Comentário Bíblico

Comentário Bíblico

Download on the App Store

Comentário Bíblico episodes

  • Mateus 22 - O fruto do amor é a obediência

    Agora que Jesus já está em Jerusalém, e sua entrada foi testemunhada com aclamações pelo povo, isso certamente atraiu ainda mais a atenção dos líderes judeus. E assim, no capítulo 22 Mateus registra várias outras interpelações deles contra Jesus, sempre buscando testá-lo e encontrar algo errado para condená-lo.


    "Entretanto, os fariseus, sabendo que ele fizera calar os saduceus, reuniram-se em conselho" (v.34). E um deles, foi a Jesus para testá-lo com uma pergunta sobre qual era o maior mandamento da Lei. A resposta de Cristo revela todo o fundamento da Palavra de Deus: "Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento. O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo" (v.37-39).


    Assim, Jesus conclui dizendo que "destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas" (v.40). Observe que Jesus não estava dizendo que estes dois mandamentos anulavam ou removiam a Lei e os Profetas. Mas que eles são o fundamento, ou seja, expressam o seu sentido principal. Nos dez mandamentos, por exemplo, é possível perceber como os quatro primeiros mandamentos tratam do nosso amor a Deus, enquanto que os outros seis falam sobre o nosso amor ao próximo. Amor é o fundamento da obediência aos mandamentos de Deus.


    Como disse o próprio Jesus em João 14:21: "Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama" (João 14:21). Para Cristo, o fruto do amor é a obediência.


    Leia Mateus 22 #RPSP


    8 min
  • Mateus 21 - Jesus entra em Jerusalém

    Jesus está finalmente para entrar em Jerusalém, aproximando-se cada vez mais de cumprir totalmente sua missão de se entregar na Cruz e morrer por nossos pecados. Agora, o próprio povo em Jerusalém testemunharia a entrada de Cristo como um cumprimento profético, assim como Mateus registra tantos momentos da vida de Jesus estando de acordo com as profecias.


    O capítulo 21 é repleto de referências proféticas assim, porque desde o início, Mateus tinha a intenção de mostrar ao povo judeu como ele, de que Jesus era o Messias prometido. E o episódio de sua entrada triunfal em Jerusalém era mais uma fortíssima evidência. Ele confirma isso até citando a profecia de Zacarias 9:9.


    Assim, Mateus está aos poucos revelando o contexto e as diversas circunstâncias com os líderes judaicos, e nos direcionando para um momento crítico da vida de Jesus: a sua entrega na cruz para nos salvar. Os líderes da nação já estavam procurando formas de prender Jesus, e, constantemente, tentavam cavar alguma falha para terem do que acusá-lo. Mas perceba que Cristo está sempre ciente de tudo o que está acontecendo, e já havia dito aos discípulos que ele se encaminhava para sua morte, mas que depois ressuscitaria, cumprindo assim, as Escrituras.


    Jesus estava fazendo tudo o que Deus havia dito que deveria acontecer, seguindo perfeitamente o plano da salvação. Movido pelo amor ao Pai e a cada um dos seus filhos, Cristo estava determinado a ir até o fim para salvar você.


    Leia Mateus 21 #RPSP


    9 min
  • Mateus 20 - Grandeza não é ser visto, mas servir

    A mãe de Tiago e João chega a Jesus para fazer um pedido inusitado: "Manda que, no teu reino, estes meus dois filhos se assentem, um à tua direita, e o outro à tua esquerda" (v.21). Eles ainda não entendiam os princípios do reino de Deus. Estar em destaque não é um alvo do cristão. 


    Essa não era a primeira vez que os discípulos disputavam por posições de destaque. E, mais uma vez, pacientemente, Jesus reforça como o reino de Deus é diferente das nossas expectativas de grandeza: "Quem quiser tornar-se grande entre vós, será esse o que vos sirva; e quem quiser ser o primeiro entre vós será vosso servo; tal como o Filho do Homem, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos" (v.25-28). E eles estavam acostumados a serem servidos por Jesus. Cristo tinha um espírito muito altruísta e cuidadoso pelo bem dos outros. O Mestre sequer tinha vergonha de assumir as funções de um empregado doméstico para cuidar deles, como vemos até na Santa Ceia, lavando-lhes os pés.


    É interessante como mesmo depois de convivendo diariamente com Jesus, os discípulos ainda tinham essas visões mundanas de grandeza. E serve de grande lição para nós aprender o que Cristo ensina aqui: quem quiser ser o maior, que seja servo de todos. Assim como Jesus não veio para ser servido, e ainda hoje nos serve, cuidando diariamente de cada um de nós.


    Para Deus, ser grande não é ter destaque público ou ser reconhecido. Para Deus, a grandeza não está em ser visto, mas está em servir.


    Leia Mateus 20 #RPSP


    11 min
  • Mateus 19 - O milagre de ser salvo

    Tendo saído dali, Mateus diz que alguém se aproximou de Jesus com uma pergunta: "Mestre, que farei eu de bom, para alcançar a vida eterna?" (v.16). Podemos perceber que era alguém que queria alcançar a salvação por seus esforços. A resposta de Jesus é simples: "guarda os mandamentos" (v.17).  O que pode ter deixado o jovem confuso é o que ele explica em seguida: "Tudo isso tenho observado; que me falta ainda?" (v.20). Jesus parece mostrar ao jovem qual era o seu real problema. O seu apego aos seus bens lhe impedia de largar tudo para seguir Jesus. 


    Mas se mesmo ele sendo rico e sendo obediente, dificilmente entraria no reino dos céus, o que seria dos discípulos? Tão falhos, pecadores e pobres. Como registra Mateus: "Ouvindo isto, os discípulos ficaram grandemente maravilhados e disseram: Sendo assim, quem pode ser salvo?" (v.25).


    A resposta de Jesus é uma lição muito importante para nós: "Isto é impossível aos homens, mas para Deus tudo é possível" (v.26). Para nós, a salvação é algo impossível! Mas não para Deus, porque para Ele, tudo é possível. Jesus quer nos ensinar que nossa salvação é um milagre!


    Acho que a lição que Jesus nos ensinou aqui deveria nos fazer desistir da luta cansativa de tentar alcançar uma sensação de salvação baseada no mérito próprio. É uma batalha perdida! O melhor a fazer, é depor as armas, render-se aos pés de Jesus e descansar. Permitir que ele opere em nós o milagre que alcançou na cruz por nós. Nossa salvação é o milagre realizado por Jesus.


    Leia Mateus 19 #RPSP


    14 min
  • Mateus 18 - O dever de perdoar o imperdoável

    Diz Jesus: "Se teu irmão pecar [contra ti]..." (v.15). Note que Jesus não diz que devemos esperar que as pessoas que nos feriram se arrependam e venham nos pedir perdão para serem perdoadas. O amor que Jesus nos ensinou a amar, é o que vai ao encontro do nosso ofensor para buscar a reconciliação. 


    Perceba que essa forma persistente de reconciliar uma pessoa conosco ou levá-la de volta ao Senhor por ter pecado, é a forma com que Deus insiste em reconciliar a cada um de nós com ele mesmo quando pecamos. O Senhor é constantemente ofendido por nossos pecados, mas no lugar de nos rejeitar ou esperar que nós o busquemos primeiro, é Ele quem toma a iniciativa de tocar o nosso coração com o arrependimento e vem ao nosso encontro.


    Mas se recusarmos seus apelos de misericórdia, o que mais o Senhor poderia fazer? É assim que Jesus mostra que a igreja que recebeu o testemunho de alguém que insistentemente rejeita a reconciliação com Deus pode ser desligado da comunidade cristã (v.17,18).


    O restante do capítulo trata desse tema tão essencial sobre a importância do perdão. E Jesus nos mostra que o limite para o perdão não está na gravidade ou na quantidade de pecados do nosso irmão, mas na sua própria decisão de não querer ser perdoado. É nessa última instância que a igreja precisará desligar alguém que não quer se arrepender. Mas enquanto houver esperança de reconciliação, ela deve ser buscada.


    Leia Mateus 18 #RPSP


    16 min
  • Mateus 17 - Só com oração e jejum

    Um homem havia chegado desesperado à procura de Jesus, mas pediu aos seus discípulos que curassem seu filho. O garoto sofria convulsões e possessão demoníaca, de forma que muitas vezes caía no fogo ou na água. Frustrado, o pai desabafou com Jesus: "Apresentei-o a teus discípulos, mas eles não puderam curá-lo" (v.16).


    Jesus parece ter ficado chateado, não com o pai do garoto, mas provavelmente com a incredulidade dos discípulos. Estava ali um pai desesperado com seu filho sofrendo, e os discípulos não puderam ajudá-lo. Isso deve ter deixado Jesus triste. Cristo logo repreende o espírito e o garoto é liberto.


    Depois os discípulos se chegaram Jesus e "perguntaram em particular: Por que motivo não pudemos nós expulsá-lo? E ele lhes respondeu: Por causa da pequenez da vossa fé" (v.19). Em seguida, Mateus registra um complemento: "Mas esta casta não se expele senão por meio de oração e jejum" (v.21). A resposta estava na falta de consagração. Quantas pessoas há ao nosso redor que não somos capazes de ajudar por nossa falta de consagração.


    Mateus 17 nos ensina que há certas batalhas na vida, e forças espirituais do mal contra as quais lutamos, que não se vencem com nossas forças nem com o melhor da nossa vontade. Certamente não faltou vontade da parte dos discípulos para libertar garoto, mas faltava neles o que nos falta hoje: consagração. Certa casta de demônios, seja ela, mesmo um vício ou defeito de caráter, nós só venceremos como Jesus também vencia: por meio de oração e jejum.


    Leia Mateus 17 #RPSP


    9 min
  • Mateus 16 - Tome a sua cruz e me siga

    O final de Mateus 16 é uma reafirmação de que o sacrifício de Jesus era necessário. E não só o dele. Jesus estende sua missão a todos os seus discípulos: "Então, disse Jesus a seus discípulos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me" (v.24). Agora, ele diz que cada discípulo seu deve fazer o que ele fez: negar-se a si mesmo, tomar a sua cruz, e segui-Lo.


    A cruz a que Jesus se refere dos seus seguidores, é a nossa vida nessa terra. Precisamos morrer para esse mundo, a fim de viver para Deus. Como Cristo diz em seguida: "Porquanto, quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; e quem perder a vida por minha causa achá-la-á" (v.25).


    Dois mil anos se passaram, mas o convite de Jesus permanece o mesmo: "Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me". É preciso rejeitar nossos gostos e preferências com os quais amamos esse mundo de pecado, e passar a amar os gostos e preferências do céu. Jesus disse que é perdendo a nossa vida neste mundo que encontramos a vida nEle para a eternidade.


    Nós poderemos ver a majestade de Cristo no seu retorno, mas para isso, precisamos atender ao convite de Cristo: cada dia negar a si mesmo, tomar a nossa cruz, e segui-lo. Morrendo para esse mundo, e vivendo para Deus, como Jesus viveu.


    Leia Mateus 16 #RPSP


    15 min
  • Mateus 15 - As ovelhas perdidas de Israel

    Para Jesus, todos são parte do Seu povo que ele veio resgatar. Os discípulos ainda levariam um bom tempo para entender isso, porque sua carga de preconceito não lhes permitia entender agora. Quando comissionou os discípulos para a grande missão, Jesus disse que depois que recebessem o Espírito Santo: "sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da terra" (Atos 1:8). Até nos confins da terra estão as ovelhas perdidas de Israel que Jesus veio buscar.


    É a nossa fé, como a fé daquela mulher cananita, que não se importa em ter uma posição natural, e que não desiste ainda que provada, é essa fé que demonstra sermos ou não parte das ovelhas de Israel. 


    Como diz Paulo: "Pois todos vós sois filhos de Deus mediante a fé em Cristo Jesus; porque todos quantos fostes batizados em Cristo de Cristo vos revestistes. Dessarte, não pode haver judeu nem grego; nem escravo nem liberto; nem homem nem mulher; porque todos vós sois um em Cristo Jesus. E, se sois de Cristo, também sois descendentes de Abraão e herdeiros segundo a promessa" (Gálatas 3:26-29).


    João também nos explica: "Veio para o que era seu, e os seus não o receberam. Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que creem no seu nome; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus" (João 1:11-13). É a fé em Jesus que nos dá o poder de sermos feitos filhos de Deus. 


    Leia Mateus 15 #RPSP


    13 min
  • Mateus 14 - Olhos fixos em Jesus

    Só depois de "despedidas as multidões, subiu ao monte, a fim de orar sozinho" (v.23). Finalmente, Jesus conseguiu um tempo para ficar a sós e lidar com seu luto pela morte de João Batista buscando conforto em Deus por meio da oração. Por mais corrido que fosse o dia de Jesus, é incrível como Ele sempre priorizava os seus momentos a sós com Deus a fim de orar.


    Por volta do pôr do sol Jesus começou a orar, e enquanto os discípulos faziam a travessia, "o barco já estava longe, a muitos estádios da terra, açoitado pelas ondas; porque o vento era contrário" (v.24). Sabemos que alguns dentre os discípulos eram pescadores experientes, mas há tempestades na nossa vida, que mesmo toda a experiência que temos é insuficiente para vencer.


    Enquanto todos estavam com medo, Pedro teve a iniciativa de experimentar e seu pedido foi atendido. Mas quando ele começou a andar sobre as águas, assim como Jesus, Mateus descreve: "Reparando, porém, na força do vento, teve medo; e, começando a submergir, gritou: Salva-me, Senhor!" (v.30).  O que fez Pedro afundar não foi a bravura das águas, mas sua distração. Pedro desviou o olhar de Jesus, e foi por isso que teve medo. E tendo medo, perdeu de vista a fé, e assim começou a afundar. Que lição isso nos traz para a vida!


    Sempre que desviamos o olhar de Jesus, nossa distração substituirá nossa fé pelo medo, e ele nos fará afundar. Mas se mantivermos o olhar fixo em Cristo, ficaremos firmes com Ele, andando mesmo na ausência do chão.


    Leia Mateus 14 #RPSP


    12 min
  • Mateus 13 - As parábolas de Jesus

    Em Mateus 13 encontramos uma coleção das parábolas de Jesus. Parábolas por meio das quais ele procurava explicar a natureza e o funcionamento do reino de Deus para os seus seguidores, desde quando ele é recebido no coração até as consequências para o fim dos tempos com relação a salvação individual.


    As parábolas formavam um dos métodos mais comuns pelos quais Jesus ensinava. Uma forma muito didática de enriquecer a mensagem e gravar suas lições para nunca mais serem esquecidas. E essa forma de ensino é amplamente utilizada por escritores e professores para passar significados mais profundos do que uma explicação aberta poderia alcançar.


    As parábolas serviam para um duplo propósito: esclarecer as verdades espirituais para quem tinha um coração sincero, e mostrar a dureza de coração de quem não era sensível à voz de Deus. Jesus não falava por parábolas para dificultar a compreensão, muito pelo contrário! Era justamente para despertar o entendimento das coisas espirituais (1 Coríntios 2:13,14). Jesus falava por parábolas conforme a capacidade dos ouvintes (Marcos 4:33). 


    Mateus 13 nos deixa várias lições. Precisamos de sensibilidade espiritual para entender as coisas espirituais. E de um coração aberto para sermos visitados por Jesus. Se dermos abrigo a incredulidade, não haverá muito o que Jesus faça por nós, assim como a incredulidade do povo de Nazaré os impediu de receberem o reino de Deus para eles naquele dia.


    Leia Mateus 13 #RPSP


    9 min

About Comentário Bíblico

From the publisher's feed

Entenda cada capítulo da Bíblia dentro do grande plano da salvação tendo Jesus como o centro.