Economia do Futuro

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By Melina CostaBusinessNewsTechnology
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Economia do Futuro episodes

  • Como evitar apagões no Brasil das renováveis: a vez das baterias

    Este episódio teve o apoio e a colaboração do ClimaInfo.

    Para crescer, o Brasil vai precisar de mais eletricidade. E o consumo deve ganhar ainda mais impulso com a eletrificação dos transportes e de parte da indústria.

    Isso impõe dois grandes desafios. Primeiro: garantir a segurança de um sistema que já passou por apagões — e corre o risco de enfrentar outros. E segundo: ampliar a disponibilidade sem sujar a matriz. Mais de 80% da eletricidade brasileira vem de fontes renováveis.

    Mas, hoje, para manter a estabilidade do sistema, o país recorre a termelétricas — que queimam combustíveis fósseis, geram emissões e pesam na conta de luz. O paradoxo é que isso acontece enquanto o Brasil produz cada vez mais energia solar e eólica e tem condições excepcionais para expandir essas duas fontes.

    Pois então, o que está faltando para ter mais eletricidade disponível, a custo baixo e sem sujar a matriz? Parte da resposta está nas baterias.

    Em dezembro, estão previstos os primeiros leilões para contratar esses sistemas de armazenamento em grande escala no Brasil. Neste episódio, Fábio Lima, diretor executivo da Associação Brasileira de Soluções de Armazenamento de Energia (ABSAE) explica por que precisamos de baterias agora, o impacto que elas podem ter no preço da eletricidade e nas emissões — e o que mais precisa mudar para que o sistema elétrico sustente o crescimento do país com segurança.


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    36 min
  • O Brasil na disputa pelos minerais críticos

    Este episódio teve o apoio e a colaboração do Instituto ClimaInfo.

    O Brasil tem uma das maiores reservas de terras raras do mundo. Também tem lítio, grafite, nióbio, níquel e outros minerais indispensáveis pra transição energética, pra inteligência artificial e pra indústria de defesa. Mas ter esses recursos no subsolo não transforma o Brasil automaticamente numa potência econômica nesses setores.

    A maior parte do valor não está na extração, mas nas etapas seguintes: na transformação dos minerais em insumos pra produção de baterias, ímãs e chips, por exemplo.

    O Brasil ainda não domina boa parte dessas etapas. Hoje, é a China que ocupa uma posição central no processamento desses minerais. E cada cadeia exige tecnologias, insumos, investimentos e competências específicos. O desafio pro Brasil, portanto, é decidir em quais etapas pode e deve competir.

    Esse é o principal argumento de Rosana Santos, diretora-executiva do Instituto E+ Transição Energética. Na conversa, ela comenta a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, que foi sancionada pelo presidente Lula pouco depois da gravação do episódio. 

    Às vésperas das eleições, em meio ao debate sobre soberania nacional, essa conversa mostra que o Brasil ainda tem trabalho técnico e estratégico pra fazer antes de fechar parcerias com empresas ou governos.

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    33 min
  • Série especial: minerais críticos, baterias, fertilizantes, empregos

    O noticiário gira em torno da disputa eleitoral - mas há temas estruturais que o Brasil vai continuar discutindo - por meses e anos - independentemente de quem ganhar as eleições. E não dá pra deixar esses assuntos para depois: a construção de uma economia de baixo carbono e mais resiliente começa com decisões a serem tomadas agora.  

    Na nova série especial do Economia do Futuro, com o apoio do Instituto ClimaInfo, vamos falar sobre como explorar minerais estratégicos sem repetir um modelo de exportação de matérias-primas com pouco valor agregado. Sobre tecnologias brasileiras capazes de tornar a agricultura mais sustentável e reduzir a dependência de fertilizantes importados. Sobre a construção de um sistema elétrico mais limpo e preparado para suportar o crescimento da economia. E sobre os efeitos da transição verde no mercado de trabalho.

    São conversas que envolvem soberania nacional, política industrial e a infraestrutura que o Brasil precisa para gerar crescimento econômico e oportunidades paras pessoas com respeito ao meio ambiente. 

    Começa na quarta que vem, dia 30 de setembro. 


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    2 min
  • Como financiar a transformação da economia

    **Este episódio tem o apoio e a colaboração do Instituto Clima e Sociedade**

    O progresso humano dos últimos dois séculos — todo o desenvolvimento ocorrido desde a Revolução Industrial — se deu em um período de relativa estabilidade climática. Mas, agora que eventos extremos mais frequentes destroem infraestruturas e prejudicam a produção, a variável "clima" precisa ocupar um papel mais central nos modelos econômicos.

    A entrevistada deste episódio está engajada exatamente nesse processo de construção de uma nova relação entre clima e economia.

    Annelise Vendramini é professora e pesquisadora em finanças sustentáveis na FGV e membro do conselho do Hub de Economia e Clima, liderado pelo Instituto Clima e Sociedade.

    Na conversa, falamos sobre o preço da falta de ação climática — ou seja, o custo de não fazer nada, especialmente para um país de renda média como o Brasil — e também sobre os entraves para atrair investimentos necessários à transformação da economia.


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    33 min
  • Adaptação climática como motor do desenvolvimento

    **Este episódio tem o apoio e a colaboração do Instituto Clima e Sociedade**

    Reduzir emissões de gases de efeito estufa é um imperativo. Mas outro desafio, igualmente urgente, é adaptar o país aos impactos das mudanças climáticas que já estão ocorrendo — e que devem se intensificar nos próximos anos.

    E, embora todos sejam afetados pelas mudanças climáticas, esse impacto não é igual para todo mundo. Primeiro, porque há regiões naturalmente mais expostas a fenômenos como enchentes, secas e calor extremo. E, depois, porque as condições de vida das populações também são determinantes. Quanto pior a infraestrutura e mais frágeis os serviços públicos e as redes de apoio, maior a vulnerabilidade.

    A adaptação climática é, sem dúvida, uma tarefa para o Brasil inteiro. Mas, neste episódio, nós focamos no Norte e no Nordeste. Essas duas regiões devem ter um papel central na ação climática do país — seja por meio da preservação e restauração de florestas, seja com a geração de energia renovável ou com a exploração de minerais críticos. Ao mesmo tempo, são também as regiões com menor renda média e alguns dos piores indicadores de infraestrutura do Brasil.

    O entrevistado é Diosmar Filho, geógrafo e coordenador do Laboratório de Estudos Territoriais, Desigualdades e Mudanças Climáticas da Associação de Pesquisa Iyaleta. Nesta conversa, ele apresenta dois argumentos principais. O primeiro é que não há como aumentar a resiliência climática sem enfrentar a pobreza. O segundo é que adaptação não é assistencialismo, mas como uma oportunidade real de desenvolvimento.


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    24 min
  • Agricultura tropical: o desafio de produzir mais e emitir menos

    **Este episódio tem o apoio e a colaboração do Instituto Clima e Sociedade**

    A agricultura pujante, que representa metade das exportações do Brasil, não foi sempre assim. O agronegócio foi desenvolvido ao longo de décadas, com a adaptação de sementes e de técnicas tradicionais para as condições brasileiras.

    Agora, diante das mudanças climáticas, a agricultura e a pecuária precisam passar por uma nova transformação: não apenas para se tornarem mais resilientes a períodos de seca ou de chuvas intensas, mas também para reduzir seu impacto nas emissões de gases de efeito estufa. Tudo isso em um momento em que a demanda global por alimentos continua crescendo.

    Os entrevistados deste episódio acreditam que o Brasil tem condições de produzir mais e emitir menos. Fernando Sampaio é secretário-executivo da Rede de Inteligência em Agricultura e Clima, a RIAC, que tem o apoio do Instituto Clima e Sociedade. Ele também é membro da Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura e foi diretor de sustentabilidade da ABIEC, a associação brasileira dos exportadores de carne. Rodrigo Lima é sócio-diretor da Agroicone e membro da RIAC.

    Nesta conversa, eles falam sobre o potencial da agricultura tropical, os desafios para transformar essa promessa em realidade e o comércio internacional de commodities agrícolas — um ambiente em que o clima tem desempenhado um papel cada vez mais central.

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    34 min
  • O Brasil e a nova geopolítica da energia

    **Este episódio teve o apoio e a colaboração do Instituto Clima e Sociedade**

    A gente já sabia que as nossas fontes de energia precisam mudar. A transição energética já estava em curso. Mas o que era urgente, agora ficou urgentíssimo.

    A guerra no Irã expôs a fragilidade de um modelo econômico baseado em combustíveis fósseis — recursos concentrados em poucas regiões do mundo e distribuídos por cadeias longas e vulneráveis.

    E agora a gente viu: o estrangulamento no Estreito de Ormuz, no Oriente Médio, pressionou a inflação e desacelerou economias ao redor do planeta. Esse tipo de choque tem o potencial de reverberar por décadas — e o meu entrevistado explica como. 

    Jorge Arbache é professor de economia da Universidade de Brasília e senior fellow do Instituto Clima e Sociedade. Ele já passou pelo BNDES e pelo Ministério do Planejamento, e também foi economista sênior do Banco Mundial e vice-presidente do Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe.

    Nesta conversa, Jorge explica as mudanças estruturais que estão em curso e a oportunidade histórica do Brasil: ao oferecer energia limpa para o mundo, o país pode se tornar protagonista de um novo modelo de desenvolvimento econômico.

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    31 min
  • Vem aí: série especial

    Eu sei: o noticiário anda pesado. Guerras, escândalos de corrupção, a tensão de um ano de eleições — e, claro, a crise climática, que continua aí.

    Mas eu quero te convidar a olhar para o presente por outro ângulo. Porque, em meio a tantos desafios, o Brasil está diante de uma chance histórica: adaptar sua economia, reduzir emissões e gerar desenvolvimento.

    O Economia do Futuro volta com uma série especial em parceria com o Instituto Clima e Sociedade. Serão conversas profundas com gente que está pensando grandes ideias para o país.

    Em um novo cenário geopolítico, o Brasil pode ter um papel central — como fornecedor de energia, de alimentos e de soluções para um mundo que precisa se descarbonizar.

    Não se tratam de oportunidades pontuais. É a chance de deixar de ser o "país do futuro" e começar a realizar todo esse potencial adormecido.

    Mas há muito a ser feito.

    Então eu te convido a me acompanhar nessas conversas e se lembrar que a crise climática também é a oportunidade de construir uma economia melhor. Fica de olho no seu feed, começa no dia 9 de junho.



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    2 min
  • COP30 chega ao fim: avanços modestos e promessa de próximos capítulos

    A COP30 chega ao fim depois de protestos, polêmicas, um incêndio e muita expectativa. As horas finais foram dramáticas, e a conferência quase terminou sem acordo. No fim, porém, mais de 190 países se comprometeram a ampliar o financiamento para adaptação em países em desenvolvimento, e foi criado um mecanismo para transição justa. Já o plano de deixar os combustíveis fósseis no passado — assim como um mapa do caminho para zerar o desmatamento — ficou de fora, o que causou frustração.

    **O Economia do Futuro vai mudar. A partir de agora, não serão mais publicados episódios quinzenais. O podcast só volta em temporadas. Eu aviso aqui, neste feed, quando tiver novidades. Até lá, agradeço a atenção, o tempo, as sugestões e as críticas dos ouvintes que apoiam esse projeto. Obrigada por contribuírem para uma conversa mais construtiva sobre o clima.**

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    32 min
  • COP30 na reta final: as negociações, as manifestações e os problemas de infraestrutura

    Este é o segundo episódio da cobertura conjunta do Economia do Futuro e do Reset sobre a COP 30.  Falamos sobre as manifestações, a confusão e a infraestrutura precária da COP; o que já se sabe sobre o andamento das negociações e o plano de criar um mapa do caminho para deixar os combustíveis fósseis no passado. 

    *O episódio é um oferecimento da Axia Energia.

    **Para saber mais sobre a análise da mídia da Signals IQ, escreva para [email protected]

    *** Para participar do webinar do Reset, acesse aqui


    Para entrar em contato, escreva para: [email protected]

    27 min

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Para evitar um desastre climático, precisamos mudar a forma como produzimos e consumimos quase tudo. Mas a boa notícia é que uma nova economia já começou a ser criada. Esse podcast é para quem quer…

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