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Conexão Sapiens: a ciência desvendando você.
Podcast número 34.
Chega de teoria Kald! Discussão de caso #1.
Caso: manejando o medo na vida pessoal.
· Identificar a emoção de forma apurada
· Identificar e entender a causa desta emoção
· Entender profundamente o risco a ser enfrentado
· Entender o limite do meu conhecimento e habilidades
· Identificar Fontes com metodologias adequadas
· Construir alianças e suporte social
· Implementar o plano com disciplina
Por favor me enviem sugestões, críticas construtivas e perguntas. Me sigam no Instagram @kaldconexaosapiens e para concluir, caso você ache que este é um assunto que vale a pena, por favor espalhe essa notícia, tem um novo podcast - Conexão Sapiens: a ciência desvendando você.
o Um grande abraço do Kald.
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Conexão Sapiens: a ciência desvendando você.
Podcast número 33.
O que aprendi sobre resiliência após o meu diagnóstico de uma doença terminal.
Hoje eu farei um episódio singular, que é o resultado de uma reflexão longa e o meu objetivo é passar para você meus conselhos de como estar preparado para os desafios mais ameaçadores a uma vida plena. Não preparei o episódio de hoje para conversar somente com as pessoas que tenham problemas semelhante ao meu, mas para todos. Portanto farei um pedido a você, caso você acredite que o você aprender hoje e útil, encaminhe este podcast para as pessoas na sua vida que você quer bem.
Há cerca de dois anos, minha carreira como pesquisador na área de câncer foi abruptamente interrompida. Problemas de saúde me forçaram à aposentadoria, trazendo um diagnóstico devastador: Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), uma doença neuromuscular progressiva, incurável e fatal. Receber essa notícia é um golpe, especialmente pela ausência de opções terapêuticas eficazes e pela rápida incapacitação física. Saber que sua vida tem prazo e sua capacidade física será cada dia pior transforma completamente a perspectiva. Fiquei surpreso com a calma que reagi e frequentemente os médicos e profissionais da saúde ficavam mais estressados do que eu mesmo. Hoje, quero compartilhar como encontrei uma forma adaptada de reagir a essa realidade.
Quando se reflete sobre um diagnóstico como o da ELA, uma das primeiras coisas que vem à mente são as decisões tomadas na vida. Ter vivido com um propósito claro, alinhando objetivos e ações aos próprios valores, buscando coerência, significado e pertencimento, permite que, neste momento de avaliação, não surjam arrependimentos profundos. Não consigo imaginar algo mais importante do que, ao descobrir que sua vida tem um limite, poder olhar para trás sem lamentações significativas.
· Percebi que eu havia priorizado as coisas certas. Minha paixão pela medicina e pelos meus filhos.
E por isso que esta é a missão deste podcast: mostrar como a ciência pode nos ajudar a chegar a esse ponto com poucos ou nenhum arrependimento significativo. Enfrentar o caminho para a morte com a convicção de uma vida sem grandes lamentos é, de fato, algo inestimável.
Como construir Resiliência e Propósito?
É fundamental entender que a preparação para um diagnóstico tão desafiador como a ELA vai além de uma simples avaliação do passado. Trata-se de construir uma vida que, mesmo diante das maiores adversidades, seja rica em propósito e significado. Isso implica viver de forma consciente, valorizando cada momento, cada experiência e cultivando relacionamentos profundos. É, em sua essência, compreender o que significa ser membro da espécie humana.
· Não postergar as decisões que trarão o crescimento necessário para estar preparado quando a vida muda de direção.
Na minha concepção, preparar-se para a morte é uma busca constante por uma vida plena. Isso significa contribuir para a comunidade, encontrar satisfação nas atividades diárias e aceitar a inevitabilidade do fim. Ao viver plenamente, estamos também nos preparando para os obstáculos que a vida inevitavelmente trará. Ver a doença não como um adversário a ser derrotado, mas como uma parte da jornada, nos permite focar no verdadeiro desafio: viver com autenticidade, buscando crescimento pessoal e conexão com os outros sempre.
· Porém convém destacar que é necessário desenvolver as habilidades de ser
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Conexão Sapiens: a ciência desvendando você.
Episódio No 32
A Urgência das Soft Skills na Era da Complexidade.
Diante da realidade cada vez mais complexa no trabalho e na vida pessoal, é essencial desenvolver habilidades que nos capacita a enfrentar este desafio. Com a velocidade da inovação tecnológica, a expansão da inteligência artificial, a globalização e os inúmeros desafios de hoje, precisamos de habilidades que vão além da capacitação técnica. As chamadas soft skills, que antes eram vistas como complementares, agora são essenciais para a adaptação, o sucesso e o bem-estar de todos.
Além disso, há um consenso entre os especialistas e as organizações de excelência sobre a importância das soft skills críticas, ou seja pensamento crítico, autoconsciência e colaboração, estas 3 habilidades são elementos essenciais para preparar indivíduos e equipes para a dinâmica do trabalho. O Fórum Econômico Mundial, em seus relatórios sobre o futuro do emprego, consistentemente destaca essas habilidades como cruciais para prosperar em um mercado de trabalho transformado pela automação e pela inteligência artificial.
Nesse contexto, empresas inovadoras reconhecem que o sucesso a longo prazo não reside apenas no conhecimento técnico, mas também na capacidade de seus colaboradores de pensarem de forma independente, compreenderem suas próprias motivações e as dos outros, e trabalharem em conjunto de maneira sinérgica. Pesquisas em psicologia organizacional, educação, neurociência e socialidade humana mostram como essas habilidades influenciam o aprendizado contínuo, a produtividade, a inovação, a satisfação no trabalho e a capacidade de liderar.
Portanto, o desenvolvimento contínuo do pensamento crítico, da autoconsciência e da colaboração atua como um potente catalisador para a aceleração das capacidades profissionais. Um indivíduo com a capacidade de pensar criticamente consegue analisar problemas complexos com clareza e discernimento, estabelecer debates produtivos, questionar o status quo, colaborar melhor, identificar soluções inovadoras e tomar decisões bem-informadas, tornando-se um membro inestimável para qualquer organização. A autoconsciência aprimorada permite que os profissionais compreendam seus próprios pontos fortes e fracos, gerenciem suas emoções de forma eficaz e construam relacionamentos interpessoais sólidos, fundamentais para a comunicação eficaz e a liderança inspiradora. A capacidade de colaborar de forma produtiva, compartilhando conhecimentos, construindo consenso e trabalhando em equipe na direção de objetivos comuns, potencializa a inteligência coletiva e impulsiona a inovação e a eficiência dentro das organizações. Em um cenário profissional cada vez mais dinâmico e interdependente, essas habilidades não apenas aumentam a empregabilidade individual, mas também fortalecem a capacidade das organizações de se adaptarem e prosperarem.
Tanto o treinamento de soft skills quanto o de hard skills são cruciais para o desenvolvimento profissional e o sucesso organizacional. No entanto, elas apresentam desafios distintos. As soft skills são difíceis de aprender porque refletem comportamentos, pensamentos e sentimentos, enquanto as hard skills aumentam o conhecimento técnico. Desenvolver o hábito de aprimorar as soft skills críticas (ou seja; autoconsciência, pensamento crítico e colaboraç
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Conexão Sapiens: a ciência desvendando você.
Podcast número 31, episódio da área individualidade.
Você quer emagrecer? Como criar o hábito de transformar saber em fazer.
Leonardo da Vinci disse: “Fui infectado pela urgência do fazer, saber não basta; é preciso aplicar. Estar disposto não basta; é preciso agir”.
Mas, afinal como eu posso ilustrar este ponto de transformar conhecimento em ação?
Um desafio comum hoje em dia é estabelecer uma alimentação saudável. Seja para perder peso, ou para melhorar a própria saúde, ou simplesmente aumentar o prazer ao comer, este é um objetivo comum.
Para ilustrar a tradução do conhecimento em um plano de ação efetivo, vou usar o exemplo de como eu interpretaria a ciência para mudar o hábito de comer:
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Conexão Sapiens: a ciência desvendando você.
Podcast número 30, episódio da área Individualidade.
Aprender os Valores Humanos Universais promove a autodescoberta!
Muito bom estar aqui com vocês neste episódio sobre valores humanos.
Hoje, mais um episódio da série individualidade humana, desvendando as características empíricas que nos definem e a ciência que faz cada um de nós único. O objetivo primordial desta área de estudo é passar para você o conhecimento científico para a autodescoberta.
Contudo, saber é apenas o ponto de partida. A verdadeira jornada se inicia com a aplicação consciente desse conhecimento na exploração de si mesmo. Para trilharmos essa jornada de autodescoberta, focaremos inicialmente nos valores humanos, explorando o que realmente nos move e orienta nossas escolhas. Em seguida, mergulharemos no mar das emoções, compreendendo sua função e impacto em nossos pensamentos e ações. Por fim, os mistérios da personalidade, investigando os padrões duradouros que moldam nosso comportamento e nos distinguem uns dos outros.
Mas por que esses três aspectos – personalidade, emoções e valores humanos – foram eleitos como pilares críticos para a sua compreensão de quem você verdadeiramente é? A resposta reside em sua sólida fundamentação científica:
Portanto, em poucas palavras, estas 3 áreas que tem ciência sólida, são observadas universalmente e predizem comportamento.
"Valores humanos" são os princípios fundamentais, crenças e o guia moral que moldam nossos pensamentos, comportamentos e interações com o mundo. Eles definem o que consideramos importante, desejável e que vale a pena buscar na vida. Embora a definição exata possa variar entre culturas e indivíduos, alguns valores são empiricamente universais.
Os valores humanos são a força invisível que direciona grande parte de nossas ações e a estrutura de nossas sociedades:
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Podcast número 29, episódio da área individualidade.
Autoconsciência e identidade pessoal
Oi, pessoal, muito bom estar de volta hoje no episódio 29.
Autoconsciência (Self-awareness) é a capacidade de olhar para dentro e se observar, estando ciente de si mesmo. Isso inclui:
A autoconsciência resulta do processo de autodescoberta, que requer o desenvolvimento de habilidades específicas como metacognição, pensamento crítico, cognição social e inteligência emocional. Sem essas habilidades bem desenvolvidas, sua capacidade de autoconsciência será limitada, e sua identidade pessoal pode se desconectar da realidade.
Identidade Pessoal (Personal Identity) é o conjunto de características, crenças, valores e experiências que definem quem você é. Ela responde à pergunta fundamental: "Quem sou eu?" A identidade pessoal é formada através da autoconsciência e envolve vários fatores, como:
A identidade pessoal é o conhecimento adquirido sobre si mesmo através da autodescoberta. Por exemplo:
A Influência de Valores Humanos, Emoções e Personalidade na Identidade Pessoal
A identidade pessoal é moldada por valores humanos, emoções e personalidade. Vamos explorar como esses elementos influenciam a identidade:
Compreender a interação desses elementos nos ajuda a navegar pelos desafios da vida com maior clareza e autenticidade. A autoconsciência é a ferramenta que permite construir e refinar a identidade pessoal ao longo do tempo.
Autoconsciência
A autoconsciência é a capacidade de se perceber como um ser único, com pensamentos, sentimentos, motivações e comportamentos próprios. Vamos explorar a autoconsciência sob diferentes ângulos:
Social: Nossa identidade e percepção de nós mesmos são moldadas pelas interações sociais e pelos papéis que desempenhamos na sociedade. No ambiente profissional, é importante entender o contexto, observar a perspectiva dos outros e refletir sobre a audiência ao se comunicar. A falta de h
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Podcast número 28, episódio da área cognição.
Metacognição
Oi, pessoal, muito bom estar de volta hoje no episódio 28.
Vamos imaginar um cenário em que haja 2 diretores de teatro que abordam a direção de forma diferente. O primeiro deles fica dentro do palco com todos os personagens juntos tentando estruturar a direção da peça, sem uma abordagem mais sistemática, permitindo o caos reinar. Inúmeros conflitos entre os membros da peça acontecem o tempo todo, sendo difícil orquestrar uma direção clara.
Enquanto o segundo diretor se senta na plateia, dirigindo cada personagem separadamente e alternando a direção de cada um com a direção de todos juntos, permitindo uma abordagem muito mais estruturada na peça.
Você é uma pessoa, porém a sua mente é um comitê formado por inúmeras forças diferentes que tentam influenciar a sua direção.
A função executiva, que inclui tanto o pensamento crítico quanto a metacognição, é o controle lógico, racional, sistemático e deliberativo da nossa cognição. Falando português claro, a função executiva é o conjunto de capacidades cognitivas responsáveis por controlar e regular impulsos, emoções, pensamentos, planejamento, priorização, iniciação de tarefas etc. Desenvolver sua capacidade metacognitiva irá melhorar a sua função executiva, portanto também seu autocontrole, autoconhecimento etc.
A metacognição se refere à capacidade de pensar sobre o próprio pensamento. Considerando a importância de desenvolver a habilidade metacognitiva, fica difícil entender por que este assunto é pouco discutido. Há um volume grande de pesquisas sobre a metacognição em diversas áreas científicas diferentes, com inúmeros benefícios resultantes do treinamento efetivo desta habilidade.
Qual a diferença de pensar criticamente e metacognição?
A metacognição foca em entender o próprio processo cognitivo, você examina como você pensa, buscando entender o processo em si. Você examina como você decide, aprende, sabe...Para tal, autoconsciência e autorregulação são fundamentais. O objetivo da metacognição é desenvolver os seus próprios processos cognitivos para no final pensar melhor, decidir bem, aprender rápido etc. O problema da metacognição é que é um processo pouco natural, examinar os próprios processos cognitivos de uma forma objetiva e sistemática não acontece espontaneamente, uma habilidade que deve ser treinada.
O foco do pensamento crítico é a informação, ideia ou crença. O que você está examinando é o conteúdo em si do processo cognitivo. Para tal você deve ser objetivo, metódico e empírico. O objetivo do pensamento crítico é achar a verdade, evitando o viés, utilizando informações de qualidade, para agir melhor é com mais sabedoria.
O foco da análise do pensamento crítico é o argumento, o foco da análise da metacognição é o processo de pensar em si.
Existe uma sobreposição grande entre as 2, caso você tenha uma alta habilidade meta cognitiva será muito mais fácil desenvolver se como um bom pensador crítico, caso você pense criticamente será muito mais natural treinar a sua habilidade meta cognitiva. Há uma grande sinergia entre ambos.
Quais são as características das pessoas com alta habilidade metacognitiva?
· Apresentam uma estratégia de aprendizado efetiva. Planejando melhor o processo para aprender e monitorando a progressão do aprendizado de forma mais efetiva.
· Devido a um maior número de perspectivas a
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Podcast número 27, episódio da área socialidade.
Design humano e o sentido da vida
Oi, pessoal, muito bom estar de volta hoje no episódio 27.
O objetivo do processo evolutivo é a sobrevivência e a reprodução.
· Sobrevivência: No nível mais fundamental, a força motriz por trás da evolução de toda a vida, incluindo a vida humana, é a sobrevivência. Nossas características biológicas e fisiológicas, desde nossa capacidade de andar ereto até nossos cérebros complexos, evoluíram para nos ajudar a sobreviver em vários ambientes.
· Reprodução: A continuação de nossos genes é o objetivo final da evolução. Muitos de nossos comportamentos e motivações estão enraizados no desejo de encontrar um parceiro, reproduzir e garantir a sobrevivência de nossa prole.
· A estratégia humana para o a sobrevivência é diferente dos outros mamíferos pois inclui a cultura que permitiu uma eu vou loção evolução diferenciada dos outros animais.
· Uma espécie ultrassocial diversificada
· O bebê humano nasce sem habilidades ou conhecimentos.
o Os humanos têm um longo período de dependência na infância, exigindo cuidados parentais extensos. Isso promove fortes laços sociais e permite aprendizado complexo e transmissão cultural.
· Cada membro da sociedade humana é o único, existe uma grande variabilidade nas características de cada indivíduo do ponto de vista biológico.
· A cognição humana é única, um ponto fora da curva quando comparada com os outros mamíferos.
o A função executiva, que é o controle racional da complexidade de todos os fatores que influenciam o comportamento humano pode ser desenvolvida, para o indivíduo se tornar um pensador crítico.
o A conexão mente corpo é uma habilidade que pode ser negligenciada ou desenvolvida de forma sofisticada
o O ser humano tem a capacidade d viajar no tempo mentalmente para lembrar sobre o passado e planejar o futuro.
o O ser humano transforma o ambiente através do uso de tecnologias e instrumentos buscando uma adaptação a qualquer nicho ambiental.
o A cognição humana tem uma capacidade excepcional de resolver problemas com criatividade e inovação.
· A espécie humana é ultrassocial e apresenta diversas características para construir um time que se adapta
o Cérebro social
o Cognição emocional...
o Design humano pune o isolamento social e recompensa uma socialidade saudável
o A comunicação humana é extremamente sofisticada
o A espécie humana apresenta diversos fenómenos emergentes cujo objetivo é consolidar uma rede social extremamente robusta, tais como a amizade e o amor romântico
o A cultura e a colaboração coevoluíram com o objetivo de fortalecer a socialidade humana e permitir um alto nível de flexibilidade e adaptação a qualquer nicho ambiental
· As características da pró socialidade humana estão enraizadas na nossa felicidade e sentido da vida
o Alocuidado
o Colaboração
o Moral
Sugestões
1. Treine a consciência corporal
2. Treine a sua metacognição
3. Cultive uma socialidade saudável através do treinamento da sua capacidade de comunicação e cultivando os seus melhores amigos
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Imagine um nativo Maori acordando pela manhã há milhares de anos atrás, para um dia de pesca com membros da tribo, sem nenhuma tecnologia, este grupo sai para pescar e navega por centenas de quilômetros. Com as informações coletadas da própria natureza, este grupo consegue saber para onde ir, como chegar e através dos ventos, dos pássaros, correntezas, ondas, estrelas, sol, navegar o mar aparentemente infinito. Cada membro do grupo aprendia continuamente, sabia o que e como fazer, se adaptando integralmente a tribo, a natureza e ao trabalho colaborativo. Cada um aprendeu no decorrer de anos, como interpretar as informações que a natureza passava, metodicamente transformando todas estas informações em decisões que permitiram a todos pensar em sintonia e trabalhar colaborativamente. A integração entre cada membro do time, se refletia na forma como cada um pensava, como parte de um grupo coeso que entendia o ambiente ao redor e se adaptava de forma bem-sucedida. A vida de todos dependia da efetividade de cada um e vice-versa.
A capacidade cognitiva de capturar informações empíricas do ambiente, analisar e aplicar essas informações de uma forma efetiva para decidir como navegar e pescar, reflete uma habilidade que foi desenvolvida no decorrer de anos de colaboração e treinamento individual.
O nativo começa a aprender cedo, brincando, trabalhando, colaborando e no convívio social. Com uma relação de mestre e aprendiz, integrado ao trabalho diário e com objetivos específicos de permitir a adaptação deste indivíduo e da tribo para sobreviver naquele ambiente. Pensar era uma habilidade individual exercida coletivamente. Aprender a pensar era um treinamento realizado na prática da vida diária, com objetivos específicos. O objetivo da cognição humana vai além de estar certo e ser racional, busca permitir uma adaptação integrada e flexível ao mundo dentro de um time, a rede social daquele indivíduo.
A informação coletada pelo nativo maori durante a caça ou navegação tinha uma função específica e era utilizada de forma sistemática para entender como agir. Informação era transformada em conhecimento, que então era transformado em decisão e ação. Havia uma integração entre a informação e as ações. Informações e conhecimento eram transformados decisões sábias e adaptadas aquela realidade. Este processo gradual, sistemático, integrado, de aprendizado social, com atividades em grupo, observação contínua de fatos e informações coletadas empiricamente, demonstra uma cognição completamente integrada entre todos e aplicada na vida.
A capacidade de pensar segue os principais princípios do pensamento crítico. O nativo maori pensa criticamente.
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Um dos desafios que o ser humano tem no caminho de uma vida plena é entender como pensar esse desenvolvimento de uma forma objetiva e fundamentada pela ciência. Pensando nisso, o podcast de hoje irá prover um panorama de 3 conceitos diferentes que são utilizados em pesquisas para entender o bem-estar psicossocial. Acredito que entender esses conceitos irá permitir você refletir de uma forma mais focada na direção do seu próprio crescimento. Estes 3 conceitos são pertencimento, coerência e significado.
Através de uso de questionários padronizados, as pesquisas científicas nestes 3 conceitos conseguem criar metodologias para medir o grau de cada um. Infelizmente há uma grande variação na forma como as pesquisas são feitas, com metodologias variadas e instrumentos diferentes entre os grupos, o que não permite uma síntese padronizada da ciência. Porém há um entendimento científico sólido o suficiente para entender as principais características destes conceitos e aplicar este entendimento na busca da saúde psicossocial.
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O Conexão sapiens busca acender a lenha grossa do entendimento que permanecerá queimando por anos, e não o fogo de palha de uma estória empolgante e irrelevante, já…