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Ser pai ou mãe de adolescente é uma aventura e tanto. Não é fácil lidar com filhos que às vezes acham que sabem tudo e outras vezes agem como se não soubessem nada. Um dos vários assuntos que os pais devem abordar com os filhos adolescentes é a relação com o dinheiro, certo?
Pois é, eu pulei de uma vez só nesse rio. A minha filha é adolescente, de 14 anos, e veio morar comigo. Ela morava com a mãe em Conselheiro Lafaiete, uma cidade a 90 km de Belo Horizonte, por isso embora eu tenha sido um pai presente nesse tempo todo, a distância não permitia que eu tivesse contato com o cotidiano. Antes, a aventura era encontrar minha filha na outra cidade. Era um bom pedaço de chão, inclusive eu cheguei a falar sobre isso no podcast sobre quanto custa ter um carro, o meu estilo de vida mudou drasticamente por causa dessa mudança. A parte de estrada acabou, mas vem por aí muitas outras aventuras.
Agora é colocar esses limites todos e lidar com esse dia a dia... Meu filho também mora comigo e aconteceu a mesma coisa há oito anos atrás. Ele morava em Conselheiro Lafaiete e veio morar comigo. Minha filha veio para cá agora para estudar, foi uma decisão em conjunto com a minha ex-esposa para que ela viesse desde 2017. Foi tudo muito bem planejado, só que treino é treino, jogo é jogo, agora é que nós vamos ver.
Vale a pena dar mesada? E qual o valor adequado?
Na minha opinião, vale. Mas é preciso ver se cabe dentro da sua realidade e do seu perfil, afinal, cada caso é um caso. Se for possível, de modo geral, gosto desse esquema de mesada. Se você olhou seu orçamento e viu que dá pra combinar uma mesada, antes de pensar no valor, é preciso pensar o que que essa mesada vai contemplar.
No meu caso, minha filha vai estudar em um colégio que tem cantina. Já até conversamos outro dia sobre a disposição dela pra levar lanche de casa. Até porque, as vezes, essa opção é mais saudável, e ela não perde tempo com fila... Ela tem disposição, já até estava acostumada a levar, mas supondo que alguns dias ela resolva comprar o lanche lá, é preciso decidir se a mesada vai bancar esse lanche. E o transporte? A mesada também vai custear?
Decida quais gastos a mesada vai custear
Pode ser que a mesada só contemple passeios ou uma coisinha que quiser comprar. Então é preciso fazer o cálculo: quantas vezes por semana vai passear? Quanto custa um passeio desses? Pode ser que seja R$35 ou R$40, esse valor multiplicado por quatro dá R$150 por mês, por exemplo.
É importante estabelecer valores e gastos e, aos poucos, ver se é preciso ajustar essas condições. Sugiro até colocar um valor mais acertado, sem sobras, de forma que se seu filho quiser comprar alguma coisa, precise abrir mão de outro gasto. Dessa forma o orçamento já pode ser gerenciado pelo adolescente, essa experiência é bastante educativa. E é importante testar, não é necessário acertar de início, o importante é começar!
A mesada vai ter que custear roupa? Pode ser que sim, pode ser que não, pode ser que esse seja um gasto para os pais. É uma daquelas coisas básicas da vida da pessoa. Mas se seu filho queira comprar um sapato que custe R$400 ao invés de um que custe R$100, essa compra terá que ser negociada.
Seja exemplo na sua família
Dar exemplo é fundamental. Mostrar que você se controla de alguma forma, seja por aplicativo, seja por anotações no caderno, o importante é mostrar coerência com seus gastos. O que exige do seu filho você também tem que fazer. É claro que os pais são os responsáveis e eles estabelecem limites, mas isso é natural dentro da estrutura familiar.
É preciso que você mantenha a coerência no seu discurso e na sua prática, pra exigir isso do seu filho. Também é preciso que você oriente o adolescente, mostre que existem caminhos que possibilitam a organização financeira, pode ser aplicativo, por exemplo, essa geração lida muito bem com isso. O adolescente também pode escolher qual opção gosta mais, qual se adequa mais à necessidade dele.
Como ensinar a lidar com diferentes realidades financeiras?
Minha filha vai mudar de escola, fazer novos amigos, conhecer colegas que têm acesso a mais ou menos dinheiro do que ela... Acesso porque às vezes o adolescente vem de família rica, mas vive uma realidade financeira sem muitos excessos. Ela vai conhecer pessoas diferentes, por isso precisa aprender a conviver tanto com quem ganhou um carro 0km, como com quem não tem dinheiro pro lanche.
São duas realidades diferentes e é muito importante que o adolescente saiba que as coisas são assim, que o mundo é assim. Nem tudo que o outro tem nós podemos ter, e nem tudo que temos todos podem ter. Também é preciso ter noção que, às vezes, temos mais acesso a coisas que os outros e, é claro, não é preciso deixar de fazer aquilo que gostamos, mas o tipo de programa tem que ser adequado à realidade das pessoas convidadas.
Por exemplo, se eu convidar uma colega da minha filha para ir ao parque conosco, mesmo que o ingresso possibilite ir a todos os brinquedos, existem lojas que vendem centenas de coisas lá dentro. Alguns desses produtos são bastante caros, imagine, comprar coisas que essa amiga da minha filha não tem acesso pode ser desconfortável... Isso não é o fim do mundo, talvez vá acontecer, mas pode ser evitado.
Claro que depende da pessoa e de como ela se sente: pode se sentir diminuída ou preterida de alguma forma. É uma situação complicada, é preciso avaliar cada caso para saber como agir, mas é preciso ter senso, inclusive de que o importante é amizade, diversão. Esse tipo de situação também é importante para saber os valores que está passando pros seus filhos. Responsabilidade, amizade, amor, afeto, gentileza valem mais do que qualquer bem material.
É importante falar "não"
Seu filho pode até querer de tudo, mas é importante falar "não". Não dar tudo pro adolescente, o tempo inteiro, é uma oportunidade para mostrar o valor do dinheiro. Claro que ele pode ficar emburrado, fazer bico, mas nem a vida nem o mundo vão acabar por causa disso.
É importante que o adolescente também saiba que as coisas são assim, querer ter alguma coisa pode se tornar um fator de motivação e organização para conquistar o que se deseja. Claro que você pode avaliar se é importante ou não dar aquilo pro adolescente, depende da sua realidade financeira e dos seus valores, mas economizar demais também é desconfortável e você acaba ficando escravo do dinheiro.
Qual o melhor meio para dar dinheiro e controlar os gastos dos adolescentes?
No meu caso, resolvi abrir uma conta pra Sarah, minha filha, no mesmo banco que já sou cliente. Mas não pago nenhuma tarifa para fazer isso, graças a um convênio entre meu empregador e o banco. Se você não tiver esse beneficio de não pagar tarifa, existem contas digitais que podem ser uma boa opção. Inclusive, você pode descobrir qual delas é a melhor opção para o seu caso usando nosso simulador de contas digitais.
Essa conta que abri pra minha filha oferece cartão de débito e um cartão de crédito que é adicional ao meu, o que eu já tinha feito com o Miguel, meu filho mais velho, e deu muito certo. Tudo que ela gastar no cartão de crédito, vou ver no meu extrato, separado dos outros gastos. Inclusive se almoçar fora pode usar o cartão de crédito porque foi decidido que alimentação não será inclusa na mesada. Mas, se quiser comprar alguma coisinha que seja da decisão dela, da escolha dela, isso será descontado da mesada.
Dê liberdade para o adolescente (mas com controle)
Usar cartão de crédito e débito é uma solução prática e que também é bastante educativa. Assim você pode soltar um pouco a corda e ver o que acontece. Afinal, é como diz o ditado: se você quer conhecer uma pessoa, dê poder e liberdade pra ela. Isso é até interessante, no meu caso, minha própria filha ainda não se conhece. Quando perguntei quanto achava que seria um valor bom para mesada, ela respondeu que não fazia ideia. Nesse caso, vou estabelecer um valor, vemos se é o adequado, estabelecemos limites, e ajustamos, se for necessário.
Pretendo almoçar com eles todos os dias, por exemplo, mas é claro que, eventualmente, isso não vai acontecer. Pode ser que minha filha precise almoçar fora, então o valor gasto não será descontado. Mas agora onde ela vai almoçar, deve ser decidido por ela. Se ela resolve não almoçar no restaurante perto do colégio, que com R$15, R$20 dá pra almoçar, e decide comer com as coleguinhas em um restaurante mais caro, e o custo fica R$50, é preciso ver a necessidade disso… Ou seja, é preciso dar liberdade e ir limitando. Claro que essa é a minha experiência pessoal, e não existe fórmula mágica para educar financeiramente o seu filho adolescente. É importante decidir o que é importante no seu caso e adequar essas dicas para sua realidade, ok?
Transporte também deve estar na mesada?
Quando Miguel, meu filho mais velho, começou a sair mais, foi quando surgiu o Uber e começou essa onda de aplicativo de transporte. Às vezes ele pegava Uber, às vezes, pra economizar, ele saía a pé ou pegava ônibus. Mas isso gastava muito tempo dele e era inseguro: ele chegou até a ser assaltado... Por isso decidi, de acordo com essa necessidade dele, liberar o uso do transporte no cartão de crédito ao invés de aumentar a mesada.
Ficou decidido que ele poderia usar a vontade, mas com moderação. Se houvesse algum abuso, nós teríamos que conversar e colocar limites mais claros, rever as condições. Mas isso nunca foi um problema, ele usa com muita moderação, de forma muito consciente. Existe uma comunicação da parte dele, avisa pra onde vai, explica por que vai pegar Uber ou por que decidiu ir de ônibus, a pé, de carona... Foi uma experiência que deu super certo. Também era meu interesse que ele andasse mais seguro...
Por outro lado, se eu aumentasse a mesada, o que poderia ter acontecido? Ele poderia ter usado esse dinheiro para gastar com algo que tivesse mais prioridade pra ele, e continuaria correndo risco. O sacrifício não adiantaria nada. Por isso eu decidi colocar assim, e poderia ter colocado outros tickets no mesmo esquema, como alimentação, por exemplo. Mas, no caso da Sarah, essa situação também é diferente...
Filhos diferentes, realidades diferentes
Não quero entrar em discurso de gênero, mas infelizmente, sendo ela menina, existem mais ricos aos quais está exposta: é a nossa realidade. Nada pessoal contra Uber, até estão começando a surgir opções que são específicas para mulheres, mas acho o táxi mais fiscalizado: os motoristas passam por um escrutínio mais cuidadoso... Particularmente, me sinto mais seguro se ela andar de táxi do que de Uber, mas isso é a minha realidade.
Claro que táxi não precisa ser a regra: quando der pra eu levar, posso levar. Outra opção é estabelecer um esquema de carona com outros pais. Agora que Sarah vai mudar de escola, vai fazer amizades mais constantes, algumas amigas vão começar a ir lá em casa, ela também vai na casa de outras amigas... Vou acabar conhecendo os pais delas, e por isso vou poder fazer um rodízio de caronas. Ainda mais esse ano em que a Sarah vai fazer 15 anos, as colegas também, então vão ter muitas festas e esse esquema de carona com os pais amigos pode funcionar.
Ser pai é padecer no paraíso, mas vale a pena!
Ser pai de filho adolescente nem sempre é fácil, mas é muito prazeroso e divertido, estou vivendo momentos ótimos junto com meus filhos. Se você vive uma situação parecida na sua casa, é pai ou mãe de filhos adolescentes, não se esqueça de que cada caso é um caso... A forma como você vai tratar a organização financeira do adolescente deve ser adequada à sua realidade, é claro, mas é preciso tratar desse tema.
É bom relembrar que você deve ser o exemplo: não adianta querer que seu filho coma maçã se você nunca faz isso, certo? Se você tem dúvidas sobre planejamento e organização financeira, fique por dentro de todas as dicas do Educando seu Bolso no Twitter, Facebook e Instagram. Consulte também os nossos simuladores, eles podem te ajudar muito na hora de tomar uma decisão financeira, como pegar ou não um empréstimo, por exemplo. Sinta-se à vontade também para sugerir temas de artigos nos comentários, assim nós podemos te ajudar ainda mais a organizar sua vida financeira, e da sua família, é claro.
Pouco mais de dois anos atrás, fizemos uma pergunta aqui no blog: vale a pena ter carro? Na ocasião apontamos prós e contras de ter um carro próprio e demos dicas de como avaliar o que é mais vantajoso. Pois bem, resolvemos revisitar esse assunto, mas trazendo novidades interessantes. Afinal, de dois anos pra cá, o cenário mudou tanto assim?
Não só em questões práticas, mas com certeza a forma como as pessoas pensam também mudou muito. Hoje em dia já é possível fazer pagamentos usando QR Codes, e os bancos tradicionais estão se tornando obsoletos. Quando o assunto é transporte, a tecnologia também evoluiu consideravelmente. Naquela época não era comum falar em carro autônomo e agora eles invadiram o noticiário, por exemplo. Nos Estados Unidos e na Europa, já se especula que haverá carros assim, circulando sem motoristas já em 2020. Você simplesmente entra e pronto, parece coisa de filme de ficção científica de alguns anos atrás.
O Uber ainda é uma alternativa viável?
Há dois anos, o Uber ainda era uma promessa, e lutava pra se legalizar. Não só o Uber acabou se concretizando, mas já existem outras opções no mercado de transporte individual. Calcular custos e benefícios de ter um carro é bastante diferente porque hoje existem outros fatores, a realidade é outra.
Hoje em dia não só é possível chamar um carro pelo seu celular, como também é possível dividir a corrida com outros passageiros, e até fazer viagens de longa distância pelo aplicativo. Até taxistas se reinventaram já que a concorrência aumentou, foi preciso serem mais cordiais com seus passageiros, por exemplo.
Por outro lado, alguns falam que essa popularização dos aplicativos de transporte acabou diminuindo a qualidade do serviço. Antes havia água gelada, por exemplo, e hoje é raro encontrar esse tipo de conforto, até os carros ficaram inferiores. Mas afinal, com tantos impostos, com tantas despesas, vale a pena ou não ter carro hoje?
Ter carro ou não ter carro? Analise!
Antes de tudo é preciso entender que essa decisão é muito pessoal e que é preciso avaliar cada situação particular. É preciso colocar no papel (na tela ou na planilha) as várias situações do seu contexto, tentar apurar o custo de cada detalhe e, no final das contas, comparar.
É claro que não vai haver uma resposta mágica e definitiva, é preciso analisar quanto custa cada opção e ver se vale a pena não só a questão financeira, mas seus desejos pessoais, além da sua comodidade. Essa é uma questão mais subjetiva do que exata, simplesmente relacionada ao cálculo. Afinal de contas, carro é uma paixão para algumas pessoas: se você é uma dessas pessoas, eu te convido a rever essa paixão. Além disso tudo, o carro acaba sendo uma extensão da casa. Não é incomum que carros tenham casacos, livros pra ler no engarrafamento, remédio, água, caneta, balinhas, e por aí vai… Mas é preciso rever se o carro é realmente uma necessidade.
Reveja seus hábitos: as situações podem mudar
Ter carro também é questão de conforto: possibilita a liberdade de ir para onde quiser de uma hora pra outra. Mas isso não significa, necessariamente, que você não possa rever seus hábitos. É claro que para a pessoa que tem um carro, abrir mão dele é uma mudança relativamente importante. Mas se você tem dois carros e quer passar a ter só um, a mudança não é assim tão brusca…
No meu caso, por exemplo, quando escrevi o post em 2016, considerava muito difícil abrir mão do meu carro, mas isso porque a minha rotina era afetada pela minha filha, que morava com a mãe em outra cidade. Então aos fins de semana eu ia buscá-la, no sábado, e levava de volta no domingo. Mas essa minha situação mudou: ela vem morar comigo (inclusive isso vai será tema do próximo podcast). Por isso, a minha necessidade de carro mudou radicalmente, estou até considerando seriamente se é possível viver sem carro.
Como calcular se vale a pena ter um carro?
Para colocar na ponta do lápis quanto custa ter um carro e decidir se você está tendo prejuízo, é bem simples: basta listar todos os custos envolvidos e somar. Alguns deles são anuais, outros são mensais. Minha sugestão é que você faça uma tabela com espaço tanto para o custo anual como para o mensal.
Não espere conseguir o cálculo perfeito logo no início. Tente fazer o melhor que puder e vá ajustando com o tempo, de acordo com seus gastos e necessidades. O importante é começar.
Fiz o cálculo do custo do meu carro em uma tabela (você pode fazer com lápis e papel, ou em alguma planilha, tipo o Excel). Listei os meus gastos com custo, periodicidade (o custo é mensal ou anual?) e o que isso representa no mês e no ano. Se você achou complicado, não se preocupe, vou explicar cada um dos itens direitinho, ok?
IPVA e seguro
Estes são dois custos anuais. "Seguro", nesse caso, não é o DPVAT, o seguro obrigatório, e sim aqueles que contratamos de seguradoras, contra roubo e acidentes, por exemplo. É bom lembrar que seguro é o tipo de despesa que a gente usa todo dia. Desde que saímos com o carro na rua, ficamos tranquilos porque, se acontecer alguma coisa, existe cobertura. É claro que é melhor não acionar, porque é uma dor de cabeça, e significa que aconteceu algum problema com o carro, mas não deixa de ser um conforto...
Além disso, é preciso cuidado antes de contratar um seguro. Procure saber como é o seguro, quais são as condições de cobertura, inclusive porque, pode ser que o seguro não cubra as suas necessidades! Para calcular direitinho não tem muito mistério: lance os valores na coluna "Custo anual", depois divida por 12 e lance o resultado na coluna "Custo mensal". Assim você pode entender o gasto que tanto seguro quanto IPVA representam no seu bolso todo mês, e é mais fácil de comparar com gastos que são mensais.
E a gasolina?
Na minha tabela, a gasolina é o maior custo. Essa conta não é tão óbvia, precisa de alguns cálculos, mas não é nada complicado. A minha tabela ficou assim:
O primeiro passo é fazer uma estimativa de quantos quilômetros você anda por mês com seu carro. Como eu disse, não precisa acertar de primeira, lance um valor aproximado e vá ajustando com o tempo. Mais uma vez, o importante é começar, certo?
O segundo passo é logo lançar o consumo do seu carro na tabela. Se ainda não sabe como calcular, temos um post que explica direitinho como fazer isso.
Ok, já entendi, e agora? Divida a quilometragem rodada pelo consumo do seu carro. Você chegará à quantidade de litros que seu carro consome por mês. Depois, lance o preço médio do litro do combustível na sua região (na minha tabela, por exemplo, usei o preço de Belo Horizonte como modelo). Por fim, multiplique a quantidade de litros consumida pelo preço por litro. Pronto, esse é o seu consumo mensal de combustível em reais. Considerando minha realidade, meu custo mensal com gasolina é por volta de R$360. Mas é claro que você também precisa considerar se a gasolina é a melhor opção no seu caso, ou se é outro combustível, como etanol, por exemplo.
Mas como calcular a manutenção?
Difícil saber quanto se gasta por ano com manutenção, né? Bem, tente puxar pela memória, veja suas faturas de cartão de crédito, suas anotações de cheques, etc. Inclua aí a troca de óleo, pequenos reparos, lavagem, revisões. Com isso você chegará a um valor pelo menos aproximado. Lance o valor na coluna "Custo anual", divida por 12 e chegará ao "Custo mensal".
Troca de pneus
Esse item eu talvez pudesse incluir em manutenção... Mas resolvi deixar aqui, mais para te mostrar exatamente como se faz o cálculo. Um jogo de pneus para o meu carro está custando cerca de R$ 1440. Estimei que ele suporte rodar 40 mil quilômetros. Como rodo 800 km por mês, um jogo dura 50 meses (40 mil divididos por 800). Para facilitar as contas, considerei que 50 meses são 4 anos. Portanto, gasto com pneus R$ 1440 em 4 anos, equivalente a R$ 360 por ano, ou R$ 30 por mês.
Como disse, é pouca coisa, eu poderia ter incluído no item "manutenção". Mas achei que seria útil mostrar o cálculo, e você pode fazer da forma que achar mais interessante, de acordo com seus gastos e realidade...
Como calcular a depreciação do meu carro?
Quando você tira o carro da concessionária, coloca na rua, anda até sua casa e pronto, já houve desvalorização. Para calcular a depreciação do seu carro é só pesquisar na Tabela FIPE. Em média, o carro fica de R$1.000,00 a R$1.500,00 mais barato a cada ano, mas é claro que isso é uma média. É importante que você consulte a depreciação do seu carro especificamente, assim sua tabela ficará mais realista. No meu caso, consultei a Tabela Fipe e vi que meu carro se desvaloriza entre R$ 1200,00 e R$ 1500,00 a cada ano. Isso é custo! Lancei na tabela, custo anual de R$ 1440 (para facilitar a conta), custo mensal de R$ 120,00. E pronto.
Isso é de praxe. É preciso entender que carro não é investimento, é uso, e por isso vai depreciando mesmo. Por isso, existe um outro fator que muita gente esquece na hora de calcular o custo do carro, mas que é muito importante considerar: o custo de oportunidade.
O que é custo de oportunidade?
Muita gente se esquece disso na hora de fazer o cálculo. "Custo de oportunidade" é um conceito em finanças que significa o quanto você gasta (ou deixa de ganhar) quando toma uma decisão financeira. Vou explicar melhor.
Segundo a Tabela Fipe, meu carro hoje custa R$ 33.500. Se eu vender o carro e aplicar o dinheiro à taxa Selic, vou receber por mês cerca de R$ 140 líquidos (dependendo do tempo que eu deixar o dinheiro aplicado). Portanto, ter um carro, para mim, tem o custo de oportunidade de R$ 140 mensais.
O que o resultado da tabela quer dizer?
Colocado o custo de ter carro ou não no papel, é possível avaliar a diferença entre uma opção e outra. Será que essa diferença paga o seu conforto ou não? Para saber a resposta, é importante colocar todos os gastos na ponta do lápis, avaliar o seu caso. Considerando IPVA, desvalorização, custo de oportunidade, gasolina, seguro... Hoje em dia, existem até aplicativos que facilitam o pagamento de pedágios e estacionamentos, isso também deve entrar na sua conta. Considerando tudo isso, cabe a você calcular e decidir: será que realmente vale a pena?
Saber responder com certeza não é difícil, mas dá um pouco de trabalho... Mesmo assim, vale muito a pena! Veja que meu custo é de R$ 930 (na conversa com o Pedro eu falei R$ 960, mas fiz uns ajustes). Não é pouca coisa. Hoje em dia ainda acho complicado abrir mão do carro (saiba um dos motivos no nosso próximo podcast). Mas no futuro próximo vou pensar seriamente a respeito.
Mas existe vida sem carro?
No seu caso, cabe a você avaliar se esse custo (que agora você já sabe como calcular) vale ou não a pena. Além de saber quanto você gasta com seu carro, é importante comparar com as outras opções que existem para assim saber qual a melhor solução para as suas necessidades.
Imagine, por exemplo, alguém sem carro, que se desloque por uma cidade como Belo Horizonte com Uber ou taxi, e transporte coletivo. Esse custo com transporte acaba sendo influenciado pela distância do lugar de destino, da tarifa dinâmica, da bandeira 2 ... Supondo que essa pessoa gaste R$500,00 de Uber, porque precisa trabalhar, ainda assim é mais vantagem usar transporte por aplicativo e não comprar o carro (isso se o custo de ter um carro for igual ao da minha tabela). Sem contar com o conforto de não precisar procurar vaga, estacionamento, e até de não se preocupar com a segurança. Se você vai num lugar e não tem vaga, precisa parar longe e andar uns quarteirões, à noite, em um lugar que às vezes não é muito seguro.
Meu filho, por exemplo, tirou carteira com 19 anos. Na época eu pensava que seria bom ele tirar carteira e até pensarmos em comprar um carro. Mas depois eu parei, pensei... Quando ele acabou de tirar a carteira, não sabia dirigir muito bem, então continuou usando o Uber, taxi, e eu percebi que era muito melhor pra ele. Era muito mais seguro, não era preciso ter cuidado na hora de estacionar, nem havia medo de ser assaltado ou sofrer acidentes que podem acontecer. Claro, nada disso pode ser um impeditivo pra sair de casa, mas entra na conta.
O caso Localiza
E aí, você chegou à conclusão de que o carro pra você é um valor alto? Existem alternativas para não precisar ter carro! Ai você pensa: no dia a dia eu posso ir trabalhar a pé, posso pegar carona, posso pegar um Uber... Mas no fim de semana eu gosto de ir na casa daquele meu amigo que mora em um lugar mais distante, gosto de fazer uma pequena viagem, ai como é que eu faço? Pode alugar um carro!
Recentemente recebi uma propaganda falando que a Localiza, locadora de carros, tem parceria com o Uber. Pelo que entendi, 10% do valor da locação diária do carro pode ser convertido em créditos de corridas na Uber. Não estou fazendo propaganda da Localiza, mesmo porque cotei e o preço não era o melhor de todos. Cotei o aluguel do carro de sexta até segunda, justamente o uso do fim de semana.
Não comparei com dia de semana, mas pela pesquisa rápida que fiz estimei R$300,00 nesse período de sexta a segunda. Comparei também entre várias locadoras, e achei uma opção barata, que saía por R$130,00 no mesmo período. Por esse valor, não consegui saber se tem seguro, inclusive é importante considerar que, sem seguro, em caso de acidente, a despesa para pagar o conserto, seu ou de terceiros, será muito mais cara. Mas o mais importante não é nem falar da locadora A, B ou C: o importante é falar que estão chegando novos produtos e que o mercado acordou pra isso...
O futuro será compartilhado?
A curiosidade em torno do carro autônomo revela um desapego das pessoas com relação ao seu próprio carro, daqui a pouco vão vir mais e mais aplicativos em que as pessoas colocarão o próprio carro pra ser compartilhado... Hoje essa ideia é bem distante, é inimaginável deixar o carro pra algum desconhecido. Mas será que você acharia estranho emprestar uma furadeira? Talvez não, talvez você não tenha tanto ciúme assim da sua furadeira, ou da sua esteira elétrica de ginástica, da mala de viagem, essas coisas que você usa 1% do seu tempo, e poderiam estar rendendo algum dinheiro pra você.
Imagina se no futuro não inventam uma locadora que deixa o carro na porta da sua casa. Na hora da entrega, chegarão um carro e uma moto, alguém deixará o carro e irá embora na moto. Não vai nem ser preciso ir à locadora pra pegar ou devolver, o processo vai ser cada vez mais prático. Conforme os produtos e serviços forem chegando no mercado, nossa relação com o carro vai começar a se modificar. Essa mudança no comportamento assusta, sim, mas é sinal dos novos tempos, é preciso se acostumar com a nova realidade.
Mas será que essa tecnologia é segura?
No caso do carro autônomo, por exemplo, também existem riscos... Como são um conceito muito novo ainda, é inevitável imaginar se vai acontecer algum acidente quando eles estiverem nas ruas. Mas isso vai demorar um pouquinho pra ser totalmente espalhado, porque antes é preciso ter estrutura para tanto. Primeiro eles serão usados nos Estados Unidos, na Europa, depois em cidades mais planejadas, tipo Brasília. Outra vantagem desses carros, e até de carros que não são 100% autônomos, mas modernos, é a baliza automática. É só apertar um botão e pronto! Mesmo que seja necessário um motorista no volante, é só chegar na vaga, ficar emparelhado com o outro carro, apertar um botão e o carro já faz a baliza.
É impossível saber se daqui há 30 anos esse tipo de tecnologia será usual, talvez até antes disso... Mas algumas facilidades, como o exemplo da baliza, já estão ao nosso alcance. Claro que é provável que carros mais complexos, como os voadores demorarem um pouquinho mais que isso… Mas os drones já estão voando por aí pra cima e pra baixo mostrando pra gente que não estamos tão distantes assim do teletransporte, que seria o transporte ideal, pelo menos em Jornada das Estrelas, não é mesmo?
Para saber a resposta calcule, analise e compare!
Voltando um pouquinho para o presente, para tomar a melhor decisão é preciso cálculo, análise e autoconhecimento. Com todos os custos calculados, você pode comparar as opções que o mercado oferece (seja taxi, aluguel de carro, transporte coletivo, etc) e decidir qual aquela que melhor te atende. Assim você pode até concluir que ter um carro vale a pena pelo seu estilo de vida, ou que a melhor opção é mesmo andar por aí usando aplicativos... Qual dessas soluções atende o seu bolso e o seu estilo de vida da melhor forma possível?
Em alguns anos a situação pode até mudar, e outros serviços aparecerem por aí, mas por isso é importante refazer os cálculos e repensar suas decisões. Daqui há alguns anos, seu carro pode ter aumentado o custo de manutenção ou pode surgir um produto no mercado que te atenda muito melhor do que todas as opções anteriores. Por isso é importante acompanhar as notícias aqui do blog (estamos sempre atento às novidades), e consultar nossos simuladores. Assim você garante que, seja de carro ou de Uber, está tomando a decisão que tenha o melhor custo benefício e, é claro, mais te satisfaça.
Se você está em um relacionamento, é provável que enfrente problemas na hora de lidar com as finanças do casal, certo? Como é que vocês administram o dinheiro de vocês? Um sabe quanto o outro ganha? As contas são divididas igualmente no final do mês ou cada um paga a sua? Quem paga as despesas básicas de alimentação, faz as compras, paga conta de luz ou de água? O dinheiro pode estar se tornando um gatilho pra desavenças do casal e você pode nem saber disso ainda.
Você já deve saber que dinheiro é tabu em muitas casas... Discutir e abrir seus problemas ou desconhecimentos financeiros nem sempre é fácil. E, se as pessoas já se sentem inibidas de resolver suas questões financeiras individualmente, isso se potencializa em conjunto. Mesmo por que isso faz parte do relacionamento, não é verdade? Preferências, gostos, desconhecimentos, precisam ser abertamente discutidos, planos e objetivos tem que ser acertados.
Em várias consultorias que prestamos aqui no Educando seu Bolso fica claro que vários relacionamentos acabam por problemas relacionados às finanças do casal. Por isso é importante quebrar essas barreiras... É preciso estabelecer uma dinâmica recorrente, planejada pra estabelecer as finanças do casal como um assunto válido. É justo e é bom pro casal: falar sobre dinheiro com transparência valoriza o relacionamento. E mais importante: há maneiras de fazer isso sem colocar em risco a sua relação, sem brigas ou desentendimentos.
1. Conheça o histórico financeiro familiar do seu cônjuge
Não é incomum que as pessoas, em geral, repliquem o comportamento dos pais, inclusive quando o assunto é dinheiro. Isso pode acontecer porque existe uma admiração grande, os pais foram bem-sucedidos financeiramente estabelecendo um referencial positivo. Por outro lado, há casos em que se constrói um referencial negativo, em que os pais gerenciaram mal os recursos gerando traumas financeiros na família inteira. Mas, mesmo nesses casos, é possível "aprender com o sofrimento", ou seja, buscar um comportamento oposto ao dos pais devido à experiência traumática.
É importante, principalmente no início do relacionamento, entender como os pais do seu companheiro agem ou agiram financeiramente. Enquanto seu companheiro estiver relatando suas experiências, busque sentir não só objetivamente o que foram essas experiências, mas se preocupe com o tom com que ele fala sobre o assunto, se é positivo e orgulhoso, ou se é um tom negativo, com críticas mesmo que veladas. É possível perceber se aquelas experiências serão estabelecidas positiva ou negativamente, buscando um comportamento distinto ou igual para organizar as finanças do casal.
2. Seja transparente sobre suas experiências financeiras
Transparência é fundamental: se o casal não é sincero em relação a dinheiro, é impossível fazer planos em conjunto. Nesses casos, é preciso saber quanto o casal gasta e ganha junto, e até como esses gastos são distribuídos. Também é preciso saber quais são os gastos prioritários, necessários, e até quais são supérfluos. Só assim é possível saber se falta ou sobra no orçamento e, nesse último caso, como esse dinheiro será aplicado. E mais: em busca da construção de quais sonhos?
Se não existe abertura para que um mostre ao outro quanto ganha ou quanto gasta, é praticamente impossível discutir e planejar como serão as finanças do casal. Claro que existem exceções, quando o casal ganha tão bem ou tem um modo de vida tão simples que o dinheiro acabará sobrando. Esse, entretanto, não é o caso da maioria dos brasileiros.
Boa parte da população brasileira precisa viver com orçamento escasso e, consequentemente, sem muita sobra. Justamente nesses casos é fundamental levar ainda mais a sério a questão da transparência financeira e até do autoconhecimento. Entender como você gasta dinheiro, como toma suas decisões financeiras, é crucial para que seu cônjuge faça o mesmo: é preciso se conhecer e conhecê-lo no âmbito financeiro.
Uma dinâmica para ajudar a organizar as finanças do casal
Muitas vezes, em consultorias de casal, é usada uma dinâmica para verificar se o casal se conhece bem. É praticamente um jogo em que cada pessoa pega uma folha de papel e responde a meia dúzia de perguntas e deve adivinhar a resposta do outro. E acredite, não é incomum que haja um grau de erro grande nas respostas: você acha que conhece mas não conhece. As perguntas são bem interessantes: como seu parceiro gastaria cem mil reais se ganhasse na loteria hoje?
Pode ser que um responda que o outro gastaria uma parte para trocar de carro e o resto seria poupado. Mas, na verdade, a resposta certa seria comprar uma casa de praia. Essa dinâmica acaba por mostrar pontos em que o casal não está tão alinhado como poderia. Imagine, se não há uma concordância sobre os objetivos grandes (como trocar de carro ou comprar uma casa), pode ser que também haja uma discrepância em relação aos objetivos pequenos, como quais gastos diários são mais importantes. Por isso a transparência é importante: ela fará com que as duas pessoas tenham objetivos afinados.
3. Tenha independência dentro das finanças do casal
Hoje em dia não é incomum que as famílias se organizem de formas diferentes, principalmente em relação à vida financeira. Existem arranjos, por exemplo, em que uma pessoa ganha mais do que a outra e as duas, em comum acordo, decidem que um deles cuidará dos filhos enquanto o outro proverá a casa. Supondo que o casal gaste com babá, motorista, etc, e somando tudo, os custos de delegar a criação dos filhos seja praticamente o mesmo do salário de um deles. Nessa situação, pode ser melhor que alguém gerencie a casa e cuide das crianças ao invés de trabalhar fora. Mesmo assim, é preciso preservar também um certo grau de independência financeira dentro do casal.
Estar em um relacionamento pressupõe que exista a vida conjunta e, ao mesmo tempo, a vida dos cônjuges separadamente. Se existe um orçamento conjunto, é preciso que haja um orçamento individual, em que cada um tenha seus gastos sem precisar prestar conta de cada compra. Esse tipo de dependência financeira pode acabar minando o relacionamento...
Por outro lado, uma vez estabelecida a independência dentro do relacionamento, é preciso definir também quanto será destinado para orçamento individual de cada cônjuge. Esse orçamento será liberado para que cada pessoa gaste como quiser, mas se esse orçamento estourar, é preciso esperar até o próximo mês.
4. Divida os gastos proporcionalmente
Uma vez definido que deve existir independência financeira ainda é preciso decidir uma questão: como dividir os gastos em conjunto? Claro que dentro de um relacionamento, uma das pessoas ganhará mais do que a outra, mesmo que isso eventualmente mude. A saída, nesse caso, parece ser a mais simples e prática: quem ganha mais paga mais.
Dividir as contas meio a meio quando um ganha mais do que outro pode acabar desgastando a relação. O casal tem um padrão de vida que, se for dividir tudo meio a meio, vai acabar sobrecarregando uma das partes, e poderá gerar discussões pequenas que, ocasionalmente, reduzirão o padrão de vida dos dois.
5. Criem um caixa único
Uma dica que costuma funcionar bem é a contribuição para um caixa único. Se alguém ganha 10 mil reais e o outro ganha 5 mil reais, a primeira pessoa deverá contribuir com o dobro da segunda. Supondo que a contribuição seja de 50%, quem ganha mais acabará contribuindo com R$5.000,00, enquanto a que ganha menos contribuirá com R$2.500,00. Esse caixa único pode ser uma conta conjunta e é dela que serão retirados os recursos para pagar água, luz, internet, até a escola das crianças.
Se os dois definiram o caixa, os dois têm a senha da conta e sabem como anda a movimentação financeira. O restante pode ser investido em planos de médio prazo do casal, como investimentos, viagens, ou gastos individuais. Esse exemplo é genérico, mas é eficiente para lidar com diferenças salariais e exigir contribuições proporcionais às rendas.
Fazer uma conta conjunta não é indispensável, mas é útil, justamente dentro do contexto em que falar sobre dinheiro ainda é tabu. Criar uma conta conjunta pode ser uma forma de manter a transparência entre o casal, além de ser bastante prático.
6. Marquem uma data para falar sobre dinheiro
Outra dica importante é marcar uma data para falar sobre planejamento financeiro. Separem os gastos individuais do ano anterior, mostrem para o outro e, juntos, tracem as metas do ano presente. Assim fica muito mais fácil fazer um planejamento e até estimar quais serão os próximos gastos. Inclusive é possível evitar, em conjunto, gastos excessivos, como taxas extras de cartão de crédito. Daí há 3 meses, sentem-se novamente, analisem os gastos e façam a avaliação de como as coisas andaram. Se empresas divulgam os resultados trimestralmente pra fazer uma avaliação de como as coisas vão indo, por que o casal não pode fazer isso também?
Além disso, essas reuniões são úteis para evitar gastos domésticos desnecessários, e diminuir alguns, como a energia elétrica, por exemplo. Outra utilidade é a de alinhar planejamentos a longo prazo, como uma viagem no futuro ou até o financiamento de um imóvel.
Assim, dentro desse contexto, ficará claro como andam as finanças do casal e a conta conjunta será muito útil. Muitas vezes, os dois com acesso à conta, e as finanças do casal separadas, será mais fácil ver se a contribuição individual está condizente com os gastos. Nesse caso é possível reajustar os planos, cortar algum gasto supérfluo ou mesmo aumentar a contribuição.
Por outro lado, a conta conjunta também pode gerar riscos. Se um dos dois é empresário, por exemplo, e se houver uma ação trabalhista na justiça em que haja bloqueio da conta individual, até a conta que é conjunta será atingida. Se as contas fossem individuais, e a conta da pessoa física acionada na justiça for bloqueada, a conta da outra pessoa pode ser uma forma de manter os gastos domésticos protegidos. Mas é claro que essa também é uma situação específica, que deve ser analisada caso a caso.
Como ficam as finanças do casal com filhos?Se o casal tem filhos, a divisão de gastos também deve ser proporcional? Bom, os filhos são responsabilidade de ambos e, por isso, seus gastos também devem ser divididos. Inclusive, nas dicas anteriores, os custo de escola, curso de línguas e até do material escolar também devem ser considerados.
Por outro lado, gastos supérfluos servem para colocar em discussão o que é realmente necessário. Se todos concordam que escola ou médico são gastos necessários, também existem gastos que podem causar divergência no casal. A mãe pode, por exemplo, querer dar um presente, e o marido pode discordar disso (ou vice-versa), mas ela pode optar por esse gasto, sem que o dinheiro saia do caixa único.
Unir os recursos acaba evitando brigas pela falta da conversa, principalmente se o casal já costuma discutir assuntos financeiros. Fica mais fácil ver como o orçamento evolui e, consequentemente, é mais fácil estabelecer metas. Trazer os supérfluos pra discussão financeira pode ser muito construtivo, inclusive, no estabelecimento de prioridades sobre os gastos dos filhos.
E se algum dos dois está desempregado?
Infelizmente, o Brasil é um país que tem mais de doze milhões de desempregados. Em um casal, se um dos dois fica desempregado, é natural que o orçamento fique mais pesado pro outro. É claro que, pela natureza do relacionamento, a primeira e óbvia sugestão é a da solidariedade. Em um relacionamento é preciso que haja solidariedade na dor para que as finanças do casal não fiquem prejudicadas.
Por outro lado, existe um limite para tudo. Se chegou ao ponto em que uma das pessoas perdeu o emprego, mas não se esforça pra se reempregar, cuidado! A discussão não é mais só financeira, um dos cônjuges pode perder o respeito e admiração pelo outro como pessoa. E pode até se questionar: essa realmente é a pessoa com quem eu quero passar o resto da minha vida?
Se a questão não é mais se conseguiu ou não o emprego, mas se está se empenhando, talvez seja necessária terapia de casais e não terapia financeira. Mesmo nesses casos é importante lembrar que reservas pessoais podem ajudar muito, e é preciso sempre mantê-las em vista. Elas podem ajudar na divisão do orçamento familiar sem afetar a autoestima individual ou a dinâmica do casal.
Enquanto isso, a porcentagem de contribuição no caixa único pode ser reajustado. Aquele que continua com o orçamento estável pode passar a contribuir mais, mas mantendo o estimulo e valorização do outro. Dessa forma é possível reorganizar as finanças do casal, focando em transparência, companheirismo, compreensão e necessidades individuais, sem desgastar o relacionamento com brigas desnecessárias.
Não é incomum, hoje em dia, que smartphones nos ajudem a acompanhar nossos amigos, nos mantenham atualizados com as últimas notícias ou que até mesmo nos possibilitem pagar nossas contas sem sequer precisarmos ir ao banco. Estarmos sempre conectados parece vantajoso, mas quase sempre realizamos multitarefas: fazemos muitas coisas ao mesmo tempo sem percebermos. Somos bombardeados com muita informação o tempo todo, mas raramente dedicamos tempo suficiente digerir essa informação como deveríamos.
Você se identifica com essa situação? Afinal de contas, quando o assunto é finança você tem foco ou se perde no meio de tanta informação? Quando o assunto é dinheiro, tomar a decisão mais acertada até para economizar no dia a dia requer informação, mas só isso não é o suficiente: é preciso saber quais dessas informações realmente importam, e o que fazer com elas.
Mas como decidir com tanta informação?
Até agora, nenhuma novidade, se você está conectado, provavelmente já está sofrendo com essa avalanche de informação. Não faz muito tempo e sofríamos do oposto: o problema era a escassez de informações dificultando muito a tomar decisões. Era muito difícil justificar a decisão A ou B, ou contratar esse serviço e não aquele, mas essa situação mudou. Hoje temos informações demais, ao alcance de poucos cliques e a dificuldade passa a ser como trabalhar essa informação.
Parece impossível pensar em como vivemos tantos anos sem internet... É só a internet cair ou o celular ficar sem bateria para nos sentirmos impotentes, sem conseguir fazer nada, certo? Mas se estamos tão conectados, e existe tanta informação, por que as pessoas ainda tomam decisões financeiras inapropriadas? A resposta é muito simples: elas ainda não desenvolveram a capacidade de focar no que realmente interessa.
Foco e fonte são fundamentais para tomar decisões financeirasTodos sabemos que existe uma profusão de fontes de baixa credibilidade, então é fundamental selecionar bem quais informações te orientam. É muito importante que aqueles lugares (sejam sites, pessoas ou até mesmo robôs), que são seus provedores de informação, sejam independentes, ou seja, que sejam focados em fazer críticas positivas ou negativas sobre determinado aspecto financeiro, sem querer ficar te empurrando o produto A ou B.
Além disso, é preciso ter foco quando você recebe uma informação e está prestes a tomar uma decisão financeira importante. Essas decisões podem dilapidar seu patrimônio ou aumentá-lo, e por consequência, fazem com que você trabalhe mais ou menos.
Ou seja, decisões financeiras precipitadas tem o poder de sacrificar o seu recurso mais precioso - o seu tempo: se você subtrai os seus recursos financeiros significa que vai ter que esticar mais a sua jornada de trabalho. Se, por outro lado, coloca o dinheiro pra trabalhar pra você, pode ser que consiga se aposentar mais cedo.
Por isso é preciso desenvolver a capacidade de entender essas informações, analisá-las com o devido cuidado e focar realmente pra que seu tempo e sua decisão sejam os mais qualificados possível.
Se você está perdido no meio de tanta informação que recebe a todo instante, pode ficar tranquilo... Separamos 5 dicas fundamentais que evitarão que a tecnologia e o excesso de informação prejudiquem o seu bolso!
1 - Evite ser multitarefaRealizar mil tarefas ao mesmo tempo diminui muito nossa capacidade de concentração. Uma pesquisa recente desenvolvida por Baba Shiv e Alexander Fedorikhin
revela que pedir às pessoas que se lembrem de alguns dados enquanto realizam outras tarefas pode prejudicar no seu poder de tomada de decisão.
Na pesquisa, dois grupos diferentes (mas igualmente de dieta) deveriam escolher entre um pedaço de bolo de chocolate e salada. A um desses grupos foi solicitado que se lembrassem de uma série de números enquanto se decidiam entre o bolo e a salada, e o resultado foi esclarecedor: aquelas pessoas que deveriam guardar os números tornaram-se muito mais propensas a escolher uma fatia de bolo de chocolate do que a salada de frutas.
Mas o que essa informação significa? Basicamente, achamos que conseguimos fazer tudo ao mesmo tempo, mas não percebemos que essa "multitarefagem" prejudica nossa tomada de decisões. É grande a possibilidade de tomar a decisão errada na hora de escolher algum investimento, fazer um empréstimo ou até mesmo escolher um banco digital se estamos com meia dúzia de outros assuntos na cabeça. Somos distraídos o tempo todo com e-mails, textos, alertas, tirando nosso foco e afetando muito nossa produtividade.
Falando nisso, se você está em busca de dicas de lugares para investir seu dinheiro, não deixe de dar uma olhadinha no nosso simulador de investimento. Por lá você descobrirá a melhor opção atualizada segundo seu perfil, considerando quantia e prazo que investirá seu dinheiro.
2 - Escolha a hora certa do diaAcredite, o horário de tomar uma decisão faz muita diferença. Quando estamos com a mente tranquila, provavelmente a capacidade de analisar, entender e aprofundar assuntos relacionados com finanças está melhor.
Por outro lado, se você concentra na parte da manhã uma série das suas atividades, como levar as crianças na escola, planejar o seu dia, preparar um almoço ou responder seus e-mails que chegaram ontem, provavelmente você vai estar com mil preocupações e vai cair no problema que a primeira dica busca evitar: o da multitarefa.
Se você é uma pessoa mais diurna, mais focada quando acorda, pode ser melhor fazer seu controle financeiro de manhã. Em cinco minutos você pode colocar seus gastos no papel pra controlar melhor o dinheiro no fim do mês. Outras pessoas, porém, podem preferir se planejar financeiramente no final da tarde, quando os problemas do dia já foram resolvidos... O melhor momento pode variar, mas deve ser quando existe facilidade de focar, ou a capacidade intelectual de tomar decisões. Alguns estão mais dispostos no final da manhã, outros na parte da tarde. E você? Qual horário você se sente mais focado e acaba rendendo mais?
3 - Prefira informações mais importantes, e não mais disponíveis
Segundo Daniel Kahneman, prêmio nobel de economia e estudioso de economia comportamental (inclusive já falamos dele antes no efeito dotação na valorização do imóvel), concentrar-se nas informações mais disponíveis pode gerar um erro que ele chama de "o que você vê é tudo". De acordo com o estudioso, temos a tendência de supervalorizar o que vemos à primeira vista. Consequentemente, nos esquecemos de que existem informações que precisam de certa investigação e que podem até ser mais relevantes pra tomada de decisão do que aquelas que estão muito fácil às nossas mãos.
Quando falamos como funciona a fatura do cartão de crédito, vimos que quando se colocou o campo de pagamento mínimo logo no canto superior direito da fatura, muita gente confundiu este valor com o do pagamento total. Como é um valor mais baixo, o volume de pagamentos mínimos e entrada no rotativo do cartão de crédito aumentaram muito.
Por isso, cuidado!
Focar só no que está prontamente disponível, seja aquele e-mail com oferta de investimento ou aquela dica que apareceu no pop-up do celular, pode não ser suficiente para tomar a melhor decisão...
Quando o assunto é investimento, é comum que as pessoas foquem muito no curto prazo, por exemplo, quanto determinado fundo rendeu mês passado sendo que essa informação não é suficiente para escolher determinado fundo como seu investimento. Outras informações também são fundamentais para escolher onde investir seu dinheiro, como considerar melhor a composição da carteira daquele fundo, ou seja, onde ele aplica o dinheiro, além da volatilidade desse fundo, ou a chance que ele tem de perder dinheiro, ou mesmo render zero no mês que vem independente do que rendeu no mês passado.
Por isso é tão importante evitar esse viés de a informação mais fácil também é a mais importante. Nesse ponto é preciso voltar na dica anterior, quais são as fontes de informação que você anda consultando? Quem é que te orienta quando você vai tomar uma decisão financeira? Geralmente são essas fontes críveis que conseguirão indicar o que deve ser considerado antes de tomar uma decisão financeira.
4 - Foque na grande figuraConsiderar a grande figura é como estarmos tão imersos em uma floresta que só enxergamos a árvore em frente. Nesse caso, só enxergamos o contexto inteiro quando ganhamos distância. Algumas obras de arte, por exemplo, só podem ser vistas completamente de longe…
Focar só no curto prazo costuma ser uma tendência forte na hora de fazer investimentos e planejamentos. Inclusive, as poucas pessoas que se planejam costumam focar no mês presente, no próximo, mas e daqui há cinco anos? Imagine que você queira fazer uma casa gigantesca, porque tem 3 filhos e as crianças precisam de espaço pra brincar. Mas o que acontece daqui há cinco anos? Quando as crianças crescerem e saírem de casa, ficará essa casa enorme pra você e sua esposa ou marido? Imagine o trabalho que será tomar conta disso tudo, quando seria melhor alguma casa menor, ou mais prática...
Ter noção temporal é muito importante para se planejar bem no médio e longo prazo. Nesse casos, é preciso reconhecer o lado bom da tecnologia: aplicativos ou softwares de controle financeiro são muito úteis. Saber o histórico de gastos mapeados é fundamental para compor bem o conjunto da obra financeira possuída.
Por isso é importante ter ferramentas que nos auxiliem no distanciamento do quadro... É preciso ver todo o contexto ou ficaremos sempre presos no curto prazo. A decisão de hoje, a notícia de ontem, já reparou como o jornal está sempre cheio de notícias que exageram no otimismo e no pessimismo? Informações sensacionalistas acabam levando ao chamado efeito manada, muito comum na bolsa de valores, por exemplo, em que ciclos de bolsas são acentuados em função desse "curto prazismo". Provavelmente a realidade não será nem um cenário nem o outro e quando conseguirmos enxergar mais a médio prazo, perceberemos que fomos otimistas ou pessimistas demais.
5 - Fique longe do telefone
Uma pesquisa mostra que, em média, verificamos o celular 47 vezes por dia. Pode parecer muito pra uns, pode parecer pouco pra outros, mas às vezes é preciso evitar o uso dos smartphones. É muito comum pessoas deixarem aplicativos de mensagem abertos no computador enquanto trabalham e, infelizmente, certos problemas tem que receber dedicação por uma ou duas horas ininterruptas, ou perdemos muito tempo para retomá-los.
Claro que isso depende de cada pessoa e se essa pessoa consegue ou não manter o foco... Inclusive, pode ser que, no futuro, durante uma reunião, você precise deixar seu telefone em uma estação de carregamento ou com a recepcionista, dessa forma poderia-se receber chamadas urgentes sem interrompem inutilmente a reunião.
E ainda tem mais...
É claro que, além desse efeito oculto que a tecnologia causa no nosso bolso, precisamos considerar também o efeito negativo direto que aparelhos tecnológicos, como o celular, causam no bolso: o da troca frequente. Se uma pessoa passar a trocar de celular a cada três anos, ao invés de fazer isso todo ano, e investir o dinheiro que gastaria a mais ( supondo que seja cerca de R$300,00 por mês aplicado a 0,8% ao mês), ao final de 9 anos teria o celular moderno e mais R$36 mil reais na conta.
Por isso é preciso ter muito cuidado na hora de decidir como organizar sua vida financeira. Tanto a tecnologia quando as informações que ela traz podem ser ótimas aliadas na nossa vida financeira! Desde que usadas com sabedoria, é claro...
Aos poucos, e com juros menores, o mercado de imóveis se recupera lentamente da recessão ao longo do ano, junto da economia. Mas, muitos proprietários ainda se recusam a encarar a realidade do mercado, preferindo deixar casas e apartamento à venda por mais tempo, meses ou anos, por um preço irreal. E isso tem uma explicação: é o tal do efeito dotação. Você sabe o que é isso? E quanto acha que vale o seu imóvel?
Efeito dotaçãoO efeito dotação é um apego, uma relação emocional que as pessoas desenvolvem com bens e ativos. Aquele carro que você tem desde quando tirou a carteira de motorista pela primeira vez, o qual você é apegado e não quer vender. Ou um apartamento no qual foi feita uma reforma enorme, mas só você dá valor, e provavelmente o futuro comprador não dará. Portanto, é uma relação emocional com um bem o qual se deveria estabelecer apenas um valor financeiro. Ou seja, que pode ser trocado por outro ativo.
Enquanto esse bem é seu, e você não quer se desfazer dele, tudo bem, é ótimo ter essa relação e boas memórias. Mas, quando você quer colocar o imóvel no mercado, e vender ou alugá-lo, a dotação é um empecilho, que acaba travando todo o processo. Isso porque o vendedor acha que o imóvel vale mais do que deveria, enxergando valor onde o comprador não irá enxergar.
Tem gente que prefere deixar o imóvel fechado, com uma plaquinha de "vende-se" ou "aluga-se", e acaba perdendo dinheiro. Isso porque o imóvel fechado poderia estar rendendo ao dono, por meio de um aluguel, por exemplo. Assim, as pessoas acabam optando por não abrir mão de uma parcela do valor, não negociando e deixam de aplicar o que foi adquirido. Assim, acaba caindo no esquecimento o valor do dinheiro ao longo do tempo.
A dotação na práticaFoi realizado pelo economista Jack Knetsch um experimento muito interessante sobre o efeito dotação, que é muito comum no meio da economia comportamental. No experimento, um grande grupo de pessoas foi dividido em três pequenos grupos, onde cada um ganharia um objeto da seguinte maneira:
1º grupo: integrantes receberam um chocolate
2º grupo: integrantes receberam uma caneca
3º grupo: cada integrante escolheu o que receberia
Com base nas escolhas do 3º grupo, descobriu-se que o objeto preferido pela maioria das pessoas era a caneca. Foi dada então a chance de os dois primeiros grupos trocarem seu objeto, onde foi possível observar que quase ninguém efetuava a troca. Isso porque ambos os grupos já haviam criado um apego com seus item. Portanto, essa relação emocional não permite a troca.
O desconto pode dar retornoCaso um desconto fosse concedido, por exemplo, mais rápido o vendedor conseguiria o dinheiro, e poderia investi-lo. Assim, aplicando esse dinheiro, se obteria uma quantia igual ou maior que aquela esperada após 4 ou 5 anos esperando a venda. É muito comum vermos isso acontecer em termos nominais, como é conhecido. Onde uma pessoa que está vendendo um apartamento por R$ 300.000,00, e não diminui esse valor a nenhum custo, leva anos para vendê-lo. Muito devido a fase pela qual estamos passando, onde os imóveis não se valorizam, ou até mesmo chegam a se desvalorizar, dependendo da região.
Simplesmente por não querer abrir mão de 20 ou 30 mil reais em um desconto, a venda é atrasada em 3 ou 4 anos. Nesse tempo, o vendedor perde 3x a taxa de juros anual, que, como já dito em nosso post do Tesouro Direto, pode chegar à 10% ao ano em um título prefixado, por exemplo. Logo, a grosso modo, o dono do imóvel pode perder 30% de 270 ou 280 mil reais por não vendê-lo mais rápido, em troca de uma baixa no valor.
Por mais estranha que pareça essa conta, ela tem se tornado cada vez mais comum. O mercado continua parado há uns 3 anos praticamente, e quem anunciou imóveis em 2015 ainda estão com eles a venda. Atualmente existe uma grande quantidade de plataformas online, como Netimóveis, QuintoAndar e Moving, por exemplo. Através delas é ainda mais fácil acompanhar quanto tempo, em média, os imóveis demoram para ser vendidos. É possível também fazer um tour online, onde, pela busca de preço, é possível perceber como houve uma queda na movimentação do setor imobiliário.
Enfim...Tudo isso para exemplificar como esse apego ao valor nominal, e a ideia de não ter um prejuízo, de fato causou um efeito contrário ao vendedor. Houve o prejuízo, e justamente por não oferecer um desconto que adiantaria a venda, permitindo investir o valor adquirido.
"Inflacionar" o valor do imóvelHá também quem aumente o valor do imóvel, já esperando uma pechincha do comprador, fazendo com o que preço chegue a quantia realmente esperada para a venda. Por exemplo, uma casa que seria vendida por 300 mil, é posta à venda por 330 mil, já esperando que o cliente solicite um desconto. Assim, o valor final é o esperando pelo vendedor, e o comprador fica satisfeito por ter conseguido uma redução. Isso também pode acontecer com carros e outros produtos, mas será que essa "inflacionada" na mercadoria vale a pena?
Essas táticas de negociação dependem da cultura de cada lugar. Algumas vezes é válido ter um sobrepreço, e essa "gordurinha" serve como margem na negociação. Porém, é necessário olhar para o futuro. Em 2019 espera-se uma pequena retomada no setor imobiliário, mas nada parecido com o "boom" que ocorreu entre 2005 e 2013. Nessa época os imóveis multiplicaram seus preços, então era possível sair ganhando em quase qualquer negócio. Era possível, por exemplo, comprar um imóvel na planta e repassá-lo antes mesmo de estar finalizada a obra, com sobrepreço. Mas, tudo isso foi fruto de uma conjunção de fatores, e que é bem difícil que ocorra novamente.
A relação do valor de venda do imóvel e da renda do brasileiro, ainda é uma relação onde as coisas estão caras. São muitos os problemas, como desemprego, subempregos, dívidas e outros. Ou seja, hoje não é barato para o brasileiro conseguir financiar ou arcar com o custo de uma casa própria. Então é difícil esperar que ocorra uma valorização enorme novamente.
A perda e o desesperoOutro conceito a que devemos nos atentar é a "aversão à perda", que é basicamente a tendência dos indivíduos a serem mais afetados pelas perdas do que os ganhos. Isso pode ser observado quando encontramos uma nota de 100, e quando perdemos essa mesma quantia. O sentimento de perda é bem maior, e ficamos o "remoendo" por mais tempo.
Por outro lado, há quem venda um imóvel por um preço muito abaixo do que deveria. Seja devido à uma mudança repentina de cidade, desespero ou necessidade financeira, por exemplo. E pode acontecer, inclusive, com quem nega descontos e fica adiando a venda por anos. Uma hora pode surgir uma necessidade, e o dono do imóvel se vê obrigado a deixar o preço bem mais baixo do que antes. O negócio, então, haverá de ser feito, sem limites para um apego excessivo que prorrogue ainda mais a espera.
Para quem está no mercado imobiliário, é bom se atentar a esses conceitos. Será que você está focando na parte errada, e abrindo mão de uma boa aplicação financeira? O mesmo vale para quem investe no setor imobiliário, pois esse setor já rendeu no passado, mas não há prévia para que volte a valer a pena, visto por um olhar macroeconômico. Portanto, um ponto que precisa ser observado quando se pensa no investimento em imóveis é a falta de liquidez. Ou seja, é preciso ficar atento à dificuldade e o tempo para transformar esse bem em um ativo.
A cada dia estamos mais próximos de abandonarmos nossos cartões de créditos. Mas fique calmo, você não vai ter que sair por aí com uma bolsa cheia de notas e moedas. A solução da vez são os pagamentos digitais. QR Code, NFC e outras tecnologias estão chegando com tudo, e você vai precisar somente de seu smartphone. Isso mesmo! O seu celular está ganhando ainda mais funções, que podem trazer ainda mais praticidade para sua vida.
Seja através da câmera, ou simplesmente por aproximação, os pagamentos e transferências já podem ser efetuados sem a necessidade de um cartão. Além disso, não há mais necessidade de ficar entrando sempre na sua conta, digitando sua senha e etc. E isso não se limita somente a pagamentos. Também é possível fazer cobranças se utilizando dessas tecnologias. Basta gerar um código, e enviar ao pagador. Pronto! Você recebe o dinheiro instantaneamente em sua conta, sem a cobrança de quaisquer taxas.
O futuro está aí, e devemos nos adaptar aos novos modos de pagar as contas. Em 2017, na China, por exemplo, mais de 60% das compras foram pagas digitalmente. Nas grandes cidades do país, garçons costumam utilizar os Códigos QR nos aventais. Assim, é mais fácil e prático receber gorjetas, tanto para o garçom, quanto para o cliente. O mesmo acontece com os artistas de rua, que recebem transferência digitais no lugar de moedas.
É muito importante estar por dentro dessas novidades para não perder nada. Nesse post você vai conhecer mais sobre QR Code, NFC e aprender a utilizá-los para pagamentos e cobranças. Então prepare seu celular, e venha descobrir na prática como tudo isso funciona!
Você sabe como ler a fatura do seu cartão de crédito? Conhecer tudo que está representado nela é fundamental para melhorar seu controle financeiro. Data de vencimento, limites, valor total, valor mínimo e pagamento parcelado. Esses são alguns exemplos dos vários campos que, se passam despercebidos, podem trazer sérios problemas. Entender bem todas essas informações evita dores de cabeça, como a cobrança juros altíssimos e outras taxas.
Todos esses dados estão presentes na sua fatura, mas, muitas vezes, de forma complexa e de difícil entendimento. Assim, fica fácil se confundir com os até 59 campos que estão distribuídos por toda a folha.
No entanto, isso não é tudo! Para muitos famílias brasileiras além de interpretar todos os dados referentes à fatura de um cartão, que deveria ser de uso individual, há um segundo desafio: o compartilhamento de cartões. Ocorre no país o uso dos cartões de forma comunitária. Isso é feito com intuito de subsidiar os gastos de uma família ou comunidade. Assim, o foco do uso dos cartões passa a não mais ser a titularidade, mas a data do vencimento. Portanto, além das diversas faturas, esses cidadãos precisam fazer um malabarismo para administrar os riscos da inadimplência.
Para te ajudar, nesse post explicaremos os mais importantes itens de sua fatura, a funcionalidade de cada um e como interpretá-los. Além disso, você entenderá porque é tão crucial que seja feita uma "revisão" da sua fatura, evitando assim cobranças indevidas e gastos desnecessários. Mas, não desanime, e nem pense em deixar o controle de lado. Pegue sua fatura e vamos lá!
O caso de uma família brasileira e seu malabarismo com as faturasUma antropóloga, pesquisadora da UFRJ, relatou um caso que se passou na Favela da Maré, RJ. Através desse relato fica clara a dificuldade de administrar as faturas de cartão. Eugênia Motta, diretora do Instituto de Economia Real, realiza projetos no local há cerca de 15 anos. Segundo ela, durante uma pesquisa, presenciou três pessoas sentadas à mesa, as quais ela deu nomes fictícios.
Luna, Lina e Leno compartilham de seus três cartões entre si. Eles não utilizam esses cartões com base na titularidade, mas sim com foco na data de vencimento. Ou seja, fazem essa utilização de forma indistinta, dificultando, e muito, o controle. O cartão escolhido para uma compra é aquele com o vencimento mais distante, ou seja, sempre tentando empurrar o pagamento.
Isso já parece uma grande quebra de paradigma, pois acreditávamos que, no máximo, uma pessoa poderia pedir o cartão emprestado. Mas, de acordo com a pesquisadora, haviam ainda outras despesas nas faturas dos três. Lá estava presente o parcelamento da TV de um amigo, que se encontrava negativado, e pediu para utilizar o cartão, por exemplo.
E ainda tem mais...Além disso tudo, que já aparenta ser um grande problema, um dos três amigos é dono de um bar, tal qual as compras de estoque eram feitas também em um dos cartões. E, por fim, havia um empréstimo feito por um deles a um terceiro. O pagamento dessa dívida estava sendo feito via compras através de seu cartão de crédito, como em um processo de amortização. Enfim, uma das faturas não poderia ser paga, devido à falta de dinheiro. E, como uma das faturas teria de ser sacrificada, foi escolhida aquela a qual o dono seria menos afetado por ter seu nome sujo. A pessoa com o nome preservado foi a que mais dependia de seu nome para o trabalho.
Afinal, o que pode ser aproveitado desse relato para que não tenhamos ainda mais complicações? Se já é difícil entender uma fatura, além de cada um de seus possíveis 59 campos, imagine compartilhando cartões. O controle, a fim de não cair em dívidas, deverá ser ainda mais rigoroso. Mas isso não garante imunidade ao risco de cair em uma bola de neve de juros, que pode continuar crescendo por muito tempo.
Portanto, conhecer bem sua fatura do cartão de crédito, assim como os limites e prazos de pagamento é fundamental para ter uma vida financeira saudável. E é isso que nós vamos te ajudar a fazer nos tópicos a seguir. Abordaremos cada uma das partes que compõe a fatura do cartão e buscaremos esclarecer o significado dos vários números e termos técnicos que acabam mais confundindo que ajudando o consumidor. Mas não se assuste com todos esses "palavrões financeiros"! Alguns minutos gastos para entender bem todas essas letrinhas miúdas te ajudarão a evitar muitos gastos e dívidas.
Pegou a fatura? Vamos começar!
Interpretando a fatura do cartãoFonte: Banco Central do Brasil
1- Informações geraisEm primeiro lugar, na parte superior da fatura, aparecem as informações gerais. Nome, endereço, banco, administradora e bandeira do cartão estarão sempre no topo. Logo de cara, no canto superior direito, também é possível encontrar uma das mais importantes datas da vida do brasileiro, o vencimento da fatura do cartão de crédito.
Existem vários mecanismos para que a gente não se esqueça de pagá-la na data do vencimento, como o débito automático, por exemplo.
Recomendamos que você utilize o débito automático para que não haja risco da fatura passar em branco.
Se a fatura vencer sem que antes você tenha efetuado o pagamento, o banco pode te cobrar juros, o que pode sair caro. Caso não tenha o dinheiro, cair no cheque especial é uma opção "menos pior". Mas, é lógico que o melhor a se fazer é ter controle, para não chegar a nenhuma dessas situações.
Não faltam estratégias para que essa data não caia no esquecimento. Além da dica acima, também é possível solicitar avisos que chegam através de mensagens ou emails. Eles te notificam do mesmo modo que os grupos de WhatsApp, por exemplo.
2- Valores total e mínimoNo topo também encontramos o valor total e mínimo, que podem causar uma certa confusão para o dono da fatura. São muitos os casos onde as pessoas não conseguem identificar claramente qual é o valor total da fatura, confundindo-o com o pagamento mínimo ou outros valores.
Então vamos entender bem a diferença entre eles.
O valor mínimo foi uma figura instituída no passado, de um montante mínimo, o qual o brasileiro não poderia deixar de pagar sob hipótese alguma.
Esse valor, que antes era fixado em 15% do total em todas as faturas, se tornou diferente em cada banco, já que agora eles podem estabelecer suas porcentagens mínimas livremente. Dessa nova regra se originaram alguns problemas, tornando-se uma das maiores confusões na hora do pagamento da fatura. Com isso, muitas pessoas recebiam, por exemplo, uma fatura no valor de 1000 reais, e só efetuavam o pagamento de 150 reais, que é o valor mínimo obrigatório, equivalente à 15%.
Nos casos onde o consumidor efetua pagamento de somente 15% da fatura, o que acontece com os 850 reais restantes? Esse valor também terá de ser pago. Ele fica no rotativo por trinta dias, caindo depois na linha migrada ou mandatória.
Linha migrada ou mandatória? O que é isso?Há pouco tempo, em 2017, o Banco Central efetuou uma reforma a fim de reduzir os juros cobrados sobre o atraso no pagamento da fatura. Os bancos agora são obrigados a transferirem a dívida dos inadimplentes do rotativo do cartão (que tem juros muito altos) para uma modalidade mais barata. Isso, para aquelas pessoas que já estão no rotativo há mais de trinta dias.
Essa linha migrada é um tipo de crédito parcelado. No entanto, muita gente não consegue entender que esse valor saiu da fatura e foi para outro lugar. Então, acreditam que esse valor já foi pago, quando, na verdade, ele está em uma parte diferente do extrato.
É aí que mora o perigo!
A dívida acaba caindo no esquecimento, e a falta de um pagamento integral acaba gerando mais confusão. Logo, entra em cena uma série de juros astronômicos. Assim, o limite é impactado, as taxas são maiores e fica ainda mais difícil ter controle da situação. Portanto, a recomendação geral continua sendo evitar o pagamento mínimo ou fora da validade. O juros, ainda que um pouco mais baixos, não são nada convidativos.
Para entender um pouco mais sobre o valor mínimo, e por que evitá-lo, acesse o link e ouça o podcast.
3- Detalhamento das taxasO detalhamento das taxas de juros e encargos é a parte da fatura mais difícil de compreender.
A possibilidade de pagar apenas uma parte da dívida, que muitas vezes leva as pessoas a entrarem no crédito rotativo trouxe vários problemas de endividamento.
Por isso, foi necessária a inserção de uma tabela de encargos financeiros em todas as faturas. Dentro desses encargos podem constar juros do crédito rotativo, juros de mora e outras multas, referentes a atrasos e parcelamentos. Essas taxas podem aparecer seguidas das siglas "am" e "aa", que significam, respectivamente, "ao mês" e "ao ano".
Esses juros representam números astronômicos, de difícil entendimento ao cidadão comum. A figura dos juros, por si só, não é bem compreendida pelo brasileiro.
Não há limite máximo para a taxa de juros cobrada pela instituição, logo, essas taxas são livremente tratadas entre a instituição financeira e o cliente.
Vamos então entender cada um desses juros para o próximo mês, que estão representados no nosso exemplo.
Crédito RotativoCaso seja feito o pagamento de apenas o valor mínimo da fatura, o cliente passa a ser financiado por uma operação de crédito, o famoso "crédito rotativo".
Crédito rotativo é uma modalidade de crédito para financiamento da fatura, onde o titular se sujeita ao pagamento de juros e encargos mais altos. Só é possível ficar nessa modalidade por no máximo 30 dias. Em caso de inadimplência, quando o cliente não efetua o pagamento depois desse prazo, ele estará sujeito à cobrança de juros remuneratórios. Ou seja, juros que são cobrados sobre cada dia após vencimento da parcela. Na imagem essa modalidade apresenta juros de 9,59% ao mês.
ParcelamentosOutra solução com taxas mais acessíveis que o rotativo é o parcelamento automático. Nela, após passados os 30 dias do não pagamento integral da fatura, a dívida é dividida automaticamente pelo banco em várias em parcelas, que são cobradas nas próximas faturas. Também é possível que o cliente opte pelo parcelamento da fatura antes de seu vencimento. Assim, é possível evitar que se caia no rotativo. O pagamento ocorre da mesma forma, através das próximas faturas. No exemplo da imagem, ambas as opções apresentam juros de 7,47% ao mês.
SaquesA incidência de juros sobre o saque, que no nosso exemplo equivale à 16,59% a.m., acontece quando, mesmo sem dinheiro na conta, o dinheiro é sacado utilizando-se o limite do cartão. Esse tipo de operação é considerado um empréstimo. Como essa dívida só poderá ser quitada com a chegada da próxima fatura, os juros serão obrigatoriamente acumulados até lá.
Compras parceladas com jurosAs compras parceladas com juros representam compras as quais o cliente paga pelo parcelamento. Esse valor adicional representa os encargos originados pelo financiamento. Com isso, o CET da compra será modificado. O CET (custo efetivo total) é nada mais nada menos que o valor de um produto, acrescido de seus encargos, tributos, taxas e outras despesas. Logo, o preço ao final do pagamento será maior que aquele cobrado pelo produto, se pago a vista, por exemplo. Na imagem os juros para compras parceladas é de 1,99% ao mês.
4- Detalhamento da faturaPara saber detalhadamente o quanto, quando e aonde você gastou basta procurar por uma coluna com diversos dados, é ali que está disposto todo o grosso da fatura. Nessa coluna vertical é possível encontrar dados referentes a todas as compras que estão sendo cobradas. Valor, dia, hora e nome do estabelecimento onde foi efetuada a compra podem ser identificados nessa parte. Vez ou outra pode ser que a razão social do estabelecimento apareça no lugar do nome fantasia, causando certa confusão.
Para ajudar na hora da revisão da fatura, é importante tomar nota de tudo aquilo que foi gasto durante o mês.
Outra dica é guardar todos os comprovantes, sejam eles os físicos (impressos) ou digitais (mensagens e emails). Assim, também se evita a surpresa com valores não esperados no momento do pagamento.
Lembrando que é crucial fazer essa conferência da fatura, observando cada uma das transações listadas. Isso para evitar cobranças indevidas, no famoso modelo "se colar, colou", que muitas vezes passam despercebidas. Pode parecer estranho, mas não são raros os casos em que isso acontece. Às vezes são cobrados valores menores, 15 ou 20 reais de algo que você não adquiriu, que passam em branco na hora do pagamento. Basta procurar em sites, como o Reclame Aqui, para encontrar centenas de reclamações onde são inseridos itens inapropriados nas faturas. Portanto, não se iluda, e confira sua fatura nos mínimos detalhes, para não correr o risco de tomar calote.
E as compras parceladas?As compras parceladas, geralmente, também aparecem nessa mesma coluna de detalhamento. Além de informações sobre lugar, data e valor, nesse caso também é apresentada em qual parcela do pagamento você se encontra. Duas de três, 2/3, ou três de três, 3/3, são maneiras como podem ser representadas quantas parcelas já foram pagas e quantas faltam para serem quitadas. Isso levando em consideração uma compra dividida em três vezes no cartão, por exemplo.
Um outro campo que estará destacado na fatura é o "limite total", que representa o quanto você pode gastar mensalmente no cartão. No entanto, caso você tenha ainda uma parcela "pendurada", esperando para ser paga, ela afetará esse campo. Logo, será reduzido no limite do próximo mês o valor daquela parcela com a qual você se comprometeu. Por exemplo, se o seu limite é de R$1.000,00, e você fez uma compra parcelada de 3 vezes no valor de R$100,00 cada parcela, e já quitou duas delas, no mês seguinte o seu limite é de R$900,00. Ou seja, seu limite total menos o valor da parcela restante.
Caso haja a necessidade de efetuar uma compra que exceda o valor do limite, reduzido pelo parcelamento das compras, é possível adiantar alguns pagamentos. Assim, essas parcelas são "desafogadas", abrindo mais espaço no crédito.
Você sabia que existem vantagens ao fazer a compra parcelada? Acesse o link, ouça o podcast e entenda!
5- Contato da instituiçãoPor último, mas não menos importante, existe o espaço reservado às informações para entrar em contato com a instituição financeira. Por meio do site ou número do SAC, esses dados permitem que o consumidor entre em contato com a instituição. Seja para sanar dúvidas ou fazer quaisquer reclamações. Para isso é necessário ter paciência, já que serão solicitadas muitas informações.
Existe também a chance da ligação ou do sistema caírem, e o processo ter que ser recomeçado do zero. Felizmente isso tem mudado aos poucos, e alguns serviços costumam retornar ao consumidor. Isso faz com que não haja a necessidade de repetir todos os passos.
Apesar de ser desagradável ficar escolhendo opções em um menu numérico e da linguagem dos atendentes ser muito técnica, de difícil entendimento, não desista!
Não deixe nenhuma dúvida passar em branco. Entre em contato com o banco!
Ufa! Quanto "financiês"...Interpretar a fatura do cartão realmente não é uma tarefa fácil, mas é fundamental para manter as finanças organizadas e equilibras. Vamos então relembrar algumas dicas que podem facilitar e muito a vida na hora de pagar a fatura:
Vale ressaltar que os campos acima citados não são padronizados, podendo mudar, inclusive, de estado para estado. Se, por exemplo, a justiça impõe no Rio de Janeiro a necessidade de um dado, e no Maranhão de outro, haverá diferença nas faturas dessas regiões.
Por fim, ouça o podcast e se você tiver alguma dúvida sobre a fatura mande aqui pra gente!
Você se considera uma pessoa "gente boa"? Saiba que isso pode trazer problemas para seu controle de gastos! Uma pesquisa realizada por dois economistas (Sandra Matz e Joe Gladstone), nos EUA e na Inglaterra, constatou que pessoas mais agradáveis tendem a ter um futuro financeiro conturbado. A provocação feita pela pesquisa bate novamente na tecla do comportamento. As finanças pessoais são afetadas por quase tudo que você faz na sua vida e seu comportamento é a espinha dorsal disso.
Seria essa uma releitura da história do cara bonzinho que não consegue emplacar suas paqueras, porque as mulheres supostamente preferem os cafajestes? Será que você é "bonzinho" a ponto de tomar prejuízo? Isso têm influenciado sua vida financeira? O melhor então é ser grosso(a)? Durante minha conversa com o Pedro Vieira, da Rádio Inconfidência, nós discutimos todos esses pontos.
Pessoas que são agradáveis são mais queridas, fazem amigos com mais facilidade e consequentemente têm uma vida social mais intensa. No entanto, essa necessidade de ser legal ou bem aceito por todos seu entorno pode fazer com que você tome decisões que prejudicam a sua saúde financeira. O estudo chama a atenção para esse delicado limite entre ser gente boa e ser descuidado com o controle de gastos.
Você verá que a fórmula para uma vida financeira equilibrada está muito mais ligada ao autoconhecimento do que a uma frieza ou rispidez no trato com as pessoas.
A pesquisaO estudo foi realizado on-line com mais de 3 milhões de pessoas. Além disso, 5 mil participantes foram acompanhados durante 25 anos, dos 16/17 anos até a meia idade. Esses dados foram cruzados ainda com informações financeiras fornecidas por mais de 500 clientes bancários.
Para definir se uma pessoa seria classificada como agradável ou não, os participantes responderam algumas perguntas. Como por exemplo: "eu me vejo como alguém que perdoa facilmente?", "eu sou alguém rude?" ou "eu me vejo como alguém que é gentil com os outros?"
Como resultado, as pessoas que se definiram muitas vezes com "agradáveis" foram aquelas que geralmente apresentaram uma poupança menor, menos controle de gastos, ou uma pontuação pior no ranking médio de crédito. Esse último corresponde ao score de crédito que classifica as pessoas de acordo com a força financeira e com a chance que elas têm de não conseguir pagar as suas contas.
Como o comportamento dos "gente boa" afeta o controle de gastos?O resultado da pesquisa tem muito a ver com a questão de não saber falar "não". Normalmente, pessoas agradáveis tendem mais a servir de fiador. O que é um risco, já que as torna mais propensas a arcar com dívidas alheias. Além disso, esse grupo tende a emprestar mais dinheiro para amigos e parentes. O que também pode ser prejudicial às finanças, principalmente se associado à dificuldade de cobrar o pagamento de entes queridos. Outro ponto é a falta de persuasão na hora de negociar um preço ou um aumento de salário.
Essa atitude não confrontativa, quando combinada com reflexões do tipo: "o que vão pensar de mim?" podem prejudicar ainda mais o controle de gastos. Por exemplo, se todo mundo vai para balada, mesmo estando com as finanças apertadas, algumas pessoas vão (quase que num ato de auto boicote). Elas, muitas vezes, têm receio de falar que não vão, porque: "o que vão pensar de mim?".
Infelizmente a opinião de terceiros muitas vezes é supervalorizada e nos faz tomar atitudes que passam na frente da nossa própria saúde financeira. Esse tipo de comportamento precisa ser trabalhado, para que, tanto a vida financeira, quanto a vida social, sejam conduzidas com equilíbrio.
Em outro post já demos 20 dicas para sua saúde financeira, clique e confira!
O relato da CássiaDurante minha conversa com o Pedro, a ouvinte Cássia nos contou que já passou por varias situações parecidas com as que acabamos de listar e comentou: "só depois que eu procurei um psicólogo é que eu melhorei. Eu aprendi a falar não."
Primeiramente, parabéns Cássia! Para muitas pessoas aprender a falar "não" não é uma tarefa fácil. Mas é preciso desenvolver essa habilidade para manter a vida equilibrada.
A atitude de reconhecer a necessidade e buscar ajuda é louvável e é fundamental para evoluir. Esse auxílio pode vir de um psicólogo, um parente, algum confidente ou um grande amigo. O importante é ter abertura para se autoconhecer e ter disposição para mudar.
Ser rude é o caminho para ter as finanças pessoais controladas?Definitivamente não! Ser agradável não é um problema. Na medida certa é, inclusive, uma virtude. Além do mais, ser rude não garante o fim dos problemas financeiros. No entanto, a pesquisa serve de alerta. Todo mundo quer ser amado, mas é preciso ter cuidado para não colocar a vida financeira em risco.
A ouvinte Silvana Abreu, que acompanhou o programa, resumiu bem essa questão: "pode ser bonzinho, mas não pode ser bobo". Ou seja, não é preciso (nem recomendável) ser desagradável com as pessoas. Mas o limite da gentileza é o ponto onde você começa a se prejudicar e a perder o controle de gastos.
Portanto, é preciso definir bem essa linha, que pode ser bastante sutil. Para isso, é preciso se autoconhecer, entender o seu comportamento e as suas finanças.
Em um outro podcast comentamos como empresas ajudam os funcionários com o controle de gastos, afim de obter melhores resultados, confira!
Nem levar vantagem em tudo, nem ficar na desvantagem: equilibrando a balançaNão ser "bobo" também não significa querer levar vantagem em tudo. Por exemplo, se você fez uma compra e vai pagar à vista, é bastante comum pedir um desconto. Se a loja realmente conceder esse desconto, não tem porque continuar pedindo mais e mais benefícios, como um desconto maior ou brindes. Não é razoável querer pagar um preço menor do que o valor justo da mercadoria. É preciso pensar também pelo lado do lojista. Ele tem diversos custos para arcar, como o pagamento dos funcionários, estrutura da loja e o próprio lucro.
Por outro lado, não querer levar vantagem sobre tudo também não significa deixar que os outros se aproveitem de você, ou da sua boa vontade. A pesquisa aponta exemplos de pessoas "agradáveis", que num período de 25 anos não conseguiram fazer um controle de gastos adequado e equilibrar as finanças pessoais. A meia-idade é um estágio no qual a vida financeira já deveria estar estável, com algum patrimônio constituído. No entanto, o estudo mostrou que muitos desses indivíduos se encontravam em cadastros de inadimplentes, sem poupança e continuamente deixando de cumprir as suas obrigações.
Portanto, é necessário saber equilibrar a vida financeira e a social. Isso, sem sacrificar a saúde financeira ou colocar em risco o seu orçamento. O controle de gastos é fundamental para manter as fianças pessoais organizadas tanto hoje, quanto no futuro.
Precisando de ajuda para manter a saúde financeira? O Educando Seu Bolso oferece consultoria em finanças pessoais, clique no link para acessar a página e saber mais!
Quando não se deve ser "bonzinho"?Durante o programa tivemos também a participação da Divina. Ela contou que o banco ofereceu pra ela um Plano de Previdência, Caixa Previdência, alegando que os juros desse plano eram menores que o do Tesouro Direto, que era o que ela queria fazer inicialmente. No entanto, junto com o plano teria que ser feito um seguro de vida. E perguntou: isso procede? É uma venda casada? Isso é obrigatório?
Essa dúvida vem reforçar a ideia de que infelizmente muitas vezes o que é oferecido para o cliente bancário na agência não é o que é melhor para ele. Mas sim, o que é melhor para o gerente. Muitas vezes, para fazer uma venda, o funcionário do Banco acaba se utilizando de uma argumentação ruim ou até mesmo imprópria.
Portanto, se a cliente quer fazer uma operação no Tesouro Direto, é isso que o banco tem que providenciar. Se o funcionário quis empurrar uma aplicação como a Previdência, que é totalmente diferente do Tesouro, é porque ele provavelmente ganha mais com isso. Seja por meio de uma taxa de administração ou de carregamento, por exemplo, que rendem um bônus para o gerente.
Recentemente todos os grandes bancos, acompanhando os bancos pequenos, zeraram as taxas de administração do Tesouro Direto. Então o único custo que fica no Tesouro Direto é uma taxa de custódia. Ela é cobrada fora do banco e tem um valor de 0,3% ao ano. Eu não conheço nenhum Plano Previdência que tenha uma taxa de administração mais barata que essa. Além disso, existem outros custos que podem estar associados a esses produtos, como taxa de carregamento na entrada ou saída, por exemplo.
E o seguro de vida?É venda casada! Nós já tratamos desse assunto aqui no blog, em um podcast chamado Seguro Auto Resgatável. Esse foi também um caso de uma leitora, que teve problemas com a contratação combinada do seguro de vida e Previdência Privada.
O depoimento da Divina é um ótimo exemplo de situação em que não cabe ser "bonzinho". Esse é o momento de bater o pé e defender o seu interesse. Portanto, Divina, insista no seu Tesouro Direto, não compre seguro de vida casado e não caia nessa de que a Previdência vai ser melhor.
Será que eu sou legal demais, a ponto de tomar prejuízo?Aqui vão algumas situações com as quais todo mundo já deve ter se deparado um dia:
Se você passa por elas com frequência, então provavelmente sim, o seu comportamento agradável demais pode estar prejudicando sua saúde financeira.
Para ter as finanças pessoais bem organizadas e planejadas é preciso aprender a dizer "não" quando necessário. Esse não é sempre um processo fácil. É preciso primeiro reconhecer a necessidade de mudança no comportamento. Depois, é aconselhável também buscar ajuda, seja de um amigo, parente, ou até mesmo um profissional.
Existem ainda alguns aplicativos de controle de gastos, como o GuiaBolso, Organizze e Mobills, que podem te ajudar a colocar a sua vida financeira em ordem. Existem também planilhas que ajudam no controle financeiro.
Portanto, não tenha medo de exigir seus direitos. Você não precisa abrir mão da sua vida social agitada, nem da sua personalidade agradável. Apenas não deixe que outras pessoas abusem da sua boa vontade.
Empresas como Biva, Nexoos, Kavod e Tutu Digital, que atuam fazendo uma ponte entre investidores e tomadores de crédito, sem a intermediação de um grande banco, têm ganhado cada vez mais espaço no mercado. Esse modelo é conhecido como peer-to-peer (P2P).
O crescimento dessas empresas está ligado à uma lacuna deixada pelos grandes bancos. Eles têm concedido cada vez menos empréstimos para pequenas empresas e empreendedores. Assim, fintechs como a Biva e a Nexoos têm ajudado esses microempresários a conseguirem crédito com mais facilidade, para alavancarem seus negócios. E isso, nós do Educando Seu Bolso aprovamos, mais oferta de crédito, mais barato, mais fácil e rápido. Você ou sua empresa estão precisando de crédito? Então saiba se Biva, Nexoos ou outras P2P são para o seu caso.
Do outro lado da moeda temos o investidor brasileiro, que segundo uma pesquisa realizada pela gestora Legg Mason, em 17 países, é o que espera maior rendimento de suas aplicações. Porém, segundo a mesma pesquisa, ele obtém rendimentos em média 2% abaixo da rentabilidade almejada. Ou seja, estamos em 2º lugar no mundo no quesito investidores frustrados. A rentabilidade das aplicações fica longe da expectativa que o cidadão comum tem dos seus investimentos.
Nesse contexto...Surgem, então, aplicações financeiras alternativas e o modelo peer-to-peer aparece como uma opção. Os riscos são bem maiores, assim como a rentabilidade, pois, essa aplicação pode chegar a render o triplo de algumas aplicações tradicionais. Mas como conciliar a tese das peer-to-peer, ou empresas como Biva e Nexoos, com o conservadorismo do investidor Brasileiro?!
Nesse post (podcast) respondemos algumas questões que vão te ajudar a saber se o peer-to-peer é ou não uma boa opção tanto para quem quer investir, quanto para quem quer um empréstimo. O que é peer-to-peer? Como funciona? Quais as vantagens? Quais os riscos?
Você está preparado?
Incoerências no comportamento do investidor brasileiroSegundo uma pesquisa realizada pela Legg Mason, o brasileiro é o que espera maior retorno de suas aplicações. Dados que foram obtidos dentre 17 países pesquisados. A expectativa dos brasileiros é de receber em média 9,2% ao ano. O que representa uma diferença de 2 pontos percentuais do real retorno obtido (de 7,2%).
Essa ambição muitas vezes não corresponde ao tipo de investimento feito pelos brasileiros, que prezam muito pela segurança. Normalmente o investidor brasileiro está muito preocupado em proteger o seu patrimônio e tem até um certo medo do risco. Ou seja, tem receio de investir em aplicações com variações muito bruscas no preço.
Portanto, há uma certa contradição entre o comportamento do investidor e suas expectativas. Isso porque, existe uma memória dos tempos em que a taxa Selic era muito alta. Essa taxa, que é o que governa os rendimentos das aplicações financeiras da maioria dos cidadãos e naquela época girava em torno de 14% ao ano. Assim, sem fazer muito esforço, era possível obter bons retornos. Os investimentos em renda fixa rendiam por volta de 1% ao mês.
O Brasileiro, muitas vezes, acha que é propenso a riscos, quando na verdade o comodismo acaba superando esse espírito aventureiro. Por isso, muitas pessoas ficam a vida inteira no mesmo banco, com o dinheiro aplicado na poupança. Elas entenderam que esta era a melhor opção naquela época e nunca mais saíram de lá.
Mas já faz tempo que Selic, CDI e consequentemente a remuneração média das aplicações são de 6,5% ao ano. Portanto, o que parece é que o brasileiro ainda não está preparado para fazer seu dever de casa, dedicar tempo para entender novas opções, antes de ir buscar esse retorno que ele tem na memória, que é o que ele de fato deseja.
Os perigos de não conhecer bem os investimentosO grande perigo é que essa situação faz com que as pessoas fiquem impacientes. Se na época que a Selic estava a 14%, mil reais aplicados no banco rendiam R$100,00 por mês. Agora, com essa taxa a 6,5%, esse rendimento passa a ser de apenas R$50,00. Então, muitas pessoas acabam buscando alternativas como Fundos Multimercados (que tenta balancear aplicações com riscos maiores e menores para compor a carteira de investimento), aplicações prefixadas ou em bolsa de valores, ou mesmo alguma nova modalidade de investimento, como o peer-to-peer, por exemplo.
O problema de buscar essas novas alternativas é fazê-lo sem entender bem como elas funcionam. Assim, muitas pessoas começam a apostar em aplicações mais complexas, sem antes mensurar os riscos e fazer um planejamento orçamentário. Esse desconhecimento pode levar os investidores a tomar prejuízo. Ou, pelo menos, não ganhar o quanto poderia, se investisse em outras aplicações.
Existem opções relativamente seguras. Uma delas é o Tesouro Direto. Nós já comentamos aqui que todos os grandes bancos, inclusive a Caixa Econômica Federal, zeraram as taxas para esse tipo de aplicação. Então é possível investir em títulos do no Tesouro Nacional sem nem precisar sair do banco com o qual você já está acostumado. Mas ainda assim é possível perder dinheiro nessa aplicação. Daí a importância de dedicar algumas horas para conhecer bem o funcionamento do investimento que se pretende fazer e de planejar os horizontes temporais (curto, médio e longo prazo).
O exemplo do Tesouro Direto IPCA+Você pode, por exemplo, ter uma operação do Tesouro IPCA+ com juros semestrais vencendo 2035. Esse papel oferecia na data deste post um rendimento de 5% ao ano mais o índice de inflação. Mesmo que não renda os 1%, da época em que a Selic estava extremamente alta, é uma aplicação segura e mais rentável que a Poupança. Mas até mesmo nesses investimentos em renda fixa de baixíssimo risco é possível perder dinheiro.
Ao fazer esse tipo de operação é preciso ter um planejamento de longo prazo. O vencimento do título é em 2035 e você precisa saber se realmente vai ter condições de deixar o dinheiro aplicado por tantos anos. No entanto, isso não quer dizer que você não possa sacá-lo antes. Você pode retirar o dinheiro a qualquer momento. Mas, é aí que entra a importância de conhecer bem a aplicação.
Isso porque, ao sacar antecipadamente, pode haver penalidades, já que as taxas mudaram ao longo do caminho. Em toda aplicação financeira que oferece juros fixos (em economês: renda fixa prefixada) o valor do investimento oscila todo dia. Então, se quando a aplicação foi feita os juros oferecidos eram de 5% ao ano e no momento do resgate do título subiram para 5,5%, por exemplo, o investidor pode receber menos do que o valor inicial investido.
Assim, mesmo falando apenas das aplicações mais tradicionais, é preciso considerar os riscos de cada uma. Em fundos multimercado, de ações ou até no Tesouro Direto há riscos. Além disso, é necessário ter uma previsão temporal e planejar com cuidado o objetivo de cada investimento. Para isso, é preciso conhecer as características de cada uma das modalidades e compará-las.
Biva, Nexoos e Kavod: novas formas de investirEssa busca por novas formas de investimento fez com que o mercado brasileiro se abrisse à diversas outras maneiras de investir, uma delas é o peer-to-peer lending, ou P2P. Traduzindo para o português, peer-to-peer significa transações entre pares. Nesse modelo as empresas recebem investimentos de pessoas físicas de um lado, e financiam micro e pequenas empresas de outro. Elas funcionam como um banco ou uma financeira tradicional, fazendo a ponte entre quem quer investir e quem precisa de crédito para alavancar o negócio.
Empresas como Nexoos, Biva, Kavod e Tutu Digital ainda são relativamente novas no mercado de crédito brasileiro, mas vêm ganhando força, principalmente depois que o Banco Central permitiu que essas fintechs, conhecidas como Sociedade de Crédito Direto ou Sociedade de Crédito entre Pessoas, intermediassem operações financeiras sem terem que passar pelos grandes bancos tradicionais.
Essas empresas atuam conectando investidores e tomadores de crédito. Dessa maneira, é possível que o investidor ajude a financiar um pequeno empreendedor e ao mesmo tempo conseguir um retorno que corresponde ao dobro ou o triplo do que se conseguiria em uma aplicação no CDB do seu do seu próprio banco.
No entanto, é importante frisar que esse é um modelo de investimento que apresenta riscos maiores que a Poupança, ou o Tesouro Direto, por exemplo. Portanto, antes de investir nessa modalidade conheça seu perfil de investidor. O peer-to-peer é mais indicado para quem é arrojado do que pra quem é conservador. Por fim, estabeleça qual destino você quer dar para esse dinheiro e quanto tempo você pretende deixá-lo aplicado.
A dificuldade de conseguir crédito em grandes bancosUma das razões para a crescente dessas empresas está ligada ao fato de os grandes bancos estarem negando muitos empréstimos. Especialmente para micro e pequenas empresas. Esse mercado tem crescido tanto que recentemente a Biva foi adquirida pela PagSeguro, uma empresa grande e de referência.
Segundo o Sebrae apenas 8% dessas pequenas e micro empresas têm acesso à crédito no Brasil hoje. Logo, essas fintechs que trabalham com o peer-to-peer estão tentando preencher essa lacuna. Muitos empreendedores querem empréstimos para capital de giro, ou para alavancar seus negócios e não encontram essas ofertas nos bancos tradicionais. Restam aos empresários então tomar o empréstimo como pessoa física para colocar o dinheiro na empresa ou procurar empresas como a Biva, Nexoos ou Kavod, por exemplo.
Assim, qualquer empreendedor que fatura R$100.000,00 ou R$150.000,00 por ano, pode procurar a Biva, por exemplo, e pedir um empréstimo, com maiores chances de conseguir obtê-lo a taxas possivelmente mais baratas. Isso comparado à dificuldade apresentada pelos grandes bancos. Ficou curioso quanto aos valores? Acesse nosso Simulador de Empréstimo Pessoal e confira!
Como funciona o peer-to-peer?Biva, Nexoos ou qualquer outra destas empresas de P2P de alguma forma lembram uma versão digital do Factoring, também conhecido como fomento mercantil ou fomento comercial. Para quem não conhece, as factorings vem há décadas oferecendo empréstimos para micro e pequenas empresas rejeitadas pelos bancos e financeiras.
Nesse tipo de fomento o pequeno empresário consegue dinheiro emprestado vendendo seus direitos a receber. Como duplicatas, recebíveis e cheques pré-datados, por exemplo. Segundo estimativas da ANFAC, no Brasil há aproximadamente 7000 factorings que oferecerem o fomento mercantil, ou o famoso desconto de cheques e duplicatas. Atualmente, há inclusive factorings com processos bastante automatizados e também algumas fintechs, como a Rapidoo Factoring Online, por exemplo.
Essa lógica é parecida com a das empresas P2P, que estão fazendo um serviço antes exclusivo apenas dos grandes bancos. Esses bancos pegam o dinheiro que você investiu e fazem uma operação de crédito. Ou seja, emprestam. Mas como comentado anteriormente, os micro e pequenos empreendedores tem tido cada vez mais dificuldade de acessar esse crédito. Fintechs como a Biva e a Nexoos, tentam suprir essa demanda.
Elas recrutam, contratam, avaliam e recebem o dinheiro dos investidores e fazem a ponte para quem vai tomar um empréstimo. Por exemplo, se você investir quer R$2.000,00, basta abrir um cadastro online rapidamente numa empresa e elas se encarregam de distribuir esse dinheiro entre meia dúzia de microempresas, que estão buscando crédito.
Algumas dessas empresas usam recursos próprios, ou seja, dinheiro deles mesmos ou de grandes investidores que eles têm. Outras, se financiam junto a terceiros, pessoas como você e eu. O investidor pode ainda analisar as opções de investimento, registrar seu interesse e propostas de valores para o financiamento dos pequenos empreendimentos.
Vale a pena investir ou tomar empréstimo neles?Em média o peer-to-peer pode ser vantajoso tanto para quem investe quanto para quem pega um empréstimo.
Empresas como a Biva, Nexoos e Tutu Digital oferecem uma rentabilidade em média acima desse 6,5% que a Selic oferece. Os retornos para os investidores giram em torno de 15% ao ano, podendo chegar até a 40% (promessas). Por outro lado, para as empresas que tomam o empréstimo, os juros podem sair mais baratos que nos grandes bancos. Esses valores variam em média entre 40% e 80% ao ano. Por mais que ainda seja caro, acaba sendo mais barato do que tomar um crédito pessoal não consignado na pessoa física para colocar dinheiro na empresa.
Por exemplo, se você investir R$2.000,00 na Biva, na Nexoos ou em qualquer outra empresa que trabalhe com peer-to-peer o que elas prometem, e vale ressaltar: é uma promessa, não uma garantia, é um rendimento maior do que o tesouro direto por exemplo. Se, no exemplo dado anteriormente, investir no Tesouro Direto rende o equivalente a 10% ao ano, no final do ano esses R$2.000,00 seriam R$2.200,00. Investindo em um modelo de peer-to-peer lending, se o rendimento for de 20% ao ano, ao final de um ano esse mesmo valor inicial se tornaria R$2.400,00.
Assim, o que Biva, Nexoos, Kavod, Tutu Digital e outras P2P fazem é rachar a conta. Elas cobram um pouco a menos de quem está tomando o empréstimo e pagam mais para quem está investindo.
Peer-to-Peer é confiável?Apesar dos rendimentos superarem o Tesouro Direto, por exemplo, os riscos de investir nas P2P também são maiores. Esse tipo de aplicação não tem garantia, como a do FGC por exemplo. Se quem tomou o empréstimo não pagar, ou der o calote, o prejuízo é compartilhado entre a empresa e a pessoa que investiu, emprestando o dinheiro.
Portanto há um risco relativamente alto para quem investe. Quanto melhor for a análise de crédito do tomador do empréstimo efetuada pela empresa, menor o risco para o investidor. Por isso, se você optar por investir em P2P, pesquise bastante e conheça as empresas antes de escolher em qual vai investir. Uma dica é buscar por elas no Reclame Aqui, para avaliar se elas têm zelado pelo investidor com seriedade.
Normalmente o montante investido pelo usuário é distribuído entre vários tomadores de empréstimo, justamente para amenizar os efeitos da inadimplência.
E aí? Posso tomar meu empréstimo ou investir em P2P?Apesar de o peer-to-peer lending apresentar vantagens, em termos de retorno, tanto para quem investe quanto para quem pega o empréstimo, em se tratando de riscos, o custo para o investidor é muito mais alto. Fazendo uma análise geral, essa é uma modalidade que pode valer mais a pena para quem quer crédito do que para quem quer investir. Essa não é uma aplicação indicada para quem está começando a investir agora.
Logo, essa pode ser uma opção rentável de investimento para quem tem um dinheirinho sobrando para aplicar no longo prazo. Mas, algumas ressalvas devem ser feitas. A primeira delas é: coloque o "pé na água". Vá devagar. Se você nunca fez esse tipo de aplicação pesquise bem as empresas antes. E a segunda é, uma vez colocado o pé na água, faça no máximo uma pequena diversificação do seu portfólio. Não coloque todas as suas reservas para o futuro em uma aplicação com riscos relativamente altos.
Já para os empresários, aí sim, recomendamos cotar e, sendo mesmo mais barato, contratar o crédito com eles. Outra recomendação que sempre vale a pena repetir é que só contratem o crédito se for realmente indispensável, pois os custos são altos, mesmo nas P2P. Neste sentido, o planejamento do fluxo de caixa e do capital de giro são essenciais para não ficar refém de bancos, financeiras, factorings ou das Bivas e Nexoos da vida.
Fim de ano chegando, muita gente gosta de pegar estrada. Mas o que ninguém gosta é de parar em postos de pedágio. Não apenas pelo custo, mas também pelo incômodo de enfrentar fila, mexer com dinheiro, pegar troco… Para aliviar pelo menos esse incômodo surgiram empresas como Sem Parar, ConectCar, Move Mais e outras. Elas fornecem o serviço de pedágio expresso. Você já deve ter ouvido falar nesse serviço. Mas sabe como funciona? E sabia que elas vão passar a oferecer outros serviços?
Esse foi o tema da nossa conversa com o Pedro Vieira, no programa Em Boa Companhia da Rádio Inconfidência. Explicamos como funcionam esses serviços, apresentando as empresas que atuam no mercado e seus respectivos planos. Orientamos sobre como avaliar se vale a pena contratar o serviço e como escolher o plano mais adequado. E falamos sobre o que esperar do futuro, não apenas para esse tipo de serviço, mas para outros. O bom e velho cartão de crédito, por exemplo.
Já escrevi sobre isso aqui no blog em 2015, e fiz uma atualização em 2016. Na época apresentei os planos, os preços, vantagens e desvantagens de cada um e contei minha experiência com a ConectCar. Mas chegou a hora de fazer um post novo sobre o assunto. Não apenas atualizando informações, mas alçando um voo maior, falando sobre o que vem por aí.
O que é pedágio expresso?Quem costuma pegar estrada já se acostumou também com os postos de pedágio. Eles estão espalhados pelas rodovias das regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e em alguns estados do Nordeste. A tendência é que cheguem a cada vez mais estradas nos próximos anos.
Junto com as praças de pedágio vieram as empresas de pedágio expresso – Sem Parar, ConectCar, Move Mais e Veloe. Esse serviço consiste basicamente na instalação de um dispositivo – chamado de tag – no para-brisa do carro. Ao aproximar-se da cancela do pedágio, a tag é reconhecida por um sensor e a passagem é liberada. O pagamento do pedágio e do serviço pode ser feito de diferentes formas, que vamos explicar aqui.
Quem não contrata os serviços de pedágio expresso já deve ter passado pela experiência de, parado na fila do pedágio, ver carros passando tranquilamente pelas cancelas lá da direita, sem parar. Dá vontade de ir para aquela fila, não dá?
Por outro lado, quem contrata pedágio expresso talvez já tenha passado pelo dissabor de ficar parado na fila porque a cancela não abriu. Ou de se esquecer de carregar créditos e ficar na mão na hora H. E certamente passa pelo desgosto de pagar uma taxa que, muitas vezes, é bastante salgada.
E aí? Compensa ou não compensa?
Eu, particularmente, gosto bastante. Mas meu plano é antigo, pago um valor de mensalidade bem baixo, que não existe mais. Para quem ainda não contratou o serviço, recomendo que avalie seu perfil de utilização, procure o plano mais adequado e avalie se o benefício compensa o custo.
Vamos mostrar como fazer isso. Mas antes, vamos conhecer as empresas e seus planos.
Sem PararA Sem Parar é a maior empresa de pedágio expresso do país. Segundo seu site, está presente "em todas as estradas pedagiadas do Brasil". Além de passar pelos postos de pedágio, os clientes da Sem Parar podem usar estacionamentos e abastecer em postos Shell.
Por enquanto, a Sem Parar funciona melhor no estado de São Paulo. É lá que está disponível a maior variedades de planos. Aos poucos eles serão expandidos para outros estados.
Atualmente, a Sem Parar oferece dois planos cobertura nacional: Adesão Zero e Sem Parar Automático. Ambos têm mensalidade fixa de R$ 23,53 e não cobram taxa de adesão. O usuário tem uma conta em seu nome, onde é mantido o saldo que ele poderá usar nos serviços.
A diferença entre os planos é que, no Adesão Zero, as recargas precisam ser comandadas pelo usuário. No plano Sem Parar Automático, como o próprio nome diz, elas são automáticas. Sempre que o saldo atinge um valor mínimo, determinado pelo usuário, é comandada uma recarga.
Para as rodovias estaduais de São Paulo, a Sem Parar oferece planos com mensalidade de R$ 11,45.
Há também um plano sem mensalidade, o Pré-Pago Paulista. Nele, em cada recarga é cobrada uma taxa que fica em torno de 10% do valor carregado – varia conforme o valor. Veja as taxas:
Além disso, para clientes de São Paulo, a Sem Parar oferece um plano para ser usado exclusivamente em estacionamentos. Tem mensalidade de R$ 9,45.
ConectCarEmpresa pertencente à Companhia de Petróleo Ipiranga e ao Banco Itaú Unibanco, a ConectCar é a grande concorrente da Sem Parar. Opera em todo o país e é aceito em praticamente as mesmas praças de pedágios que a Sem Parar.
Na época em que fiz a pesquisa para este post – início de novembro de 2018 – a taxa de adesão era de R$ 35,00 e o site oferecia apenas o Plano Completo. Quando telefonei para a empresa, me ofereceram também o Plano Básico.
No Plano Completo é cobrada uma mensalidade de R$ 19,90. As recargas são feitas automaticamente, por meio de cartão de crédito. O usuário define o saldo mínimo que quer manter em sua conta, e o valor das recargas. Sempre que o saldo ficar inferior ao valor mínimo, é comandada uma nova recarga.
No Plano Básico não é cobrada mensalidade, mas em cada recarga é cobrada uma taxa. Semelhante ao que ocorre no plano Pré-Pago Paulista da Sem Parar.
Veja as taxas do Plano Básico da ConectCar:
Repare que, na recarga de R$ 30,00, são cobrados R$ 6,49, ou 21,6%. É muito. Na recarga de R$ 220,00 são cobrados R$ 20,80, ou 9,5%. É menos, mas ainda é bastante. É preciso avaliar bem antes de contratar.
Além desses dois planos para pessoas físicas, a ConectCar oferece o Plano Empresarial, para pessoas jurídicas. Funcionam de forma semelhante ao Plano Completo, mas com mensalidades menores, quando a empresa contrata mais de 50 tags.
Minha experiênciaSou cliente dos produtos da Ipiranga há quase 10 anos. Minha tag é ConectCar, abasteço meu carro com Abastece Aí e uso Km de Vantagens. Sinto-me bastante à vontade para falar da empresa. Minha relação com ela é de afeição e pânico – eu ia dizer amor e ódio, mas seria um certo exagero.
Afeição porque, de modo geral, gosto dos produtos. Os descontos do Abastece Aí são razoáveis, o atendimento que recebo no posto próximo à minha casa é ótimo, os Km de Vantagens podem ser trocados por serviços interessantes e o ConectCar funciona bem.
E pânico porque já passei por emoções fortes nessa relação. Minha conta já foi roubada por hackers – ressalto que a Ipiranga me ressarciu direitinho. Minha senha já parou de funcionar. O aplicativo já me deixou na mão algumas vezes.
Mas o que quero destacar aqui é a mania que a Ipiranga tem de mudar seus produtos e procedimentos. Perdi a conta de quantas vezes mudaram a sistemática dos descontos no abastecimento e o nome do meu plano ConectCar.
Mudaram o nome, mas pelo menos mantiveram o preço. Hoje pago pelo plano completo R$ 4,90 por mês. Uma pechincha, se comparado com os atuais R$ 19,90 dos novos planos. Se mantiverem o preço nesse nível, é nele que eu fico. A tag funciona bem – raramente apresenta falhas nos pedágios – e não tenho tido problemas com a cobrança.
Se a condição ficar ruim, vou reavaliar. Aliás, como devemos fazer em tudo na vida.
Move MaisA Move Mais é menor que a Sem Parar e a ConectCar, mas vem buscando aumentar seu espaço no mercado.
Oferece planos para pessoas físicas, com taxa de adesão de R$ 29,90, sem mensalidade, e com taxas de serviço que variam de 5% a 10% do valor recarregado. Veja só:
O esquema é o mesmo de ConectCar e Sem Parar: o usuário comanda uma recarga, e é creditado o valor na conta, já descontando a taxa de serviço. A pessoa pode optar por recargas automáticas ou manuais.
Para pessoas jurídicas a Move Mais oferece os planos Controle e Estradeiro. A diferença básica é que no primeiro a recarga é manual, e no segundo é automática. A taxa de adesão é de R$ 39,90.
Existe ainda o Plano Frota, também para empresas. Nele, a mensalidade é de R$ 25,80 e o pagamento ocorre após a utilização. A cada 10 dias a Move Mais envia um boleto com o valor utilizado.
VeloeAlém dessas três empresas, daqui para a frente você vai começar a ouvir falar bastante na Veloe. É a empresa de pedágio expresso da Alelo, que comanda também os cartões Elo, e o programa de pontos Livelo. A Alelo é controlada por Bradesco e Banco do Brasil. Isso, por si só, dá a ideia do poder de fogo da Veloe.
A empresa iniciou suas atividades muito recentemente, e por enquanto atua apenas no estado de São Paulo. Pretende expandir sua ação para as outras rodovias brasileiras em 2019.
A Veloe oferece dois planos. O Total tem mensalidade de R$ 18,90 e pode ser usado em pedágios e estacionamentos. O Estrada custa R$ 14,90 mensais e é mais voltado para pedágios, mas o usuário também pode usar em estacionamentos. Só que, nesse caso, vai pagar R$ 1,90 a mais por uso.
Ambos têm recarga automática e não têm taxa adicional por recarga.
Green PassOutra empresa que está chegando ao mercado é a GreenPass. Mas ela deve entrar em operação apenas no primeiro semestre de 2019, atuando inicialmente apenas no estado de São Paulo. A tag da GreenPass vai se chamar Taggy. Até a publicação deste post ainda não havia detalhes sobre os serviços, apenas que haveria quatro opções de planos. Aguardemos.
Auto Expresso e Passe ExpressoQuem utiliza serviços de pedágio expresso há mais tempo pode se lembrar dessas duas empresas. Bem, elas não estão mais operando. A Passe Expresso encerrou suas atividades e a Auto Expresso, que chegou a ter uma boa colocação no mercado – até entrou no nosso post de 2015 –, foi incorporada pela Sem Parar.
Como escolher o melhor plano?O mercado de pedágio expresso está em constante modificação. Por isso, minha preocupação neste momento não é indicar o melhor plano, e sim te ajudar a escolher. Os planos podem mudar de um dia para o outro, mas as dicas para escolhê-los permanecem as mesmas.
CoberturaA primeira coisa é avaliar quais operadoras funcionam melhor na sua região. Hoje a Sem Parar e a ConectCar são as que oferecem maior cobertura. Praticamente todos os postos de pedágio de rodovias federais aceitam as duas. A Move Mais está aumentando sua cobertura.
Minha recomendação: visite os sites das empresas e verifique como anda a atuação delas nas estradas que você mais utiliza.
PreçoDefinidas quais operadoras podem te atender, o próximo passo é encontrar a mais barata. Em meio a tantos planos e preços, para descobrir qual é a melhor para você é preciso identificar seu perfil. O principal fator: QUANTO você utiliza de serviços mensalmente?
Dependendo do valor consumido, pode compensar mais contratar um plano COM ou SEM mensalidade.
Fizemos um quadro comparativo entre as empresas com atuação nacional, com diferentes níveis de utilização, ressaltando o plano mais barato em cada um deles:
Levando em conta o preço, vemos que, para quem utiliza até R$ 250,00, o plano que compensa mais é o da Move Mais – sem mensalidade, com recarga manual ou automática.
Lembrando que, antes de comparar preços, é preciso saber se a Move Mais atende as estradas pelas quais você costuma passar.
Caso ela ainda não atenda, a melhor opção é o Conect Car. Para quem usa até R$ 150,00 compensa contratar o Plano Básico, sem mensalidade e com tarifas proporcionais às recargas. Mas para quem utiliza mais de R$ 150,00 já compensa contratar o Plano Completo, com mensalidade fixa de R$ 19,90.
Outros serviços"Ah, Ewerton, quer dizer que essa Sem Parar só tem nome, já que os serviços dela são mais caros…"
Olha, eu não diria isso. HOJE pode até parecer que é assim. Mas lembre-se: o mercado de pedágio expresso está se tornando muito dinâmico. Novos agentes estão entrando, novos serviços vêm sendo oferecidos. Quem já está no mercado vai ter que se mexer mais rápido, por isso não se espante se amanhã a Sem Parar modificar seus planos.
Além disso, pode esperar muita, muita novidade por aí. Por exemplo: a própria Sem Parar firmou parceria com o McDonalds. As tags passarão a ser aceitas para pagar pelos lanches nos drive-thru da rede.
Quanto mais agentes entrarem no mercado, mais e melhores produtos surgirão. Mais ou menos como aconteceu no mercado de máquinas de cartão de crédito. Pode apostar.
ConcluindoNa hora de decidir que tag contratar, olhe para a FORMA como fizemos a pesquisa, mais do que para os NÚMEROS do post.
Portanto, procure saber primeiro quais empresas atendem a região em que você costuma trafegar. Depois avalie como funcionam os planos das empresas disponíveis – recarga automática ou manual, débito ou crédito etc. Avalie também que outros serviços as tags oferecem – estacionamentos, drive thru, convênios e programas de pontos. Finalmente, claro, avalie o preço.
Vamos procurar atualizar este post frequentemente, para acompanhar as mudanças nos planos e os novos agentes do mercado. Enquanto isso, se você vir alguma novidade por aí, ou quiser contar sua experiência com sua tag, fale conosco aí nos comentários!
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