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Por mais que eu ache muito divertido acreditar nas coisas, eu particularmente não acredito em muita coisa. Não sou um homem de grandes crenças. Creio apenas que: existe beleza no mundo; as pessoas nascem boas; é possível mudar. Nesse contexto, vale a pena fazer o bem. É bonitinho fazer o bem. Mas tenha sempre em mente que as forças ocultas do cinismo nunca param de trabalhar.
As coisas mudam de nome, mas continuam sendo o que sempre serão. Em mais um episódio amaldiçoado pela minha mania de fingir que sou um linguista amador, eu reflito sobre o poder do NOME, mas também descrevo como reagiria num eventual encontro com uma criatura mágica escravizada.
Fui ao Rio de Janeiro fingir ser uma Helena do Manoel Carlos e voltei pra casa com a taça da copa Libertadores da América. Na densa escuridão rodoviária do caminho de volta, trafegando pela fronteira nublada entre o sonho e o delírio, eu desatinei a pensar pensamentos. Foi inevitável.
Extremamente contraindicado para menores de 18 anos. Um episódio sobre fantasias. Sobre todas elas.
De tempos em tempos eu calho de gravar um episódio que é uma perfeita e equilibrada demonstração do que é o Crônicas de Nada em sua essência: uma horripilante salada mista de palhaçadas esdrúxulas e reflexões pseudofilosoficas tão esdrúxulas quanto, onde um assunto entra dentro do outro e eu esqueço qual pensamento ensandecido eu estava despejando sobre os inocentes ouvidos da audiência no momento anterior. Esse foi um deles.
João Vitor Panda e Julia Zanella se transmutam novamente em dois imãs de maluco em plena estrada, tornando-se assim alvos fáceis para O Alien, o vigésimo oitavo passageiro. Medo e delírio dentro de um ônibus interestadual onde cada curva representava uma pequena escalada de tensão, como uma maré de fezes liquidas que avança sobre uma praia de vômito arenoso. Mais um episódio horripilante e horripilantemente espontâneo. Não se esqueça de votar na enquete do arroto!
Não em todas, mas em muitas cidades pelo Brasil e pelo mundo erguem-se monumentos ao banal. Foi uma percepção que me atingiu muito recentemente, como um tapa na nuca. Algo que tem propósito, mas que ainda assim não deixa de ser assustadoramente BANAL. E eu, na qualidade de investigador de banalidades, me encontro novamente fascinado. Viva!
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