A urgência do trabalho remoto tem evidenciado oportunidades de qualificação da gestão. Afinal, tem ficado evidente que poucos gestores tem competência ou clareza para definição de metas e facilitação do trabalho. Por isso, acabam ignorando o fato de que “comando”, as vezes, é necessário, mas, “controle”, é sintoma de uma relação doente.
Por não terem clareza de como entregar valor, muitos gestores, no lugar de resultados e facilitação do trabalho, ficam atentos a quem chega cedo na empresa e quem vai embora mais tarde. Também é comum que observem quem “fica mais no computador”, ou em reuniões, etc. Para estes “gestores”, o trabalho remoto é um pesadelo!
As dificuldades em estabelecer políticas de home office, mesmo em momentos de crise como o que estamos vivendo, evidencia o fato de que a teoria X de McGregor ainda predomina nas nossas práticas e crenças de gestão. Afinal, segundo essa teoria, a menos que um gestor “fique de olho” na conduta das pessoas, é provável que ninguém cumpra seu papel.
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