Os cenários internacional e doméstico explicam o desempenho desses dois tipos de investimento e suas performances nos 3 primeiros meses do ano. Entenda melhor o resultado e o que pode mudar.
No trimestre o IPCA subiu 2,63%, a SELIC (e o CDI) teve alta de 2,43%, o Ibovespa teve valorização de 14,48% e a poupança rendeu 1,67%. Ao comparar esses investimentos, descontando a inflação, CDI teve queda de 0,19%, a poupança de 0,94% e o Ibovespa retorno positivo de 11,54%.
O que explica esses resultados? Primeiro, no cenário doméstico, a inflação ainda continua pressionando, fazendo com que investimentos em renda fixa, como CDBs, poupança e títulos, com a elevação da SELIC, não remunerem mais que a perda de valor do dinheiro no mesmo período.
Segundo, no cenário internacional, a invasão russa tem pressionado o preço das commodities, repercutindo nos preços das ações de empresas exportadoras brasileiras. Além disso, a inflação nos EUA tem levado o país a aumentar os juros, o que fez investidores migrar para o Brasil.
Foram R$89,6 Bilhões de entrada de recursos internacionais na B3, principalmente em ações de empresas exportadoras, que têm peso significativo na formação do Ibovespa. Esse movimento derrubou o Dólar, que teve queda de 15% no trimestre, mas ouro e Bitcoin também caíram.
Mas essa vai ser a tendência até o final do ano? Muito importante lembrar que desempenho passado não garante retorno futuro! Nos próximos meses, haverá muita turbulência política em torno das eleições presidenciais e que tipo de política fiscal será adotada pelo novo presidente.
Outro fato importante é que o Banco Central vai continuar elevando a SELIC até 12,75% ou 13% ao ano e a inflação vai ceder, a partir de maio, convergindo no final do ano para perto de 7% ao ano. Nesse contexto, a renda fixa entrará no campo positivo em termos de rentabilidade.
Por fim, passado o momento turbulento no mercado internacional de commodities, com uma possível trégua entre Rússia e Ucrânia e com a desaceleração econômica causada pela elevação de juros internacionais, os investidores internacionais devem retornar para mercados mais seguros.