As doenças transmitidas de animais para seres humanos estão em ascensão e pioram à medida que habitats selvagens são destruídos pela atividade humana.
Cientistas sugerem que habitats degradados podem incitar e diversificar doenças, já que os agente infecciosos se espalham facilmente para rebanhos e seres humanos.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) relata, por exemplo, que um animal é a provável fonte de transmissão do coronavírus de 2019 (COVID-19), que infectou milhares de pessoas em todo o mundo e que agora pressiona a economia global.
Segundo a OMS, os morcegos são os mais prováveis transmissores do COVID-19. Porém, também é possível que o vírus tenha sido transmitido aos seres humanos a partir de outro hospedeiro intermediário, seja um animal doméstico ou selvagem.
Há relatos de que em alguns países, por medo de contaminação, pessoas começaram a matar morcegos, o que é um absurdo, pois não é a solução para o problema, mas pode piorá-lo. Vimos isso no Brasil no ultimo surto de febre amarela, onde começaram a matas macacos com medo de contaminação.
“Os seres humanos e a natureza fazem parte de um sistema interconectado.
A natureza fornece comida, remédios, água, ar e muitos outros benefícios que permitiram às pessoas prosperar”
“Contudo, como acontece com todos os sistemas, precisamos entender como este funciona para não exagerarmos e provocarmos consequências cada vez mais negativas”
Um relatório recente do Programa das Nações Unidas para o Meio Aambiente mostra que as zoonoses - doenças transmitidas de animais para seres humanos, como raiva por exemplo, ameaçam o desenvolvimento econômico, o bem-estar animal e humano e a integridade do ecossistema.
Para impedir o surgimento de zoonoses, é fundamental endereçar as múltiplas ameaças aos ecossistemas e à vida selvagem, entre elas,
a redução e fragmentação de habitats - causado pelo desmatamento
o comércio ilegal de biodiversidade - pois leva a lugares do planeta animais e ou plantas desconhecidos e gera disturbios nos novos ambientes ou levam doenças a estes pontos que não podem ser controladas naturalmente a poluição, a proliferação de espécies invasoras, que geram desequilibrios no ambiente, em Rondônia temos o exemplo da tilápia, que são nativos da África. Mas que já são se disseminam em rios da região, segundo apontam pesquisadores da Universidade Federal de Rondônia, e geram desequilibrios nos ambientes aquáticos...
E por fim podemos citar ainda as mudanças climáticas, a qual impulsiona a adaptação de espécies mais resilientes, ou seja, com maior capacidade de se adptar a mudanças no ambiente e o desaparecimento de outras...
Um exemplo hipotético... Digamos que existe na natureza um animal que é portador de um determinado vírus que pode ser transmitido aos seres humanos e que se adpta facilmente a áreas desmatadas ou a mudança do clima, enquanto seu predador é sensível ao desmatamento e a mudança no ambiente. A consequencia disso é a população da espécie portadora do vírus permanecer e se proliferar enquanto a do predador é ser extinta, a consequencia disso não é dificil prever... Haverá mais animais potencialmente transmissores da doença e mais dificuldade de controlá-lo...
Isso não é sensacionalismo ou algo parecido, é o dito conhecimento científico tantas vezes desprezado e colocado em segundo plano.
Para mim, a grande lição vem da importância da ciência para nossa sociedade. É hora de valorizar o conhecimento e acreditar que juntos podemos nos tornar uma sociadade melhor.