Em agosto de 2001, seis portugueses desapareceram na mesma noite em que chegaram a Fortaleza. Após dez dias, a polícia começou a procurar pelos turistas e a investigação passou então a desvendar uma teia de crime brutal. A "Chacina dos portugueses", realizada na Barraca Vela Latina, na Praia do Futuro, chocou o Ceará e fez de Fortaleza o principal assunto do Brasil e da Europa no início do século. Cinco homens participaram diretamente dos assassinatos e foram condenados de 120 a 150 anos de prisão. O mentor intelectual do crime, motivado por questões financeiras e envolvendo prostituição, foi o também português Luís Miguel Militão Guerreiro. Segundo ele próprio, uma das vítimas era o seu melhor amigo.Militão chegou a morar com a família do conterrâneo por três meses. Na execução macabra, os turistas foram torturados, espancados, agredidos a pauladas, estrangulados, baleados, asfixiados e enterrados vivos. Passados 22 anos, Militão já está em regime semiaberto e tem previsão para encerrar a pena em março de 2027. Dos outros quatro condenados, dois também já estão em regime semiaberto. Os detalhes desse crime hediondo são contados no documentário "Enterrados vivos", produzido pelo O Povo + e disponível para assinantes do streaming do grupo de comunicação O Povo. E é sobre isso que vamos conversar no programa de hoje. Ao debate!
Convidados:
- Luana Sampaio, diretora de criação do núcleo de audiovisual do O Povo, pesquisadora e doutoranda em comunicação pela UFC.
- Arthur Gadelha, roteirista do núcleo audiovisual do O Povo, codiretor do filme "Enterrados vivos". - Francisco Simão, médico legista, ex-diretor do Iml.