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Olá, macuxilanders, estamos de volta com o nosso podcast de política. Depois de um descanso merecido, o Direto da Macuxiland está de volta para sua segunda temporada. E nós voltamos num período de bastante efervescência política local. A campanha de 2022 já foi deflagrada por antecipação. A ex-prefeita Teresa está em campo, percorrendo todo o interior, em busca de conquistar adesões para sua pretensão de se eleger governadora de Roraima. Por sua vez, o governador Antônio Denarium tem trabalhado como nenhum outro governador até aqui em busca de convencer o eleitorado de que ele merece mais quatro anos no Palácio Senador Hélio Campos.
Nesse cenário, Roraima assiste ao surgimento de mais uma sigla partidária no País: o União Popular pelo Socialismo, que nasceu dos movimentos populares e que surge sem ligação umbilical com nenhum outro partido, desembarca por aqui, nesta Terra Macuxi. Raquel Brício, representante do UP na Região Norte, afirma na entrevista deste episódio (o personagem da semana) que o partido não é feito de sobras de outros partidos que se esfacelaram. O UP, diz ela, é feito de pessoas indignadas com o atual estado das coisas, que se uniram para criar um partido, cuja entrada dos novos adeptos se dá de forma orgânica. Um partido sem dono e sem caciques da velha política. Confira a instigante entrevista que fizemos com essa jovem ativista política, mulher ribeirinha e empoderada.
Neste episódio também destacamos o imbróglio dos precatórios do Sinter, um assunto que dominou a pauta dos jornais e sites de notícia na última semana. Afinal, 375 técnicos em educação foram excluídos da divisão do bolo de mais de R$ 600 milhões de reais. E sobraram acusações de servidores contra o Sinter (o sindicato da categoria) e deste contra representantes de servidores sobre a quem cabe a culpa pela não inserção dessas quase quatro centenas de trabalhadores no recebimento do dinheiro dos precatórios.
Por fim, ainda também tratamos sobre a confirmação, pelo governador Antônio Denarium (sem partido), da realização do concurso público para a contratação de 650 professores para a Educação Básica, com salário de mais de R$ 1.700,00. Este é o melhor salário médio pago a professores no Brasil, conforme o governador Antônio. Aliás, Denarium (o equivalente a dinheiro, em latim) não quer mais ser chamado de Denarium. Agora, ele é Antônio, o homem do povo.
Aperta o play e confere o primeiro episódio da segunda temporada do Podcast Direto ao Ponto.
O final de semana foi movimentado em Roraima e no Brasil pelas carreatas em apoio ao presidente Jair Bolsonaro, acuado pela criação da CPI da Covid. A preocupação de Bolsonaro com a CPI é tanta que o Planalto decidiu treinar o ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, para que ele consiga fazer uma boa defesa do governo quando for depor na Comissão.
Por aqui, o ex-assessor especial do Ministério da Saúde, Aírton Cascavel, que acabou de tomar posse como secretário de Saúde de Roraima, disse ter certeza que a CPI não vai encontrar nenhum traço de corrupção nem na gestão de Pazuello à frente do MS nem no governo de Bolsonaro, no que diz respeito à Covid.
Por falar em novo secretário de Saúde, Marcelo Lopes deixou o cargo afirmando que o governador Antônio Denarium é o governante mais honesto com quem ele já trabalhou durante toda a sua vida na administração pública. Por outro lado, Lopes, num desabafo indignado, chamou Romero Jucá de “um ex senador maldito que mais prejudicou do que ajudou Roraima”. Pesadão!
A deputada federal indígena, Joenia Wapichana, denunciou “erros grosseiros, omissão, negacionismo e até preconceito” nas políticas de saúde indígena do Brasil. Joenia pediu que a CPI da Covid-19 convoque autoridades responsáveis pela execução da Saúde Indígena em nível nacional e distrital para prestar depoimento na CPI. Por esse e outros motivos, a parlamentar é nossa personagem da semana.
Aperta o play e confere nosso novo episódio do podcast Direto da Macuxiland
No livro O Fim do Poder, o escritor e pensador Moisés Naím sustenta que o poder já não é mais como era antigamente e que os poderosos podem cada vez menos. “O poder está se degradando”, diz ele. O poder está mudando de mãos. Cada vez mais os poderosos podem menos, mas, ainda assim, há quem se sinta intocável e acima da lei, acima de todos.
Mas, não há como negar que, mesmo estando em degradação e em franca deterioração, o poder ainda encanta e seduz. Quem o alcança, seja pelo voto democrático, seja pela força, considera que pode fazer tudo o que bem entende. Não é exatamente assim. Numa democracia, o poder conferido pelo voto aos representantes de uma sociedade, deve ser exercido com zelo e honradez. Nossa Constituição de 1988 dita que o poder “deve ser exercido em nome do povo e pelo povo”. O bem-estar coletivo deve vir primeiro.
Mas muitos se esquecem dessa premissa e usam o poder de forma equivocada. O poder pelo poder gera tirania. Outros se lançam na busca pelo poder para se esconder atrás dele, com a expectativa equivocada de que ficarão imunes e impunes aos ditames da lei. Numa democracia, pensar assim é desconhecer a dinâmica do poder. Mais cedo ou mais tarde, o castelo de sonhos desaba.
Este episódio do podcast Direto da Macuxiland traz alguns exemplos de posturas equivocadas de pessoas que conquistaram o poder pelo voto, o que lhes dá influência e notoriedade, e, por isso, pensam, equivocadamente, que podem tudo. Até passar por cima de preceitos constitucionais, éticos e morais.
Aperta o play e confere o episódio.
Infelizmente, o entendimento raso de parte da sociedade sobre a importância do voto como único instrumento capaz de mudar sua realidade de miséria leva o sistema da corrupção política a se retroalimentar. Os políticos mal intencionados investem na manutenção do status quo da ignorância para, pleito após pleito, renovarem seus mandatos ou elegerem seus apadrinhados comprando dignidade dos miseráveis.
Na outra ponta, eleitores já deformados pela corrupção não veem nenhum problema em vender seu voto a cada nova eleição por preço vil. Assim, prosperam os esquemas de compras de voto. A Polícia Federal tenta combater esses desvios, mas o Judiciário (veja a situação do STF) muitas vezes beneficia os corruptos seja com a sua lentidão nos julgamentos, seja no desfazer de decisões críticas já tomadas.
Esse tipo desalentador de situação faz com que surjam políticos que se consideram donos da história, detentor absoluto da posse sobre os fatos, sobre a verdade que se pretende ocultar debaixo do tapete. Para isso, não poupam nada de ousadia e, quando veem seus atos desabonadores expostos na mídia, partem para ameaçar jornalistas. Vide o caso ainda não solucionado do jornalista Romano dos Anjos, que corre em segredo de justiça. Esses dias, o ameaçado foi este podcaster, por noticiar a Operação Dejavu, da PF, que prendeu o vereador Kleber Siqueira, acusado de compra de votos, cuja eleição foi apadrinhada pelo deputado Renan Filho, o Renanzinho, já cassado pelo mesmo motivo. O coronelismo segue vigente, com nova roupagem.
Esses são alguns dos destaques deste novo episódio do nosso podcast de política.
E como prometido, temos novidades. Mudamos de nome e de estética. Deixamos de nos chamar Direto ao Ponto e adotamos o nome Direto da Macuxiland para regionalizar ainda mais nossa produção. Espero que você goste.
Aperta o play e confere nosso novo episódio que acabou de “sair do forno”.
Se puder curte e recomenda para seus amigos.
O deputado estadual Jânio Xingu tem se constituído numa importante liderança política ao longo dos últimos anos aqui no estado. Esteve sempre ao lado do então presidente da Assembleia Legislativa de Roraima, deputado Jalser Renier, mas, recentemente, após uma conversa séria, olho no olho, com o governador Antônio Denarium, se converteu em apoiador gestor. Xingu fez, inclusive, muitos elogios ao modo de governar de Denarium. Chegou a compará-lo com Ottomar Pinto numa entrevista de rádio.
Porém, na última semana, levantando a bandeira da independência enquanto deputado, Xingu arregimentou um grupo de parlamentares e criou uma bancada independente chamada por ele de G7. O objetivo, disse o parlamentar, é debater de forma profunda os problemas de Roraima e defender aquilo que consideram correto do ponto de vista de políticas públicas. Não deixa de ser um posicionamento legítimo. Mas, historicamente, os grupos independentes apresentam uma “fatura” bastante salgada pelo seu apoio. Este é o principal tema deste episódio do podcast Direto ao Ponto.
Neste programa eu falo também da decisão do STF que considerou constitucional os decretos que determinam o fechamento de templos religiosos para evitar o espalhamento do Coronavírus.
Por fim, eu faço um aviso importante no podcast. Aperta o play e ouça para saber.
Prefeitos enrolados com a prestação de contas - ou a falta dela - no Tribunal de Contas do Estado de Roraima (TCE-RR). Os significados e reflexos das mudanças no primeiro escalão do Governo de Roraima. Afinal, o governador atraiu para seu grupo políticos nomes influentes e importantes outrora ligados à sua principal adversária, a ex-prefeita Teresa Surita (MDB). Esses são alguns pontos que eu trato neste episódio do Podcast de Direto ao Ponto.
Neste programa eu abordo ainda as denúncias de falta de medicamentos para pacientes de Covid-19 e a grande sacada do governador Antônio Denarium de se propor a ressarcir o dinheiro pago pela compra dos medicamentos em falta, com a condicionante de os familiares dos pacientes apresentarem a nota fiscal do produto na Secretaria de Saúde do Estado (Sesau).
Eu também falo sobre o reaparecimento do deputado Jalser Renier, depois da sua deposição da presidência da Assembleia Legislativa de Roraima (ALERR). Jalser voltou a participar das sessões da Casa. Tem comentário ainda sobre o papel de liderança e protagonismo assumido pelo deputado estadual e presidente da ALERR, deputado Soldado Sampaio. Aliás, na solenidade de posse dos novos secretários nomeados por Denarium, Sampaio lançou alguns petardos na direção dos opositores do chefe do Executivo estadual. Como eu sempre digo, a disputa de 2022 já está em fase de treino apronto.
Aperta o play e confere todo o episódio.
Depois de passar alguns dias desaparecido, o deputado Jalser Renier ressurge com novas investidas junto ao STF para tentar voltar ao cargo de presidente da Assembleia Legislativa de Roraima (ALERR). O parlamentar teme são ser reeleito no próximo ano. Este é o principal destaque deste episódio do podcast Direto ao Ponto, com Luiz Valério.
Os renomados Tony f. de Carvalho Issaac Chalita e Flávio Henrique Costa Pereira são os defensores do parlamentar, que buscaram outra linha argumentativa para tentar convencer o ministro Alexandre de Moraes na sua decisão, coisa que parece improvável.
Entre os argumentos apresentados, está o que sustenta que existe a necessidade de aprofundamento do debate aberto pela corte acerca da proibição de sucessivas eleições de presidentes da mesa diretora das assembleias estaduais. Isso porque, segundo os advogados, há várias ações diretas de inconstitucionalidade (ADIs) sobre a situação de outros estados aguardando posicionamento do STF.
Mas o ponto mais elucidativo do pedido de reconsideração é o que externa a preocupação de Jalser com os reflexos do seu afastamento do cargo de presidente da ALERR, no pleito de 2022.
Depois de afirmar que a decisão de Alexandre de Moraes acabará “influenciando de forma direta nos debates políticos, com efeitos diretos para o processo eleitoral de 2022”, os advogados afirmam ainda, para não deixar dúvidas quanto à real preocupação do parlamentar, que “a se manter esse quadro, a esperada segurança jurídica restará gravemente afetada, com resultados de afetação direta à legitimidade do próximo pleito”.
Nesse episódio eu também falo sobre o caso do avião que levava insumos para garimpos ilegais em terras indígenas de Roraima, cuja propriedade já foi do senador Chico Rodrigues (DEM).
Aperta o play e confere o novo episódio do podcast Direto ao Ponto.
Neste episódio do podcast Direto ao Ponto eu falo sobre a quase certa saída do general Eduardo Pazuello do comando do Ministério da Saúde. O chamado “Centrão” tanto pressionou o presidente Jair Bolsonaro que conseguiu derrubar o general. A saída de Pazuello da pasta deve se no começo da semana.
Desde sexta-feira (12 de março), alguns nomes têm sito cotados para suceder o quase ex-ministro na pasta, como os deputados Dr. Luizinho (PP-RJ), e Hiran Gonçalves (PP-RR). Mas quem já conversou com o Bolsonaro, na tarde deste domingo (14), foi a médica Ludhmila Hajjar que, de pronto, foi logo questionada pelo presidente se era contra ou a favor do lockdown. Há grandes chances de Ludhmila Hajjar suceder Pazuello no comando da Saúde.
Neste episódio eu falo também sobre o fato de que o deputado Jalser Renier (Solidariedade) não compareceu a nenhuma das sessões do Poder Legislativo, realizadas este ano. Jalser sumiu desde que que foi apeado da presidência da Assembleia Legislativa, no dia 25 de janeiro, por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF). O parlamentar não tem participado das sessões nem mesmo de forma virtual.
E a semana que passou também foi marcada por uma troca de farpas entre o governador Antônio Denarium (sem partido) e o ex-senador, derrotado nas eleições de 2018, Romero jucá (MDB). É que o ex-senador tem insinuado, ele próprio, e também pelas vozes e posts de seus simpatizantes e perfis fakes, que estaria havendo desvio de vacinas contra a Covid-19 aqui em Roraima. Por tal afirmação, Jucá foi chamado por Denarium, num vídeo que se espalhou pelas redes sociais, de mentiroso, leviano e corrupto.
Aperta o play e confere o novo episódio do Podcast Direto ao Ponto.
Terminado tempo da sua licença, resultado do vexame que protagonizou, após ser flagrado pela Polícia Federal com R$ 30 mil enfiado nas nádegas, o senador Chico Rodrigues (DEM) não só voltou ao Congresso Nacional, como também lançou um livro de 230 páginas intitulado "Chico Rodrigues: um homem compromissado com a verdade, o Brasil e Roraima". Esse tipo de anedota só pode ser produzida, mesmo, pelos políticos do Brasil. Este é um dos assuntos tratados neste episódio do Podcast Direto ao Ponto.
A obra de Rodrigues tem o prefácio do general Villas Bôas que escreveu que "a carreira política, que já completa mais de trinta anos, todos dedicados a Roraima, [Chico Rodrigues] cumpriu mandatos de vereador, deputado federal, vice-governador e, por fim, governador. Essa trajetória, por si só, evidencia o reconhecimento da população roraimense pelas realizações e dedicação aos interesses do estado”.
Outro assunto que destaco no programa desta semana é o discurso da ex-prefeita de Boa Vista, Teresa Surita (MDB), antecipando em mais de um ano a disputa pelo Governo de Roraima, em 2022. Teresa se declarou candidata à sucessão do governador Antônio Denarium ainda durante a campanha eleitoral municipal de 2020 e, desde já, decidiu começar a discursar com finalidade eleitoreira.
A ex-gestora usa suas redes sociais como palanque digital, além das emissoras de rádio do seu sempre aliado político, o ex-senador Romero Jucá. O problema é a incoerência do discurso, que omite fatos elucidativos da culpa que ela quer jogar no seu adversário.
Eu também abordo neste episódio a entrada irregular e indiscriminada de venezuelanos no Brasil pela cidade de Pacaraima. Esse assunto aliás, foi tratado em reunião da Casa Civil da Presidência da República, com a participação de membros do Ministério Público do Estado de Roraima (MPRR).
Aperta o play e confere o episódio.
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