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Olá. Eu sou João Vitor Panda. Você sabia que você tem direitos? A constituição diz que sim, e eu concordo. Eu acredito que, até que se prove o contrário, todo homem, mulher e criança nesse país é inocente. E é por isso que eu luto por você! Precisou? É melhor chamar o Panda!
Tomado por uma tranquilidade inexorável, deixei a inveja falar por mim. Narro também uma experiência muito íntima que vivi com um automóvel. Um episódio bem pacífico no geral pra ser sincero.
Num estado avançado de deterioração mental, recorri a frutas em busca de conforto e companhia. As descrevi e as degustei, e permaneci degustando por todo o episódio, enquanto falava sobre cigarros; flores; folhas; cogumelos; insetos; pessoas; palavras; imagens; segredos e sobre camisas desbotadas do Grêmio. Será que “recorri a frutas” tem crase? Eu suponho que sim, mas ao mesmo tempo eu acho que não.
O aspecto experimental do programa volta com força máxima, pois esse episódio foi gravado enquanto a Júlia me tatuava. Uma dor horripilante tomava conta do meu corpo enquanto eu falava as mesmas abobrinhas de sempre, só que dessa vez tentando tremer menos para não arruinar os traços da tatuagem. Apesar do sofrimento, creio que o episódio ficou divertido. Minha missão era fazer a audiência rir sem fazer a tatuadora rir. Falhei.
O primeiro episódio de 2023 utiliza-se de um aspecto muito particular do programa como um todo: ser um cemitério de ideias. Esvazio o bloco de notas narrando todas as ideias que escrevi, mas que já são velhas de mais para realizar. É belo ouvir uma ideia morta. Cabe ao ouvinte imaginar como ela seria executada. Começamos então o ano com ideias frescas: me defendo de uma acusação leviana; narro um momento muito íntimo que vivi com um homem muito bonito e conto como o presidente Lula ajudou o meu primo a perder o BV. Que Deus abençoe o Crônicas de Nada.
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