Educando Seu Bolso

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By Frederico TorresBusinessInvesting
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Educando Seu Bolso episodes

  • Financiamento imobiliário
    Hoje solucionamos várias dúvidas sobre financiamento imobiliário.
    -Quais são as diferenças entre os sistemas de amortização SAC e Price? Quais são as vantagens de cada um?
    -Porque o saldo devedor do meu financiamento não diminui no mesmo montante que eu paguei como amortização?
    -O que devo levar em conta para decidir se devo ou não amortizar meu financiamento imobiliário?
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    E mais. Ouça!
    20 min
  • O rebaixamento da nota do Brasil e o Tesouro Direto
    Nesta semana respondemos à pergunta de um leitor quanto à confiabilidade do Brasil, ou melhor, dos títulos públicos brasileiros, diante dos rebaixamentos da nota do país pelas agências de rating.
    Falamos sobre isso também no nosso programa semanal na Rádio Inconfidência, de Belo Horizonte.
    Ainda é seguro aplicar no Tesouro Direto? Ouça aqui e saiba.
    18 min
  • O Gerente responde: Ainda é seguro aplicar no Tesouro Direto?

    Caro Frederico,

    Sou ouvinte e quero parabenizá-lo pela dedicação e qualidade do programa.

    Não há dúvida de que o governo atual não gosta de poupar, cumprir metas e não vê problemas em ter dívidas cada vez maiores.

    Assim, diante do cenário atual, especialmente depois do novo rebaixamento do Brasil, ainda é seguro aplicar no Tesouro Direto? Há outra aplicação recomendável?

    Abraço,

    Felipe

    Olá, Felipe, me desculpe a demora em respondê-lo e obrigado pelo elogio. Vamos à sua pergunta, muito boa por sinal.

    Quanto à insegurança do Tesouro Direto, é preciso que você saiba que nenhum investimento é livre de risco, ou seja, há sempre o risco de você não ter uma parte ou todo o seu dinheiro de volta ou mesmo de recebê-lo fora da data marcada.

    Outra questão que você bem colocou é que a indisciplina fiscal do atual governo aumenta este risco, tanto é assim que as agências de rating pioram a classificação de riscos do Brasil a cada dia.

    Ocorre que o que você não mencionou, mas também vem acontecendo é o rebaixamento das demais empresas e bancos. Após a piora da nota do Brasil, dezenas de empresas e instituições financeiras tiveram também por consequência redução de suas notas.

    Porquê estou dizendo isto? Digamos que você saque seu TesouroSelic pra reinvestir em um CDB, LCI, LCA, LC, LF, Cota de FIF, PGBL ou VGBL. O que os emissores destes títulos, como por exemplo, bancos e fundos de investimentos, fariam com o seu dinheiro? Em grande parte, aplicariam em Títulos Públicos Federais. Pra você ter ideia, 65% de aproximadamente 3 trilhões de reais atualmente sob gestão da indústria de fundos é aplicada em papéis do governo. Sim, nos mesmos títulos que você compra diretamente do Tesouro. Mesmo uma Debênture de uma empresa não financeira, seria também afetada por um eventual calote do governo, pois seu potencial de honrar compromissos diminuiria significativamente (se quiser se aprofundar, busque relatos ou literatura sobre os episódios de moratória do Brasil).

    Em resumo, o que quero dizer com isto tudo é que as alternativas de investimento disponíveis são como galhos de uma mesma árvore, cujo tronco é o risco soberano (do governo), ou seja, se o tronco morrer, morrem também os galhos.

    Note você que especifiquei o TesouroSelic no meu exemplo acima. Título Pós Fixado que não tem risco de mercado (em financês). Em português, a menos que o governo dê calote, você não perde dinheiro. Nos outros, prefixados – TesouroPré e atrelados a inflação – TesouroIPCA – há risco sim fora do calote. Ou seja, o Brasil não precisa quebrar, declarar moratória para que você perca dinheiro. Quando as agências de rating rebaixaram o Brasil por exemplo, estes títulos perderam valor. Em outras palavras, alguns meses depois de investir nestes papéis você pode ter um saldo menor do que o inicialmente aplicado.;

    Ou seja, o TesouroSelic é provavelmente a opção mais segura em termos de aplicação internamente ao mercado brasileiro e a única alternativa a isto tudo é o investimento no exterior. Efetivamente abrir conta e enviar recursos para aplicações no estrangeiro. Aí sim, você muda de árvore.

    Pra reforçar, dou meu testemunho: A grande maioria do meu patrimônio está aplicada aqui, em reais, e como você, sofrerei as consequências do Risco-Brasil.

    Sugiro também que escute nosso podcast, disponível abaixo, sobre esse mesmo assunto.

    Grande abraço,

    Frederico Torres

    (Foto: Sylvie Moyen) .

    18 min
  • Dúvidas dos ouvintes

    No podcast de hoje, respondemos a dúvidas dos ouvintes.

    A Sandra nos perguntou como ela e o marido, que são autônomos, podem se preparar para a aposentadoria.

    O José Cláudio tem um financiamento imobiliário e pergunta se as amortizações são integralmente deduzidas do saldo devedor, ou se algum outro custo incide sobre elas.

    O Renato também tem um financiamento, e junta dinheiro para quitar antecipadamente. Mas a modalidade que ele escolheu para poupar não é a melhor…

    E tem mais. Ouça!

    27 min
  • Seguro para cartões – vale a pena comprar o produto?

    Recebemos o sugestivo e-mail do leitor Douglas Porto sobre a necessidade/utilidade ou não de se pagar seguro nos cartões de débito ou crédito. Ele relatou ao EsB que tem contratado o produto "Seguro Superprotegido", na sua instituição financeira, pelo qual "morre" em R$ 6,99 todo santo mês. Sua maior preocupação é a utilização do seguro para as compras on line e não necessariamente para os casos de furto, roubo ou extravio. E que, talvez, no caso da compra pela internet, o seguro não iria protegê-lo. Embora ele nunca tenha tido problemas, argumenta: "li em algum site também que não somos obrigados a pagar por itens na fatura que não reconhecemos, isto é verdade?".

    A pergunta do Douglas é excelente, não é? E o EsB vai ser direto e objetivo: ele tem toda razão. NÃO vale a pena pagar pelo seguro de cartões. O produto – na maior parte das vezes – é completamente desnecessário.

    O EsB fez uma pesquisa nos contratos de seguro de cartão das instituições financeiras mais conhecidas. É um contrato padrão, cuja ênfase de cobertura abarca roubo, furto e extravio e a compra sob coação (ou seja, compras físicas utilizando o cartão). Na maior parte dos casos não há uma cobertura específica para compras/saques feitos pela internet (compra eletrônica). E em algumas instituições, dos contratos consta expressamente a exclusão do risco de compras pela internet. Ou seja, nessas hipóteses a figura da "fraude eletrônica" não estaria coberta pelo seguro.

    Mas há ainda mais. É que, segundo os tribunais (e o próprio Superior Tribunal de Justiça), na interpretação do Código de Defesa do Consumidor, é de responsabilidade das administradoras a manutenção do sistema de segurança das transações. É como se fosse um risco/ônus da atividade. E este risco é das administradoras de cartão.

    Por exemplo, como explicado pelo Diário do Consumo, "se furtaram seu cartão de crédito, como o ladrão conseguiu concluir as compras se é obrigatório o pedido de apresentação do documento de identidade? Isso está claramente previsto no contrato firmado entre lojista e administradora. Ou, ainda, como foi possível fazer compras pela internet sem a confirmação do IP do usuário, o endereço de cobrança da fatura e o seu CPF? E como uma terceira pessoa conseguiu sua senha para que fossem aprovadas as operações?"

    Como todo este contexto é de difícil prova para o consumidor (o que poderia caracterizar uma vantagem excessiva para a administradora), o ônus recai sobre a administradora, que assume a responsabilidade pela segurança da transação. A não ser que ela tenha uma prova irrefutável de que não houve "fraude eletrônica", mas sim "fraude do consumidor".

    Por conta disto, na maior parte das situações, em compras físicas (com base no boletim de ocorrência, caracterizando o extravio ou roubo) ou eletrônicas (compras pela internet) não realizadas pelo consumidor, as compras são estornadas pelas instituições financeiras (e elas sabem disto), administrativamente, sem a necessidade de processo judicial. E sem a necessidade também do seguro de proteção do cartão. Pode simplesmente ocorrer que a existência do seguro – em alguns casos – torne o estorno mais rápido (mas, ainda assim, não vale o custo). Lembre-se: o consumidor está garantido pelo Código de Defesa do Consumidor.

    Há, ainda, instituições financeiras que mesclam o seguro do cartão com o seguro de vida ou de casa. Compare: essas compras casadas costumam não ser benéficas. Se você realmente precisa de um seguro específico, a melhor opção é contratá-lo à parte, quando for necessário.

    E vale a pena também se informar mais: há inúmeras iniciativas com o objetivo de reduzir fraudes eletrônicas nas compras pela internet. Exemplos sugestivos são o PagSeguro e PayPal. E até o Nubank, por exemplo, já traz em seu aplicativo uma opção de bloqueio/desbloqueio do cartão se você não reconhecer uma compra ou perder o seu cartão. Ou seja, já em linha para assumir a sua responsabilidade quanto à segurança das transações.

    É isto, caro amigo Douglas. O EsB objetivamente não recomenda a compra do seguro de cartões de débito e crédito. Até a próxima!

    Escute nosso podcast para mais informações:

    24 min
  • O GERENTE RESPONDE: Investimentos melhores do que a Poupança

    ..

    Olá! Primeiramente, gostaria de lhe parabenizar pelo seu blog, de grande utilidade para nós, leigos no assunto de finanças. Em relação a esse programa, tenho a seguinte dúvida. Se deixar um valor em CDB para curto prazo – até 12 meses – na retirada, descontados os encargos, ainda assim renderá mais que a poupança? Falando em um valor em torno de R$ 100 mil, qual a taxa de administração máxima que deve ser efetuada para realmente valer a pena? Além do CDB, qual outro investimento poderia ser aplicado para resgate em curto prazo? Grato pela atenção

    Ariel

    ..

    Resposta:

    Olá, Ariel,

    Em relação às suas dúvidas, destacamos que, com o atual nível de taxa de juros, em que o CDI está em 14,13% ao ano, certamente aplicar em CDBs lhe trará retornos melhores que a poupança, cujo rendimento foi inferior à inflação nos últimos 12 meses. Em geral, CDBs de grandes bancos remuneram a taxas inferiores às de pequenos e médios bancos, nos quais a taxas podem chegar a mais de 120% do CDI, ou seja, acima de 17% ao ano, destacando que, independentemente do porte do banco, CDBs são garantidos pelo FGC até o limite de R$ 250 mil no vencimento. Nos CDBs não há cobrança de taxas de administração como nos fundos de investimento. Com o valor que mencionou, mesmo com a tributação, independentemente da sua preferência por um fundo de investimento referenciado DI, ou por um CDB, a remuneração será superior à da poupança. Além do CDB, há opções isentas de Imposto de Renda para pessoa física, tais como LCI e LCA. Uma alternativa muito interessante é o investimento em títulos pós-fixados do Tesouro Direto. Resumindo, há diversas opções investimento em renda fixa com baixo risco e que têm remuneração melhor que a poupança.

    Grande abraço.

    Veja a entrevista que concedemos, explicando a baixa da poupança e indicando opções mais rentáveis para investir seu dinheiro...

    ..

    Boa tarde, tenho um financiamento imobiliário, e conforme vi por alguns podcasts que assisti deste canal, para mim o melhor investimento seria pagar esse financiamento. Tenho feito isso, porém fico alguns meses juntando economias para poder fazer essas amortizações. E até o momento tenho posto na poupança essas economias. Gostaria de saber qual investimento vocês me recomendam para guardar esse dinheiro até fazer um volume maior, levando em consideração que junto pelo tempo de 12 meses.

    Renato

    ..

    Resposta:

    Olá, Renato.

    A poupança não é a melhor opção para você juntar os recursos, pois a remuneração é em geral inferior ao custo do seu crédito imobiliário. Seria interessante guardar suas economias no Tesouro Direto e uma alternativa pode ser o título Tesouro Selic 2017 (LFT). Este é um título pós fixado e que tem rentabilidade melhor que a poupança e você pode fazer investimentos a partir de 1% do valor do título, neste caso, pouco mais de R$ 75,00.

    Grande abraço.

    Boa tarde, tenho R$ 10 mil disponíveis e quero fazer um investimento a longo prazo (240 meses). Qual seria meu saldo no fim desse prazo? E compensa fazer este investimento? Qual a melhor opção de investimento? Pelo que já pesquisei, o Tesouro Direto é o que tem menos risco. Mas vale a pena correr algum risco visando um melhor rendimento?

    Dinailton

    ..

    Resposta:

    Olá, Dinailton.

    Considerando seu horizonte de longo prazo (240 meses), o ideal é você buscar proteger o seu poder compra, ou seja, se proteger da inflação. Desse modo, uma alternativa interessante é o investimento em títulos indexados à inflação, sendo o título Tesouro IPCA+ 2035 (NTNB Princ) o que mais se aproxima do horizonte que você mencionou. Este título está sendo negociado atualmente a taxas próximas a 7,5% ao ano, mais IPCA. Não é possível determinar exatamente qual seu saldo ao final deste prazo, pois dependerá da inflação no período, mas considerando uma previsão de inflação para os próximos 12 meses de 6,81%, dado pela expectativa de mercado, a estimativa é que você acumule um patrimônio, descontado o IR de 15% e a taxa da BM&FBovespa, próximo a R$ 135 mil ao final de 240 meses, podendo este valor ser maior ou menor, dependendo do comportamento da inflação. Em relação a outras opções de prazos longos e indexados à inflação, existem outras opções de investimentos, tais como debêntures, mas o risco é maior e muitas têm pouca ou nenhuma liquidez. Ou seja, o Tesouro Direto é uma alternativa mais segura e com a vantagem da liquidez diária.

    Abraço.

    Saiba mais sobre o assunto ouvindo nosso podcast:

    2 min
  • Minha Casa, Minha Vida

    No podcast de hoje falamos sobre o programa Minha Casa, Minha Vida.

    Você certamente já ouviu falar nele. É o principal programa de financiamento imobiliário do governo federal. Mas você sabe como ele funciona? Sabe se você, ou alguém que você conheça, pode se candidatar a adquirir um imóvel por meio dele?

    Ouça e entenda melhor. Vale a pena.

    19 min
  • 155 anos da Caderneta de Poupança

    A caderneta de poupança, modalidade de investimento mais tradicional do Brasil, completa 155 anos em 2016!

    No atual cenário, porém, ela vem perdendo feio da maioria das outras modalidades. Afinal, seu rendimento é fixado em 0,5% ao mês (mais a TR), e a taxa básica de juros da economia anda bem mais alta que isso. Esse é um dos motivos pelos quais, nos últimos tempos, tem ocorrido volume recorde de saques.

    Existe alguma situação em que vale a pena deixar o dinheiro na caderneta de poupança? Quais são as opções? Ouça o podcast e entenda!

    24 min
  • Uma jornada econômica

    Fomos chamados a explicar o Educando seu Bolso pra Radio Timbira AM do Maranhão. A conversa abordou a origem do EsB , quais são os nossos objetivos, que lições aprendemos e como enxergamos o atual nível de educação financeira no Brasil de hoje.

    19 min
  • Dá pra viver sem banco?

    Índice de "bancarização" no Brasil atingiu 60% no ano passado. Isso quer dizer que 60% da População Economicamente Ativa (PEA) tem relacionamento com bancos.

    É possível viver sem banco, sim. O que não quer dizer que seja recomendável guardar o dinheiro em casa. Não em um país com inflação e juros tão altos. O que queremos dizer é que há instituições financeiras não bancárias que podem atender bem às necessidades da população.

    Muitas pessoas mantêm com seu banco uma relação de fidelidade além do recomendável – principalmente se recebem salário por meio dele. Por falta de costume ou de disposição, não buscam conhecer alternativas, sejam outros bancos ou mesmo outros tipos de instituição financeira, como corretoras e cooperativas de crédito.

    As instituições não bancárias têm se modernizado, buscando melhorar e diversificar seus produtos e serviços. As cooperativas de créditos, por exemplo, já contam com um fundo garantidor que aumenta muito a segurança dos seus depositantes. Novas instituições de pagamento vêm ganhando mercado, especialmente nas transações simples do dia a dia, como pagar contas.

    E você? Já pensou em se livrar do seu banco? Pode ser uma boa ideia. Quer saber como? Ouça aqui!

    32 min

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