O Ministro da Economia, Paulo Guedes, vem anunciando, em eventos que tem participado, que irá divulgar uma série de medidas para conter a diminuição do ritmo da economia brasileira em 2022, apontada por analistas de mercado.
Segundo o Boletim FOCUS, divulgado semanalmente pelo Banco Central, a economia brasileira deve crescer somente 0,3% em 2022, mesmo após dados da arrecadação terem saltado mais de 16% em janeiro de 2022 e após um provável crescimento próximo de 5% em 2021.
Fatores externos ajudam a explicar esse crescimento baixo, com desaceleração das principais economias mundiais e aumentos de juros para conter a inflação. Aqui no Brasil, também há um problema sério: temos um ano de eleições presidenciais com incertezas e juros mais altos.
Então, Paulo Guedes tem divulgado, recentemente, uma série de mudanças que podem impulsionar o consumo das famílias durante esse ano. O IPI deve ser reduzido em 25%, diminuindo os preços dos produtos da linha branca, bem como automóveis e outros produtos industrializados.
A redução do IPI terá um custo de R$ 20 Bilhões em queda de arrecadação. Ele também está propondo liberar R$ 30 Bilhões do FGTS para que os trabalhadores possam sacar esses recursos e quitar dívidas. Algo em torno de 40 milhões de trabalhadores poderão sacar até R$ 1.000,00.
Outra proposta é de retomar o PRONAMPE e outros programas de crédito para MEIs, MPEs e Pequenas Empresas, usando recursos do Tesouro com fundos garantidores, como FGI, FAMPE e FGO, com o intuito de injetar mais de R$ 100 Bilhões na economia para capital de giro dessas empresas.
Há, também, uma proposta de reajuste salarial para o funcionalismo público através de tíquete alimentação linear de R$ 400,00, que não traz peso sobre obrigações sociais e previdência. Dessa forma atenderia reinvindicações sobre a perda de renda com a inflação dos servidores.
O ano de eleições sempre faz com que governantes procurem medidas que aumentam gastos e ajudam no curto prazo no crescimento econômico, pois ajudam na reeleição. É importante que essas medidas não aumentem o déficit fiscal ou o endividamento do país ou será ruim para a economia.
Você acha que essas medidas deveriam ser permanentes?