Educa a dor

Educa a dor

By JULIANA BARCELLOS DE SOUZAAlternative HealthHealth & Fitness
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Educa a dor episodes

  • Saúde com protagonismo - Ano 1 - Episódio 18 - Sustentabilidade ODS ONU

    Entre muitas pautas, o meio ambiente é uma delas, dessas que requer nossa atenção e que parece estar escorrendo como areia entre nossos dedos.


    Dia 5 de junho foi o dia internacional do meio ambiente, sem muito para comemorar, eu gostaria de destacar a importância da nossa saúde dentro desse contexto amplo do meio ambiente, as interações entre humanos, animais e inclusive na formação das cidades, na economia, alimentação e educação.


    Para temor saúde é preciso muito mais que o acesso ao serviço de saúde.


    Não sou a primeira pessoa e nem serei a última pessoa a falar sobre esse assunto com vocês. Em 2014 e 2015 um consórcio de países trabalho em uma agenda global de saúde e segurança o que ajudou a resultar na publicação, em 2016 dos OBJETIVOS DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL da ONU um planejamento com foco para 2030.



    10 min
  • Saúde com protagonismo - Ano 1 - Episódio 17 - Frio e dor

    Inverno chegando e a gente está sentindo esse ar frio e gelado que nos cerca…

    Mas sentir frio é vital, já pensou se não tivéssemos esses receptores na pele para nos avisar que está frio?

    Por causa desse frio nós nos agasalhamos, evitamos locais abertos (o que é uma problema para a influenza e covid) mas são as formas de nos proteger para manter o corpo aquecido. Para nos proteger do frio e dos vírus, ambiente fechado com máscaras no rosto.



    Além de nos agasalhar, nosso corpo tem várias outras estratégias para nos manter aquecido, e uma delas é nos contrairmos um pouco. É bem comum termos uma dor extra no fim do dia, em volta do pescoço e ombros. Nosso objetivo é de reduzir a área de troca de calor com o meio ambiente gelado. Por isso que muitas pessoas recorrem às roupas com gola alta, cachecol ou similares.

    Às vezes… essa contração muscular para nos proteger do frio…. Ela é tão forte que pode nos causar um torcicolo! Sim, trava os movimentos da cabeça. O torcicolo se instala, muitas vezes, por uma tentativa ineficaz do corpo nos proteger. Sentir dor não é uma boa opção, concordam? Por isso que defino como tentativa ineficaz.

    Para sair de um torcicolo muitas pessoas pensam que precisamos forçar o movimento travado. Mas hoje em dia defende-se justamente o contrário, ou seja, você deve movimentar o pescoço em toda a amplitude que não tem dor, deve manter a região bem aquecida para relaxar o músculo que está contraído, movimentar o máximo possível o pescoço sem acordar a dor e a contratura do músculo. Desse jeitinho, o músculo vai. “baixando a guarda” e o pescoço vai aliviando.

    Claro que algumas pessoas vão ao fisioterapeuta acelerar o processo, e no caso, nós faremos esses movimentos na direção da contratura, mas eles são realizados para não ativar os mecanismos de proteção que criaram a contratura. E as recomendações após a consulta permanecem as mesmas: não forçar o movimento, mas chegar pertinho do limite antes da dor.

    O calor ajuda muito! Mas quando esfria a gente logo sente o torcicolo de novo…. Por isso que o calor mantido pela roupa pode ser melhor que uma bolsa de água quente, pois quando ela esfria, muitas pessoas comentam que é bem desagradável sentir o frio úmido na região da dor.


    Juliana Barcellos de Souza, PhD

    8 min
  • Saúde com protagonismo - Ano 1 - Episódio 15 - Cefaleias

    Dor de cabeça, acredita-se que menos de 10% das pessoas no planeta vão escapar dessa dor ao longo da sua vida.

    A dor mais comum, que pode durar horas e às vezes dias… pode ser intensa, mas também pode ser como “um fundo musical irritante”.

    A questão é que dor de cabeça também tem que tratar!

    Mas antes de tratar precisamos ser como detetives e encontrar a causa.

    A dor de cabeça pode ser por culpa a alimentação ou da bebida, devido ao estresse e da preocupação, por estamos cansados, ou por doenças orgânicas como a pressão alta.

    Durante as crises de dor as pessoas podem ficar sensíveis à luz, aos sons, podem até se sentir tontas. Por isso a importância de procurar “abrigo" para nos acolhermos quando estamos com dor.

    Um quarto, confortável, escuro, silencioso… às vezes é uma ótima solução. Permitam-se essas estratégias para o alívio da sua dor de cabeça.

    O primeiro passo é sem dúvida alguma procurar ajuda para encontrar a causa ou o diagnóstico da dor para depois podermos tratar.

    Cefaleias, migrarias, enxaquecas, … são muitos nomes,

    diferentes tipos de dores, umas doem só de um lado da cabeça, outras doem dos dois lados.

    Tem aquelas que são em pressão, aperto e outras ficam pulsando.

    Cada um reconhece a sua, e sabe quando ela está diferente “do normal”.

    Mas se essa dor é tão comum, porque deveríamos tratar, pois ela sempre passa.

    Mas se dor não é normal, por que é tão comum?

    O tratamento pode ser caro e complexo?

    Não… mas é importante entender a importância de tomar o remédio no início da dor. Remédio mais que medicamento, remédio é o que vai ajudar a aliviar ou curar, o calor, deitar, ficar no escuro

    Quando deixa de ser uma dorzinha de cabeça devido ao estresse e das preocupações?

    A Sociedade Brasileira de Cefaleia sugere que três dores de cabeça por mês, durante 3 meses, é motivo de consulta sim!

    Se são dores mais esporádicas, dá para controlar com seus remédios.



    Juliana Barcellos de Souza, PhD

    www.educaador.com



    10 min
  • Saúde com protagonismo - Ano 1 - Episódio 14 - Fibromialgia

    Dia 12 de maio é o dia nacional de conscientização e enfrentamento da fibromialgia.

    Apesar de existir relatos históricos antigos descrevendo essa síndrome de dor difusa, ela só foi incluída na Classificação Internacional de Doenças (CID) em 1990. Entre estar incluída e ser reconhecida na clínica…. Houve mais de uma década de espera.

    Ainda hoje em dia, alguns profissionais tem dificuldade de entender a doença e o seu tratamento.

    Se é complicado para quem estuda, …

    Imaginem para quem sente!

    A fibromialgia é um conjunto de sintomas, envolve dores, fadiga, desânimo, distúrbios do sono (tanto a insônia a noite quanto a sonolência ao longo do dia), perda de memória, dificuldade de concentração, os pacientes também podem apresentar problemas digestivos, náuseas, diarreia, constipação, … a manifestação da doença é heterogênea, logo varia de pessoa para pessoa. Apesar dessa variabilidade, é possível diagnosticar e tratar a fibromialgia, entendendo essas diversas dores e sintomas de cada um.

    Geralmente a dor da fibromialgia é espalhada pelo corpo, por exemplo, às vezes dói um braço e no dia seguinte dor pode mudar para a perna. As pessoas descrevem como uma dor que caminha.

    Mas além de caminhar é uma dor que pode ser tanto profunda (“parece que dói dentro dos ossos”) assim como pode ser uma dor sensível (“a roupa toca na pele e parece que é dor” ou “o vento dói”). Mas a pessoa não vive assim todos os dias, mais em períodos de crise.

    Como a dor tem essa característica migratória e parece que usa disfarces… …. Muda de lugar de sensação” às vezes as pessoas chegam a duvidar do que estão sentindo.

    E essa dúvida não é saudável.

    Podemos imaginar como deve ser difícil sentir uma dor que não aparece no exame (não há documento para “provar” que sentimos dor); e perceber que essa dor muda de lugar.

    A dor é subjetiva e é relatada por quem sente. Às vezes a falta de exames fragiliza as pessoas.

    A pessoa com fibromialgia tem uma sensibilidade aguçada, ela sente mais, e esse sentir facilmente é percebido de forma intensa ao ponto de ser percebida como dor. A sensibilidade não é só no toque (da roupa, do vento ou do seu aperto de mão) a sensibilidade também é para cheiros, paladar, audição e visão.

    É como se o sistema sensorial estivesse com um curto-circuito.

    Por isso um dia no ano para lembrar que essa dor existe, que o enfrentamento requere reconhecimento! Reconhecimento social e pessoal.

    A evidência científica comprova cada vez mais a importância de um tratamento que envolva a pessoa na totalidade, e que infelizmente a melhora não está em um medicamento único, não temos pílula mágica, mas sabemos que o tratamento com exercícios adaptados, psicoterapia para enfrentar a dor, remédios para uso em momentos de crise de dor, alimentação, higiene do sono, correntes elétricas anti dor, … além de várias outras opções têm o poder de promover uma melhora significativa da vida da pessoa.

    Deixar doer não irá nos ajudar a curar,

    Duvidar da dor do outro também não o ajuda no enfrentamento da dor.

    Respeitar já é uma boa ajuda, ter a sua compreensão e não o seu julgamento já ajuda a enfrentar a fibromialgia.

    Entender esses múltiplos fatores que influenciam a manutenção e intensificação da dor é muito importante para que você (paciente) possa ajudar diretamente no processo de tratamento. Saiba mais como aliviar e entender o que modula suas dores

    A fibromialgia é uma síndrome de dor crônica, nas últimas décadas as pesquisas demonstram que a causa da fibromialgia estaria associada a disfunção do sistema nervoso central (SNC). Ter o foco de tratamento na disfunção do SNC é desafiador, e a A Estimulação Transcraniana por Corrente Contínua (tDCS) é uma das técnicas que pode oferecer uma nova linha de tratamento. Os resultados clínicos são promissores, com alto nível de evidência para o tratamento fibromialgia com melhora na qualidade do sono e alívio da dor.


    Juliana Barcellos de Souza, PhD

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    10 min
  • Saúde com protagonismo - Ano 1 - Episódio 13 - Educação em dor

    Quando falamos em saúde, desejamos que seja a ausência de doença,

    é como se desejássemos viver na grama verde do vizinho.

    Sabemos que a saúde é uma combinação de muitos fatores, e queremos estar bem neles todos, tanto no físico, emocional, social e financeiro.

    Quanto mais estudo as condições de doença, mais percebo como elas dependem de muitos fatores para melhorar.

    Uma pessoa com hipertensão, precisa rever a alimentação, as fontes de estresse, medica-se e praticar exercícios de forma orientada.

    Por isso falamos tanto na importância de educar o paciente, para a pessoa saber os passos que tem que seguir para melhorar a sua saúde.

    Muitas vezes, não se oferece - infelizmente - uma cura no final do caminho.

    Ou entender e fazer diferente seria uma forma de cura?

    Será que a pessoa com um problema no fígado,

    procura por uma cura para ter uma boa saúde,

    ou procura pela cura que permita que ela faça tudo

    que ela fazia antes de atingir um problema de cirrose, por exemplo?

    A questão é que vivemos em nosso livre arbítrio,

    escolhemos nossos caminhos, alimentos e hábitos de vida.

    Mas quanto temos uma dor, uma doença ou uma incapacidade, as coisas mudam,

    Nossos objetivos mudam

    E nossos medos podem ficar mais aflorados.

    A dor e a doença assustam, aterrorizam às vezes.

    O desconhecido (esse mundo da medicina) e as limitações que se impõem

    A educação em dor ou em saúde é um complemento importante para o tratamento:

    • seja por ajudar a pessoa a entender o que ela tem e quais as opções de tratamento que existem

    • Mas também por apresentar para as pessoas esse universo que é viver com essa dor ou doença.

    • Entender que quando temos uma dor nas costas,

      A cadeira de um restaurante fará, SIM, a diferença para o que a refeição seja agradável ou não.

      A roupa que vou vestir precisa ser confortável de forma que não trave os movimentos, além do que a coluna já travou.

      O calçado, a mochila, as calçadas irregulares, tudo passa a influenciar a qualidade de vida de forma mais impactante que antes de ter a dor nas costas.


      Quando as famílias se deparam com um diagnóstico de condição crônica, por exemplo, na doença de Parkinson,… apesar de um momento de negação, o paciente e família aos poucos percebem que precisam aprender mais sobre essa doença, sobre os tratamentos, as alterações no ambiente para manter a autonomia do familiar.

      Ter acesso a um programa de educação em saúde ajuda pacientes e familiares a desbravar ele caminho. Saber que não estão sozinhos.


      A questão central é que

      Quando estamos doentes queremos uma cura

      A cura para cada um tem um significado diferente.

      Procure identificar elementos objetivos que definem a tua cura,

      Depois veja se são realistas…


      Voltando ao exemplo de uma pessoa com cirrose ou hipertensão arterial,

      será que a cura para ela seria poder voltar a comer um churrasco bem salgado e tomar uma cerveja?

      Isso é a cura?


      Mesmo quem não tem um problema com fígado ou coração,

      se diariamente consumir esse tipo de alimento….

      No final das contas adoecerá…. É como se fosse uma receita para adoecer…..


      Programas de educação em dor existem,

      Mas o desejo da cura as vezes afasta as pessoas de colocarem-se como ativos no tratamento.

      A educação nas escolas já passa por uma transformação, com atividades que protagonizam o aluno no processo de aprendizado.

      Na saúde nós também precisamos conquistar esse protagonismo.

      Convido você a entrar em contato comigo para saber mais sobre esses vários programas de educação em dor, gratuitos e privados.

      Dê o passo para reconhecer que você faz a diferença na sua saúde.

      Juliana Barcellos de Souza, PhD

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      9 min
    • Saúde com protagonismo - Ano 1 - Episódio 10 - Espiritualidade e dor

      hoje inauguramos a nossa primeira entrevista na coluna Saúde com protagonismo e com um programa rico na discussão da saúde mental. O assunto que trazemos hoje é tão profundo, intrigante e curioso além de científico. ESPIRITUALIDADE e SAÚDE. Sem o ritual para a perda do luto durante a pandemia, isso também abala a saúde mental. Nosso país tem uma riqueza de etnias, crenças, sejam de origem europeia, africana, asiáticas e dos povos nativos da América, nossas tribos mães do vasto Brasil. Apesar da variabilidade, a espiritualidade em si é descrita como um elemento da saúde. Na década de 50 a Assistente Social, Enfermeira e Médica Cicely Saunders descreve que a dor teria um componente espiritual, hoje em dia esse conceito de dor total que destaca o biológico, psicológico, social e espiritual é muito utilizado no tratamento de doenças oncológicas. Mas o assunto da espiritualidade não se limita ao câncer. Com essa introdução, apresento nossa convidada de hoje, a Fisioterapeuta Dra. Cynthia Pinheiro Pompeo Henz , especialista em saúde do Trabalho, com formação em PNL, Hipnose clínica e terapêutica, Estratégias para o tratamento da dor, estudiosa e praticante de práticas espirituais, que atua na clínica Educa a dor em Florianópolis.



      Saúde com protagonismo Ano 1.

      Educa minha dor Ano 2.

      Ano 2022

      Juliana Barcellos de Souza, PhD

      www.educaador.com

      14 min

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    Educa a minha dor. Conversas e estratégias para ajudar você a EDUCAr A sua DOR. Conduzido pela Fisioterapeuta Dra. Juliana Barcellos de Souza, Ph.D. Idealizadora do modelo e responsável técnica da…