No período de 2019 a 2021, a participação dos chineses nas exportações brasileiras passou de 28,7% para 31,3%. A Ásia como um todo passou para 46,4%, EUA e Zona do Euro foram para 13,4% e 11,1%. Isso é bom?
A fatia chinesa aumentou porque os embarques nesse período cresceram bem mais para a China (38,5%) do que para os EUA (4,7%), América do Sul (21,4%) e Zona do Euro (22,0%). Chama a atenção que os embarques para a Ásia como um todo cresceram mais (39,7%) que somente para a China.
A fatia chinesa aumentou porque os embarques nesse período cresceram bem mais para a China (38,5%) do que para os EUA (4,7%), América do Sul (21,4%) e Zona do Euro (22,0%). Chama a atenção que os embarques para a Ásia como um todo cresceram mais (39,7%) que somente para a China.
O volume exportado para a China aumentou mais de 360% no período de 2008 a 2021, enquanto para os EUA caiu 18,6%, indicando que houve um claro redirecionamento ao longo das últimas duas décadas, mais aberto às exportações brasileiras das commodities agrícolas e minerais.
É importante ressaltar que os produtos exportados para a China complementam as cadeias de valor asiáticas, liderados pela indústria chinesa, mas que trazem relevância para o Brasil como importante fornecedor. Enquanto isso, Argentina, EUA e Zona do Euro diminuíram suas demandas.
Agora é importante continuar diversificando as exportações dentro da própria Ásia, para evitar efeitos negativos da concentração na China. Demais países asiáticos, como Índia e Indonésia têm comércio muito ativo e grandes populações, que podem demandar mais produtos brasileiros.
A diversificação também é importante para evitar que a China imponha barreiras temporárias contra produtos brasileiros, como aconteceu no ano passado com a carne. O Banco Mundial informou essa semana que o mundo vai desacelerar seu crescimento, e isso pode ser usado pela China.