Devocional Diário CHARLES SPURGEON

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Devocional Diário CHARLES SPURGEON episodes

  • 4 de outubro | Devocional Diário CHARLES SPURGEON
    4 de outubro. Haverá luz à tarde. (Zacarias 14.7)

    Frequentemente, olhamos com presságio ao tempo da velhice, esquecidos de que ao anoitecer haverá luz. Para muitos crentes, a velhice é a melhor época da vida. Um ar balsâmico sopra no rosto do marinheiro, enquanto ele se aproxima das praias da imortalidade, Um número cada vez menor de ondas agita o oceano do crente idoso, e a quietude reina tranquila, solene e profundamente. Do altar da idade, as luzes do fogo de juventude apagaram-se, contudo, a chama mais real do sentimento sincero permanence. São peregrinos que chegaram à terra de Beulá, aquela terra bendita cujos dias são como os dias de céu na terra (Isaías 62.4). Alguns crentes demoram-se por muitos anos nessa terra. Outros chegam ali poucas horas antes de partirem rumo à eternidade. É bom que anelemos pelo tempo em que nos reclinaremos em seus bosques sombreados e nos satisfaremos com a esperança até que chegue o tempo de realização. O pôr-do-sol parece mais resplandecente do que o fulgor do meio-dia, e um esplendor de glória tinge com lindas cores todas as nuvens que cercam o sol, naquele momento. A dor não destrói a serenidade do doce crepúsculo da idade, pois, 11o poder se aperfeiçoa na fraqueza" (2 Coríntios 12.9). Os frutos maduros e selecionados da experiência são colhidos como se fossem alimentos raros do entardecer da vida, e a alma se prepara para o descanso. A incredulidade lamenta ao ver, as sombras caindo, a noite se aproximando, e a existência chegando ao fim. A fé diz: "Não, a noite está quase acabando, e o verdadeiro dia está às portas". A luz está chegando -a luz da imortalidade e da presença do Pai. Quando souber que chega sua hora de encontrar o Senhor, contemple as hostes de espíritos que o esperam. Os anjos os levarão ao lar! Adeus, queridos parentes! Você acena com a mão; você parte. A luz chegou. Os portões de pérola estão abertos, e as ruas de ouro resplandecem em luz de jaspe. Nós cobrimos os olhos, mas agora, você contempla o invisível. Adeus, irmão, você têm luz no entardecer, como não a conhecemos ainda.
    3 min
  • 3 de outubro | Devocional Diário CHARLES SPURGEON
    3 de outubro. Não são todos eles espíritos ministradores, enviados para serviço a favor dos que hão de herdar a salvação? (Hebreus 1.14)

    O s anjos são os auxiliares invisíveis dos santos de Deus. Eles nos sustentam em suas mãos, para que não tropecemos em alguma pedra. A lealdade deles ao Senhor os leva a nutrir profundo interesse pelos filhos do amor de Deus. Eles se regozijam com o retorno do filho pródigo à casa de seu Pai e saúdam a entrada do crente no palácio do Rei, no céu. Em tempos passados, os filhos de Deus eram favorecidos com aparições físicas dos anjos; e, no tempo presente, embora invisível aos nossos olhos, o céu está sempre aberto. Os anjos de Deus sobem e descem sobre o Filho de Deus, a fim de visitarem os herdeiros da salvação. Serafins ainda voam com brasas do altar para tocar os lábios dos homens muito amados. Se nossos olhos fossem abertos, veríamos cavalos e carros de fogo ao redor dos servos de Deus. Encontraríamos incontáveis hostes de anjos; todos eles são vigias e protetores da descendência real. Não é ficção poética a expressão de Edmund Spenser, onde ele canta: Quão frequentemente eles, com asas douradas transpassam Os efêmeros céus, como passavantes voadores contra demônios imundos, para nos ajudar nas lutas! A que dignidade os eleitos são elevados, quando os resplandecentes cortesãos do céu se tornam servos espontâneos dos filhos de Deus! A que comunhão somos levados desde que temos companheirismo com seres imaculados! Somos bem defendidos, porque vinte mil carros de Deus estão armados para nos livrarem! A quem devemos tudo isso? Oh! devemos amar sempre o Senhor Jesus! Por meio dele, estamos assentados "nos lugares celestiais" (Efésios 2.6), acima de todos os principados e poderes. O Senhor Jesus é aquele cujo acampamento está ao redor de todos os que O temem (ver Salmos 34.7). Ele é o verdadeiro Miguel cujos pés estão sobre a cabeça do dragão. Toda a glória, a Jesus! Para Ti, o Anjo da presença de Jeová, esta família oferece seus votos.
    3 min
  • 2 de outubro | Devocional Diário CHARLES SPURGEON
    2 de Outubro. A esperança que vos está preservada nos céus. (Colossenses 1.5)

    Nossa esperança em Cristo quanto ao futuro é a principal fonte de nossa alegria neste mundo. Esta esperança estimula o nosso coração a pensar frequentemente no céu, pois tudo o que podemos desejar é garantido ali. Neste mundo, sentimos cansaço e fadiga; o céu, porém, é um lugar de descanso onde o suor do trabalho não mais umedecerá a fronte do trabalhador e a fadiga será banida para sempre. Aos cansados, a palavra "descanso" é plena de céu. Agora, estamos sempre no campo de batalha. Somos tão provados no íntimo e tão molestados no exterior, que temos pouco tempo para descansar. Mas no céu, desfrutaremos a vitória, quando a bandeira for levantada nas alturas em triunfo, e a espada embainhada, ouviremos o Capitão dizer: "Muito bem, servo bom e fiel" (Mateus 25.21). Ternos sofrido ininterruptas perdas de entes queridos, mas estamos indo à pátria dos imortais, onde os sepulcros são desconhecidos. Neste mundo, o pecado é uma aflição constante para nós. No céu, porém, seremos perfeitamente santos. Nada que corrompe entrará naquele Reino. A erva venenosa não pode brotar nos sulcos dos campos celestiais. Que alegria é o fato de que você não ficará banido para sempre, que você não permanecerá eternamente neste deserto e que em breve herdará a Canaã! No entanto, os homens não devem dizer a nosso respeito que estamos sonhando quanto ao futuro e esquecendo o presente. O futuro deve santificar o presente, conduzindo-nos a propósitos sublimes. Por intermédio do Espírito de Deus, a esperança do céu é a força mais poderosa para o fruto da virtude. É urna fonte de empenho jubiloso. É a pedra angular da santidade estimulante. O homem que tem esta esperança sai para trabalhar bastante disposto, porque a alegria do Senhor é a sua força! Ele combate a tentação com ardor, visto que a esperança do mundo por vir repele os dardos inflamados do adversário. Ele pode trabalhar sem recompensa presente, porque anela urna recompensa no mundo vindouro.
    3 min
  • 1 de outubro | Devocional Diário CHARLES SPURGEON
    1 de Outubro. Toda sorte de excelentes frutos, novos e velhos; eu vos reservei, ó meu amado. (Cântico dos Cânticos 7.13)

    A esposa quer dar a Jesus tudo o que ela produz. Nosso coração produz muitos tipos de frutos aprazíveis, velhos e novos; e estes frutos estão entesourados para o nosso Senhor. Nesta época de frutos abundantes, devemos examinar nossa colheita. Temos novos frutos. Desejamos sentir vida nova, regozijo novo e gratidão nova. Desejamos tomar novas decisões e levá-las a cabo por meio de novos labores. Nosso coração desabrocha com novas orações, e nossa alma compromete-se com novos esforços. Mas também temos alguns frutos velhos. Existe o nosso primeiro amor -um fruto selecionado! Jesus se deleita nele. Há a nossa primeira fé. A fé simples por meio da qual, não tendo nada, nos tornamos possuidores de todas as coisas. Existe o gozo que desfrutamos quando inicialmente conhecemos o Senhor; reavivemos este gozo. Temos as velhas lembranças das promessas. Quão fiel tem sido o nosso Deus! Na doença, como cuidou de nós carinhosamente! Nas águas profundas, quão serenamente nos ergueu! Na fornalha ardente, quão graciosamente Ele nos libertou. Frutos velhos, realmente! Temos muitos deles, pois as misericórdias de Deus têm sido mais numerosas que os cabelos de nossa cabeça. Precisamos lamentar nossos velhos pecados, e já temos nos arrependido e chorado enquanto caminhamos para a cruz, e aprendido os méritos do sangue de Cristo. Temos frutos hoje, velhos e novos. No entanto, observem o propósito deles -estão reservados para Jesus. Verdadeiramente, estes são os melhores e mais aceitáveis trabalhos nos quais Jesus é o único alvo da alma, e sua glória, sem qualquer acréscimo, é a finalidade de todos os nossos esforços. Reservemos nossos muitos frutos tão-somente para o nosso Amado. Mostremos esses frutos quando Ele está conosco e não aos homens. Ó Senhor Jesus, fecharemos a porta de nosso jardim e ninguém entrará para roubar-Te um dos bons frutos do solo que Tu regas com teu sangue. Tudo o que temos pertence a Ti, somente a Ti, ó Jesus, nosso Amado!
    4 min
  • 30 de setembro | Devocional Diário CHARLES SPURGEON
    30 de Setembro. Salmodiai a glória do seu nome, dai glória ao seu louvor. (Salmos 66.2)

    Quer louvemos a Deus, quer não, fazer isso não é opcional. O louvor é um direito de Deus; e todo crente, como recipiente da graça de Deus, está obrigado a louvá-Lo, todos os dias. É verdade que não temos uma regra oficial para louvor diário; não temos nenhum mandamento prescrevendo certas horas de louvor e ações de graça, mas a lei escrita no coração nos ensina que é correto louvar a Deus. A ordem não-escrita nos alcança com tanta importância como se tivesse sido escrita em tábuas de pedra ou colocada em nossas mãos no topo do estrondeante Sinai. Sim, louvar a Deus é o dever de todo crente. Não é somente um exercício que traz deleite, é também a absoluta obrigação da vida do crente. Não pense que você é inculpável quanto a este dever, você que sempre está lamentando, nem imagine que pode cumprir seu dever para com Deus, sem entoar canções de louvor. Enquanto viver, você está obrigado, por laços de amor divino, a bendizer o nome de Deus; e os louvores dele devem estar continuamente em seus lábios (ver Salmos 34.1). Você é abençoado, a fim de que possa bendizê-Lo -"o povo que formei para mim, para celebrar o meu louvor" (Isaías 43.21). Se você não louva a Deus, não está produzindo o fruto que Ele, como Agricultor divino, tem direito de esperar de suas mãos. Não deixe sua harpa pendurada nos salgueiros, traga-a, e faça todo o esforço, com um coração grato, para tocar a música mais sonora. Levante-se e cante os louvores de Deus. A cada alvorecer, entoe suas melodias e faça com que cada pôr-do-sol seja acompanhado por suas canções de louvor. Cubra a terra com os seus louvores, cerque-a com urna atmosfera de melodias, e Deus mesmo ouvirá do céu e aceitará a sua música. Eu Te amo, e amarei, E no teu louvor cantarei, Porque Tu és meu Deus amoroso, M eu Redentor e meu Rei.
    3 min
  • 29 de setembro | Devocional Diário CHARLES SPURGEON
    29 de Setembro. Se a lepra cobriu toda a sua carne, declarará limpo o que tem a mancha. (Levítico 13.13)

    Esta norma parece estranha, mas continha sabedoria, visto que a expulsão da enfermidade comprovava que a constituição do homem estava saudável. Neste dia, seria bom para nós vermos o ensinamento característico de uma regra tão incomum. Também somos leprosos e podemos ler as leis referentes ao leproso como aplicáveis a nós mesmos. Quando um homem vê a si mesmo como um pecador totalmente perdido e arruinado, completamente coberto com a profanação do pecado; quando renuncia toda justiça própria e se declara culpado diante do Senhor, então, ele é purificado por meio do sangue de Cristo e da graça de Deus. A iniquidade escondida, não reconhecida, não confessada é a verdadeira lepra; mas quando o pecado é visto e reconhecido, ele recebe o seu golpe mortal, e o Senhor contempla com olhos de misericórdia a alma afligida pelo pecado. Nada é mais letal do que a justiça própria, nem mais esperançoso do que a contrição. Temos de confessar que não somos nada, exceto pecadores, pois nenhuma confissão aquém desta corresponde a toda a verdade. Se o Espírito de Deus está agindo em nós, convencendo-nos de pecado, não haverá dificuldade em fazermos esse reconhecimento. Ele fluirá espontaneamente de nossos lábios. O pecado lamentado e confessado, embora grave e infame, nunca impedirá que um homem venha ao Senhor Jesus. Todo aquele que vem a Jesus, Ele não o lançará fora, de maneira alguma (ver João 6.37). Embora desonesto como o ladrão, imoral como a pecadora que ungiu os pés de Jesus, furioso como Saulo de Tarso, cruel como Manassés, ou rebelde como o filho pródigo, o grande coração de amor olhará para o homem que sente não possuir em si mesmo qualquer justiça e o declarará limpo, quando ele confiar em Jesus crucificado. Ó pecador sobrecarregado de pecados e desamparado, venha a Jesus. Venha necessitado, venha culpado, venha repugnante e despido. Não é possível que você venha sujo demais; venha assim como você está.
    3 min
  • 28 de setembro | Devocional Diário CHARLES SPURGEON
    28 de Setembro. O SENHOR olha dos céus; vê todos os filhos dos homens. (Salmos 33.13)

    Talvez nenhuma outra figura de linguagem retrate a Deus de maneira tão brilhante quanto a figura que O apresenta descendo do seu trono, vindo do céu para atender às necessidades e contemplar os problemas da humanidade. Amamos Aquele que, ao ver as cidades de Sodorna e Gomorra repletas de iniquidade, não as destruiria até que lhes fizesse uma visita pessoal. Não podemos deixar de derramar nosso coração em afeição por nosso Senhor, que da mais sublime glória inclina o seu ouvido, e o coloca bem próximo dos lábios do pecador moribundo cujo coração debilitado anela por reconciliação. Como podemos não amá-Lo, quando sabemos que Ele conta até o número de nossos cabelos, marca o nosso caminho e ordena os nossos passos? Esta grande verdade é colocada bem perto de nosso coração, ao recordarmos quão atencioso é o Senhor, não somente para com os interesses temporais de suas criaturas, mas também para com as necessidades espirituais delas. Embora haja uma grande distância entre a criatura finita e o Criador infinito, existem laços que unem a ambos. Quando você chora, Deus está consciente disso. "Como um pai se compadece de seus filhos, assim o SENHOR se compadece dos que o temem" (Salmos 103.13). O seu suspiro é capaz de mover o coração de Jeová. Seu murmúrio pode inclinar os ouvidos dele até você. Sua oração pode deter a mão dele e sua fé pode mover-Lhe o braço. Não pense que Deus está assentado nas alturas ignorando tudo o que acontece com você. Lembre que mesmo pobre e necessitado como você é, o Senhor pensa em você. Os olhos dele passam por todos os lugares da terra, para que se mostre forte em benefício daqueles que têm um coração perfeito para com Ele (ver 2 Crônicas 16.9).
    3 min
  • 27 de setembro | Devocional Diário CHARLES SPURGEON
    27 de Setembro. Feliz és tu, ó Israel! Quem é como tu? Povo salvo pelo SENHOR (Deuteronômio 33.29)

    A pessoa que imagina o cristianismo como uma religião que torna o homem miserável desconhece completamente a natureza do cristianismo. Seria realmente estranho se o cristianismo nos tornasse miseráveis, pois vejam a que posição o cristianismo nos exalta! O cristianismo nos torna filhos de Deus. Você supõe que Deus outorgará aos seus inimigos toda a felicidade e à sua própria família toda a murmuração? Os inimigos de Deus terão alegria e os filhos de Deus herdarão tristeza e desgraça? O pecador, que não tem parte em Cristo, chamará a si mesmo, rico em felicidade, e prosseguiremos nós, pranteando, como se fôssemos mendigos paupérrimos? De modo nenhum. Sempre nos alegraremos no Senhor (ver Filipenses 4.4) e nos gloriaremos em sua herança, pois "não recebestes o espírito de escravidão, para viverdes, outra vez, atemorizados, mas recebestes o espírito de adoção, baseados no qual clamamos: Aba, Pai" (Romanos 8.15). Em certa medida, a vara da disciplina tem de repousar sobre nós, mas produz frutos de justiça. Assim, por intermédio da ajuda do Consolador divino, nós, o povo salvo do Senhor, nos alegraremos no Deus de nossa salvação. Estamos casados com Cristo. O grande Noivo da igreja permitirá que sua noiva permaneça em constante tristeza? Nosso coração está entrelaçado ao dele. Somos seus membros, e apesar de, por um tempo, sofrermos como o nosso Cabeça sofreu, somos abençoados com bênçãos celestiais nEle. Temos o penhor de nossa herança nas consolações do Espírito Santo, as quais, no presente, são muitas e imensas. Herdeiros de uma alegria eterna, temos prelibações de nossa herança. Há traços da luz de alegria que anunciam nosso eterno sol nascente. Nossas riquezas estão além do mar. Nossa cidade edificada sobre firme fundação encontra-se do outro lado do rio. Vislumbres de glória do mundo espiritual animam nosso coração e nos impulsionam adiante. É verdade: "Feliz és tu, ó Israel! Quem é como tu? Povo salvo pelo SENHOR".
    4 min
  • 26 de setembro | Devocional Diário CHARLES SPURGEON
    26 de Setembro. As murteiras que havia num vale profundo. (Zacarias 1.8)

    A visão deste capítulo descreve a condição do povo de Israel nos dias do profeta Zacarias. Interpretada em seus aspectos para nós, esta passagem descreve a igreja de Deus como a encontramos hoje no mundo. A igreja é comparada a um bosque de murteiras florescendo em um vale. Está oculta, não-observada, em secreto. Não corteja a honra, nem atrai a admiração do observador negligente. A igreja, assim como o seu Cabeça, tem uma glória, mas está oculta aos olhos do homem natural. O tempo de ela aparecer em todo o seu esplendor não é agora. Esta passagem também nos sugere a ideia de segurança tranquila. O bosque de murteiras em um vale é calmo e sossegado, enquanto as tempestades varrem os lugares altos da montanha. As tempestades despendem sua força nos íngremes picos dos Alpes, mas em baixo, onde corre o rio que alegra a cidade de nosso Deus, as murteiras florescem à margem das águas tranquilas, não agitadas pelo vento tempestuoso. Quão grande é a tranquilidade íntima da igreja de Deus! Mesmo sofrendo oposição e perseguição, ela tem uma paz que o mundo não pode dar e que, por conseguinte, não pode retirar. A paz de Deus que excede todo o entendimento guarda a mente e o coração do povo de Deus. Por implicação, esta metáfora retrata o permanente e tranquilo crescimento dos santos.
    A murteira não perde folhas; ela está sempre verde. A igreja, mesmo em seus piores tempos, ainda possui um bendito vigor. Muitas vezes, ela tem demonstrado maior medida desse vigor quando o seu inverno é mais intenso. A igreja tem desfrutado de maior prosperidade quando os seus adversários são mais severos. Por isso o texto sugere vitória. A murteira é um símbolo de paz e um sinal muito significativo de triunfo. A fronte dos vitoriosos era vestida de murta e laurel. A igreja é sempre vitoriosa; e todo crente é mais do que vencedor (ver Romanos 8.37) por meio dAquele que o amou. Vivendo em paz, os santos podem repousar tranquilos nos braços da vitória.
    3 min
  • 25 de setembro | Devocional Diário CHARLES SPURGEON
    25 de Setembro. Justo e o justificador daquele que tem fé. (Romanos 3.26)

    "Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus" (Romanos 5.1). A consciência não mais nos acusa. Agora, o julgamento decide a favor e não contra o pecador. A memória olha para trás, considera os pecados cometidos e sente tristeza por causa deles. Todavia, não sente temor de que alguma penalidade lhe sobrevenha. Cristo pagou a dívida de seu povo, até ao último centavo, e recebeu a quitação divina.
    A menos que Deus seja tão injusto que exija duas vezes o pagamento da mesma dívida, nenhuma alma em favor da qual Cristo morreu como Substituto pode ser enviada ao inferno. Crer que Deus é justo constitui um dos princípios de nossa natureza iluminada. Sabemos ser isto verdade, e é maravilhoso que esta crença se torna o pilar de nossa confiança e paz! Se Deus é justo, eu -um pecador, sozinho e sem um substituto - tenho de ser punido. Mas Jesus tomou meu lugar e sofreu a penalidade por mim. Agora, se Deus é justo, eu -um pecador que permanece em Cristo -não posso jamais ser punido. Deus teria de mudar a sua natureza, antes que alguma alma em favor da qual Jesus morreu como Substituto sofresse a condenação da Lei.
    Portanto, tendo Jesus tomado o lugar do crente, tendo restituído a totalidade equivalente à ira divina por tudo que seu povo deveria ter sofrido como resultado do pecado, o pecador pode gritar com glorioso triunfo: "Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus?" (Romanos 8.33). Não será Deus, pois Ele os justificou. Não será Cristo, pois morreu, ou, antes "ressuscitou" (v. 34). Minha esperança é viva, não porque não sou pecador, e sim porque sou um pecador em favor do qual Cristo morreu. Minha confiança não está no fato de que sou santo, mas, em que sendo ímpio, Cristo é a minha justiça. Minha fé não descansa naquilo que eu sou ou serei, tampouco naquilo que eu sei ou sinto; e sim naquilo que Cristo é, bem como naquilo que Ele fez e agora está fazendo por mim. No leão de justiça a formosa virgem da esperança cavalga como uma rainha.
    3 min

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