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Se você tem financiamento imobiliário junto a instituição financeira, possivelmente recebeu oferta de algum outro produto da instituição, em troca de condições melhores.
Esta prática é muito comum. Mas ela é correta? Isto não é a famosa "venda casada"?
Em boa parte das vezes, não. Os bancos fazem a oferta de uma forma em que isso não fica caracterizado.
Mas a questão é: vale a pena contratar esses produtos, em troca das vantagens oferecidas?
No podcast de hoje eu comento uma das mensagens mais bacanas que já recebemos no blog.
Um ouvinte do Rio de Janeiro nos conta um pouco sobre sua vida. Diz que é muito regrado com seu dinheiro, o que lhe permitiu criar uma reserva financeira. Agora ele quer investir da melhor forma possível, e pede nossa sugestão.
Mas a coisa não para por aí. Ele fala sobre a questão de ter ou não ter um carro, sobre morar perto do trabalho, sobre comprar imóvel ou viver de aluguel. Demonstra muita disciplina, atenção e uma disposição para pensar e agir de forma diferente, sem seguir modismos.
Na minha estreia no programa "Em Boa Companhia" da Rádio Inconfidência, eu trouxe um caso que considero bastante sério, principalmente porque pode estar acontecendo com muita gente.
Um leitor entrou em contato conosco, tentando entender por que o saldo devedor do seu financiamento imobiliário havia aumentado, mesmo após ter pago em dia suas prestações por 3 anos.
Na hora, estranhamos. Temos visto saldos devedores de financiamentos – especialmente os de prazos mais longos – diminuindo bem devagar. Mas AUMENTANDO, não.
O leitor, então, nos contratou, enviou as informações todas, e nós descobrimos um erro bastante grosseiro, que aumentava o valor da prestação e, principalmente, do saldo devedor. Se ele não ficasse atento, perderia um bom dinheiro.
Hoje eu conto essa história com detalhes, e falo sobre outras dúvidas frequentes quando o assunto é financiamento imobiliário.
Você acha seu banco bonzinho por cobrar taxa de juros baixa no seu financiamento imobiliário? O normal, leitor(a) e ouvinte, seria uma resposta: SIM!
Porém, não é bem assim. Você já olhou seu Contrato de Financiamento? Já verificou o que pagou no ato da assinatura e, também, em todos os meses? Não? Então seria ideal você olhar, pois, a Justiça já vem reconhecendo que muitas tarifas ali presentes são ilegais ou abusivas.
A tarifa e o impactoVocê acha justo o banco cobrar R$ 25,00 todos os meses para "administrar" o contrato? Ah, um detalhe: de fato, não há uma administração de contrato, pois, são sistemas que fazem tal serviço.
Mas aí você pode dizer: R$ 25,00 é muito pouco; pouco mais que um almoço ou dois no centro da cidade. De fato, você está certo. Mas… faça as contas comigo: R$ 25,00 x 12 meses: R$ 300,00, aposto que este valor ajudaria na sua viagem de férias, em um presente para alguém querido ou na sua aposentadoria. Façamos outra conta: R$ 300,00 x 35 anos (prazo máximo dos financiamentos imobiliários) = R$ 10.500,00!!! Esse valor ajudaria na troca do seu carro, na redução do próprio financiamento imobiliário ou em uma ótima viagem ao exterior.
Ah, não para por aí: Se você aplicar os mesmos R$ 25,00 em uma taxa de 1% ano mês pelos 420 meses você teria no final R$ 162.381,73!!! Nada mau. Com certeza, você poderia realizar um grande sonho de compra e consumo com esse valor!
Outras tarifasIsso sem falar nas tarifas cobradas no ato da assinatura do contrato como a Tarifa de Análise de Operação, de Avaliação de Garantia; de Certidões e Documentos, de Avaliação de Bens Recebidos em Garantia, de Extrato de Contrato, de Análise de Apólice Habitacional, de Aditamento de Contrato, de Aquisição à com utilização dos recursos do FGTS, de Emissão de 2ª via do Termo de Quitação…
Não fique paradoAssim, leitor(a) e ouvinte, infelizmente, você pode estar pagando muito mais do que deve, e do que está correto. Para reverter a situação de desvantagem, você tem que fazer valer seus direitos. E para isso, você deve recorrer à Justiça que em decisões recentes já tem concedido, tanto para particulares quanto para órgãos de defesa do consumidor. O Judiciário entende que elas são abusivas e sem qualquer justificativa.
Algo importante a constar é que o que você já pagou recebe com juros e correção e, é possível que seja concedido em dobro.
Se você tem um Financiamento Imobiliário não deixe de procurar seus direitos!
No podcast a seguir, solucionamos várias dúvidas sobre esse assunto.
-Quais são as diferenças entre os sistemas de amortização SAC e Price? Quais são as vantagens de cada um?
-Porque o saldo devedor do meu financiamento não diminui no mesmo montante que eu paguei como amortização?
-O que devo levar em conta para decidir se devo ou não amortizar meu financiamento imobiliário?
E mais. Ouça!
No podcast de hoje, falamos sobre a história real de uma pessoa que entrou em contato conosco, contando o aperto financeiro que sua família está passando.
É uma história triste e nada simples, mas, ao mesmo tempo, demonstra conscientização, humildade e disposição para tomar as atitudes corretas, mesmo que requeira algum sacrifício.
Em muitos casos, é possível sair da situação apenas com a conscientização e a mudança de atitude. Em outros casos, além disso, é importante a ajuda de um profissional dotado de técnica e experiência nesse tipo de problema.
Se sua família, ou a de alguém conhecido, passa por problema de descontrole financeiro sério, o podcast pode ser muito útil. Recomendamos.
Muito tem sido falado a respeito de mudanças na aposentadoria. Aumento da idade mínima, limites nos valores…
No podcast de hoje trazemos a dúvida do leitor Júnior, sobre esse assunto: "Tenho 24 anos, contribuo com a previdência social, mas gostaria de fazer uma previdência privada para complementar minha renda quando eu estiver com 55 anos de idade. Pretendo uma renda complementar de aproximadamente R$ 1500. Hoje ganho cerca de R$ 2400 por mês. Qual é o melhor plano para mim? PGBL, VGBL? Quais as melhores taxas do mercado?"
E você? Já parou para pensar nisso? Quanto antes melhor.
Antes de aceitar o conselho do seu gerente de banco e comprar um PGBL ou VGBL, procure saber como funcionam. Pode ser que um deles seja mais adequado para você, e pode ser que nenhum deles seja.
Quer saber mais? Ouça!
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