Um fenômeno tem chamado a atenção nestas eleições. Candidaturas que explicitamente se anunciam como militares, membros das forças de segurança, ou que fazem alusão aos militares em seus nomes de urna aumentaram 27% desde as últimas eleições. Passaram de 1.598 em 2018 para 2.030 em 2022, segundo dados das candidaturas cadastradas do tribunal superior eleitoral (tse). Os números podem sofrer atualizações.
O estado com mais candidaturas ligadas a militares é o rio de janeiro, domicílio eleitoral do presidente Jair Bolsonaro (pl), com 275 nomes. No anos de 2018, para se ter uma ideia, foram eleitos, ao todo, 79 representantes dessas carreiras (o equivalente a 10% do total de candidatos da segurança pública) para os cargos eletivos do pleito. A título de comparação, em 2014 foram eleitos apenas 18 profissionais da segurança pública para esses cargos. Dentre as pautas desses candidatos estão principalmente segurança pública, o endurecimento das leis penais, o fortalecimento do combate ao crime e à corrupção, também o forte apelo à defesa da categoria em suas legislaturas, como a busca por melhores salários e condições de trabalho. No Ceará o atual líder das pesquisa para o governo do estado é justamente o militar capitão Wagner, que lidera com cerca de 35% das intenções de voto.