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Possivelmente o último episódio do ano. Abençoado por uma benção velha e amaldiçoado por uma das minhas histórias mais sórdidas. Picotado em picotes muito pouco correlacionados, unidos apenas por dois fios condutores: a literatura e um… gás.
Investigação detalhada da humanidade de uma ciência humana conduzida rigorosamente segundo um rigoroso rigor científico.
Remember life? Remember how it was? Andar de longboard à beira-mar; Zeca Pagodinho. All ends here. Say what up to Carlão. To Evaldo. Say what up to Armandinho. To life immortality.
Essa é a história do dia que um recém-nascido foi a um funeral. Não é um episódio triste, eu juro. Não é pra ser pelo menos. Se você ficar triste ouvindo a culpa é toda sua.
Tudo não é eterno.
Essa é a historia do dia que eu descrevi uma trajetória meteórica do conforto do meu lar ate a intimidade da urna. Uma corrida contra o tempo que se estendeu por mais de 177km. Eu juro que eu não faço essas coisas de proposito. Eu nunca busco ativamente a aventura, e todas que eu vim a viver em minha vida foram uma consequência natural da minha irremediável burrice.
Mais um episódio que tem como objetivo primordial transformar alquimicamente maldições em bênçãos. Investigamos aqui a natureza de várias coisas: a natureza dos mosquitos, a natureza da linguagem, a natureza dos sanduíches, a natureza das sopas & a natureza da natureza. Naturalmente, o melhor que nós podemos fazer.
Apresento no presente programa soluções práticas, fáceis e baratas para se viajar no tempo. Com certa confusão e possíveis desconfortos, este ouroboros sonoro desengonçadamente morde o próprio rabo por intermináveis minutos, de forma que reproduzir o episódio é também uma forma de viagem temporal. É muito difícil pra mim produzir um episódio que não seja metalinguistico. E por esse terrível pecado, eu peço perdão.
Um espectro ronda a praia! Ou rondaria, caso meus planos de me transformar temporariamente em um fantasma não tivessem sido frustrados por uma indefensável diversão. Em clima do mês das bruxas, abro com uma lenda urbana local e inundo o miolo do episódio com sangue oriundo de duas histórias que provam, mais uma vez, que eu sou muito burro. Acho que a conclusão amarra bem todos os temas apresentados. Ou não. Talvez. Não sei. Na verdade, nunca se sabe.
Explico aqui meu recente projeto de me transformar em um labrador. Desbravo também os mistérios da consciência a partir do nascimento de uma emblemática cicatriz. Mas, essencialmente, passo o episódio inteiro narrando as maneiras com que exercitei minha positividade tóxica, até que o episódio em si torne-se um novo exercício desses músculos do alto astral. No fim, o indomável espírito humano vence a gelada indiferença do universo. Viva la vida.
Nós da Joao Vitor Panda Total Enterteinment Forever LTDA. em nome do Crônicas de Nada® temos a honra de anunciar que, para a gravação do presente episódio, tivemos acesso a incrível MÁQUINA QUE RESPONDE TODAS AS PERGUNTAS, um equipamento capaz de acessar temporariamente uma onisciência universal e responder qualquer questionamento com “sim” e “não”. Embasbacado com tamanho poder em mãos, fiz o que pude para sanar as questões mais urgentes e as dúvidas filosóficas mais flamejantes de toda a humanidade, com inevitáveis intervalos de perguntas super pessoais.
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