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Vem aí mais uma Black Friday. Você já deve ter ouvido falar nela, é um dia em que acontecem promoções em diversos tipos de produtos e serviços, em vários países. Já falamos sobre esse assunto algumas vezes aqui no Educando Seu Bolso.
Então, por que falar outra vez? Porque, neste ano, há uma vantagem no mínimo interessante: as corretoras de valores entraram na jogada.
A photo posted by Educando Seu Bolso (@educandoseubolso) on Nov 17, 2016 at 1:03pm PST
Você já deve ter visto na TV propagandas de corretoras de valores – algumas até com atores famosos – se anunciando como uma alternativa vantajosa aos bancos. E podem ser, mesmo. Quem acompanha o Educando sabe disso. Então algumas delas aproveitaram a chegada da Black Friday 2016 para aparecerem ainda mais.
Mas o que isso pode trazer de benefício prático para nós? E quais são os cuidados que precisamos tomar?
Caro(a) leitor(a), você já recebeu a restituição de Imposto de Renda? Não? Então, seria ideal você verificar o andamento.
As restituições de Imposto de Renda são pagas de Junho a Dezembro, sempre no dia 15 (só são postergadas caso seja sábado ou domingo). Tendo em vista o cronograma da Receita Federal, foram pagas até 16/11/2016 as declarações transmitidas até 26/04/2016 (ou seja, a última semana da entrega).
Veja a tabela abaixo:
Lote
Data Remuneração Selic Declarações transmitidas até 1o 15/06/2016 2,11% Prioridades conforme a Lei 2o 15/07/2016 3,27% 06/03/2016 3o 15/08/2016 4,38% 26/03/2016 4o 15/09/2016 5,60% 12/04/2016 5o 17/10/2016 6,71% 23/04/2016 6o 16/11/2016 7,76% 26/04/2016 7o 15/12/2016 Não divulgadaFonte: Receita Federal do Brasil
Malha Fina e os EquívocosEm 2015, foram entregues mais de 29,5 milhões de declarações. Caso você a tenha transmitido até as datas da tabela, provavelmente, ela está com alguma pendência. Segundo a Receita Federal, em 2015 mais de 600 mil pessoas caíram na malha fina. Apesar de o número parecer grande, corresponde a apenas 2,1% do total.
De modo geral, a omissão de rendimentos, números incorretos ou incompatíveis nas despesas consideradas pelo Fisco como dedutíveis são os principais motivos que podem levar um contribuinte às pendências. Isso gera o não recebimento da restituição de Imposto de Renda no ano da entrega, além de outras "dores de cabeça" que ninguém quer ter. E "dor de cabeça" com a Receita Federal é bem complicada! Isso vale tanto em termos financeiros (multas e juros altos e penalidades) quanto em termos de tempo dispendido para a resolução.
Os equívocos mais comuns que geram as pendências são:
Como resolver?
Para consultar se há alguma pendência, você deve gerar seu Código de Acesso no o e-CAC (Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte) da Receita Federal. Para gerá-lo você precisa informar alguns dados. Alguns deles são: seu nome, data de nascimento e os recibos de entrega das declarações dos dois últimos anos, além de criar uma senha.
Após a geração do código de acesso, você deve acessar o "Extrato do Processamento da DIRPF". Na coluna "Situação", caso haja alguma pendência, você poderá visualizar qual é e enviar uma declaração retificadora para corrigir o equívoco. Se houver alguma pendência, confira todos os documentos. Caso, na mesma coluna, conste a informação de que está em fila de restituição, será necessário aguardar os próximos lotes em novembro e dezembro.
Se você tiver alguma dúvida sobre sua Declaração de Imposto de Renda escute nosso podcast abaixo e confira outros posts no Educando seu Bolso.
O Leão pode ser menos bravo, depende do domador.
Declaração de Imposto de Renda: fazer logo ou deixar para o último dia.
A Declaração de Imposto de Renda de 2017 já está chegando
Você certamente já ouviu falar no FGTS. Ele já é, praticamente, uma palavra na língua portuguesa. Aliás, tem até no dicionário. Mas você sabe o que é FGTS? Fundo de Garantia por Tempo de Serviço, até aí quase todo mundo sabe. Mas o que exatamente é isso?
É um dinheiro que o empregador precisa depositar em nome do seu funcionário, enquanto durar o vínculo empregatício. É, como o nome indica, um fundo que garante um auxílio para situações especiais – perda de emprego, doença grave, uso para aquisição do imóvel próprio.
A photo posted by Educando Seu Bolso (@educandoseubolso) on Nov 10, 2016 at 1:11pm PST
O FGTS tem uma porção de características próprias e, se bem utilizado, pode ajudar muito! Mas como utilizá-lo bem? O que pode ser feito e o que não pode?
Esse é o tema do podcast de hoje.
Olá, Frederico. Como vai?
Espero que bem, e que possa me ajudar com esta dúvida que parece assombrar os que estão buscando uma solução para a entrega das chaves, que está próxima. Vamos lá:
Comprei um apartamento na planta em 2014, e a previsão de entrega está para Fevereiro de 2017. Comecei a buscar opções de financiamento com meu banco (e outros) e tenho me sentido no inferno dos juros. Tenho recebido várias ligações e propostas de empresas que operam consórcio me oferecendo o paraíso, mas não consigo me sentir seguro. Sabe quando parece que não estão te contando tudo? Então…
O valor do imóvel é R$ 400 mil, e durante a obra até a entrega das chaves devo ter uma dívida de R$ 340 mil para quitar – o saldo pago à construtora é de R$ 60 mil (que a Unifisa diz usar o que já paguei à construtora como lance).
Iniciaria a brincadeira pagando R$2.816 em 180 parcelas, e ao ser contemplado em Fev/17, eu posso abater o saldo pago na mensalidade e mantendo a quantidade de parcelas (176 parcelas de R$2.475), ou reduzindo a quantidade de parcelas (-46) para 155.
Simulei no ITAÚ para ter um exemplo, considerando que ele pede 25% do valor do imóvel na entrada, ficou:
– Valor do Imóvel: R$ 400.000,00 – Valor da Entrada: R$ 120.000,00 – Custos adicionais (cartório e tarifas): R$ 23.155,00 – Valor total financiado: R$ 303.155,00
Prazo do Financiamento: 300 meses (25 anos) / Valor da primeira parcela: R$ 3.694,29 / Valor da última parcela: R$ 1.146,16
– – – – – – – –
Gostaria muito de ouvir sua opinião para me ajudar no melhor caminho. Consegue analisar meu caso, por favor?
Muito obrigado. Abraços,
Alex
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Alex, muito obrigado por sua dúvida que, na verdade, para mim soou mais como uma denúncia do que como uma dúvida.
Se você leu alguns dos posts que escrevemos por aqui sobre consórcios, ou mesmo escutou nossos podcasts sobre o assunto, vai saber que tenho alertado sobre os perigos do consórcio e desaconselhado esta modalidade em 99% das situações, mesmo atualmente, com as taxas de juros dos financiamentos mais altas.
Tenho alguma experiência com consórcios e, infelizmente, já vi muitas mutretas feitas com o dinheiro dos consorciados ou promessas infundadas, como me parece ser esta que a Unifisa te fez. Vou tentar me explicar.
Me refiro à (re)utilização do dinheiro pago a construtora como lance. Veja, como pode um dinheiro que já foi utilizado por uma empresa (construtora) para construir um imóvel, ser utilizado novamente por outra (administradora de consórcios), como parte integrante de um lance que gerará uma carta de crédito para quitar sua dívida com a mesma construtora, percebe?! Seria o milagre da multiplicação do dinheiro. Impossível! Alerta vermelho… Cuidado!
Pesquisei e encontrei primeiro o seguinte caso: http://www.reclameaqui.com.br/8332674/unifisa/consorcio-unifisa-cuidado/ , que corrobora a minha impressão inicial. Mas, pra minha surpresa, não é só conversa de vendedor não, pois no site da administradora elas anunciam isto mesmo – veja em http://www.unifisa.com.br/consorcio-de-imoveis . Daí, me deparei com outra reclamação que joga um pouco mais de luz sobre o assunto, veja em http://www.reclameaqui.com.br/15114986/unifisa/vendedores-de-consorcio-ludibriam-os-clientes—/
Pelo que entendi (fique à vontade para me corrigir se eu estiver enganado), na melhor das hipóteses, o que acontece é o desconto do valor já pago para a construtora também do valor da carta de crédito emitida pela administradora de consórcios. Você entra em um grupo de R$ 400 mil e recebe uma carta de R$ 340 mil no seu caso (já pagou R$ 60 mil durante a construção). Aí você vai dizer, beleza, R$ 340 mil resolvem minha situação. Só que as chances de você colocar as mãos nesta carta de crédito, com um lance de 15% do valor do grupo (60/400) são minúsculas, se não forem inexistentes. Explico porque a seguir.
Como já disse aqui, em um lance vencedor, esta relação gira em média em torno de 45%. Só que neste caso, como eles dizem que consideram as parcelas pagas durante a construção, que chegam até a 35% do valor do imóvel (no seu caso, você pagou relativamente pouco durante a obra), deve-se somar os 45% aos 35% o que leva o percentual para próximo de 80% – como na segunda reclamação que colei acima. Afinal, eles não estão oferecendo isto só para você, concorda?!
Resumindo, Alex, no seu lugar eu cotaria novamente com outras administradoras de consórcios de melhor reputação e, de preferência, que não façam promessas mirabolantes. Cote também com outros bancos para verificar melhores taxas e volte aqui que te ajudamos a decidir entre 2 opções sérias.
Grande abraço.
Para saber mais sobre os perigos do consórcio escute nossa podcast sobre o assunto.
Andar a pé na chuva, às vezes eu me amarro Não tenho gasolina, também não tenho carro (Renato Russo – "Tédio (com um T bem grande pra você)")
Dizia um antigo comercial de TV que "brasileiro é apaixonado por carro". Na verdade, o Brasil nem é dos países que têm maior relação entre quantidade de carros e de habitantes. Mas isto, provavelmente, é porque boa parte da população não tem dinheiro para ter carro. Porque quem pode ter, geralmente tem. E há muitas famílias que têm um carro para cada adulto!
Mas será que isso é necessário? E, mais importante: será que é sustentável e saudável? Será que as cidades e o planeta aguentam isso? E será que os indivíduos, ao comprarem carros, estão tomando a melhor decisão para si?
Há pouco mais de um ano escrevi aqui no blog um texto que ensinava a calcular todos os custos de se manter um carro. Hoje venho propor uma forma de refletir sobre o número ideal de carros para sua família: zero, um ou mais de um.
A proposta passa pelo que é mais vantajoso financeiramente, claro – afinal, este é um blog sobre finanças pessoais –, mas traz também outros fatores, não financeiros.
A solução que eu proponho é simples: botar no papel – ou na tela –, item por item do dia a dia, e descrever como resolvê-los sem carro, com um carro ou com mais de um carro. Se a pessoa quiser, pode ainda acrescentar um outro personagem à história: a motocicleta.
Uma forma de fazer isso é uma tabela. Na primeira coluna, os itens do dia a dia. E, para cada opção, mais uma coluna, dividida em duas, onde a pessoa vai descrever como lidar com cada item, e quais são os custos – em dinheiro, tempo, conforto etc..
Para facilitar a compreensão, vou usar um exemplo fictício, de João e Maria, um casal sem filhos:
Como se vê, não é nenhuma solução mágica que, ao final, vá dar uma resposta firme, "compensa ou não compensa". A ideia é ajudar a enxergar todos os fatores envolvidos e a tomar a decisão.
A tabela facilita muito a apurar o que é financeiramente mais vantajoso. Basta somar os itens cujo gasto possa ser calculado. Este é, sem dúvida, um dos principais aspectos a serem levados em conta.
Outro fator importante é o tempo economizado. A tabela também ajuda a apurá-lo, bastando somar os tempos gastos com cada atividade em cada opção, e comparar uma com a outra.
Por fim, ao lado desses fatores que podem ser calculados, colocam-se os outros, que não podem, e que exigem reflexão.
Geralmente não há solução ideal. Cada opção tem suas vantagens, mas exige que se abra mão de algo. É um exercício de autoconhecimento, planejamento e disciplina. Que compensa muito.
Esse assunto não se esgota, certo? Tanto é que falei sobre isso também no programa Em Boa Companhia, da Rádio Inconfidência de Belo Horizonte.
Estavam comigo no estúdio, além do apresentador Pedro Vieira, três estudantes de Comunicação. A conversa foi muito rica, cada um falou sobre sua relação com o transporte, e todos falaram sobre as várias implicações – positivas e negativas – de se ter carro próprio.
E, mais uma vez, eu dou minhas sugestões sobre como as famílias devem fazer para tomar a melhor decisão sobre ter ou não ter carro, e como usá-lo da melhor forma.
Pesquisa feita entre as faculdades do estado de São Paulo mostra que muitas pessoas têm abandonado o curso superior. A proporção de desistentes praticamente dobrou. A redução na concessão de financiamento pelo governo é uma das grandes causas disso. Mas há outras, como desemprego, acidente e invaliz relacionados à pessoa responsável pelo pagamento do estudo.
Como a pessoa pode evitar que isso aconteça?Claro, é preciso fazer um bom planejamento e boas escolhas ANTES de entrar na faculdade. Mensurar os gastos e colocar na ponta do lápis é fundamental! Mas e depois que a pessoa JÁ ESTÁ estudando? Existe algo que possa ser feito?
Sim. Uma das opções é o seguro educacional. Ele serve não apenas para faculdade, mas para a escola dos filhos também.
O que é o seguro educacional?O seguro educacional é um tipo de seguro que auxilia no pagamento de faculdades ou escolas em caso de dificuldades no pagamento da mensalidade. Em alguns casos, ele pode garantir o serviço até o fim do curso. Ele atende a pessoas em uma faixa etária de 16 a 70 anos, em média, e é cada vez mais procurado atualmente.
Algumas instituições de ensino são conveniadas a seguradoras como essas, e oferecem uma contratação coletiva do serviço. Nesses casos, o valor de contratação acaba saindo mais barato para os interessados.
O valor da contratação depende de vários fatores, incluindo o preço da mensalidade da instituição. Geralmente, o preço do seguro se dá a partir de uma porcentagem desse valor.
Antes de contratar o seguro é preciso, como em tudo o mais que envolve o bolso, ficar atento às condições. Se o preço é muito baixo, pode ser que a cobertura não seja a mais adequada. E se o preço é muito alto, pode ser que não compense.
Quer saber mais? Ouça o podcast!
Até a próxima!
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