O caos logístico causado pela pandemia afetou diretamente fretes oceânicos e devem seguir impactando até 2022. O mercado está operando no limite de sua capacidade, resultando em escassez de contêineres e falta de navios por todo o planeta.
Dentre os parceiros comerciais do Brasil, o mais atingido é a China. A elevação nos preços dos fretes é de 7,35 vezes acima do praticado no mesmo período no ano de 2020.
Exemplos desse problema são visíveis na rota Xangai–Santos, que em agosto custava US$ 1,5 mil que e passou a custar US$ 11 mil por contêiner de 20 pés, valor recorde.
Para a Europa, o custo também teve forte alta, chegando a triplicar de valor. Nos EUA, a situação se agravou, recentemente também.
A ampliação da oferta de navios cargueiros não deve ajudar. Novas entregas só devem acontecer a partir de 2023, até mesmo porque construir esse tipo de navio leva tempo e antes da pandemia não havia essa demanda.
A tempestade perfeita se instalou na logística internacional por conta da pandemia, que desequilibrou oferta e demanda de produtos, trouxe problemas, surtos de COVID-19 em portos e navios, trazendo fechamento temporário de portos importantes e proibindo o desembarque de mercadorias.
Os impactos no Brasil podem ser sentidos através de quedas nas importações de insumos e produtos fibais e elevação de preços, via repasse dos custos logísticos mais altos.