da ira do Senhor, porque Ele recebeu a ira de Deus contra o pecado sobre si, para salvar todo aquele que se arrependa. 


    Leia Sofonias 2 #RPSP


    10 min
  • Sofonias 1 - O Dia do Senhor está perto

    Começamos uma breve jornada pelo livro do profeta Sofonias. Ele recebeu do Senhor mensagens muito fortes contra a impiedade e todo o pecado que se praticava no povo de Deus, e fez profecias sobre o Dia do Senhor contra os israelitas da sua época. 


    Deus deixa claro o envolvimento deles com a idolatria perversa de Canaã (v.4,5). O templo do Senhor ainda estava ali, mas pela cidade, via-se adoração a Baal e Moloque, a terrível divindade que exigia sacrifício de crianças queimadas vivas. Era nesse nível de maldade que havia chegado o povo. 


    Mas não só os que praticavam o mal seriam atingidos pelos juízos de Deus. Sofonias também se refere aos "que deixam de seguir ao Senhor e os que não buscam o Senhor, nem perguntam por ele" (v.6). É interessante como Sofonias correlaciona a prática do mal com o fato deixar de seguir o Senhor e não perguntar por Ele. A ausência de Deus no coração cria espaço para o domínio do pecado. Não há meio termo. Nesse mundo de injustiça, a abstenção de se posicionar ao lado do Senhor é necessariamente pôr-se ao lado dos que contribuem para a propagação da injustiça.


    Não decidir-se pela vontade de Deus, é decidir-se pelo mal. O ser humano não possui um coração neutro, mas na condição do pecado, nosso coração é mal; inclinado para o mau e depravado. Paulo diz que nós nascemos em condição de inimigos de Deus, e não em posição neutra. Como disse Jesus: "aquele que não está comigo, está contra mim; e aquele que comigo não ajunta, espalha" (Mateus 12:30).


    Leia Sofonias 1 #RPSP


    14 min
  • Habacuque 3 - Ainda que não entenda, eu me alegro em Deus

    Depois de ouvir as respostas de Deus, Habacuque não apenas não tem mais perguntas a fazer, como agora compõe uma oração em forma de cântico. Observe que Habacuque correlaciona claramente os juízos de Deus com salvação: “Tu sais para salvamento do teu povo”! A compreensão de Habacuque é essencial para termos uma visão bíblica mais madura de como funcionam os juízos do Senhor e qual o seu maior propósito. E como sempre, descobrimos que esse propósito é salvar.


    Descobrimos agora que Habacuque fez questão de deixar registrado sua revolta inicial, de questionar a justiça de Deus, para compartilhar conosco a lição que aprendeu. Entendendo melhor os planos do Senhor, o profeta agora escolhe esperar em silêncio a manifestação da justiça de Deus. Ele reconhece que pode confiar nos planos do Senhor, ainda que não os entenda.


    Do começo do livro para cá, aparentemente, nada mudou. Mas Deus mudou algo em Habacuque: ele aprendeu a confiar. E aprender a confiar em Deus, mesmo em meio ao caos deste mundo, é a maior lição que podemos aprender com esse profeta sincero. Ainda que o mundo esteja de cabeça para baixo, podemos saber que o Senhor sabe, que Ele vê, e que no tempo certo manifestará justiça tão grande e tão perfeita, que assim como Habacuque, todos escolherão o silêncio.


    Terminamos o seu livro tendo alimentado a certeza de que ainda que o mundo esteja de cabeça para baixo, “todavia, eu me alegro no Senhor, exulto no Deus da minha salvação” (v.18); ou seja, eu confio em Deus até o fim.


    Leia Habacuque 3 #RPSP


    9 min
  • Habacuque 2 - O justo viverá pela fé

    Habacuque havia questionado a Deus se o Senhor não agiria sobre tanta maldade e injustiça que observava nos seus dias. E recebeu a resposta de que sim, o Senhor estava para agir contra a impiedade, trazendo um outro reino para punir as maldades do seu povo. Judá seria atacada pelo império da Babilônia.


    Habacuque não conhecia todos esses detalhes, e é por isso que o profeta se mostrava confuso, em busca de mais respostas. Ele queria justiça, mas não conseguia entender os planos de Deus. Ao mesmo tempo, o Senhor dá uma lição importante. Habacuque não precisava questionar os juízos de Deus, ele poderia confiar: "mas o justo viverá pela sua fé" (v.4). 


    Na verdade, Habacuque escreveu, inspirado pelo Senhor, para que suas lições servissem de aprendizado para os cristãos de todas as épocas. O capítulo chega ao seu último verso com uma resposta muito forte da parte do Senhor: "O Senhor, porém, está no seu santo templo; cale-se diante dele toda a terra" (v.20).


    Não precisamos questionar a justiça de Deus. Ele está em seu Santo templo hoje,8 imputando a justiça pela fé a todo aquele que recorre a Cristo. E dado o tempo certo, tendo salvado todos os que se arrependeram, virá para trazer justiça ao mundo inteiro - "a visão ainda está para cumprir-se no tempo determinado, mas se apressa para o fim e não falhará; se tardar, espera-o, porque, certamente, virá, não tardará", "mas o justo viverá pela sua fé" (v.3,4).


    Leia Habacuque 2 #RPSP


    9 min
  • Habacuque 1 - Questionando a Deus

    Habacuque parece estar inconformado com tanta iniquidade que via. Ele diz que clamava a Deus mas até então não tinha tido uma resposta (v.2). Os primeiros versos são uma sequência de inconformidades, questionando a Deus por que Ele lhe permitia ver tanta maldade, corrupção, injustiça, e homens perversos afrontando justos.


    É interessante que encontramos um livro da Bíblia cheio de sinceridade. Ele era um profeta do Senhor, inspirado pelo Espírito Santo, mas não deixava de ter suas limitações, dúvidas e fragilidades como qualquer ser humano. Mas vamos aprender uma lição importante com esse profeta questionador: nós simplesmente não estamos preparados para entender todas as respostas de Deus. 


    Habacuque realmente chega a questionar ao Senhor, mas em nenhum momento desconfia dEle. O profeta não entende por que as coisas acontecem de uma forma que lhe parece injusta, mas não há um pingo de desconfiança da justiça de Deus. No fundo, o questionamento de Habacuque nem é diretamente contra a justiça de Deus, mas à falta de compreensão dele próprio de como a justiça de Deus opera no meio de um mundo injusto. 


    Podemos aprender que ainda que não sejamos capazes de entender esse mundo injusto, podemos continuar confiando num Deus que é todo amor e justiça. Para aquilo sobre a justiça de Deus em que falha o nosso entendimento, podemos confiar no que aprendemos dEle por meio do nosso relacionamento. Confiança é uma chave que liberta.


    Leia Habacuque 1 #RPSP


    11 min
  • Naum 3 - Sem arrependimento, não há remédio

    O último capítulo de Naum é a descrição da destruição de Nínive. Ele já começa descrevendo a situação moral da cidade: "cidade sanguinária, toda cheia de mentiras e de roubo e que não solta a sua presa!" (v.1). O Senhor começa associando toda a maldade dos ninivitas com as pessoas que sofriam ali.


    O Senhor deixa os ninivitas sem saída, mostrando que todas as suas esperanças terrenas não lhes seriam uma solução. A única saída para os ninivitas, seria o arrependimento que eles rejeitaram. Só o Senhor poderia protegê-los, e eles bem poderiam ter escolhido o arrependimento, como quando o Senhor enviou Jonas.


    A mesma sentença serve para todos os que se recusam a reconhecer a sua condição sem Deus e rejeitam o arrependimento. Sem arrependimento, é com tristeza que podemos dizer: "Não há remédio para a tua ferida; a tua chaga é incurável" (v.19).


    Além do diagnóstico, Cristo ainda oferece o remédio para o tratamento, que foi tudo o que Deus queria para os ninivitas e eles não aceitaram: "Sê, pois, zeloso e arrepende-te" (Apocalipse 3:18,19). Cabe a nós escolhermos se vamos reconhecer a nossa doença, e aceitaremos entrar no tratamento oferecido por Jesus, nosso Grande Médico, ou se vamos fazer de conta que nada disso é verdade, e acabaremos tendo o mesmo destino dos ninivitas - sem remédio, e com uma ferida incurável.


    Leia Naum 3 #RPSP


    12 min
  • Naum 2 - Nínive ou Judá

    Vimos que a Assíria tornou-se uma ameaça a todos os povos do mundo antigo que vivam em Canaã e seus arredores, incluindo Judá e Israel. É com esse contexto que em Naum 2, ao mesmo tempo em que profetiza a destruição dos assírios faz promessas sobre a restauração de Israel.


    "Eis que eu estou contra ti... arrancarei da terra a tua presa" (v.13). Ao decretar o fim do império assírio, Deus estava criando liberdade para as nações que eram ameaçadas por ele. É um arquétipo de toda a opressão que existe no mundo. Nínive representa todos reinos, nações e pessoas que tratam os outros como presas, e nos mostra que o Senhor se erguerá contra eles em juízo a fim de libertar quem eles oprimem.


    Esse tipo de imagem é a mesma que encontramos em Apocalipse, ao retratar Israel como sendo perseguido e morto, e Babilônia como perseguindo o povo de Deus. Nesse sentido, reafirma a nós ainda hoje, que o Senhor se erguerá para defender o seu povo e dar fim ao reinado de injustiça dos impérios deste mundo, que como revela Apocalipse, sempre tiveram satanás como seu verdadeiro governante por trás das estruturas sociais e políticas.


    Como disse o Apóstolo Pedro, ao relatar a vinda do Senhor em juízo para o mundo inteiro: "Nós, porém, segundo a sua promessa, esperamos novos céus e nova terra, nos quais habita justiça" (2 Pedro 3:13). Jesus está voltando para estabelecer o Reino que começou a inaugurar no coração de cada pessoa que deseje sair de Nínive, e se mudar para Jerusalém, símbolo do reino de Deus.


    Leia Naum 2 #RPSP


    9 min

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