A história do paralítico serve para nos lembrar do poder de Deus para curar as nossas enfermidades. No entanto, não devemos presumir que todo indivíduo portador de deficiência deseje a cura. Isso explica a pergunta estranha feita por Jesus ao paralítico: “Você quer ser curado?” (João 5:6). Por que será que Jesus não presumiu que o homem quisesse ser curado? Afinal, ele estava junto ao tanque que tinha a reputação de ser um local de cura. Mesmo assim, Jesus perguntou. Trata-se de uma pergunta muito apropriada. Nós também devemos nos perguntar se realmente estamos interessados em nos livrar dos velhos hábitos que tornam a alma cansada. Vamos ser realistas. Geralmente o que alimenta o cansaço da alma é uma dieta diária de escolhas destrutivas. De acordo com certas decisões que tomamos, demonstramos que não queremos ser realmente curados. Ao longo de meu ministério, vi uma multidão de pessoas entrarem em meu escritório em busca de libertação de um pecado acariciado. A confissão parece bem familiar: – Ajude-me! – elas clamam. – Quero ser libertado de ... – você pode preencher a lacuna – álcool, ira, drogas, pornografia, glutonaria, novelas, leitura de romances, fofoca, consumismo, ou qualquer coisa que preferir. A princípio, pensei que pudesse solucionar o problema de todas elas. Mas isso aconteceu porque não fiz a mesma pergunta de Jesus logo no início. Equivocadamente, presumi que qualquer um que decidisse buscar a ajuda de um pastor realmente quisesse ser curado. Mais e mais, porém, compreendo como Jesus foi sábio e rico em discernimento ao fazer aquela pergunta ao paralítico. Que a verdade seja dita, milhares de pessoas honestas descobrem que um curioso sentimento de tristeza se apodera delas ao pensarem na possibilidade de se livrar de certo defeito de caráter. O curioso a nosso respeito é que, muitas vezes, os padrões de comportamento que mais tendem a destruir nossa vida são aqueles que mais relutamos em nos libertar. Reconhecemos o problema com nosso intelecto ou discernimento espiritual e dizemos: “Sim, meu orgulho está arruinando minha vida. Minha ira está destruindo meus relacionamentos. A glutonaria está sabotando minha autoestima”. Contudo, não parecemos querer mudar. Esta lição nos dá a oportunidade de desafiar os alunos a se perguntarem se realmente querem ser libertados de suas doenças espirituais. Porém, mais importante do que isso, a história desta semana oferece a esperança da cura!