Essa é a menor taxa desde fevereiro de 2015. A menor da série histórica foi de 6,3% em 2013. O resultado mostra uma forte recuperação após a pandemia, quando chegou aos 14,9% em 2021.
A taxa de informalidade chegou aos 38,8%, patamar abaixo do nível pré-pandemia (40,9%), queda importante. No auge da pandemia, chegou a 36,5% por conta do aumento da desocupação entre os informais, mas mantendo os empregos formais com o programa de manutenção de empregos (BEM).
Nas regiões há uma disparidade muito grande. No NE, a taxa de desemprego de 10,9% atinge o maior patamar. No Sul, o menor patamar com 4,5%. Dentre os estados, a BA encerrou o ano com a maior taxa de desemprego com 13,5%, seguida por AP com 13,3% e em 3º PE, com 12,3%.
A taxa de desemprego por faixa etária e por sexo também mostra realidades diferentes. Enquanto os jovens entre 14 e 17 anos enfrentam uma taxa de desemprego de 29%, aqueles com mais de 60 anos têm apenas 3,4%. As mulheres têm 9,8% e os homens, 6,5%.
Entre raças também há disparidades, com os brancos com taxa de desemprego em 6,2% e os pretos, com 9,9%. Resumindo: conseguir um emprego para quem é mulher, jovem, preta e nordestina é muito mais difícil. Na outra ponta, homem, adulto, branco e do Sul não tem dificuldades.
O rendimento médio mensal dos trabalhadores, por sua vez, apresentou uma recuperação chegando ao fim de 2022 em R$ 2.808,00, patamar parecido com aquele pré-pandemia. A inflação alta durante o ano de 2021 tinha derrubado ao seu menor valor, R$ 2.594,00.