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Outro dia, ouvi: “Você sabe viver.” E fiquei pensando… o que é viver, afinal?
Já foi estar no pagode, bebendo com os amigos. Já foi estar no terreiro, mergulhada totalmente. Hoje, viver tem outro significado, e tudo bem.
Viver não é seguir um padrão. Às vezes é só levantar da cama, dizer não, ou simplesmente ficar em silêncio. Cada um tem seu jeito de existir, e o que faz sentido para mim pode não fazer para você.
A verdade é que viver com autenticidade é se permitir mudar. É se reconhecer, mesmo quando o mundo não entende.
Talvez, viver de verdade seja só isso: encontrar seu próprio jeito de estar aqui.
Nesse episódio, mergulho em um devaneio que surgiu após uma divergência com alguém: quantas pessoas realmente me conhecem de verdade? Às vezes, tenho a sensação de que sou constantemente idealizada ou mal interpretada. E isso me faz pensar como, em muitos momentos, ser simplesmente quem eu sou já foi visto como algo "maluco".
Falo sobre como é conviver com essa sensação de desencontro, entre o que sinto, o que sou e o que esperam de mim. Sempre fui chamada de “a maluca”, não por fazer algo fora do comum, mas por ousar me expressar com autenticidade. Por tentar me descobrir e me permitir. E, honestamente? Ser chamada de maluca por buscar ser quem eu sou já diz muito sobre o mundo à nossa volta.
É um papo leve, mas profundo. Sobre identidade, sobre incompreensões e sobre o peso de ser rotulada quando se tenta viver com verdade. Porque, no fundo, todo mundo só quer ser compreendido. Ou, pelo menos, aceito.
Aniversário para mim é sinônimo de festa, bolo, música alta (ou não), e aquele monte de gente mandando parabéns – até quem só aparece uma vez por ano. E eu adoro! Não tenho problema nenhum em envelhecer, porque, para mim, cada ano que passa é uma nova chance de aprender, errar menos (ou pelo menos errar diferente) e dar boas risadas da vida.
Ah, e claro, sou geminiana, ou melhor, gemilouca, e para mim o lema é: bora celebrar cada fase com intensidade e humor, porque o mundo é grande demais para gente levar tudo tão a sério.
Nesse episódio especial, eu conto como é esse meu jeito de ver a vida e o tempo: sem neura, sem crise da idade, só com muita vontade de viver o agora. Afinal, a gente precisa mesmo ter medo de envelhecer? Eu acho que não!
Vem comigo celebrar essa data, porque é meu aniversário, mas o presente é essa conversa de coração aberto com vocês.
Eu sempre fui a filha mais velha. Desde pequena, carreguei o peso de ter que abrir mão. Sempre tive a sensação de que precisava ceder, enquanto minha irmã recebia.
Hoje, as coisas mudaram. Nossa vida é diferente, mas essa sensação ficou. E o que ficou também foi a dificuldade de pedir ajuda. É estranho, porque até pra minha irmã, eu só peço quando estou no meu limite, quase sufocando. Dentro do meu relacionamento, também é assim: eu não consigo dizer que preciso de algo, que não dou conta sozinha.
Eu cresci ouvindo que tinha que ser independente, que não podia depender de homem, que precisava ser forte. E isso não era só um conselho dos meus pais, era quase um mantra da minha geração. Agora, eu vejo o quanto isso pesa.
Eu te convido a pensar comigo: você consegue pedir ajuda sem se sentir menos? Ou também aprendeu que precisava ser forte o tempo todo?
Quantos sonhos a gente realiza ao longo da vida? E quantos ficam pelo caminho, mesmo quando a gente se esforça tanto? Neste episódio, eu conto sobre dois sonhos que eu não consegui realizar. Sonhos que desisti, não por escolha, mas porque fracassei. Falo sobre como é difícil lidar com a frustração de ver algo tão importante escapando das nossas mãos. Como a gente sente que está deixando uma parte de si pelo caminho, como se tivesse falhado.
Mas a verdade é que, ao longo da vida, os sonhos mudam — e a gente também muda. Às vezes, o que parecia essencial antes, já não faz mais sentido agora. E isso é assustador, porque a gente se pergunta: “Será que desisti cedo demais? Será que eu devia ter insistido um pouco mais?”.
No fim, os sonhos que a gente não realiza também fazem parte da nossa história. Eles deixam marcas, ensinam coisas e, de algum jeito, ajudam a moldar quem a gente se torna.
Te convido a pensar comigo: você já mudou de sonho no meio do caminho? E como isso te fez sentir?
Você tomaria um café com a sua versão do passado?
Essa pergunta me atravessou outro dia. Pensei na Ana de 15 anos, cheia de certezas, mas também de confusão. E, sinceramente… eu não sei se toparia esse café.
Talvez não por mim, mas por ela.
Porque eu tenho medo de decepcioná-la.
A Ana de 15 anos não fazia ideia do que queria — ou achava que fazia. Ela tinha sonhos grandes, planos desenhados em cadernos, ideias formadas sobre o futuro e sobre quem ela seria. E eu... eu não segui muitos desses caminhos.
Alguns sonhos mudaram. Outros deixaram de fazer sentido. Alguns viraram outros sonhos — mais reais, mais meus. E talvez ela não entendesse isso agora. Talvez ela achasse que eu desisti. Talvez ela se sentisse traída por mim.
Mas a verdade é que a vida me moldou. Me empurrou para lugares que eu jamais teria imaginado naquela época. E tá tudo bem.
A Ana de 15 anos ainda vive em mim, mas já não guia meus passos. Ela me ensinou coisas, me deu impulso. Mas hoje, sou eu quem cuido dela.
Então talvez esse café não aconteça. Não agora. Talvez um dia, quando ela entender que mudar de sonho não é fracassar — é crescer.
Desde pequenos, aprendemos a desejar. A gente sonha alto, escreve cartinhas, faz promessas pro universo e até fecha os olhos bem forte na hora de assoprar a vela do bolo. Mas e quando esses sonhos viram realidade? Será que estamos preparados pra cuidar deles?
Nesse episódio, eu me peguei pensando: será que a gente tem sido responsável com os nossos próprios sonhos? Porque crescer é descobrir que realizar um sonho não é o ponto final da história – é só o começo da responsabilidade de mantê-lo vivo.
Às vezes, a vida adulta atropela. A rotina pesa, os caminhos mudam, e o que a gente queria tanto lá atrás já não parece fazer tanto sentido assim. E tá tudo bem mudar de sonho, viu? O problema não é mudar – o problema é abandonar com descuido aquilo que um dia foi promessa nossa. E, principalmente, quando esse abandono afeta outras pessoas que caminham com a gente.
Neste episódio, eu te convido a devanar comigo: o que você tem feito com os sonhos que realizou? Você cuida deles ou deixou pra lá, achando que se sustentariam sozinhos? Vamos falar sobre responsabilidade, afeto e a coragem de recomeçar — mesmo quando o que a gente sonha já não é mais o mesmo.
Será que, quando somos prejudicados, devemos apenas esperar, ou podemos – e devemos – buscar a nossa justiça dentro daquilo que é legal e possível?
Refleti sobre como, muitas vezes, a ideia de justiça divina acaba sendo usada para nos silenciar, nos acomodar diante de situações injustas. Enquanto isso, quem nos feriu segue sem consequências.
Será que agir pela justiça humana, buscando nossos direitos, também não é uma forma de honrar a justiça divina, que deseja a verdade, a reparação e a dignidade?
Neste episódio, eu te convido a pensar comigo: até que ponto deixar nas mãos do "destino" é uma escolha verdadeira — e quando, na verdade, é medo, cansaço ou falta de apoio?
Eu começo trazendo a definição de resiliência e como esse conceito, muitas vezes associado à superação e força, pode se tornar uma armadilha quando usado para justificar desigualdades. Em seguida, fala sobre o que significa ser pobre em um mundo onde erros não são uma opção. Enquanto alguns têm a liberdade de falhar e recomeçar, outros vivem no limite, sem margem para deslizes.
Com exemplos do cotidiano em minha própria vivência, eu questiono: será que estamos sendo fortes ou simplesmente não temos outra escolha?
Neste episódio, eu reflito sobre a sensação de perder algo que, na verdade, nunca se teve. Como o mercado de trabalho pode nos substituir rapidamente e como, muitas vezes, somos descartados sem cerimônia. A partir de uma experiência pessoal – a perda repentina de uma oportunidade de trabalho –, Falo sobre como essas situações impactam não apenas financeiramente, mas emocionalmente. Entre desabafos e reflexões, ela questiona: como lidar com as perdas quando não se trata apenas de construir uma carreira, mas de sobreviver?
@anavgaspardasilva
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