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Fazer uma viagem internacional é uma experiência incrível! Mas que também pode gerar uma certa apreensão nos viajantes. "E se eu passar uma nota errado? E se o dólar subir quando a fatura do meu cartão for fechar? Quanto de dinheiro levar? A casa de câmbio só me deu notas altas, e se eu precisar de troco? O que fazer com o dinheiro que sobrou? Precisa de seguro?"
Fique tranquilo! Neste post você encontrará uma série de dicas que te ajudarão a organizar as finanças antes, durante e depois. Te ajudaremos a entender quais os cuidados tomar com o cartão de crédito e com o dinheiro em espécie, discutiremos quais seguros são importantes e como fatores psicológicos e regras locais podem afetar o orçamento da sua viagem. Assim, você poderá aproveitar ao máximo sua viagem internacional.
1. O uso do cartão de crédito no exteriorAo fazer uma viagem internacional e usar o cartão de crédito, muitas pessoas ficam apreensivas com o fechamento da fatura do cartão. As variações cambiais podem oscilar de maneira drástica em um curto espaço de tempo. O dólar, por exemplo, esteve a R$4,19 e caiu para R$3,71.
Para evitar esse tipo de surpresa, que nem sempre é vantajosa, já que as moedas também podem encarecer, é possível pagar as compras no cartão de crédito usando a cotação do dia. No Brasil, a Caixa, por exemplo, oferece essa opção. Basta que você avise pelo internet banking que vai gastar dinheiro no exterior e solicitar que o registro da despesa na fatura seja feito usando a cotação do dólar, peso uruguaio, chileno, argentino, ou qualquer outra moeda, dependendo do país de origem. Assim, o próprio banco se encarrega de converter isso e arcar com o risco da variação cambial.
A fintech Nubank, que tem crescido e ganhado mercado principalmente entre os mais jovens, também oferece essa opção. Dessa maneira é possível desfrutar do turismo que o local oferece sem se preocupar com as variações do câmbio.
Isso evita ainda o transtorno gerado após a viagem. Quando a conversão da moeda não é feita instantaneamente, a fatura do cartão de crédito chega com valores às vezes 10% mais caras do que o valor da compra realizada no exterior, devido a essas variações no preço da moeda local. Realizando uma conversão imediata você se resguarda dessas oscilações.
Caso queira saber mais, já fizemos um podcast sobre dólar para compras com cartão de crédito, assim como uma avalização do Nubank, confira!
2. Não se esqueça do aviso viagem!Se você vai fazer uma viagem internacional e pretende usar o cartão de crédito, lembre-se de avisar o seu banco para onde você vai e por quanto tempo. Você pode fazer isso pelo próprio aplicativo do celular ou ligando no call center.
As fraudes em cartão de crédito são cada vez mais comuns e os bancos perdem dinheiro em função disso, porque eles são corresponsáveis por parte desses golpes. Então os bancos têm adotado medidas de segurança cada vez mais fortes. Uma delas é a exigência do aviso de viagem.
Aqui cabe também um alerta. Uma pessoa tinha pagamentos automáticos no mesmo cartão, Netflix, Spotify, faturas... e houve uma confusão no sistema do banco, porque ela havia dito que faria uma viagem internacional e por isso o banco recusou os pagamentos, que tinham origem no Brasil. Então ela acabou tendo o cartão bloqueado e perdeu temporariamente o acesso a alguns desses serviços.
Essa não é uma situação comum, mas vale chamar a atenção para esse caso. Se você vai fazer uma viagem para o exterior, deixe o seu banco ciente dos seus débitos automáticos e evite esse tipo de transtorno.
3. Vale a pena fazer seguro do cartão de crédito?É comum os bancos tentarem vender o seguro do cartão de crédito para quem faz um aviso de viagem. No entanto, na maioria das vezes pode não ser necessário que você pague um seguro contra fraude.
Hoje em dia quase todos os bancos te enviam um SMS quando algum pagamento é feito no cartão de crédito. Assim fica fácil identificar a fraude. Se não foi você que realizou a compra, você pode ligar na central de atendimento e bloquear o cartão dentro de 48 horas. Dessa maneira, você já está de certa forma protegido.
Então, o seguro do cartão de crédito é um gasto que pode ser evitado. Fica mais esse alerta: avalie se é fundamental você contratar esse seguro.
E o seguro viagem?Qualquer um que faz uma viagem internacional está sujeito a imprevistos médicos ou problemas com a bagagem. Esses problemas podem custar caro e um seguro ajuda a prevenir esse tipo de situação. Para alguns países (quase todos da Europa) o seguro viagem é obrigatório. Para outros lugares, como os Estados Unidos e a maioria dos países da América Latina, esse seguro é opcional.
O seguro viagem normalmente cobre imprevistos, desde atendimentos médicos e odontológicos até extravio de bagagens e roubos. Ele então, ressarce ou indeniza se alguns desses casos acontecerem dentro do período contratado.
Os seguros podem ser contratados através de empresas especializadas, agências, companhia aérea, operadoras de cartão e até mesmo o próprio banco. Para escolher o seguro deve-se levar em conta o país de destino, em caso de viagem internacional, já que são diferentes as regras para cada lugar.
4. Não se assuste com a diferença de valores!É muito comum que as pessoas fiquem confusas com o valor dos produtos e serviços no exterior. Aqui no Brasil, a maioria dos preços está na casa da unidade ou das dezenas. Um almoço por exemplo pode custar R$20,00. Em outros países, como na Argentina ou Uruguai, os preços ficam na casa das centenas ou milhares, de modo que o mesmo almoço custe 190,00 pesos.
Olhando para os valores absolutos, 190,00 pode parecer um preço muito alto para um almoço individual. Esse é um fator psicológico que pode afetar de duas maneiras o seu comportamento durante a viagem, dependendo do referencial.
Por um lado, essa bagunça mental de notas diferentes levam à uma apreensão. Isso pode travar o começo da viagem. Assim, o turista acaba deixando de fazer alguns programas pelo baque inicial que essa diferença causa. Por outro, é possível que o viajante simplifique demais a escala de valores, considerando que nada é caro, e acabe gastando mais do que tinha previsto.
Para aproveitar bem a viagem internacional não é necessário converter tudo no centavo. Mas é necessário ter uma noção de valores dos bens e serviços no exterior e quanto equivalem em moeda nacional.
5. Quem converte não diverte?Não é bem assim! Fazer um orçamento para viagem é fundamental. Realizar um previsão de gastos, cotando as passagens, hospedagens, alimentação e transporte antes de viajar, ajuda a evitar surpresas durante a viagem. Esse processo alivia a apreensão inicial e ajuda a já ir se acostumando com a cotação da moeda local. Além disso, auxilia na hora de definir quanto de dinheiro em espécie levar, para que não seja nem muito a mais, nem muito a menos.
Existem várias plataformas digitais que ajudam os turistas a se planejarem. Acessando sites, como o TripAdvisor, é possível saber quanto custa uma água mineral ou uma refeição no país de destino. Dessa maneira, pode-se fazer um planejamento próximo à realidade que será vivenciada durante a viagem. Assim, se um dia você optar por fazer refeições mais baratas ou economizar no transporte, no outro, você poderá fazer um passeio mais caro, por exemplo.
6. A importância do dinheiro trocadoAo chegar no país de destino pequenos gastos, como pegar um táxi ou comprar uma água, serão realizados. Para evitar aquela situação chata que acontece quando o vendedor não tem troco, é importante levar notas menores.
No entanto, muitas vezes as casas de câmbio e corretoras fazem a conversão e te pagam em notas maiores. Porém, saiba que ao chegar nesses estabelecimentos você pode especificar em que tipo de cédulas prefere receber a moeda estrangeira.
Se você que tiver que levar muitas notas altas aproveite para trocar em alguma rede de lojas grande.
7. Interpretando as contas em outros paísesFazer compras em outros países também tem algumas peculiaridades. Em muitos lugares o imposto é separado do preço da mercadoria. Esse é um alerta importante pra quem não está acostumado com viagens internacionais.
Ao comprar um chocolate aqui no Brasil, você olha o valor do produto e vê que custa R$5,00. Então você vai no caixa, paga esses R$5,00 e sai com o seu doce. Nos Estados Unidos o imposto sobre vendas não está incluído no preço. Ao passar no caixa, portanto, esse mesmo valor tem um acréscimo de 10%, por exemplo, e o chocolate passa a custar R$5,50.
Por isso muita gente recebe a conta, vê os 10% e acha que a gorjeta já está inclusa, quando na verdade esse valor é o imposto discriminado.
A gorjeta muitas vezes não vem embutida na conta. Geralmente você tem que pagar para o garçom separadamente, daí a importância de ter notas trocadas.
Há lugares que esse percentual não é fixo. Nos EUA, por exemplo, essa porcentagem já foi de 10% e passou para 15%. Há lugares em que sugere-se um valor entre 15% e 20%. Então, é importante conhecer as regras da prestação de serviços do país de destino para evitar constrangimentos.
8. O que fazer com o dinheiro em espécie que sobrou da viagem internacional?Existem alguns aplicativos que buscam fazer intermediação de vendas de moeda estrangeira entre pessoas. Se alguém acabou de voltar de viagem, é comum que tenha comprado moeda em espécie. Como nada é exatamente como planejamos, as pessoas acabam voltando com alguns dólares ou pesos para o Brasil. Isso gera sempre a dúvida: "o que fazer com o dinheiro?". Uma opção é vendê-lo e está cada vez mais comum que as pessoas dispensem a intermediação das corretoras ou bancos.
Por meio de aplicativos como a Monepp e MelhorCambio, é possível conectar, por exemplo, quem acabou de voltar da Índia, e possui algumas rúpias que não foram gastas, com quem está indo para lá e precisa comprar a moeda local. Isso tudo sem passar por uma corretora. Dessa maneira tanto quem compra quanto quem vende levam vantagem na operação.
Isso porque as casas de câmbio cobram um spread, que é a diferença entre o preço de compra e o preço de venda. Se as corretoras compram o seu dólar a R$3,60 e vendem a R$3,80, há um spread de R$0,20. Agora, numa relação direta entre o comprador e o vendedor, é possível achar um preço médio, como R$3,70. Assim, o vendedor tem um "lucro" de R$0,10 a mais e o comprador economiza R$0,10.
Para ficar por dentro de como as alterações no dólar afetam seu bolso, ouça no podcast sobre o assunto.
A brecha na legislaçãoO controle de operações de câmbio no Brasil é bastante severo. O Banco Central exige que as transações cambiais que envolvem moeda estrangeira sejam feitas tendo como um dos envolvidos uma corretora de câmbio ou um banco.
Por isso houve uma discussão a respeito da legalidade desses aplicativos. No entanto, os desenvolvedores dessas tecnologias afirmam que o aplicativo apenas ajuda compradores e vendedores a se encontrarem, fazendo uma ponte entre eles. Nenhum operação de crédito é realizada por meio do sistema.
9. Não deixe de aproveitar!Quem planeja a própria viagem, viaja duas vezes. Realizar um planejamento bem feito e ter um orçamento estruturado é extremamente importante para realizar uma viagem internacional com responsabilidade e você colhe os frutos disso até meses após seu retorno, quando algumas contas ainda estarão sendo pagas.
Mas isso não significa que tudo tenha que ser seguido à risca. Aproveite bem os passeios, a comida, a música e a cultura local. Se permita flexibilizar os gastos e o roteiro, descanse bastante e recarregue as baterias.
Vivemos na era da inovação. Por que então consumimos sempre os mesmos produtos? Dois economias da Universidade de Chicago (Brent Neiman e Joseh Vavra), analisaram os gastos de 160 mil americanos, durante 11 anos e concluíram que não somos tão aventureiros, quanto pensamos ser. Segundo o estudo, a maioria das pessoas sempre opta pelos mesmos produtos, independente de variações de preços ou marcas substitutas. Com as Finanças não é diferente. Corretoras de valores como XP Investimentos e Easynvest têm revolucionado o mercado de serviços financeiros. No entanto, os hábitos que desenvolvemos ao longo do tempo podem se tornar tão arraigados a ponto de impedir que aproveitemos a oportunidade de pagar menos por serviços melhores.
Nas palavras de Raul Seixas, apesar de preferirmos ser essa metamorfose ambulante, acabamos tendo sempre aquela velha opinião formada sobre tudo.
Como reação a esse aumento da concorrência, os grandes bancos responderam zerando diversas taxas, cobradas sobre seus serviços. Assim, inicia-se a chamada "guerra da tarifa zero". Neste post vamos mostrar que quem ganha com isso é você, consumidor. Te desafiaremos a sair sair da zona de conforto e buscar os melhores planos e taxas. Você pode fazer isso migrando para pequenos bancos e corretoras de investimento como a XP Investimentos, Clear, Toro Radar ou pechinchando no próprio banco onde você tem conta. A redução de tarifas pode fazer uma enorme diferença para as suas economias e investimentos no longo prazo. Vai perder essa oportunidade?
Hábitos, rotinas e seu reflexo na vida financeiraA maioria das pessoas gosta de pensar que é que aventureira, propensa a inovar e a experimentar. Mas na verdade nós somos apegados à rotina, que muitas vezes nos prende a hábitos e más práticas. Ficamos acomodados e não nos damos ao trabalho de procurar ou aderir a opções diferentes, mesmo que elas sejam melhores.
Todos os dias fazemos o mesmo caminho para o trabalho, comemos as mesmas coisas, no mesmo horário. O mesmo acontece com as finanças. Ficamos sempre no mesmo banco, deixamos o dinheiro sempre no mesmo lugar, geralmente na poupança e por aí vai. Isso no entanto, faz com que não prestemos atenção nas oportunidades que estão aparecendo no mercado.
Essa é uma acomodação natural do ser humano. O comportamento tem sido cada vez mais objeto de estudo na área econômica. Os resultados apontam para o fato de que vieses psicológicos influenciam nas finanças pessoais, afetando as decisões.
A primeira lei de Newton explica essa inércia: um corpo parado tende a permanecer parado a menos que uma força seja aplicada sobre ele. É essa força que o Educando Seu Bolso tenta ser para os seus leitores. Neste post a força aplicada será o incentivo a aproveitar a chamada "guerra da tarifa zero". Assim é possível pagar menos por diversos produtos e serviços financeiros.
XP investimentos, Easynvest, Clear Corretora, Toro Radar e a guerra da tarifa zero
Corretoras de valores como a XP Investimentos, ModalMais, Mirae Asset e Toro Radar vem sendo agressivas ao oferecer tarifa zero para vários tipos de investimentos. Essa abordagem inovadora fez com que vários clientes dos grandes bancos migrassem para essas instituições financeiras.
O "roubo" de clientes foi tão expressivo que o próprio Itaú tentou comprar a XP Investimentos. A intenção do banco era se tornar o controlador da instituição. Ele conseguiu adquirir 49% da empresa. Mas a compra total foi vetada pelo Banco Central. O intuito é justamente impedir que aconteça uma concentração de poder muito grande no sistema financeiro. Assim, é possível manter vários fornecedores para se ter um grau mínimo de concorrência.
Outro exemplo de que a ofensiva das corretoras de investimentos vem surtindo efeitos são os dados de captação líquida da previdência privada, os famosos VGBLs e PGBLs. Pela primeira vez os bancos menores conseguiram captar mais recursos que o os grandes bancos nessa área.
Reação dos grandes bancos: o Império Contra AtacaGrandes bancos como o Bradesco, o Itaú, Santander e até mesmo a Caixa Econômica Federal, que normalmente reage de maneira mais lenta às inovações, têm anunciado de uma forma bem enfática a eliminação de tarifas em vários produtos. Essa é uma tentativa de acompanhar a concorrência. Principalmente por meio da isenção da taxa de administração para aplicações em títulos do Tesouro Direto.
A concorrência nesse mercado se tornou tão acirrada que os bancos estão abrindo mão de tarifas que compõem mais de um terço do seus lucros. À título de exemplo podemos citar a taxa de administração de Fundos de Investimento, TEDs, DOCs, entre outras.
Não fique acomodado e tire proveito dessa guerra!As taxas de carregamento dos planos de previdência, que costumam ser bastante altas, em torno de 2%, estão sendo zeradas. Então, se você tem um PGBL ou um VGBL, a nossa recomendação é que você procure saber se essa redução de tarifas se aplica ao seu plano.
Há também uma grande ênfase nas taxas zero para o Tesouro Direto. Nele é possível aplicar o dinheiro com um grau máximo de segurança e obter rendimentos melhores do que a Poupança. Investir nos títulos do tesouro ficou mais vantajoso ainda com essa redução de tarifas.
Portanto, tente diminuir o custo total das suas aplicações. Seja negociando com o banco ou migrando para um financeira ou corretora menor, como a XP Investimentos, Easynvest ou a Toro Radar. Isso porque, esse custo é alto e no longo prazo ele impacta muito na sua rentabilidade.
XP Investimentos, Easynvest, Toro Radar e outras corretoras são realmente confiáveis?Tirar o dinheiro de um banco, onde você já tem um relacionamento há anos e migrar para uma corretora é uma opção que deixa muita gente com o pé atrás. No entanto, nós já falamos algumas vezes sobre a crescente em que essas fintechs se encontram. Além disso, julgar pela experiência de que aderiu ao movimento, os clientes parecem satisfeitos,. Corretoras como a Easynvest e a Toro Radar aparecem entre as "melhores" no ranking do Reclame Aqui. Outra maneira se sanar essa dúvida é recorrendo ao CETIP Certifica, que assegura determinadas aplicações.
A briga por investidores se expandiu para a renda variável!A fim de atrair cada vez mais pessoas dispostas a investir e dar um novo passo à frente dos grandes bancos, corretoras de ações como a XP Investimentos e a Toro Radar anunciaram a isenção de tarifas para operações de renda variável. Uma ordem de compra de ação que antes custava R$0,80, agora não custa nada! O mesmo aconteceu com as taxas vinculadas a Fundos Imobiliários. A cobrança de R$16,90 nas taxas desses fundos, foi reduzida para ZERO!
No entanto, para aproveitar essa isenção de tarifas, o cliente precisa sair do plano gratuito e aderir a um novo pacote. O custo mínimo desse novo plano gira em torno de R$20,00. Para aqueles que se interessam pelo assunto e fazem operações com frequência, pode valer a pena.
Como o Banco do Brasil, o Bradesco, Santander e outros grandes bancos contam com a comodidade de seus clientes, a reação a esse tipo de abordagem é bem mais lenta. Porém, ao que tudo indica, daqui a alguns anos esses bancos de investimento deverão também reduzir o preço dessas operações.
Mas você não precisa esperar a reação do seu banco! Acompanhe as novidades do mercado financeiro e comece desde já a economizar e a buscar serviços mais baratos e de qualidade.
A concorrência está cada vez maior, não apenas no mundo financeiroO surgimento de empresas mais tecnológicas e ágeis tem afetado o comportamento de diversos mercados. Um situação semelhante à que acabamos de descrever no mercado financeiro é percebida na relação entre os táxis e outros aplicativos de transporte.
Este é um setor regulado. É necessária uma permissão do serviço público e durante muitos anos foi o único que prestava esse tipo de serviço. No entanto, de uma hora para outra estabeleceu-se uma concorrência. Aplicativos de motoristas credenciados por um processo alternativo, sem a necessidade de ter uma licença, uma placa vermelha e que fornece um serviço muito parecido, passaram a disputar clientes.
Não estamos defendendo aqui um lado ou outro, apenas explicando a dinâmica do mercado. Essa análise também pode ser estendida para o setor hoteleiro versus o Airbnb, por exemplo. Há uma série de disputas que vem acontecendo em várias áreas, que antes eram muito fechadas e reguladas e agora estão sendo obrigadas a se reinventar, para concorrer com as fintechs.
Uma quebra de paradigmasO setor financeiro, que é altamente regulado, tem se deparado com o surgimento de instituições concorrentes. Essas empresas novas entraram no mercado oferecendo alternativas às vezes melhores, mensagens mais dinâmicas, mais intuitivas, onde se pode resolver os problemas com mais facilidades e mais baratas. Assim, os bancos tradicionais tiveram que reformular a sua relação com o consumidor.
Dessa maneira, os cinco grandes bancos que antes eram donos de tudo e que, muitas vezes, não se atentavam tanto para a relação com o cliente, vêm se mostrando cada vez mais preocupados com o relacionamento com o consumidor.
Um exemplo é uma propaganda realmente construtiva, lançada pelo Itaú, na qual trabalha-se assuntos de educação financeira. Ou seja, o banco está pagando para instruir o cliente! Isso demonstra uma mudança de paradigma na relação entre o banco e seus consumidores. Quando é que se viu os bancos tradicionais com esse grau de preocupação antes?
Mas isso tudo, porque foram estimulados pela concorrência. Esses bancos estavam perdendo clientes. Muitos consumidores se sentiram mais bem cuidados em bancos menores e corretoras, como a XP Investimentos, Toro Radar ou Mirae Asset e migraram.
Então, vamos tentar evitar aquela velha opinião formada sobre tudo. Façamos o exercício de ser um pouco mais daquilo que imaginamos: aventureiros, modernos, alerta às novidades e dispostos a experimentar. Esse é o convite que o Educando Seu Bolso deixa para os leitores.
Por fim, se você está aí pagando tarifas altíssimas, ou com dinheiro parado perdendo rentabilidade, tire uma horinha do seu dia para se atualizar e analisar opções que podem fazer o seu dinheiro render mais. No final das contas, o seu bolso agradece!
A contratação de dívidas e a constante necessidade de quitação de parcelas é uma realidade no orçamento de muitos brasileiros. Segundo a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) quatro em cada dez brasileiros que fazem algum tipo empréstimo tem por objetivo quitar outras dívidas. Ou seja, trocar uma dívida cara por uma mais barata. Isso é uma consequência da expansão da oferta de crédito que ocorreu por volta dos anos 2000, que combinada com a falta de educação financeira, culminou no endividamento de muitas famílias. Diante desse cenário o refinanciamento de veículos e imóveis ou, empréstimo com garantia de veículos ou imóveis, pode ser uma opção.
Nessa modalidade de crédito pessoal o tomador do empréstimo deixa o veículo ou o imóvel como garantia. Dessa maneira, se quem pega o empréstimo for inadimplente a empresa credora tem uma segurança a mais, o veículo. Logo, é possível que ela ofereça taxas menores, já que o risco que ela assume também diminui.
Neste post vamos apresentar como funciona o refinanciamento, quais as vantagens e riscos envolvidos. Como é o processo da tomada de empréstimo, prazos, taxas, empresas ofertantes e algumas especificidades de cada uma delas.
Quem pode fazer um refinanciamento de veículos?Via de regra, para fazer um refinanciamento de veículos é preciso ter um automóvel no nome do tomador do empréstimo, com todas as obrigações quitadas. Para os que são casados, vale ressaltar que não é possível contrair o empréstimo se o veículo estiver no nome do cônjuge.
Além desses requisitos, é feita uma análise de perfil do tomador do empréstimo. Essa avaliação leva em conta o Score de Crédito atrelado ao CPF de quem vai contratar o refinanciamento de veículos. Também podem ser solicitados comprovantes de renda, para avaliar a capacidade do tomador do empréstimo em cumprir com as obrigações do refinanciamento. A BV Financeira, por exemplo estabelece que a renda mensal destinada ao pagamento das parcelas pode corresponder a, no máximo, 30% da renda bruta.
Quem está negativado também pode refinanciar?Usualmente, as empresas que oferecem essa modalidade de investimento não o fazem para quem está negativado.
A Creditas, em seu site, sugere que haja primeiro a quitação da dívida, para depois buscar o refinanciamento. Tentei entrar em contato com algumas outra empresas. Consegui falar com a Omni, que afirmou liberar o refinanciamento para quem tem pequenas dívidas, como contas em atrasos e com o Banco do Brasil, que também não faz esse tipo empréstimo para negativados.
Qual tipo de veículo pode ser refinanciado?Depende da forma como a instituição financeira trabalha. Quase todas, senão todas, fazem o refinanciamento de carros. Algumas refinanciam também veículos mais pesados (ônibus e caminhão), como a Omni Soluções Financeiras e a BV Financeira. Menos comum é o refinanciamento de motos, oferecido pela Multicred, por exemplo.
O veículo precisa estar em boas condições de uso, pois ele passará por uma avaliação, que pode ser feita pela própria instituição credora ou por uma empresa especializada. O ano de fabricação e o tempo de uso do automóvel também são levados em consideração. Esses critérios variam de empresa para empresa. Mas de modo geral, se o veículo tiver até 10 ou 15 anos de uso ainda é possível fazer um refinanciamento.
Condições do crédito concedido: prazos e valoresO refinanciamento de veículos possui um prazo para pagamento das parcelas mais longo, se comparado com a média do crédito pessoal, por exemplo. No empréstimo com veículo em garantia as parcelas podem ser divididas em 48 vezes, podendo chegar em até 60 meses, na maioria das financeiras, correspondentes bancários ou bancos.
O valor do empréstimo, por sua vez, está atrelado ao valor do veículo. Geralmente varia entre 50% e 80% do valor do automóvel. Na média, as instituições financeiras permitem refinanciar até 70% do valor do veículo.
Na medida em que o veículo vai ficando mais velho, o valor do empréstimo concedido diminui. Se o veículo é novinho é possível que o tomador do empréstimo consiga um crédito correspondente a esses 80% do valor do veículo.
O que significa dizer que o veículo fica alienado?Nos contratos de refinanciamento de veículos, ocorre a "alienação fiduciária" do bem. Isso quer dizer que o veículo continua com o proprietário, mas a propriedade é transferida ao credor, até que as obrigações sejam quitadas.
Este termo passará a constar então no documento do veículo, no campo "observações", para sinalizar que este encontra-se com débitos pendentes. Há a necessidade de emitir um novo CRV, indicando a alienação fiduciária.
Segundo o Detran de Minas Gerias, para fazer a inclusão ou retirada da restrição financeira, o veículo precisa estar livre de obrigações, incluindo multas e o IPVA. O veículo precisa passar por uma vistoria. É preciso ainda preencher um formulário e pagar uma DAE no valor de R$78,03. Além da ficha preenchida e da DAE paga, outros documentos exigidos são: Certificado de Registro de Veículo (CRV), documento de identidade e CPF, podendo ser solicitados os documentos originais e cópias. Após a quitação do empréstimo, a instituição credora deve dar "baixa no gravame", ou seja, prestar conta de que a dívida foi paga e emitir uma certidão que comprova o pagamento. Assim, o Detran deveria proceder de forma automática para a atualização do documento, retirando o termo das observações.
Nem sempre tudo corre como esperadoNo entanto, muitas vezes esse processo pode não ser tão automático assim. Isso pode acontecer ou porque a instituição financeira não informou o Detran sobre a quitação da dívida, ou por burocracias internas do Departamento de Trânsito.
No primeiro caso, o proprietário deve procurar a empresa e solicitar que o banco ou financeira faça o comunicado. No segundo, o proprietário do veículo deve acionar o Detran e solicitar um novo Certificado de Registro do Veículo e também um novo Certificado de Registro de Licenciamento do Veículo. Para proceder dessa forma, o veículo deve estar com todas as despesas em dia. Esse processo pode variar de estado para estado. Cabe ao proprietário consultar as regras do Detran da sua respectiva região.
Existem casos de pessoas que quitaram o veículo há 2, 7 e até 10 anos e ainda não obtiveram a baixa no gravame. Se você não pretende vender o carro ou fazer novos refinanciamentos, por exemplo, isso não é necessariamente um problema. Contudo, segundo o artigo 9° da resolução n°320/09, a instituição credora tem um prazo máximo de 10 dias para realizar essa baixa. Então fique atento aos seus direitos!
Nesse meio tempo é possível utilizar o veículo como quiser. Dependendo do contrato firmado entre o fiduciante (tomador do empréstimo) e a instituição credora (fiduciária), podem ser feitas alterações e, menos comumente, realizar a venda do veículo. Nesse caso, a venda deverá ser autorizada pela fiduciária e parte do valor recebido será destinado para a quitação da dívida, tudo de acordo com o que consta no contrato.
Se acontecer alguma coisa com o veículo a responsabilidade é de quem?Apesar do veículo ser transferido como garantia para a instituição credora, o proprietário fiduciante é quem deve arcar com consertos, em caso de acidentes por exemplo, revisões, encargos, seguros, multas e demais despesas.
Isso, ao meu ver, é uma falha do produto. Os bancos e financeiras não exigem que o veículo seja segurado. Então, se o carro der perda total, for furtado ou acontecer qualquer outro acidente a responsabilidade é do tomador do empréstimo, que além de perder o bem, ainda continua com a dívida.
Portanto, a recomendação que eu deixo para o leitor é: antes de deixar o bem como garantia, faça o seguro! Se previna, porque se alguma coisa acontecer com o veículo você estará respaldado dos prejuízos.
É possível perder o veículo alienado?Sim. Segundo o Decreto Lei nº 911/69, o simples vencimento do prazo para pagamento pode caracterizar a inadimplência do fiduciante. Assim, a instituição credora poderá apreender o veículo e vendê-lo a terceiros.
Quando isso acontece, o bem vai a leilão. Se o banco não conseguir um valor que quite inteiramente a dívida, eles ainda podem acionar o devedor exigindo o restante do pagamento. O banco precisa ter uma margem de segurança, por isso o valor do empréstimo não corresponde integralmente ao valor do carro.
Porém, o número de parcelas atrasadas que desencadeia o mandato de busca e apreensão depende de cada empresa. Normalmente não é logo na primeira. Em alguns sites, como o Reclame Aqui, vi casos de pessoas que receberam o mandato com duas, cinco ou até mais parcelas em atraso.
Além disso, este mesmo decreto prevê a possibilidade de quitação da dívida e restituição do bem. O fiduciante tem um prazo máximo de 5 dias para pagar todo o empréstimo pendente. Feito isso, ele poderá receber de volta seu veículo, livre de ônus.
É possível também renegociar o pagamento da dívida junto à instituição credora. Para a fiduciária não é tão vantajoso apreender o veículo. A venda pode demorar e o bem vai se depreciando ao longo do tempo. Para ela é mais interessante que o tomador do empréstimo pague a dívida. Portanto, muitas empresas estão abertas à esse tipo de negociação.
Quais instituições fazem refinanciamento de veículos?A maioria dos bancos faz. Aqueles que não faziam estão começando a fazer, já que estavam perdendo clientes para financeiras e fintechs. Isso porque, muitas vezes essas pequenas empresas são bastante ágeis, fáceis e menos custosas em termos de tempo. Em alguns casos dentro de dois dias é possível ter o empréstimo aprovado, até mesmo com taxas mais baixas.
Cada empresa tem suas especificidades na hora de conceder o empréstimo. Normalmente, o processo de refinanciamento de veículos nos grandes bancos requer uma conversa com o gerente. Em bancos menores, correspondentes e financeiras, como a BV Financeira, Banco Daycoval e House Credi, geralmente é necessário preencher um formulário online com dados pessoais e as condições desejadas para o empréstimo e aguardar o contato. Após o cadastramento, essas instituições entram em contato com o cliente, por telefone ou email.
Nessas condições, quem deseja tomar o empréstimo deve ficar atento às chamadas telefônicas de números desconhecidos. Comumente as empresas tentam o contato por telefone algumas vezes, se o cliente não atender nenhuma delas, entende-se como desistência. Nesse caso, se a pessoa realmente quiser fazer o empréstimo, ele precisará retornar ao início do processo.
A Creditas é a fintech pioneira de refinanciamento de veículos e imóveis no Brasil. Ela atua como correspondente bancário e apresenta um processo mais simplificado, com a possibilidade de fazer simulações online, sem precisar contatar um atendente. A aprovação do empréstimo pode levar de dois a cinco dias. As taxas são a partir de 1,79%, para carros de passeio que valem no mínimo R$5.000,00 e parcelas que de 15 a 48 meses. O Custo Efetivo Total pode variar de 16,70% a 60,70% ao ano.
E o refinanciamento de imóveis?O refinanciamento de imóveis normalmente apresenta taxas ainda mais baratas. A taxa média gira em torno de 1,25% (a menor taxa de juros encontrada foi de 1,14%, da Bcredi). Geralmente o valor do empréstimo concedido varia entre R$30.000,00 a R$2.000.000,00.
No entanto, para esta modalidade é necessário comprovar a renda. O valor do empréstimo poder ser de até 60% do valor do imóvel. A localização deste, o estado em que se encontra e seu valor influenciam na aprovação ou não do refinanciamento. Empresas como a BV financeira só fazem esse tipo de empréstimo para imóveis que valem acima de R$100.000,00.
O prazo máximo para esse tipo de refinanciamento é de 240 meses, oferecido pela BV Financeira, por exemplo. No entanto, algumas empresas como a Creditas e Bcredi oferecem um prazo máximo de 180 meses.
O imóvel não precisa necessariamente estar no nome do tomador do empréstimo, há empresas que fazem com imóveis em nome de terceiros. Além disso, o imóvel não precisa estar totalmente quitado.
Legalmente um imóvel não pode estar alienado a duas empresas ao mesmo tempo. No entanto, é possível que a instituição financeira que fará o refinanciamento atue como "interveniente quitante". Ou seja, ela "compra" os obrigações do imóvel e faz um novo acordo com o tomador do empréstimo, para quitar essa dívida com juros diferentes. Assim, o imóvel passa a poder ser refinanciado.
Vale pontuar também alguns documentos que podem ser queridos durante o processo: Matrícula do imóvel, caso possua vaga autônoma apresentar matrícula; Capa de IPTU, constando a metragem do imóvel e Declaração Negativa de Débitos de Condomínio.
Nesta modalidade também é possível perder o bem alienado, caso as parcelas não foram devidamente pagas!
VantagensAlém da possibilidade de pagar taxas mais baratas, para fazer um refinanciamento de veículos não é preciso comprovar para que o dinheiro será usado, dando mais liberdade para o tomador do empréstimo.
Para mais, as taxas tendem a ser mais baratas que outras formas de empréstimo, principalmente não consignado.
Comparando o refinanciamento com outras modalidades em crédito, é possível perceber que o empréstimo com imóvel em garantia, na média, chega a ser mais barato do que o consignado privado. Além disso, tanto o refinanciamento de veículos, quanto de imóveis são muito mais baratos que as modalidades mais acessíveis, como o não-consignado e o rotativo do cartão, já que o consignado não é para todo mundo.
[caption id="attachment_11806" align="aligncenter" width="600"] Fonte: Banco Central[/caption]
Outra vantagem dos refinanciamentos é o fato de prazos serem mais longos. Isso permite que a parcela seja menor. Dessa maneira a pessoa que está desequilibrada financeiramente consegue colocar a casa em ordem.
Logo, para quem está trocando de dívida, para quem depende sempre do contra-cheque para complementar a renda com crédito e especialmente para quem está pagando juros caros, o empréstimo como garantia pode ser uma saída.
Cuidados a serem tomadosO lado negativo do refinanciamento é justamente a possibilidade de perder o bem. Então se você tomar um empréstimo desse e não colocar a casa em ordem, ou seja, ajustar suas finanças para realmente quitar as dívidas, a garantia que você ofereceu ao banco ou financeira pode ser tomada de você.
Esta modalidade de crédito é mais séria. Não é um empréstimo para ser utilizado caso você estoure o cartão de crédito ou entre no cheque especial em algum momento.
Para dar um imóvel ou um veículo como garantia é preciso se planejar muito bem. Essa é uma dívida um pouco mais longa e mais burocrática, portanto, exige mais disciplina e organização.
ConclusãoHoje em dia está cada vez mais difícil conseguir crédito. Os bancos estão mais seletivos, já que muita gente acabou por acumular uma bola de dívidas nos últimos anos. Assim, o refinanciamento é uma dívida relativamente barata e pode ser uma boa alternativa, principalmente para quem não tem acesso ao crédito consignado.
No entanto, é preciso ter em mente que o refinanciamento de veículos é uma dívida normalmente mais longa, ou com mais parcelas, e coloca em risco um bem pessoal. Então, é extremamente necessário um planejamento financeiro de longo prazo bem feito para ter certeza que os custos cabem no seu bolso. Lembrando sempre de levar em consideração o Custo Efetivo Total, que além do IOF, pode envolver taxas adicionais, como a taxa de abertura de crédito e o seguro, por exemplo.
A queda na taxa de juros afeta diretamente a rentabilidade dos planos de previdência privada. Esse movimento tem levado diversos gestores de fundos de investimento a se dedicarem às PGBLs e VGBLs. Como consequência, a portabilidade desses planos para seguradoras, como a Mapfre, Icatu Seguros e SulAmerica, têm aumentado.
Essa portabilidade pode ser feita de maneira simples, sem grandes desgastes para o dono do plano de previdência. Apesar de ainda não ser uma prática tão comum quanto a portabilidade de planos telefônicos, ou mesmo de contas corrente, por exemplo, ela tende a gerar grandes benefícios financeiros para aqueles que optam por migrar seus PGBLs ou VGBLs.
Foi sobre essa possibilidade, sobre a facilidade e as vantagens em portar sua previdência para outro administrador que Pedro Vieira e eu conversamos durante essa edição do Educando Seu Bolso na Rádio Inconfidência. Usamos inclusive o caso do José, leitor do blog, para mostrar de maneira mais concreta a diferença que faz ficar na Caixa Previdência versus migrar para a Mapfre. Escute aí se você acha que é pouco, vai se surpreender. Fizemos também a conta pro José do quanto ele poderia ter de renda se sacasse e aplicasse por conta própria, ao invés de transformar a reserva do PGBL em renda vitalícia. Dica: prepare-se para mais um susto!
Tem tudo isto e ainda outras notícias, como por exemplo a possibilidade para o cliente do BB de realizar algumas operações pelo WhatsApp, que tem contribuído para a maior comodidade dos clientes. Em resumo, o post de hoje é fruto de um bate-papo descontraído e prático, onde você verá como a ampliação da concorrência no mercado de previdência tem incentivado uma nova abordagem das instituições financeiras e como você, consumidor, pode tirar proveito disso.
Fique atento às atualizações do sistema financeiro!Não é fácil acompanhar todas as evoluções que acontecem no relacionamento bancário. Hoje em dia é possível fazer quase tudo pela internet. As pessoas raramente vão aos bancos e podem até mesmo viver sem eles.
Com o surgimento das fintechs e a ampliação da concorrência, muita coisa tem mudado. Você que é cliente, pode tirar proveito disso. Uma das maneiras de aproveitar essas mudanças é a portabilidade.
A possibilidade de migrar contas salário, contas correntes e planos de previdência de um banco para outro tem sido cada vez mais acolhida pelos clientes bancários. Se antes 4 ou 5 bancos controlavam o mercado financeiro, agora os clientes insatisfeitos podem, de maneira bem desburocratizada, migrar para bancos menores, digitais, ou outras instituições financeiras, mais ágeis e com menos tarifas.
As vantagens do aumento da concorrênciaEu, por exemplo, tenho uma conta em um "bancão" e em um "banquinho". Outro dia eu precisei mandar dinheiro para fora do país e fiz cotação nos dois, já que é fácil mandar dinheiro de um banco para o outro. Faria a operação pelo que fosse mais barato. A diferença na cotação do dia entre um banco e outro foi de R$0,15. No bancão o Valor Efetivo Total era de R$3,93 reais por dólar e no banquinho era de R$3,78. Logo, optei pelo "banquinho".
Seguindo a mesma lógica, as pessoas que possuem previdência na CaixaPrev, no Bradesco, Itaú, ou BrasilPrev estão percebendo que existem outros gestores competentes no mercado que antes só ofereciam fundos de investimentos financeiros, mas que agora também trabalham o os planos PGBL e VGBL.
Portanto, estão sendo oferecidas mais alternativas ao consumidor. Isso obviamente permite que se faça uma pesquisa de preços mais ampliada, como no caso do dólar, dando ao cliente condições de escolher o melhor custo benefício.
Portabilidade não dá muito trabalho!Para quase tudo na vida do brasileiro vale a lei do menor esforço. Muita gente fica acomodado no seu banco, mesmo diante de possibilidades melhores. Isso porque acreditam que a portabilidade é um processo desgastante, que envolve ir a um banco, depois a outro. Além de ter que juntar inúmeros comprovantes e documentos.
Não é bem assim! A portabilidade tem sido cada vez mais desburocratizada. Os próprios bancos ficam responsáveis por fazerem essa essa troca. Se antes era preciso brigar com o banco para conseguir mudar, agora você pode simplesmente entrar no aplicativo de um banco pequeno, digital, apertar três ou quatro botões, colocar uma senha e pedir portabilidade. A partir daí o próprio banco se incumbe de ir até o seu banco atual e operacionalizar essa migração.
E a portabilidade da previdência privada para seguradoras, como a Mapfre, SulAmérica, Icatu, Mongeral e outras?Trazendo mais uma vez meu exemplo pessoal, há um tempo atrás fiz a portabilidade do meu plano previdência, já que não estava muito satisfeito com meu PGBL. Avaliei na ocasião seguradoras independentes, como a Mapfre, Icatu Seguros, SulAmerica ou a Mongeral. Escolhi bons Fundos de Investimento, com gestores independentes e capacitados. Assinei 2 ou 3 formulários de portabilidade e a própria seguradora tomou as rédeas do processo. Dentro de 4 ou 5 dias o recurso foi transitado. Tudo correu bem e sem muito esforço da minha parte.
Então, não dá muito trabalho fazer a portabilidade. O maior trabalho para o consumidor é o de escolher para onde você quer ir, já que agora existem mais opções. Mas, uma boa busca por melhores opções sempre vale a pena! Além do mais, você que é nosso leitor pode, sempre que tiver dúvidas, contar com o nosso auxílio.
O caso do JoséO José que nos enviou uma dúvida aqui pelo Educando Seu Bolso. Ele nos contou que vai completar 60 anos daqui a alguns meses e que possui um milhão em reservas financeiras. Ele pode transformar esse recurso em renda vitalícia ou sacar o montante, pagando o Imposto de Renda, e aplicar por conta própria. Caso similar a esse também foi tema do nosso programa na Rádio há algumas semanas atrás, quando respondemos a dúvida da Mônica. Mas, dessa vez fizemos uma comparação a mais, a da portabilidade.
Primeiramente, parabéns ao José, que conseguiu reunir uma bolada, que com certeza é fruto de muito esforço e planejamento.
Segundo o gerente da Caixa Econômica, onde ele fez a previdência, a renda vitalícia seria de R$3.800,00 por mês. O José receberia esse valor a partir dos 60 anos, corrigido monetariamente pelo IPCA. O cálculo considera uma tábua de sobrevivência que estima que ele vai viver até os 81 anos de idade - em economês a tábua atuarial BR-EMS.
Usando nosso [eafl id="11737" name="simulador de aposentadoria" text="Simulador de Aposentadoria"], vimos que se ele aplicasse esse dinheiro por conta própria o benefício financeiro seria maior. A renda vitalícia subiria de R$3.800,00 para R$5.000,00 aproximadamente. Mas teria um trabalho a mais de gerir o recurso por conta própria, o que exige disciplina e organização.
Outra possibilidade: portar o recurso para seguradoras como Mapfre, SulAmerica, Icatu ou MongeralNós fizemos também uma cotação de portabilidade da Caixa para uma outra seguradora, como Mapfre, SulAmérica, Mongeral e Icatu Seguros. Existe uma série de seguradoras robustas e confiáveis que já estão no mercado há bastante tempo.
Justamente por não terem a mesma capilaridade de Caixa, BB, Itaú, Bradesco e Santander, a Mapfre, Mongeral, Icatu Seguros, SulAmérica, e outras seguradoras, acabam tendo que oferecer condições melhores para atrair clientes.
Na cotação feita para o José, a diferença entre o que ele receberia pela Caixa Econômica Federal e pela Mapfre é de R$700,00. Se no banco a renda vitalícia equivale a um montante de R$3.800,00, na renda vitalícia da Seguradora Mapfre ele receberia aproximadamente R$4.500,00.
Funciona assim: essas seguradoras fazem o que se chama de "comprar a renda". Eles compram a reserva do José e passam administrá-la. Além da correção com a inflação é oferecido um juros real de 3% ao ano, que faz muita diferença no poder de compra.
Portanto, é possível aumentar o benefício financeiro, sem ter o inconveniente de ter que gerir seu próprio recurso. Se você não quiser ter esse trabalho, acha que não domina tanto e quer entregar sua reserva na mão de um gestor profissional para ter uma velhice tranquila, você pode entregar nas mãos de uma dessas seguradoras, como a Mapfre, SulAmérica, Mongeral, Icatu Seguros, etc.
Nova forma de relacionamento bancárioClientes do Banco do Brasil podem agora fazer 11 transações financeiras por meio do WhatsApp: transferência, consultas do código Iban (que indica o número de conta internacional), recarga de celular, liberação de cartão, saldo de conta corrente, extrato de conta corrente, saldo de poupança, extrato de poupança, extrato de Fundo de Investimento, rastreio de cartão e emissão de fatura de cartão.
Funciona assim: o cliente salva o número do Banco do Brasil no seu telefone e começa uma conversa com gerente. Como medida de segurança, eles mandam uma notificação via SMS para confirmar a identidade o usuário.
Esse é mais um exemplo de concorrência entre os bancos, que geram comodidades para os cliente. Se o banco do Brasil não se atualizar, alguma fintech vai aparecer para suprir esse gap e banco vai acabar perdendo mercado.
É seguro?Vemos com frequência notícias sobre hackers que invadem contas e aplicativos, roubam dados pessoais dos usuários ou fraudam contas. Esse sem dúvida é um risco. Mas também há essa ameaça para o aplicativo do celular, caixa eletrônico e outros meios digitais de se fazer operações bancárias.
Por isso o banco liberou apenas onze operações. É preciso ir aos poucos ao tentar fazer esta aproximação com o público jovem. Por outro lado, este é um movimento que não dá pra evitar. Há uma necessidade enorme de atualização dos canais de atendimento.
Todo dia essas empresas estão fechando uma brecha e abrindo uma outra. É o famoso ditado "se correr o bicho pega, se ficar o bicho come". Mas de qualquer maneira, elas precisam se adaptar a essa nova realidade.
E agora? O que eu faço com todas essas atualizações?O mundo está mudando os provedores de serviço estão tentando melhorar a maneira de atender o público. Cabe a nós, consumidores financeiros, tentarmos nos informar cada vez mais das potencialidades e melhores alternativas. A fim de economizar e fazer o nosso dinheiro render mais.
Vale ressaltar que ninguém é obrigado a nada. Você pode decidir aderir às novas formas de relacionamento bancário, fazer a portabilidade para alguma seguradora, como a Mapfre, Icatu Seguros ou SulAmerica, pode querer conversar com com Banco do Brasil no WhatsApp, ou pode simplesmente não fazer nada.
Você pode ficar quieto no seu canto, no caso do José, por exemplo, que chegou aos 60 anos com seu um milhão de reais e está com o "burro na sombra" e pode simplesmente querer ficar aonde está. Porém, ainda assim eu recomendaria a portabilidade, que pode ser feita de maneira segura, simples e prática para empresas sérias.
Além disso, fica um recado para os filhos e netos: ajude seus pais e avós a se atualizaram e a potencializaram a reserva que foi fruto de um trabalho durante décadas. Isso porque, muitas pessoas chegam a uma certa idade e acham que isso não é mais para elas. Mas todos nós, independente do tempo de vida, podemos tirar proveito das mudanças que vem acontecendo no mercado financeiro.
Por fim, fica o convite para você leitor: ouça o podcast, deixe suas dúvidas e comentários!
Hoje em dia é cada vez mais comum precisarmos enviar dinheiro para outros países, ou receber dinheiro vindo de fora. Num mundo com cada vez menos fronteiras, são muitas as situações em que necessitamos fazer remessas internacionais. E são cada vez mais variadas as opções para realizá-las. Empresas como Western Union, Transferwise, Remessa On Line, MoneyGram, entre outras, passaram a fazer parte do dia a dia de muitos brasileiros.
Mas, além dessas empresas especializadas, há muitas outras formas. Tantas opções deixam qualquer um confuso. Qual é a melhor? Qual é a mais barata? E a mais rápida? E a mais segura?
Esse foi o assunto da nossa conversa com Pedro Vieira, no programa Em Boa Companhia, da Rádio Inconfidência. No texto você conhecerá melhor as opções disponíveis. Poderá comparar Western Union com Transferwise, comparar seu banco com os Correios, saberá como escolher a melhor forma realizar uma remessa internacional.
Fizemos simulações, comparamos taxas e tarifas. Mas, como esse mercado é muito dinâmico, o principal é te mostrar a que pontos deverá ficar atento. Nossas simulações podem ficar obsoletas rapidamente, mas as dicas que daremos são para sempre.
Começaremos o post falando sobre ocasiões em que podemos precisar realizar remessas internacionais. Você possivelmente já esteve ou estará em alguma dessas situações.
Depois falaremos dos principais aspectos que envolvem uma remessa ao exterior. Aquilo que realmente faz diferença no preço e na qualidade do serviço e os principais termos que envolvem esse mercado.
Em seguida mostraremos as principais formas de realizar as remessas, apontando vantagens e desvantagens de cada uma. E fecharemos o texto falando nossas principais impressões sobre tudo isso. Ficou bem legal, vale a pena conferir.
Quem precisa fazer remessa internacional?
Bem, são várias as situações. A maioria delas você já consegue imaginar. Mas a última é um pouco surpreendente, talvez você nunca tenha pensado nela.
Parente estudando fora
Estima-se que, todo ano, mais de 200 mil brasileiros vão para outros países para estudar ou fazer intercâmbio. Boa parte dessa turma é composta por adolescentes ou adultos muito jovens, que não têm condição plena para se sustentarem lá fora. A solução é alguém enviar dinheiro para eles aqui do Brasil. Qual será a forma mais barata, prática e segura de fazer isso?
Parente morando fora
Estimativas apontam também que mais de 2 milhões de brasileiros vivam em outros países. Muitos deles sustentam suas famílias no Brasil, constroem suas reservas financeiras aqui, ou precisam eventualmente enviar dinheiro para cá. Nesse caso, qual é a melhor opção?
Parcerias comerciais
Não estou me referindo ao comércio internacional usual. Para isso existe toda uma estrutura de mecanismos e normas bem estabelecidas e utilizadas por exportadores, importadores e empresas de trade.
Falo de situações como a da nossa amiga Virgínia. Ela é sócia de uma empresa de espaços de trabalho compartilhados – coworking – que compõe uma rede internacional. Quando ela precisou enviar dinheiro para o escritório central, nos procurou. Como fazer isso de maneira formal e transparente, e ao mesmo tempo prática e barata?
Venda de produto ou serviço para alguém fora do Brasil
Mais uma vez, não me refiro aqui ao comércio exterior usual. Falo de uma empresa que eventualmente venda algo para alguém lá fora. Uma empresa de consultoria, por exemplo. Como receber por um serviço de maneira formal e clara, sem pagar mais por isso?
Pessoa vai viajar e quer comprar moeda mais barato
Essa é uma situação a que muita gente não dá atenção e, por isso, pode pagar mais do que precisaria na hora de viajar a passeio ou negócios. É possível comprar moeda estrangeira mais barata. Já pensou, viajar em férias escapando da cotação do dólar turismo?
A que devo ficar atento?
Cotação
O principal ponto é a cotação da moeda. Empresas diferentes praticam cotações diferentes. Algumas usam a cotação comercial, outras aplicam uma taxa a essa cotação, outras simplesmente praticam o preço que querem.
Impostos
Atenção na hora de fazer uma simulação! O IOF – Imposto sobre Operações Financeiras para transferência entre contas da mesma pessoa está em 1,1%. Mas entre pessoas diferentes está em 0,38%. Mas algumas empresas não deixam isso claro na hora de te passar o preço. Portanto, atenção a isso, pois faz diferença!
Tarifas
Como dizia um conhecido meu, "não adianta o ingresso ser barato, se a pipoca é cara". Algumas empresas tentarão te atrair com uma cotação boa, mas vão querer compensar isso em tarifas caras. Cuidado!
Valor Efetivo Total
Quem acompanha o Educando Seu Bolso sabe o que é Custo Efetivo Total. É o preço de uma operação de crédito levando em conta todos os custos envolvidos. Valor Efetivo Total – VET é a mesma coisa: é quanto você está pagando por cada unidade da moeda, levando em conta cotação, impostos, tarifas, tudo.
O VET não depende só da empresa, mas também da quantidade de moeda que você está comprando. Quanto maior a quantidade, geralmente menor é o VET. Por isso, a mesma empresa, no mesmo dia, pode ser boa para comprar $100, mas ser ruim para comprar $1.000.
Em minhas pesquisas vi o VET ser calculado de forma que julgo incorreta. Deixaram de fora alguns custos que fazem parte da transação. Minha dica: calcule você mesmo. É simples: divida a quantidade de Reais pela quantidade de moeda estrangeira. Exemplo: está pagando, ao todo – incluindo taxas, impostos etc. – R$ 1000 por USD$ 250? Basta dividir 1000 por 250. Resultado: R$ 4,00 por dólar. Pronto.
Spread
Algumas empresas trabalham com o conceito de spread, que é a diferença entre taxas de compra e de venda de algo. Isso torna a transação bastante transparente. Elas trabalham com a cotação comercial e aplicam um spread. Simples assim. Vou explicar melhor daqui a pouco.
Taxa Swift
Swift é uma sigla que, em português, significa algo como Sociedade para Telecomunicações Financeiras Interbancárias Internacionais. É um sistema que visa a segurança nas transações bancárias internacionais. Pelo Swift, cada instituição financeira tem seu código, que é o BIC, também chamado de código Swift. Para usar o sistema, é cobrada uma taxa, chamada de taxa Swift.
Quando você vai fazer uma remessa, algumas empresas destacam a taxa Swift na hora de te passar o preço. Mas cuidado, pois elas podem te cobrar um preço mais alto do que o Swift de fato cobra. Outras empresas simplesmente embutem a taxa Swift em suas tarifas. E algumas te isentam dessa taxa quando você faz uma compra maior. Ou seja, tem de tudo. Fique atento a isso também.
Prazos e limites
Saindo da questão do preço, é importante ficar atento aos prazos que as instituições pedem para realizar a transação. Dependendo da sua urgência, isso pode fazer diferença. Atenção também aos limites das transações. Algumas empresas não enviam valores muito elevados para determinados países.
7 opções para fazer remessas internacionais
Bancos
É possível enviar e receber remessas internacionais por meio dos bancos que usamos no dia a dia. As regras e cotações e custos variam de banco para banco.
A vantagem é a praticidade e segurança. A desvantagem é que a cotação utilizada pode ser ruim e as tarifas podem ser altas. Então, atenção.
O Banco do Brasil, por exemplo, oferece 3 opções. Você pode enviar dinheiro entre contas do próprio BB, entre diferentes bancos, ou usando a Western Union.
Fiz uma pesquisa no dia 10 de outubro. Simulei que enviaria USD$ 100,00 na finalidade "Manutenção de residentes". Resultado:
Repare que enviar para uma conta do mesmo banco ficou muito mais barato. O único custo extra foi o IOF, e a cotação era a do dólar comercial, R$ 3,778.
Enviar para outro banco foi a opção mais cara. Foi cobrada uma tarifa de R$ 110 pela Ordem de Pagamento (OPE), mais R$ 264,69 de "Despesas externas" e IOF. Repare que, no cálculo do VET, eles levam em conta apenas a OPE. Por isso é que eu digo: calcule você mesmo o VET.
Enviar pela Western Union gerou tarifa (que também não entrou no cálculo do VET...) de R$ 79,35, mais o IOF. Vamos falar mais detalhadamente sobre a Western Union daqui a pouco. Por enquanto basta dizer que você fazer remessas internacionais diretamente com ela, ou por meio das parcerias que ela tem, com essa com o Banco do Brasil.
Resumindo, o melhor é tentar fazer a transação dentro do mesmo banco. Não sendo possível, compensa averiguar se o banco do remetente tem parceria com empresas como o Western Union. Se não tiver, a transação pode ficar muito cara.
Pesquise e compare
Se você tem acesso a mais de um banco, compare os preços. Veja a diferença de cotações entre Bradesco e Inter, em simulações feitas no dia 09 de outubro:
Impressionante, não? Pois é, é preciso pesquisar e comparar.
Falando em pesquisar, conhece nosso Simulador de Contas Digitais? Pois é, elas podem ser um bom meio de se realizar remessas internacionais.
Corretoras
Corretoras de câmbio são instituições financeiras especializadas em fazer transações envolvendo moedas estrangeiras. Para remessas internacionais, o funcionamento delas é parecido com o de bancos. Dependendo da corretora, o envio pode ser feito online ou presencialmente, e o destinatário precisa ter conta em uma instituição financeira.
Uma vantagem de operar com corretoras é que elas transacionam moeda em espécie. Para quem precisa receber ou depositar dinheiro vivo, facilita bastante. Além disso, várias delas procuram acompanhar a evolução do mercado, oferecendo serviços variados com praticidade e agilidade.
A desvantagem é a mesma dos bancos: a cotação não costuma ser das melhores e muitas delas cobram tarifas que acabam encarecendo muito a transação.
Fiz uma cotação de envio de USD$ 100,00 também no dia 10 de outubro. Veja o resultado.
A cotação usada não era boa: R$ 3,87 – enquanto o dólar comercial estava em R$ 3,78.
"Tá, Ewerton, mas pelo menos não cobraram nenhuma outra tarifa, né?"
Opa, não é bem assim. Quando telefonei para a corretora, me disseram que, fazendo a transação na agência deles haveria uma tarifa de USD$ 30! E que pelo site a tarifa seria de R$ 65,00.
A atendente me explicou que apenas na primeira transação não é cobrada tarifa – por isso ela não apareceu na simulação. E que a tarifa pelo site é menor, "porque fica mais barato para a corretora e porque você faz tudo pela sua conta e risco", me explicou a moça, com espantosa sinceridade.
Então, quando for fazer uma cotação, preste atenção a todos esses detalhes.
Correios
Sabia que é possível fazer remessas internacionais pelos Correios? Mas só nas finalidades Manutenção de Residentes e Manutenção de Estudantes.
A vantagem é que o serviço está disponível na rede de atendimento dos Correios espalhada por todo o Brasil e a pessoa não precisa ter conta em banco. Cumpre a função social de levar o serviço a populações menos bancarizadas, portanto.
O preço é R$ 35,00 por remessa mais 1,5% do valor remetido.
Parece barato, né? Mas não é bem assim. Fiz uma cotação no dia 10 de outubro, e a cotação do Euro que eles usavam era de R$ 4,51 – enquanto a oficial estava R$ 4,29.
Uma desvantagem do serviço é estar disponível para apenas 26 países – para os Estados Unidos, por exemplo, não há atendimento.
Western Union
A Western Union é uma empresa com mais de 160 anos de existência. É a líder mundial em transferências internacionais de valores. No Brasil, tem milhares de pontos de atendimento, entre lojas próprias e empresas parceiras – lembra que falei que o Banco do Brasil tem parceria com a Western Union?
Uma das vantagens da Western Union é que não é necessário ter conta em banco. Isso facilita muito para viajantes, por exemplo, ou pessoas de baixa renda – a Western Union foi um dos meios mais frequentemente usados pelos refugiados haitianos no Brasil.
Uma desvantagem que vi na Western Union foi o preço. No dia 3 de outubro pesquisei o custo para enviar R$ 1000 em dólares para os EUA. Encontrei a cotação de R$ 4,08, quando o dólar comercial estava a R$ 3,88. A tarifa em si não foi das mais altas: R$ 30,00. Mas com essa cotação, nem precisava...
Transferwise
A Transferwise é uma startup especializada em transferências financeiras internacionais.
As grandes vantagens da Transferwise são a praticidade e o preço. Fiz uma simulação de envio de R$ 1000 para os EUA no dia 3 de outubro. O câmbio praticado foi o comercial, R$ 3,88. A tarifa – incluindo IOF – foi de R$ 31,00. Mais barato que a da Western Union, por exemplo.
As únicas desvantagens são a necessidade de que remetente e destinatário tenham conta em instituição financeira, e a limitação do serviço apenas a pessoas físicas.
Remessa Online
Remessa Online é uma empresa brasileira nos mesmos moldes da Transferwise.
As vantagens da Remessa Online são praticidade e transparência. Fiz a mesma cotação de envio de R$ 1000 para os EUA no dia 3 de outubro. A cotação foi a do dólar comercial, R$ 3,88.
Além disso é cobrada a taxa Swift de USD$ 20 – a atendente me explicou que para remessas maiores pode haver até isenção da taxa – e um spread de 1,3% sobre a cotação oficial. Ou seja, o câmbio não ficou ruim, saiu a R$ 3,93. O problema é que a taxa Swift levou o VET lá para cima (R$ 4,27). Para compras maiores, com a Swift pesando menos, pode ser muito bom negócio.
VTM e cartão de débito
VTM – Visa Travel Money é um cartão de débito que se contrata de forma avulsa, não vinculado a uma conta bancária. Ao adquirir o cartão – junto a uma corretora ou um banco, por exemplo – a pessoa o carrega com dinheiro na moeda que desejar. Quando estiver no exterior pode usá-lo em estabelecimentos que aceitam Visa ou sacar dinheiro vivo em caixas eletrônicos.
Esse cartão é útil, por exemplo, para pais, no Brasil, transferirem dinheiro para seus filhos em viagens curtas ao exterior. Por que viagens curtas? Porque o IOF desse tipo de cartão é mais alto: 6,38%. Para viagens longas – de intercâmbio, por exemplo – acaba saindo caro.
Remessas para si mesmo
Lembra que eu falei, lá no início, que remessas financeiras ao exterior podem servir para quem vai viajar a passeio ou a negócios? A pessoa pode usar a TransferWise ou a Remessa Online, por exemplo, que são empresas que operam com dólar comercial e cobram tarifas razoavelmente baixas. Para isso, basta que ela tenha uma pessoa de confiança no exterior, a quem ela possa transferir o dinheiro aqui do Brasil, e que possa lhe repassar o dinheiro no exterior. Simples assim. Mas, claro: é preciso pesquisar preços e condições.
Concluindo
Apresentamos 7 opções de remessas ao exterior, apontando vantagens e desvantagens de cada uma delas.
Quem não tem conta em banco pode usar os serviços da Western Union e dos Correios. São opções acessíveis em milhares de pontos de atendimento.
A Western Union pode ser uma boa opção também para quem quer fazer remessas a partir do seu próprio banco. Mas esta seria uma opção um tanto comodista, já que há empresas que realizam remessas de conta para conta cobrando mais barato.
Estou me referindo a empresas como TransferWise e Remessa Online. Elas prometem prestar o serviço de forma prática e com preços melhores. Entre todas as que pesquisamos, este é o modelo que nos parece capaz de oferecer a melhor combinação entre preço e praticidade, dependendo da quantidade de moeda adquirida.
Há outras empresas semelhantes no mercado, como a MoneyGram. São empresas novas, por isso é preciso avaliá-las bem. Recomendamos sempre aos nossos leitores que, antes de contratar serviços, pesquisem a qualidade do atendimento das empresas, em sites como o Reclame Aqui.
O importante é pesquisar sempre. O perfil das empresas aqui avaliadas pode variar ao longo do tempo, pois o mercado é muito dinâmico. Mas as dicas contidas na primeira parte do texto duram para sempre. Use-as sempre que precisar realizar remessas internacionais. E, em caso de alguma dúvida, fale com a gente!
Complementar o benefício INSS para manter o padrão de vida durante a aposentadoria é uma preocupação de muitos brasileiros. Eu e o Pedro Vieira, da Rádio Inconfidência, aproveitamos a dúvida de uma ouvinte para analisarmos se vale mais a pena sacar o dinheiro da previdência privada e investir ou receber um rendimento vitalício.
Neste post você vai entender melhor o que é a renda vitalícia e quais as suas vantagens e desvantagens. Vamos analisar ainda questões comportamentais e tributárias que devem ser analisadas na hora de tomar essa decisão. Ao final mostraremos que não é tão complicado assim constituir uma boa reserva para complementar o benefício que a Previdência Social concede aos aposentados e responderemos à dúvida de uma ouvinte que quer saber: investir em fundo ou em um plano de previdência privada?
A dúvida da MônicaA Mônica nos contou que ela possui um plano de previdência privada no Banco do Brasil, o BrasilPrev VGBL Renda Progressiva. Ela tem R$204.000,00 aplicados, para resgate em novembro de 2018, quando ela completa 60 anos. Se ela resgatar esse valor, descontado o Imposto de Renda, receberia um montante de R$193.000,00.
Mas, ela também tem a opção de manter o dinheiro na previdência e receber uma renda vitalícia, de R$900,00 mensalmente. Essa renda complementaria seu benefício INSS, que é de um salário mínimo.
Ela quer saber qual é melhor opção: resgatar o dinheiro e aplicar ou pedir a renda vitalícia?
Gostaria então de dar os parabéns para a Mônica, que se preocupou em construir essa reserva financeira para complementar o benefício INSS. Com essa poupança adicional ela vai poder praticamente dobrar a renda na velhice.
O que é renda vitalícia?Existem duas formas da Mônica receber essa reserva de R$204.000,00. Ela pode resgatar o montante total, "botar a mão nessa bolada" e gastar o dinheiro como ela bem entender. Pode ser que ela queira comprar uma casa, fazer uma viagem ou dividir para os filhos, por exemplo.
Ou ela pode optar pela renda vitalícia. Nesse caso é como se ela fizesse um contrato com a seguradora. Assim, ela permite que a BrasilPrev continue administrando o dinheiro, em troca de uma renda mensal de R$900,00, que ela receberá enquanto ela viver.
Este é um contrato de risco, porque não é possível prever até quando ela vai viver. Então, se ela morrer com 100 anos, durante 40 anos ela irá receber esses R$ 900,00.
A renda vitalícia tem reajuste?Tudo depende do contrato. Pode haver contratos que preveem uma correção monetária e reposição de inflação. Só não se prevê ganho de juros, ou ganho financeiro, em cima desse R$ 900,00.
Resgatar a reserva do VGBL para investir vale a pena?Eu fiz uma conta utilizando o nosso Simulador de Aposentadoria. Não é um cálculo exato porque não é possível prever com certeza quando a Mônica irá falecer, nem qual juros serão aplicados.
O Simulador prevê uma estimativa de vida de 80 anos. Apesar de ser um valor próximo das tábuas atuariais e da expectativa de vida média do brasileiro, para alguns casos isso é insuficiente. A estimativa de juros prevista na aplicação desse desses R$193.000,00, que é o que ela realmente receberia por causa do Imposto de Renda, é de 0,4% ao mês. Parecido com que rende hoje a Poupança nominalmente. Nosso simulador usa o rendimento real – acima da inflação – que pode ser encontrado em títulos do tesouro direto.
Com base nesse patamar de juros, dos 60 aos 80 anos, ela teria por volta de R$1.200,00 ao mês. Ou seja, R$300,00 a mais do que a se ela optar pela renda vitalícia. Porém, o banco provavelmente prevê uma expectativa de vida acima de 80 anos para ela. Assim, optando pela renda vitalícia ela teria um seguro. Se ela falecer, é possível transmitir essa renda para um beneficiário.
Maior segurança ou maior rendimento?Esta é uma escolha entre manter a segurança ou aumentar o benefício financeiro. Escolher receber uma renda mensal vitalícia é mais cômodo. Não é necessário ter que lidar com o dinheiro. O beneficiário, ou a Mônica, simplesmente mantém essa reserva nas mãos da BrasilPrev para que ela a administre e deposite o dinheiro na conta dela todo mês.
Mas nessa opção existe uma certa perda financeira. Se a Mônica agisse por conta própria, retirando o dinheiro e realizando outra aplicação, ela teria aproximadamente R$300,00 a mais. No entanto, vale fazer uma ressalva: o dinheiro aplicado tem um período de usufruto limitado, não é vitalício.
Qual a melhor opção renda vitalícia ou aplicação própria?Se você não sabe aplicar, não quer ter esse trabalho, ou é propenso(a) a gastos, não vale a pena sacar. Ou seja, se você acha que quando receber esses R$193.000,00 provavelmente não vai aplicar o valor cheio, vai usar uma parte para fazer uma comprinha aqui, outra ali, ajudar a netinha desempregada e seis meses depois o valor que deveria ser investido inicialmente já caiu para R$150.000,00, escolha a renda vitalícia. O comportamental tem que ser considerado.
Outra situação muito comum é o assédio de parentes e amigos, que sabendo dessa complementação do benefício INSS começam a pedir inúmeros favores e empréstimos. Logo, se você não tem essa disciplina e a coragem de dizer não, também é melhor manter o montante sob a responsabilidade da BrasilPrev. Assim, o dinheiro não fica na sua mão. Não podendo resgatar a qualquer momento fica muito mais fácil manter a reserva na previdência privada.
Por fim, o último ponto a ser considerado é o Imposto de Renda. Supondo que a Mônica, por exemplo, esteja na alíquota máxima do imposto, 27,5%. Se ela resgata tudo de uma vez ela paga essa porcentagem sobre o montante. Por outro lado, se ela transformar isso em R$900,00 de renda vitalícia, somados ao salário mínimo, ela terá um rendimento mensal de R$1.900,00 aproximadamente. Assim ela estará na alíquota mínima do Imposto de Renda, onde não se paga nada.
Mesmo pagando o Imposto de Renda ainda há um certo ganho financeiro aplicando por conta própria para complementar o benefício INSS. No entanto, é preciso considerar todos esses fatores comportamentais e refletir sobre qual opção proporcionará uma aposentadoria mais tranquila.
Faça como a Mônica e comece a complementar seu benefício INSS!A Kadidja comentou durante o programa na rádio: "Que coisa surpreendente como é que uma pessoa que vai ter uma aposentadoria de um salário mínimo, quer dizer não deve ter um salário muito alto, consegue juntar R$204.000,00?"
Isso é fruto dela ter começado cedo. É possível acumular uma reserva de previdência de R$204.000,00 mesmo com um salário baixo. Fiz outra simulação utilizando nosso Simulador de Aposentadoria para mostrar que não é tão difícil assim complementar o benefício INSS. Começando com 20 anos, para chegar aos 60, e aplicando R$200,00 por mês, o montante final seria de R$290.000,00. Mas, é necessário ter disciplina para aplicar todo mês e colocar os juros para trabalharem a seu favor.
Infelizmente esse não é o caso da maioria dos brasileiros. Muitas pessoas só começam a pensar em uma complementação para o benefício INSS quando a aposentadoria já está se aproximando.
Nós já falamos aqui várias vezes e vale sempre lembrar: poupe! Quanto antes melhor! Pense no futuro e use o tempo a seu favor!
Fundo de Investimento ou Previdência Privada?Ao final do programa a ouvinte Juliana perguntou: "Onde investir: previdência privada ou fundo de investimento? Levando em consideração que essa previdência privada também faz aplicação no fundo de investimento".
A Previdência Privada (VGBL ou PGBL) geralmente vai ser um pouquinho superior, se você conseguir manter essa aplicação no longo prazo. Para aplicações de curto prazo, bons fundos de investimento tendem a ser melhores.
Se a ideia é fazer aplicação para criar uma reserva financeira de longo prazo e servir de complementação do benefício INSS, escolha um bom VGBL ou PGBL. Além disso, é importante fazer uma análise da situação tributária das alíquotas do Imposto de Renda, como fizemos aqui anteriormente.
No mais, é possível fazer simulações utilizando o nosso Simulador de Investimento em Renda Fixa. Você preenche alguns dados, coloca quanto gostaria de investir e o simulador gera uma tabela com as melhores opções. Se o gerente do banco te der duas opções, esse fundo ou aquele VGBL, por exemplo, você também pode mandar para a gente aqui no blog. Nós analisamos e escolhemos para te ajudar a tomar a melhor decisão.
Não começou a complementar seu benefício INSS ainda? Corre!Começar a construir uma reserva financeira cedo é fundamental para melhorar a qualidade de vida na aposentadoria. Tão importante quanto, é saber como administrar esse dinheiro no futuro. Seja por meio de uma nova aplicação ou pelo recebimento da renda vitalícia.
Analise o comportamento tanto seu, quanto dos seus familiares na hora de escolher como desfrutar do benefício que você construiu. Além disso lembre-se de levar em conta o Imposto de Renda e levantar quais as opções permitem pagar uma alíquota menor.
Gostaria de agradecer a participação dos ouvintes e leitores, que nos ajudam a colocar a conversa da maneira mais prática possível. Por fim, peço que critiquem, ranqueiem, deixem seus comentários, sugiram temas, utilizem os simuladores e ouçam o podcast!
Quem mora de aluguel ou está pensando em morar, vai se deparar, em um dado momento, com a necessidade de oferecer alguma garantia ao proprietário. O inquilino precisa dar a segurança de que ele tem condições de pagar o aluguel. Mesmo que ocorram imprevistos, como uma despesa inesperada ou o desemprego, é necessário honrar os compromissos assumidos na assinatura de um contrato de aluguel. Seja por meio de um fiador, uma garantia de aluguel ou um seguro fiança.
Todo mundo já deve ter recebido uma proposta do gerente do banco para contratar o Super X Cap, Pé Quente Bradesco, PIC Itaú, ou qualquer outro título de capitalização. Mas será que esses títulos valem a pena? Como funciona? Quais os riscos?
A Isabel, ouvinte da Rádio Inconfidência, nos contou, durante o programa, sobre os problemas que teve no banco ao contratar um título capitalização do programa Pé Quente, do Bradesco. Ela atrasou algumas parcelas e corre o risco de perder tudo! Infelizmente muitos outros brasileiros passam pela mesma situação. Ou porque deixaram-se levar pela conversa do gerente do banco ou por não se atentarem para a leitura do contrato.
Eu e o Pedro Vieira aproveitamos da dúvida dela para esclarecer vários pontos sobre esses títulos. A análise vale não só para o Bradesco, mas também para o Super X Cap, da Caixa Econômica Federal, o PIC, do Itaú, o Ourocap do Banco do Brasil, entre outros. Você verá que as coisas não são bem do jeito que o gerente do banco te conta.
O caso da IsabelSegundo a Isabel, todo ano ela depositava mensalmente R$100,00 no plano de capitalização Pé Quente Bradesco. Após 12 meses ela resgataria esse valor com a correção. No entanto, deixou de pagar por dois ou três meses. Quando foi cobrir essa dívida o gerente do banco disse que o plano estava cancelado e que ela só poderia resgatar após um ano. Ele sugeriu ainda que uma alternativa seria fazer outro plano de capitalização.
Ela comentou que ficou muito chateada e se recusou a fazer um novo título de capitalização. Agora pensa em aplicar esses R$100,00 na poupança, que rende pouco mas é garantido.
Ela pode perder tudo?Sim! Fiz uma pesquisa no regulamento do Pé Quente Bradesco e encontrei que há a possibilidade de cancelamento do título de capitalização. Isso acontece após o não pagamento de até 3 meses de atraso de qualquer parcela. Quando isso acontece você pode realmente perder o direito.
Existe alternativa para ela?É comum os gerentes não explicarem o que estão vendendo. Muitos se utilizam de jargões inadequados. Afirmam, por exemplo, que o título de capitalização é igual à Caderneta de Poupança, que não é nem um pouco verdade.
Um exemplo dessa postura antiética é a insensibilidade do gerente do banco da Isabel. Mesmo ciente da situação em que ela se encontrava ainda ofereceu um outro título de capitalização.
Há casos de pessoas que, ao expor essa má conduta do gerente em sites de grande visibilidade, como o Reclame Aqui, conseguiram fazer com que o banco, em caráter excepcional, restituísse aquilo que foi pago. Mas a rigor ele não têm a obrigação de devolver nada, já que isso consta no contrato assinado.
Como funcionam Super X Cap, Pé Quente Bradesco, PIC Itaú e outros?Funciona mais ou menos como uma Tele-Sena ou um Papa-Tudo. Por exemplo, se a Tele-Sena custa R$5,00, depois de um ano você recupera R$2,50 mais uma correção. Então é possível ir aos correios e trocar por outras Tele-Senas. Além de recuperar parte do valor da cartela é possível participar de sorteios e concorrer a prêmios.
Então, voltando no caso da Isabel, dos R$100,00 por mês que ela paga ao banco, uma parte vira lucro direto do banco, via remuneração da Seguradora Bradesco, que é quem administra o título de capitalização Pé Quente, e uma outra quantia vai para custear os sorteios.
Assim como no Super X Cap ou no Pic Itaú, quem participa desse programa de capitalização tem direito a sorteios mensais. Quem paga pelo sorteio não é o banco, são os próprios participantes. É como se fosse um grupo de consórcio e o que sobra constitui uma reserva de capitalização.
Assim, cria-se uma reserva de valor atualizado monetariamente, com o que sobra após o lucro do Banco e a caixinha do sorteio. Este sim é o montante que será restituído ao final do vencimento do título de capitalização. O que acaba não sendo um bom negócio. Mas infelizmente todos os grandes bancos têm esses títulos e oferecem ativamente para os seus clientes. Especialmente a um público "menos avisado".
Então para que serve um título de capitalização?Como os títulos de capitalização não retornam um bom valor ao final, servem para quem gosta de sorteio.
Esses títulos (Pé Quente Bradesco, Super X Cap, PIC…) são voltados para quem gosta de sorteio e não consegue guardar dinheiro. Assim cria-se uma cota para incentivar a criação de reserva futuro para aquelas pessoas que não têm qualquer disciplina.
O fato de poder participar de sorteios (que é uma coisa que o brasileiro gosta muito) ajuda comprometer parte da renda. Assim, ao final do prazo, o participante sai com alguma reserva. Já que se ele não tivesse feito essa capitalização, provavelmente teria gasto esse dinheiro superfluamente.
Título de capitalização não é investimento!O título de capitalização gera obrigações e o não cumprimento delas leva a perdas. Investimento não é assim. Investimento é aquele que você faz quando você pode. Se em um mês o orçamento apertou, você pode simplesmente não fazer o a aplicação, ou melhor, resgatá-la pra complementar a renda.
Os gerentes bancários costumam vender títulos como o Pé Quente Bradesco, o Super X Cap da Caixa Econômica Federal ou o PIC, do Itaú como se fosse um investimento. Mas ele se configura como uma obrigação. É quase como um carnê ou uma prestação de um programa de loja. Se você não cumpre com aquele pagamento mensal você começar a incorrer em perdas, como é o caso da Isabel.
A importância de ler bem o contratoComo existe a possibilidade de perder tudo ao atrasar o pagamento das parcelas é extremamente necessário ler contrato com atenção.
Provavelmente quando a Isabel assinou o contrato faltou ler o regulamento e ficar ciente de que existia uma sanção. Isso não é um problema só da Isabel, quase ninguém lê contratos antes de assinar!
Mas é fundamental ler tudo com cuidado antes de contratar esses títulos, seja o Pé Quente, Super X Cap, PIC, ou qualquer outro. A fim de tomar consciência dos riscos que esses programas oferecem e se prevenir contra esse tipo de armadilha.
Título de capitalização também não é poupança forçada!A ouvinte Silvana comentou: "acompanho o programa e sempre achei que título de capitalização fosse uma poupança forçada e que não rende nada. Não caio mais nessa. Tem outras maneiras de aplicar o seu dinheiro."
Muito obrigada pela participação Silvana! Faço apenas uma correção ao seu comentário, título de capitalização não é poupança forçada. Como a Isabel relatou, se houver algum um imprevisto ou algum aperto no orçamento, existe um ônus ao deixar de pagar as parcelas do título. Em uma poupança forçada você tem a liberdade de não fazer o aporte em algum mês, retirar o dinheiro na hora que quiser e até mesmo cancelar sem nenhum tipo de prejuízo. Como é o caso de planos de investimento com débito automático, por exemplo.
Quais são as armadilhas dos Título de Capitalização?Os TCs buscam estimular a criação de uma reserva de médio e longo prazo. O brasileiro, porém, ainda não tem essa disciplina. Quando ele entra no negócio sem ler o contrato e sem nenhum tipo de alerta do gerente do banco, acaba achando que se parar de pagar não terá maiores problemas e que receberá o dinheiro de volta. Por isto, não faz um planejamento maior, não pensa nas condições de pagamento caso fique desempregado, por exemplo.
A pressão sobre os gerentes bancáriosOs bancos grandes de relacionamento, Bradesco, Itaú, Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Santander, etc., empurram esses títulos para seus clientes. Ao chegar na agência para realizar uma abertura de conta ou qualquer tipo de movimentação, o gerente oferece o programa de capitalização.
Essa oferta muitas vezes é feita de maneira ilegal, como uma venda casada. O gerente propõe que para fazer a operação que o cliente deseja, este precisa ajudá-lo a bater uma meta. Como? Comprando o Pé Quente Bradesco, o Super X Cap, o PIC, ou qualquer outro título de capitalização. E aí vem os argumentos falaciosos como "é muito bom, tem sorteio", ou "é igual à Caderneta de Poupança", o que já demonstramos não ser verdade. Muitas pessoas acabam sendo lesadas por essa oferta enganosa.
Muitas vezes essa má fé do gerente vem da pressão de seus empregadores. Há uma necessidade constante de bater metas, a qualquer custo. Existem casos de gerentes com mais escrúpulos que acabam pedindo demissão por se sentirem mal, ludibriando as pessoas. No mínimo desconfiam, pelo perfil do cliente, que isso prejudicará suas finanças.
A dificuldade de cancelamento do título de capitalização já indica que é um mau negócio!Segundo o regulamento do Pé Quente Bradesco, para cancelar o título é preciso ir até a agência procurar o gerente. Ali você terá que convencê-lo de que você realmente quer e precisa cancelar o título. Não existe uma maneira prática para efetuar o cancelamento.
Um conselho que eu deixo para o leitor que quer saber se um negócio é bom ou ruim é: faça a seguinte pergunta - "qual é a facilidade para cancelar?". Se você consegue cancelar remotamente, pela internet, com 3 ou 4 cliques, é um indicativo de que o negócio vale a pena. Agora, se você tem que passar por uma central de atendimento, três tipos de atendente te oferecendo vários outros produtos, mandar uma carta escrita de próprio punho e outras inúmeras burocracias, provavelmente o negócio não vale tanto a pena.
Outro ponto que deve ser analisados são os custos que esse cancelamento envolve. No caso dos títulos de capitalização por exemplo, só é possível resgatar 100% das parcelas pagas ao final do prazo. Então se você comprou um título de 60 meses, somente no sexagésimo mês o resgate não envolverá nenhum tipo de prejuízo. Por outro lado, se você quiser resgatar o título depois de seis meses de pagamento (o que não é incomum, pois nesse tempo a vida muda muito) você tem direito a aproximadamente 50% do valor que você pagou.
Poupança rende mais que Super X Cap, Pé Quente Bradesco, PIC Itaú e OurocapO brasileiro via de regra é mais conservador. Não gosta de arriscar e a Poupança, como a Isabel sugeriu, seria um investimento bem melhor do que este título de capitalização.
Isso porque o dinheiro vai render mais. Além disso, não serão cobradas taxas de administração, carregamento e a caixinha do sorteio, embutidas no custo do programa de capitalização. Assim, a reserva de capitalização, que é o que sobra e rende, chega a ser 60% do valor da parcela.
Outra vantagem é que se o orçamento apertar em algum mês você pode simplesmente não colocar o dinheiro. Isso sem incorrer em peradas. É possível até mesmo retirar uma parte do montante para ajustar nas finanças. Nos títulos Pé Quente Bradesco, Super X Cap, Ourocap e PIC, por exemplo, não existe essa possibilidade.
Vale lembra que existem outros investimentos tão seguros quanto a Poupança e que rendem mais, como os títulos do Tesouro Direto, por exemplo. Além desses, investimentos como LCI, LCA e CDBs são cobertos pelo Fundo Garantidor de Crédito, são aplicações tão garantidas quanto a Caderneta.
Então: o X Cap é Super mesmo ou não?Para quem gosta de sorteio, não tem disciplina e está disposto a correr os riscos, os títulos de capitalização como o Super X Cap, Pé Quente Bradesco, PIC Itaú entre outros, podem não ser uma má ideia. Mas tenha em mente que ao contratar esse programa você terá uma obrigação de pagar as parcelas por vários anos. Caso queira sair, estará sujeito a uma perda financeira grande.
Então, antes de contratar um título de capitalização se atente aos seguintes pontos:
Mais uma vez agradeço a participação da Isabel e da Silvana! Ouça o podcast e qualquer dúvida ou comentário entre em contato com a gente!
A Economia Clássica sempre teve como pressuposto que os seres humanos são 100% racionais na hora de tomar decisões. No entanto, a prática mostra que não é bem assim. Ninguém é racional o tempo todo. Nesse sentido, surge uma nova linha de pensamento econômico: a Economia comportamental, que tem por objetivo romper com o pressuposto inicial, se aproximando mais da realidade. O economista Richard Thaler, vencedor do prêmio Nobel de economia no ano passado, tem uma pesquisa que vai justamente nesse sentido. Ele afirma que os jovens, a geração millennials, são mais propensos a cair em armadilhas financeiras.
Na minha conversa com o Pedro Vieira, da Rádio Inconfidência, nós discutimos sobre as irracionalidades do comportamento humano. Falamos também sobre quais são essas armadilhas e como evitá-las.
Abordamos ainda as carências da Educação Financeira ensinada nas escolas e a importância de formar (na escola, ou fora dela) cidadãos entendidos desse tema. Ao final responderemos à pergunta de duas ouvintes sobre o Tesouro Direto e títulos de capitalização.
Somos seres irracionais?Somos! Em se tratando de decisões econômicas, somos irracionaiso tempo todo. Até porque, se fôssemos 100% racionais, qual seria o sentido de tanto marketing e propaganda? Áreas que movimentam milhões hoje em dia, usando das emoções para incentivar o consumo.
Nos cursos de Economia os modelos são baseados em racionalidade. Os seres humanos vão agir sempre buscando um ótimo, o caminho mais eficiente financeiramente, com a maximização (aumento) dos lucros e a redução dos custos.
No entanto, não é assim que o ser humano funciona. Ele é enviesado e segue critérios muito mais sentimentais e psicológicos do que econômicos, na hora de tomar uma decisão. É isso que essa nova corrente, chamada Economia Comportamental, e seus expoentes Richard Thaler, Denário, Daniel Kahneman, entre outros, tentam trazer para dentro dos modelos econômicos.
Esses grandes autores simplesmente reconheceram o que o senso comum já mostrava há muito tempo. Ao fazer compras o ser humano não age financeiramente, e sim de acordo com o acúmulo de experiências e vontades. Ele pode agir inclusive prejudicando as finanças.
Nas várias áreas da economia, desde a macroeconomia, onde se programa a política econômica, até nas pequenas ações do dia a dia, é necessário promover o "bom comportamento", ou seja, um comportamento mais racional. Nesse sentido, Richard Thaler sugere dar "empurrões", incentivos que levem as pessoas a agir de maneira mais planejada, reflexiva e crítica.
Quais são as armadilhas para os millennials?A impaciência e a propensão a consumir por impulso são principais ciladas para a geração Y.
Os incentivos ao consumo impulsivo são inúmeros. Estão na televisão, no celular e meios de comunicação em geral, o tempo todo. As pessoas estão sendo empurradas para consumir mais. Mas isso não é uma questão específica do jovem.
Os millennials são mais propensos a cair em armadilhas que que lidem com impaciência. Para essa geração é muito difícil pensar no longo prazo. Planejar uma poupança para quando eles chegarem aos 40 ou 60 anos é uma realidade ainda muito abstrata. Esse tempo para eles está tão longe que dá a sensação de que nunca vai chegar.
Então, se os millennials não conseguem trabalhar com essa dimensão temporal, não tomam decisões com esse horizonte de tempo. Assim, fica difícil, por exemplo, deixar de comprar um tênis novo, porque é preciso colocar R$50,00 do salário numa conta, para criar uma reserva financeira para a aposentadoria. Quase ninguém de vinte anos vai se sentir incentivado a tomar essa decisão. As pessoas dessa geração não se enxergam nessa situação.
Quais "empurrões" podem ser dados para melhorar esse comportamento?Trabalhar com incentivos para diminuir essa impaciência e aumentar a visibilidade que o jovem tem do longo prazo é uma boa política para orientar melhor esse futuro.
É preciso desconstruir a mentalidade de "viver como se não houvesse amanhã". Os pais devem incentivar os filhos a se precaver e pensar no futuro. Estamos vivendo mais e com mais qualidade de vida, por isso temos que ter reservas financeiras bem consolidadas.
Vale a pena dar mesada?Um pequeno orçamento pode ajudar os millennials a se relacionarem melhor com o dinheiro.
No entanto é preciso ter alguns cuidados. Eu, particularmente, sou contra remunerar as crianças por nota na escola, por exemplo. Estudar não deve ter como fim último uma remuneração. Esta deve ser uma atitude que busque o crescimento pessoal e o desenvolvimento humano, desassociada de uma recompensa material.
Além disso, é necessário ter em mente que o objetivo da mesada é a educação financeira. Não adianta combinar um pagamento mensal se a criança gastar tudo no primeiro dia e os pais continuarem dando dinheiro. Isso cria um comportamento contrário ao que se deseja.
Se existe uma mesada que deve servir o lanche na escola, a figurinha e a bala e o filho gastou tudo na primeira semana, acabou! A criança passará três semanas sem nada e terá que se organizar melhor no mês seguinte.
Então, a mesada como um pequeno orçamento para criança se responsabilizar pelo dinheiro ensina desde cedo desejos são infinitos, mas recursos são finitos, e é preciso administrá-los bem para alcançar os objetivos. Dessa maneira é possível ensinar aos jovens essa dimensão de que é preciso fazer escolhas, porque não se pode ter tudo.
E a semanada?A semanada segue a mesma lógica da mesada. Ela se aplica bem para crianças mais novas, que muitas vezes têm dificuldade de projetar o mês. Então, ao em vez de dar uma mesada de R$100,00, dá-se uma semanada de R$25,00. A finalidade é a mesma.
A educação financeira nas escolasA forma que se ensina hoje é a muito parecida com a de 30, 40 anos atrás. Infelizmente a didática não avançou, a estrutura escolar não foi modernizada e aconteceram poucas inovações no modelo de ensino. A precariedade da educação financeira é um reflexo disso.
Aqui no Educando Seu Bolso nós temos essa missão de tentar entrar no ambiente escolar com a pauta da educação financeira. A inclusão desse assunto na base nacional curricular foi um grande avanço. Mas infelizmente na prática isso não têm se traduzido em um acesso dos jovens à boa educação financeira. Ela ainda não vai muito além dos juros simples e compostos, incorporados em algum momento na grade de Matemática, sem deixar claro os porquês e para quês disso. Portanto, este acaba sendo mais um conteúdo esquecido assim que os jovens saem do Ensino Médio.
Muito se fala em tecnologia, novos conceitos pedagógicos. Um exemplo bem famoso é a "gamificação", que tenta levar para dentro do ambiente de sala de aula um aprendizado mais dinâmico, por meio de jogos eletrônicos.
No entanto, ainda existe o medo quando se trata de matemática. Este ainda é um assunto que assusta e acaba minando a curiosidade das crianças. Se elas tiram uma nota ruim ou duas já se distanciam da matemática, achando que aquilo não é para elas.
Mas o fato é: não dá para fugir da matemática. Em algum momento da vida ela ta alcança de volta. Então o melhor a fazer é manter em contato com a matéria o quanto antes. Uma alternativa para estreitar esses laços é tornar a matemática mais atrativa, dinâmica e aplicada, nas escolas. Consequentemente melhorando a educação financeira dos millennials, que poderão colher bons frutos no futuro.
Filhos também ajudam na educação financeira dos paisDurante o programa na rádio a ouvinte Silvana relatou: "o meu filho tem 26 anos e lida com dinheiro melhor do que eu".
Falamos muito sobre como os pais ajudam os filhos a lidarem com finanças, mas vale sempre lembrar que a recíproca também é verdadeira. O comentário da Silvana chama a atenção para esse ponto.
Ela com certeza se beneficia da aptidão que o filho tem no trato com as fianças para ficar a par de novidades. Assim ela pode tomar conhecimento da existência das fintechs, que surgiram para se adequar ao perfil dos millennials e que são alternativas fora dos grandes bancos. Ela provavelmente sabe também, através do filho, que se quiser fazer o dinheiro render um pouco mais de forma segura existem outras opções além da Poupança.
A dica que fica para os filhos é: olhe para as finanças dos pais e se ofereça como uma fonte de renovação no trato das finanças.
Parabéns para Silvana e para o filho pela parceria e pelo cuidado com o orçamento.
Educação financeira na marra também está valendoNa sequência do programa a Rosângela comentou: "sou de família grande e de uma época que nunca tínhamos mesada. Mas conseguimos nos educar financeiramente, não todos os irmãos, mas a maioria sim. A educação veio mais na marra".
Estudos demonstram que o aprendizado na prática, sem mesada, funciona para muita gente. Esse ambiente de escassez é um ótimo professor para ensinar a controlar bem o dinheiro. É claro que existem exceções individuais, que se tornam mais gastadores, mas grande maioria incorpora isso no futuro, por ter vivido essa situação durante um bom tempo da vida.
Parabéns também à Rosângela e obrigado pela participação!
As perguntas da Mônica e da IsabelAo final do da minha conversa com o Pedro a Mônica perguntou: "ainda é um bom negócio investir em títulos do Tesouro Nacional?"
Sim! Existem diversas modalidades e níveis de liquidez que ainda são bastante vantajosos. Uma alternativa é procurar uma corretora de valores. Elas costumam ter taxas bem baixas para investir no Tesouro Direto. Aqui no blog nós fizemos um post que fala um pouco mais sobre isso e pode ser acessado pelo link: Tesouro Nacional: vender ou esperar o vencimento?
Por fim a Isabel relatou que tinha um título de capitalização a menos de um ano. Porém atrasou três parcelas. Quando foi regularizar o banco informou que o título estava cancelado e que ela deveria aguardar o prazo de vencimento. Ela quer saber se ela perdeu tudo nesse título de capitalização.
Provavelmente não. Estes são contratos que existem entre clientes, como a Isabel, e a seguradora que o gerente do banco representa. Esses contratos têm especificidades. Cada um deles pode ter um tipo de regra.
Tomando por base o funcionamento normal de um título de capitalização, ela provavelmente terá direito a receber alguma quantia no final do prazo, mesmo sem ter pago tudo.
A má notícia é que esse valor não será muito alto. Mesmo quando se cumpre tudo direitinho num contrato de um título de capitalização, ainda é pior do que investir na pior aplicação financeira possível.
ConclusãoO pensamento econômico vem se modernizando e se aproximando cada vez mais da realidade, assim como as gerações também se atualizam. Os millennials demandaram uma reformulação dos bancos tradicionais e abriram mercado para o surgimento de fintechs, mais prático e com menos burocracias. No entanto ainda há muito o que melhorar quando se trata de educação financeira.
Tornar o tema atrativo nas escolas e educar os jovens para que saibam evitar armadilhas e segurar os impulsos do consumo ainda é um desafio. Algumas alternativas como as mesadas e a gamificação podem ajudar na construção de um senso crítico. Melhorando assim a relação dos millennials com as finanças pessoais.
Ouça o podcast e deixe também seu relato ou dúvida aqui para a gente, assim como a Silvana, a Rosângela, a Mônica e a Isabel.
Na semana passada conversamos com o Pedro Vieira, da Rádio Inconfidência, e ele relatou uma situação muito recorrente em lojas de varejo. Estava ele, fazendo compras nas Lojas Americanas, quando foi abordado por uma vendedora que disse: "Quer fazer um cartão Americanas? Você tem 5% de desconto, na hora!".
Quem nunca recebeu uma proposta como essa ao fazer compras? E quem nunca se sentiu tentado a aceitá-la?
Essa é uma situação extremamente comum nas lojas como Marisa, Renner, Americanas ou supermercados como Carrefour, Atacadão, etc… Foi sobre isso que nós conversamos durante o programa. Vale a pena fazer um Cartão Americanas ou um Cartão Carrefour? Neste post vamos mostrar que pode até parecer um bom negócio à primeira vista. Mas podem existir outros custos envolvidos, que podem prejudicar a sua vida financeira.
Entenda quais armadilhas podem estar escondidas por trás de uma simples pergunta, feita por um vendedor simpático.
Por que as lojas oferecem esses cartões?Muitas lojas de departamento ou supermercados não têm alcançado os resultados esperados com a venda de seus produtos. Logo, elas têm buscado compensar essa "época de vacas magras" através dos cartões de crédito da loja, também conhecidos como private label.
Eles precisam de ter bandeira, como Visa ou Mastercard por exemplo?Os cartões de loja podem ou não ter Bandeira. Sem bandeira, eles só podem ser usados dentro do próprio estabelecimento. Lojas menores costumam utilizar esse tipo de arranjo. Uma cadeia de farmácias, por exemplo, pode oferecer um cartão que só poderá ser usado dentro de suas lojas. Isso é uma maneira que o empresário tem de financiar seus clientes.
Há também os cartões bandeirados, que são aqueles que possuem alguma bandeira (Visa, Master, Elo…). As Lojas Atacadão por exemplo oferecem o seu cartão de crédito, chamado cartão atacadão, que vem com a bandeira MasterCard. Este caso se aproxima mais do cartão de crédito tradicional, como um cartão do Bradesco ou do Banco do Brasil, por exemplo. É o caso também do cartão Americanas, cartão Marisa, cartão Riachuelo, que são redes maiores. Estes podem ser usados em outros estabelecimentos, para ir na padaria, pagar um almoço ou qualquer outro gasto rotineiro. Além disso, é possível realizar saques em dinheiro. Mas é sempre importante lembrar que todos esses serviços a mais podem envolver taxas.
Perigos do cartão Americanas, Marisa, Carrefour, Atacadão, etc…Além dos juros, que são altíssimos, ter cartões de créditos em excesso prejudica o controle financeiro. O acúmulo de limites pode se transformar em uma bola de dívidas e ao final do mês, como não temos um acúmulo de salários, o orçamento acaba fechando no vermelho.
Outro ponto é que esses diversos cartões podem ter custos de anuidades. Por exemplo, ao fazer um seguro do meu carro, eu fiz também o cartão da seguradora, para ganhar um desconto que eu considerei vantajoso. Passado um ano, eles começariam a me cobrar anuidade. Então eu tive que ligar para cancelar esse cartão. Porque, para mim basta o cartão que eu tenho. Concentro os meus gastos ali e não vou incorrer nesse custo adicional.
Essa oferta feita pelas lojas é muito comum e às vezes o desconto oferecido pode ser tentador. 5% a 10% em uma compra grande pode ser um bom desconto e pode acabar te levando a fazer o cartão. No entanto, o que as lojas querem com isso é jogar o jogo dos bancos. Elas passam a ganhar também quando você atrasa o pagamento, assim podem te cobrar juros.
Essas lojas também oferecem cartão para negativados?Sim. Geralmente a pesquisa feita pelas lojas antes de oferecer o cartão é um pouco mais fraca do que a que é feita pelos bancos. Ou seja, os negativados tem mais chance aqui do que na maioria dos bancos ou financeiras. Isso porque, o interesse da loja é que o cliente tenha uma relação de fidelidade com a loja e isso se dá através desse cartão.
Esse interesse casa com o cenário atual vivido por muitos brasileiros, que estão endividados e com dificuldade de controlar as finanças. Dessa maneira, não se consegue mais cartões nos bancos com tanta facilidade. Ou mesmo, se se consegue o cartão, os limites de crédito não são mais os oferecidos há alguns anos atrás. O que as lojas fazem então é preencher essa lacuna. Se a pessoa não consegue um cartão no banco e precisa fazer compras, ela acaba recorrendo a cartão Americanas, cartão Marisa, cartão C&A, dentre outros, que são mais fáceis de conseguir.
Além disso, vale ressaltar que geralmente esses cartões são oferecidos para as classes média e baixa: C, D e E. Faixa onde as pessoas têm mais dificuldade em obter cartões nos bancos. Assim, o cartão Americanas, cartão Marisa ou de qualquer outra loja, se apresentam como uma alternativa de crédito. Dessa maneira, elas acabam contratando esses cartões e pagando taxas e juros maiores.
Portanto, se por um lado essas lojas sofrem com uma atividade mais morna no varejo, por outro elas complementam o lucro atendendo a uma demanda por cartões de crédito, que o público não consegue satisfazer junto aos bancos.
O cartão da loja e a fidelização do clienteCarregar o cartão Americanas, Marisa, Renner… na carteira e usá-lo todo dia para pagar contas rotineiras significa olhar para aquela marca o tempo todo. Isso cria uma fidelidade entre o cliente e a loja. Há estudos que comprovam que o cliente retorna mais à loja quando possui o cartão. Portanto, as lojas utilizam um critério mais frouxo na hora de selecionar para quem elas dão esses cartões.
Estratégias para fazer o cliente gastar mais na hora de pagar a faturaMesmo com todas as facilidades de pagamento pela internet, aplicativo ou depósito bancário, que economizam nosso precioso tempo, muitas lojas ainda exigem que o cliente retorne para fazer o pagamento do crediário.
Ao fazer isso, a intenção das lojas é chamar o cliente de volta, para que ele possa navegar pelos produtos e ser seduzido por eles. Um exemplo que pode ser percebido na própria estrutura das lojas são divisórias com produtos na fila do caixa. Enquanto o cliente espera para pagar o crediário ele tem contato com diversas mercadorias que podem chamar a atenção. De modo, que fique fácil incluir um item a mais nas compras.
A aposta das lojas é no consumo por impulso. O brasileiro é muito propenso a ceder a esse tipo de estímulo. A mesma estratégia é utilizada pelos de postos de gasolina, onde o cliente tem que pagar dentro da loja.
Proponho aqui um desafio desafio para o nosso leitor: colocar na ponta do lápis todos os gastos supérfluos realizados por impulso durante o mês. Você pode se surpreender com o impacto que isso tem no seu orçamento
Os custos do rotativo do cartão: vale a pena correr o risco de pagar juros tão altos?O custo do rotativo do cartão Americanas é de 357,03% ao ano. Na Marisa, esse valor é de 568%, na Renner, 526%, na Riachuelo, 382% e na C&A, 357%.
O Banco Central possui um ranking dos custos de cartão de crédito. Lojas como Pernambucanas, Dacasa e Renner persistem nas últimas posições. Além das altas taxas, vale lembrar que a anuidade também pode ser cobrada. Então se uma pessoa faz o cartão para obter desconto uma vez e esquece, depois ela só será lembrada quando vier uma cobrança de R$100,00 ou R$200,00 para pagar.
Uma opção para tentar reduzir essas taxas é ligar para a administradora e ameaçar cancelar o cartão. Hoje é possível usar essas estratégia para negociar não apenas anuidade, mas também taxas de juros, taxa de maquininha de cartão e muitas outras coisas. Mas infelizmente esse é um processo que dá muito trabalho e o comodismo acaba fazendo com que a situação seja deixada como está.
Os depoimentos de Maria das Graças e RosângelaA ouvinte Maria das Graças comentou durante o programa: "o que eu acho ruim nesses cartões de lojas são as taxas que vem nos boletos. Você compra aproveitando as promoções e durante os pagamentos mensais já acabou os descontos do início da compra. Já estou vacinada contra isso e não caio mais nessa."
De fato há a possibilidade de cobrança de outras tarifas. Taxas de impressão do boleto, segunda via de cartão e de aumento de limite são alguns exemplos. Se a pessoa não controla as despesas e gasta um valor acima do limite do cartão durante o mês, as lojas aprovam a transação e depois cobram uma taxa.
Por exemplo, se o limite do cartão é de R$1.500,00 e você gastou R$2.000,00, as lojas ou bancos permitem que o gasto seja realizado, mas cobram uma taxa de R$50,00, R$100,00 por causa desses R$500,00 a mais que você gastou. Se chama taxa de aprovação de limite emergencial de crédito.
A ouvinte Rosângela também se atentou para as armadilhas desses cartões e comentou: "Eu tinha muitos cartões de loja cancelei todos, agora eu só tenho dois cartões de crédito. Eu acho que ter cartões de lojas é uma ilusão."
Parabéns Rosângela e Maria das Graças pelo cuidado com as finanças de vocês. Esses testemunhos reforçam que quanto mais cartões você tem, mais complicada fica a gestão do seu orçamento.
ConclusãoO alerta final para o leitor é: cuidado com os cartões de loja (cartão Americanas, cartão Marisa, etc…) porque pode ser uma armadilha. Muitas lojas estão agindo como bancos ou financeiras e isto contribui para desequilibrar o orçamento das pessoas.
Ao se deparar com um atendente te oferecendo o cartão da loja procure pensar:
Se você pensou bem e considerou que as condições são realmente vantajosas e o desconto beneficia o seu orçamento, tudo bem fazer o cartão.
Agora, se o desconto não é grande, se você não usa a loja com frequência ou se é propenso a fazer compras por impulso, a minha recomendação é: não caia nessa! Não faça o cartão!
Ouça o podcast e deixe seu depoimento aqui para a gente. Vamos fazer valer o nosso dinheiro e cuidar bem das nossas finanças!
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