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DOC SIPE episodes

  • OCDE: Portugal é dos países que investe menos por aluno

    O que mais nos deve chocar é o facto de Portugal estar a competir com países como a Turquia, México, Colômbia, Chile, Grécia, Lituânia ou Coreia. Em 36 países, estes são os únicos que investem menos por estudante que o nosso país.

    Entretanto, encontramos outras evidências do destrato que é dado à Educação pelo Governo de Portugal. Há algumas semanas atrás, fomos surpreendidos com a notícia que o ministério reteve milhares de euros das receitas próprias das escolas durante nove meses, colocando em causa os planos educativos e a boa gestão das mesmas. Uma verba que foi entregue por estas ao Tesouro em Dezembro de 2021 e só voltará às escolas em Outubro de 2022.

    5 min
  • DIGNIFICAR A PROFISSÃO DOCENTE - PASSAR DOS DISCURSOS À PRÁTICA

    O país tem uma dívida enorme de gratidão (porque já nem falamos de condições remuneratórias) para com estes profissionais. Isto tem de ter tradução não apenas nos discursos, mas na ação, na prática, na adoção de medidas políticas concretas. É isso que esperamos dos nossos governantes, mais do que discursos laudatórios de circunstância.

    Mas o respeito, o reconhecimento e a valorização têm de ser cultivados igualmente nas nossas escolas e agrupamentos. Temos de valorizar mais a gestão participativa ao invés de um modelo autocrático que castra, hostiliza, silencia ou pune quem expressa livremente as suas opiniões e questiona a legalidade de decisões e procedimentos e que limita a democraticidade e a liberdade num espaço onde temos de ensinar a pensar e não a obedecer, temos de implicar os professores nas decisões, respeitar as opiniões e contributos de todos, aproveitar ao máximo as sinergias e potencialidades de cada um(a). 

    5 min
  • Desonestidades

    A medida que o ministro encontrou foi a de permitir a contratação e vinculação directa de docentes pel@s diector@s de escolas e agrupamentos, recusando as críticas a tal modelo “localizado” de recrutamento de “proximidade” por ser permeável a “padrões irregulares” ou “distorções” (para recuperar termos usados em outras circunstâncias), pois ele considera considera – lá estamos de novo – que “todos somos honestos”, só que neste caso nem sequer coloca a possibilidade de criar “instrumentos de vigilância” para prevenir seja o que for.

    Ou seja, a “honestidade” é enunciada em duas situações, mas com conotações diferentes. Em relação aos professores vem com o “mas” acoplado, mas em relação aos directores surge sem quaisquer reservas. Porque o ministro considera que todos são honestos, claro, mas uns serão mais honestos do que outros. E ele sabe bem quem deve incluir e a quem dar “autonomia”.

    8 min
  • A Profissão que forma TODAS as profissões

    Mas a realidade é que a falta de professores é assustadora. Mais de 10 000 profissionais desistiram por falta de condições. Até 2030/2031 será necessário contratar 34 mil docentes como consequência das aposentações. A profissão está envelhecida e os mestrados em ensino estão sem alunos e os cursos sem candidatos. 

    As razões são óbvias! Tempo de serviço não contado, travões na progressão, excesso de burocracia, horários de trabalho sobrecarregados, vencimentos baixos não atualizados, ultrapassagens entre docentes, aposentação tardia, precariedade, ausência de ajudas de custo, instabilidade na colocação de professores, entre outros motivos, fazem com que a carreira docente não seja atrativa.

    Torna-se, portanto, imprescindível a revisão do modelo de recrutamento e colocação de professores, agora em negociação.

    7 min
  • Como (não) resolver a falta de professores

    A solução para a situação actual não passa por formações em “via rápida” de docentes, pela reformulação das habilitações para aceder à docência ou pelo reforço dos poderes dos órgãos de gestão para proceder a uma espécie de “ajustes directos” sem consulta pública prévia (leia-se, concursos). Os concursos já andam a ser suficientemente desregulados há uma década e o país não é tão grande que, com os meios digitais disponíveis, seja aceitável estar sempre a sublinhar a sua “centralização”.

    8 min
  • O Tinder do Ministério da Educação

    Diz o Ministro da Educação que estas alterações são uma tentativa de match entre a vontade dos professores e a disponibilidade da escola. Ora esta veia de Santo António casamenteiro, vestido de Tinder, está muito mal-amanhada! Ou bem que temos de rezar para a coisa dar certo, ou criar uma aplicação para receber notificações das escolas que nos escolhem porque fazemos um par perfeito!

    7 min
  • A indisciplina nas Escolas

    A violência e o desrespeito nas escolas é consequência de políticas de enfraquecimento de professores, auxiliares de ação educativa e dos próprios alunos; em que todas as pessoas opinam e ninguém se entende. Começamos por alertar para a falta de valores, onde os professores estão preocupados com o programa a cumprir; com todas as burocracias que invadiram as escolas; e com as provas nacionais. Também com a desmotivação dos alunos, que “saem da sua casa do século XXI e se veem obrigados a frequentar uma escola do século XIX”

    5 min
  • Os desafios dos novos paradigmas da Educação! Rosa Maria Sá - Vice-Presidente do SIPE

    A Educação vai para além do conceito tradicional de Escola. A atual Escola inclui a educação e se centrarmos este novo paradigma neste conceito de Escola, tal obriga os professores a repensar as suas práticas pedagógicas, não devido aos avanços tecnológicos, mas sobretudo devido às alterações que estes trouxeram para forma de ser e estar das nossas crianças e jovens. Einstein refere, que a solução é adotar uma nova consciência.

    4 min
  • A falta de Professores será um problema dramático para o país

    O anterior ministro da educação ora negou esta realidade, ora disse que a culpa é da pandemia, mas a realidade é outra e este é um problema gravíssimo em termos do desenvolvimento do país, que se arrasta há vários anos. Efetivamente, a falta de atratividade da profissão e o envelhecimento do corpo docente são problemas que afetam o ensino há vários anos. A precariedade é uma das causas para a falta de atratividade da profissão de docente que enfrenta ainda um problema de envelhecimento. Até 2030, cerca de 80% dos docentes vão reformar-se.

    6 min
  • Para grandes males, grandes remédios

    Todavia, se quisermos que no próximo ano letivo não faltem professores, é preciso agir já recorrendo, sobretudo, aos professores que se encontram no sistema. Que ninguém se iluda: não há solução que não passe por sobrecarregar com mais trabalho os que se encontram atualmente no ativo. O que é necessário é pagar-lhes justamente por esse trabalho acrescido.

    7 min

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