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Conto de Enéas Athanázio, publicado no livro "A Liberdade fica loge", Editora Minarete, 2007 - Bal. Camburiú - SC
Pessoal,
as recompensas já foram enviadas! Agora estamos na fase do pré-lançamento. A Noite de autógrafos será no dia 23 de setembro, a partir das 18 horas, no Auditório do SESC-Paranavaí.
Aguardem novas informações.
Notícias sobre o financiamento do Livro de Poesias de Nêodo Noronha Dias.
Ano Velho
Adeus ano velho! Também tu passaste
por minha vida amargamente triste.
Tu, de ilusão, minh’alma alimentaste
e ao coração meu tu também feriste.
Adeus ano velho! As ilusões vividas,
as mesmas ilusões que inspiraste,
jazem todas mortas e perdidas,
desde que tu, ano velho, me deixaste.
O ano novo vem, abro os meus braços,
a fim de esquecer todos os fracassos,
todas as dores, ilusões e desventuras.
Adeus ano velho! Bebo à tua morte.
Pois se tu ontem eras minha sorte,
hoje representas: amarguras!
A noite é bela, d’uma estrela, o brilho
ofusca-me o olhar magoado em dores.
A terra toda enfeita-se de flores
para saudar Jesus, de Deus o filho.
Véspera de natal; no céu um trilho
luminoso de um cometa, milhões de cores
despencam pelo céu. Canções de amores
a terra canta alegre em estribilho.
É meia-noite, os sinos da capela
tangem docemente e é tão singela
aquela rosa vermelha do portal,
que me parece ter vida, ser contente,
meu Deus, parece até que ela pressente
ser hoje a grande noite de natal!
>> Campanha de Financiamento Coletivo para o Livro de Poesias do Nêodo <<
em: https://benfeitoria.com/SoPoesiasNeodoDias/ ->> Visite! Participe!
Nascimento de Cristo
Era dezembro, numa manjedoura humilde e pobre,
Maria, a mãe de Deus, meiga sorria,
Em volta, os cordeiros, mansamente,
Os pastores chegando ajoelhavam,
E tudo floriu. Os nossos sonhos,
Estava eu naquela praia, um dia,
Olhando extasiado o mar.
A minha vista ao longe se perdia
Quando um vulto veio me chamar.
Era um vulto de mulher... Havia
Um irônico brilho em seu olhar...
Pelo sorriso diabólico parecia
Ter algo muito tétrico a contar.
O que queres tu de mim? Fui perguntando...
Porque irônica assim estás olhando?
Porque premente apertas minha mão?
"-pois bem... Se queres que te diga...
Há muito que sou tua amiga,
Meu nome? Meu nome é solidão..."
Poesia de Nêodo Noronha Dias
Voz: Joaquim de Paula
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