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Meu amigo Daniel Loureiro encaminhou aos colunistas do blog um artigo da revista eletrônica Business Insider, com o sugestivo gancho "50 ways to improve your finance in 2016". Como aqui no EsB curtimos muito uma listinha e aproveitando o início do ano e meu primeiro post, resolvi selecionar e adaptar, entre as 50, 10 maneiras de melhorar suas finanças em 2016. Confira:
1. Encontre o melhor banco ou cooperativa de crédito para você
Se você está cansado dos bancos tradicionais, seus frequentes inconvenientes ou pagando taxas inesperadas, então é hora de encontrar uma instituição financeira que melhor atenda às suas necessidades. Além de bancos menores ou corretoras de investimento, pode ser útil verificar as cooperativas de crédito, que são utilizadas por um grupo cada vez mais expressivo de brasileiros.
2. Identifique seus maiores objetivos e não hesite em compartilhá-los com os amigos
Compartilhar objetivos financeiros com os amigos – e até mesmo estranhos através da mídia social – pode ajudá-lo a articular exatamente o que essas metas são e também discipliná-lo. A definição de metas públicas ajuda as pessoas a comprometer-se com os objetivos, quer se trate de dinheiro ou de planos para a saúde. Como o novo ano começa, considere compartilhar seus objetivos no Facebook, Twitter.
3. Maximize seus benefícios no local de trabalho
Se você tiver a sorte de ter um emprego com benefícios, então vale a pena se certificar se você está tirando o máximo proveito deles. Além do salário, dê uma olhada nos programas médicos (seguro-saúde, por exemplo), de aposentadoria, de participação nos lucros e nos programas de educação financeira e bem-estar. Você pode estar perdendo boas oportunidades e benefícios indiretos, que vão além do salário.
4. Torne-se financeiramente mais alfabetizado
Educação financeira é um fator chave quando se trata de adultos construindo riqueza ao longo do tempo, de acordo com pesquisa da Universidade de Massachusetts. Se as pessoas compreendem conceitos básicos quando se trata de poupar, investir e juros compostos, então elas são mais propensas a tomarem decisões melhores. É por isso que fazer um esforço para educar-se, seja através de programas de educação no local de trabalho ou tutoriais on-line, pode ser muito proveitoso.
5. Ensine as crianças hábitos inteligentes sobre o dinheiro
Hábitos de poupança devem começar cedo. Especialistas financeiros geralmente recomendam começar a falar sobre dinheiro e a importância do orçamento com os seus filhos no momento em que eles estão no jardim de infância. Mesada, comparação de preços de compras no supermercado e discussões sobre dilemas para atender às metas de longo prazo, como férias e diversão, podem contribuir para um nível básico de educação financeira.
6. Salde dívida cara
Se você ainda está pendurado em dívida muito cara, então é hora de fazer um plano para pagá-la. Sugiro fazer uma definição de metas específicas para si mesmo (por exemplo, pagar um cartão de crédito até abril), e obter o apoio de que necessita a partir de um consultor financeiro (ou mesmo da gente aqui no EsB), se necessário.
7. Trilhe o mesmo objetivo financeiro do seu companheiro
Coordenando seus gastos e hábitos de poupança com o seu companheiro pode não só levar a um relacionamento mais suave, como também pode significar mais dinheiro na conta bancária. Pode ser, por exemplo, estabelecer uma reunião mensal para avaliar as finanças, além de compartilhar uma conta bancária, facilitando a coordenação. Interessante também é o desenvolvimento de um plano longo prazo (cinco anos), o que pode ajudar a orientar as escolhas diárias.
8. Reequilibre seus investimentos regularmente
Nos tempos atuais, se você investir de forma muito conservadora seu dinheiro pode não acompanhar a inflação. Ao invés, se você é excessivamente agressivo, oscilações do mercado podem levar a uma perda de recursos em uma hora inconveniente, como pouco antes da aposentadoria. Pelo menos uma vez por ano revise seu portfólio, para se certificar de que você tem a mistura certa. Um consultor financeiro também pode ajudar.
9. Gaste de maneira mais inteligente
Quando você está planejando seu orçamento para o próximo ano, é importante você "ganhar" algum tempo revendo os gastos do ano anterior. Dessa forma, você pode planejar os gastos esperados, mas também os menos frequentes, como presentes ou viagens. Além de todas as despesas mensais de rotina. Isto também pode ajudar a definir algum dinheiro para uma experiência agradável, permitindo que você comece a apreciá-la desde agora.
10. Curta o momento (Carpe Diem)
Tão importante como organizar-se financeiramente e poupar, é gastar o dinheiro de maneira que lhe proporcione alegria, antes que seja tarde demais. É por isso que os especialistas financeiros recomendam viajar, quando aposentado, antes que problemas de saúde tornem a aventura muito desafiadora e gastar tanto tempo quanto possível com os membros da sua família. Bem-vindo a 2016!
Aproveite para ouvir nosso podcast sobre como começar o ano novo longe do vermelho.
2015 foi um ano movimentado, não foi ? Política e economia andaram muito misturados durante o ano inteiro. Foram tantos fatos e discussões ao longo do ano, que é preciso parar para conseguir lembrar de tudo.
Foi o que nós fizemos no programa na Rádio Inconfidência e trazemos no podcast de hoje.
Em Janeiro, a presidente Dilma Rousseff assumiu o segundo mandato, trazendo Joaquim Levy para o Ministério da Fazenda. A ideia era fazer o chamado "ajuste fiscal". Já sabemos o que veio pela frente, um ano difícil.
Por que as coisas aconteceram dessa forma?
O que podemos esperar de 2016?
Ouça aqui!
Recentemente, falamos sobre refinanciamento imobiliário, uma alternativa de crédito para quem tem um imóvel quitado (ou praticamente) e precisa contrair uma dívida a juros relativamente baixos (bem menores, por exemplo, que o cheque especial ou rotativo do cartão de crédito). Mas estas não são as únicas modalidades. Hoje vamos falar um pouco sobre outras opções para quem precisa de dinheiro para se financiar, lembrando que – especialmente com os patamares de juros atualmente praticados no Brasil – não recomendamos a tomada de crédito, mas reconhecemos que às vezes é inevitável. Então vamos lá.
Refinanciamento de veículos: similar ao refinanciamento imobiliário, com a diferença principal que o bem dado em garantia naturalmente se altera (como os próprios nomes sugerem, no refinanciamento imobiliário a garantia é um imóvel, no refinanciamento de veículos a garantia é um veículo). Em suma, você contrai o empréstimo em taxa relativamente baixa, pois a instituição financeira possui um bem dado em garantia. Para tanto, seu veículo deve estar quitado ou, pelo menos, boa parte, para que seja elegível pela instituição financeira.
Rotativo do cartão de crédito: provavelmente a mais cara modalidade regulamentada e legal praticada no mercado brasileiro hoje, é o empréstimo automático feito pela operadora de cartão de crédito quando você não paga o valor integral da fatura do seu cartão. Definitivamente, não recomendamos esta modalidade: representa quase um suicídio financeiro usar sistematicamente o rotativo do cartão.
Cheque especial: outra modalidade muito cara, é a linha de crédito igualmente automática de tomada de crédito que ocorre quando sua conta corrente fica "descoberta" dentro de determinados parâmetros. Em alguns casos (alguns bancos) não são cobrados juros por determinado período dentro de um ciclo (geralmente alguns dias dentro de um mês) e, nestes casos, observando e seguindo rigorosamente as regras do programa, pode até ser tolerável seu uso.
Empréstimo pessoal: dentro dos patamares brasileiros, esta linha de crédito começa a ter níveis razoáveis (mas ainda muito caros, não deve ser tomada indiscriminadamente). Trata-se do empréstimo que o banco faz a seus correntistas por determinado período, geralmente pré definidos e com taxas menos exorbitantes que as duas anteriores. Caso você esteja no rotativo do cartão de crédito ou no cheque especial (sem perspectiva de curtíssimo prazo de resolver isto) e não encontre alternativa melhor, esta pode ser uma porta de fuga. No entanto, cuidado: o risco de "explosão" do valor da dívida não é desprezível também.
Empréstimo consignado: esta linha de crédito é para quem é assalariado e a empresa ou órgão público possui convênio com determinado(s) banco(s). Como as parcelas da dívida são debitadas diretamente da conta-salário, a inadimplência é bastante baixa e, portanto, as taxas costumam ser interessantes para quem precisa tomar um empréstimo. Vale a pesquisa.
Finalmente, lembro que estas são apenas algumas das alternativas disponíveis. Outras, como o crédito rural, FIES (para estudantes), etc. também podem ser contraídas, em condições especiais.
Outra consideração importante é lembrar que as taxas flutuam de instituição para instituição: antes de tomar um empréstimo, pesquise. Na página do Educando Seu Bolso (https://educandoseubolso.blog.br) você encontra um simulador (neste momento, ainda em fase experimental) que pode ser utilizado para parametrizar as taxas praticadas pelo mercado, lembrando que as taxas lá constantes são apenas referenciais, e não são garantidas pelos bancos, ou seja, ainda não dispensam a pesquisa de preços.
Escute nosso podcast para saber como escolher a melhor modalidade para você.
Até a próxima.
No final do ano, sempre chega a Black Friday, aquele dia em que as publicidades fazem questão de vender como a graaaande oportunidade de compras, com descontos imperdíveis etc e por aí vai – nosso colunista e economista Daniel Loureiro já explicou anteriormente aqui no Educando Seu Bolso sobre a data e sua origem. Carinhosamente apelidada de "Black Fraude" em outras edições, pelo menos aqui no Brasil, a Black Friday do ano de 2014 foi cheia de reclamações. Até as 15h20 da data do evento, já eram bem mais de 5 mil reclamações, segundo levantamento do site Reclame Aqui. Até às 19h13, o ranking atualizado apontava no pódio a Americanas.com (904), o Submarino (822) e a Saraiva (571) – e esse número não parou de crescer, com atualizações bem rápidas. Nas redes sociais, entre uma avalanche de reclamações, um ou outro afirmava ter feito uma compra que valesse a pena – no Twitter, a hashtag #BlackFriday, inclusive, esteve no topo das mais citadas o tempo inteiro. Além de descontos não tão atrativos como anunciados, as queixas se referiam também ao baixo estoque e à dificuldade de realizar compras pelas lojas virtuais.
Esse problema não caracteriza somente a Black Friday de 2014. Ano após ano, as reclamações não param, o consumo impulsivo sem pensar na necessidade da compra não para, as dúvidas sobre a veracidade dos descontos oferecidos pelas lojas só aumenta e, junto com tudo isso, vem a pergunta: "Vale mesmo à pena?". Com certeza a Black Friday não funciona no Brasil tão bem quanto em outros países, como nos Estados Unidos, mas talvez seja possível aproveitar alguns descontos desse evento.
Este é o assunto do Podcast desta semana aqui no Educando Seu Bolso. Você sabe tirar proveito deste evento anual? Será que é mesmo "tudo pela metade do dobro"? Há mesmo desconto efetivo? Ouça o Podcast e fique ligado em algumas dicas pra saber driblar as fraudes, se dar bem e realmente economizar!
Segundo informações do Banco Central, os brasileiros de renda mais baixa são os que mais se comprometem com dívidas, e os mais inadimplentes.
Os detalhes dos números são impressionantes e preocupantes. Dos 56 milhões de pessoas que têm dívidas bancárias, 35 milhões ganham até 3 salários mínimos. O valor médio das dívidas dessas pessoas é de mais de R$ 25 mil! Muitas dessas dívidas foram contraídas nas modalidades mais caras, como o cheque especial e o cartão de crédito. Com isso, boa parte da curta renda dessas pessoas está indo para o ralo dos juros e despesas financeiras.
Seria uma característica inerente à maioria das pessoas – independentemente da classe econômica a que pertencem – ambicionar até o limite do que podem arcar, e, assim, frequentemente exceder o limite?
Isso está diretamente relacionado à falta de educação financeira. Para solucionar ou evitar essa situação, não há segredo: conhecer sua realidade financeira, organizar-se, planejar, ter disciplina.
Vendas de veículos caíram 37%, em relação a 2014.
Isso é consequência da crise econômica pela qual o Brasil passa e, ao mesmo tempo, contribui para agravar a crise, já que provoca desemprego nos vários componentes desse importante setor da economia.
Será que há perspectiva de melhoria nesse quadro, em prazo curto ou médio?
Já falamos no blog sobre o custo de manutenção de um veículo. Veja aqui e aqui. Isso também pode ajudar a explicar a queda nas vendas. As famílias estão se ajustando como podem ao cenário difícil.
É sobre isso que falamos no programa semanal na Rádio Inconfidência AM, e é o tema do podcast de hoje. Além disso, respondemos perguntas de ouvintes sobre títulos de capitalização e caderneta de poupança, temas de programas passados. Muitas delas têm optado por ter um modelo mais barato, ou até abrir mão do carro.
Se você tem menos de 40 anos, meu amigo leitor, nunca teve que se preocupar com a inflação, de forma generalizada e contínua. É como o Mateus, da charge! Você ainda não era adulto em 1993, quando os preços chegavam a subir 2.477% em um ano e os produtos eram remarcados mais de uma vez ao dia.
O blog já falou da inflação algumas vezes. Veja aqui e no video abaixo. A Folha de S. Paulo trouxe uma reportagem recente. Mas parece que o fenômeno está de volta, com mais força. Mas o que é a inflação? É o aumento generalizado e contínuo dos preços. Generalizado porque não está restrito ao aumento do pão, do tomate, ou da gasolina. Atinge quase todos os produtos e serviços. Da cesta básica ao corte de cabelo. Contínuo porque o aumento não é de curto período, de um mês ou trimestre, mas ao longo do ano ou mais. Ou seja, veio para ficar.
Quais são as causas da inflação? Há três causas principais. Primeiro, quando a demanda por produtos ou serviços é maior do que oferta (chamada inflação de demanda). Pode acontecer, por exemplo, quando há aumento do poder de compra sem correspondência na produtividade. Segundo, quando o custo de produção aumenta e é repassado aos produtos (chamada de inflação de custo ou oferta). Ocorre, por exemplo, quando o dólar sobe ou há uma seca generalizada. Por fim, quando os preços são remarcados em razão da inflação passada (chamada de inflação inercial). Aqui estão os reajustes de aluguel, as mensalidades escolares ou aumento do transporte público.
E por que há diferentes índices de inflação? Cada índice acompanha uma determinada cesta de produtos. O IPCA acompanha a cesta de famílias com rendimentos mensais entre 1 a 40 salários mínimos, seja qual for a fonte de renda, residentes em áreas urbanas. O INPC, por sua vez, abrange famílias com rendimentos de 1 a 5 salários mínimos, também residentes em áreas urbanas.
Qual é o impacto para você leitor? A moeda perde valor de compra, em reais. Há um ano, se uma família pagava R$ 100,00 para comprar bebidas e alimentos, hoje paga R$ 110,39. Inflação de 10,39%. Dois dígitos. Inflação generalizada e contínua.
Como fazer para se proteger? A primeira tarefa é comparar preços. Como mostra a reportagem da Folha de S. Paulo, uma pesquisa dava conta que um mesmo modelo de celular podia custar entre R$ 521 e R$ 1.069. O mesmo modelo! A dica aqui é utilizar comparadores de preços, como o próprio blog já disponibiliza. Veja mais exemplos aqui.
Vale a pena antecipar as compras. Como o salario vai perdendo o valor durante o mês – e isso pode acontecer de forma mais veloz se a inflação subir mais –, prefira utilizá-lo o mais rápido, assim que você recebê-lo, já sabendo o que comprar.
Uma outra alternativa é a compra em grupo. Já falamos disto aqui. Atacadistas e atacarejos praticam preços mais baixos, mas só vendem em grandes quantidades. A solução é reunir amigos e parentes e fazer a compra em grupo.
Negocie os reajustes e pechinche. Juntando à inflação, o Brasil vive uma baita recessão. Momento oportuno para negociar bem os reajustes de aluguel e mensalidades. A crise propicia alternativas para não perder o inquilino ou o cliente. O proprietário pode ficar mais propenso em reduzir o aumento de preço. E é importante ficar atento aos índices de inflação. Aqueles que estão sendo utilizados para definir os reajustes. Exemplo: em 2014, o IGP-M variou 3,69%, enquanto o IPCA foi de 6,41%.
Ah, não se esqueça do investimento, sobrando dinheiro. Por favor, não deixe dinheiro parado na conta. Procure alternativas de investimento que pelo menos compensem a desvalorização provocada pela inflação. O EsB tem feito inúmeras sugestões de bons investimentos.
Por fim, se todas as alternativas não funcionarem tanto, a solução – esperando que haja dinheiro – é a mudança comportamental. Mudança de hábitos. Alteração para marcas mais baratas, redução de produtos ou serviços supérfluos… É isso, meu amigo. Bem-vindo aos anos 1980! (ainda que não estejamos lá, não custa nada ficar muito atento).
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