Os destaques foram Santa Catarina (10,3%), Minas Gerais (9,8%), Paraná (9%) e Rio Grande do Sul (8,8%). Mas também houve queda em alguns estados no período. Entenda melhor.
A indústria brasileira teve seu pico de produção em 2011, quando o índice atingiu 105,2. De lá para cá, o processo de desindustrialização vem comprometendo o setor que paga os salários mais altos na economia. Em 2021, porém, o índice cresceu, depois de 2 anos seguidos em queda.
Em 2021 houve uma reversão nesse processo, puxada pela indústria de bens de capital que cresceu 28,3%. Isso indica que outras indústrias estão investindo em capital para ampliar a produção, revertendo a tendência de queda na participação da indústria de transformação mundial.
O crescimento foi disseminado, com Santa Catarina (10,3%), Minas Gerais (9,8%), Paraná (9%) e Rio Grande do Sul (8,8%) como destaques nacionais junto com São Paulo (5,2%). Amazonas (6,4%) e Ceará (3,7%) foram destaques nas regiões Norte e Nordeste, respectivamente.
Bahia (-13,2%), Goiás (-4,0%) e Pará (-3,7%) tiveram as maiores quedas. Chama a atenção da forte queda ocorrida na produção industrial baiana causada pela saída da Ford daquele estado. A região Nordeste como um todo também teve queda, de 6,2%, influenciada pelo peso da Bahia.
Pernambuco teve queda de 0,5%, permanecendo praticamente inalterado. Esse resultado mostra que um concorrente regional mais próximo, Ceará, conseguiu desempenho melhor, atraindo mais investimentos, possivelmente. Pernambuco precisa melhorar através da facilitação aos negócios.