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Já faz um tempo que o Frederico Torres, nosso colunista do blog, tem participado de programas de radio destinados à educação financeira. Atualmente, esses programas vão ao ar semanalmente na Rádio Inconfidência, AM 880, e seu conteúdo está sendo divulgado no nosso blog, em posts situados na seção de podcasts. Nela, é possível tanto escutar o conteúdo online como efetuar o download do arquivo de áudio.
Recentemente, disponibilizamos os podcasts para que você possa baixá-los no seu smartphone ou tablet. Isso vale pra aparelhos com sistema operacional iOS ou Android. Vão aí as orientações:
Se você for usuário de dispositivos com iOS: abra o aplicativo iTunes Store, clique na lupa de pesquisa, digite a expressão "educando seu bolso" e aparecerão os episódios, um a um, para download, na lista "Episódios de podcasts". Se preferir receber todos em bases regulares e automaticamente, basta clicar no link maior, abaixo do texto "Podcasts" e, na página seguinte, clicar em "Assinar". Depois de baixados os podcasts, você poderá acessá-los no botão "Podcasts", no canto inferior esquerdo da iTunes Store. Se preferir, você também pode encontrar a lista dos nossos podcasts na página do iTunes na internet e efetuar o download para o seu dispositivo de preferência.
Se você for usuário de dispositivos com Android: abra o aplicativo Google Play e baixe um aplicativo gerenciador de podcasts. Testei o Podcasts Republic e achei bem fácil de usar. Feito isso, clique na lupa de pesquisa, digite a expressão "educando seu bolso" e aparecerão os episódios, um a um, para download. Você pode, também, assinar para receber todos os podcasts, clicando na bandeirinha (com uma estrelinha no meio) à esquerda do ícone (lupa) de busca, no menu superior do aplicativo.
Pronto! Agora você já pode levar nossos podcasts pra todo lado, pra escutar no carro, no ônibus, no intervalo do almoço ou do lanche. Bom proveito!
Faça o teste! Aproveite e ouça o programa de hoje, sobre renegociação de dívidas, com a participação ao vivo de ouvintes:
"Eu fico com a pureza da resposta das crianças" (Gonzaguinha, "O que é, o que é")
Sou pai desde os 23 anos de idade, o que me deu a alegria e a responsabilidade de conviver com crianças há quase 20 anos. Hoje convivo principalmente com minha filha de 11 anos, minha futura enteada de 3 anos e os dois primos dela – uma menina de 10 anos e um menino de 8. E, menos regularmente, com sobrinha, afilhada e os amiguinhos dessa turma toda.
Desde que comecei a trabalhar com educação financeira procuro reparar em como as crianças se relacionam com dinheiro. Naturalmente, cada uma se comporta de um jeito. Algumas são mais austeras, outras mais perdulárias, algumas são preocupadas, outras não estão nem aí. Até mesmo uma partida de Banco Imobiliário diz bastante sobre a importância que elas dão ao dinheiro e, mais que isso, à riqueza.
Esse é um assunto bastante precioso para nós do blog – clique aqui e veja que praticamente todos os nossos autores já escreveram sobre isso. Temos proposto ações e reflexões para pais e educadores ficarem atentos à forma como as crianças têm se comportado num mundo cada vez mais consumista, em que são expostas à publicidade e, principalmente, aos exemplos dados pelos adultos e pelas outras crianças.
A proposta que trago hoje pode ser utilizada por educadores em sala de aula e por pais no convívio familiar. Consiste em convidar a criança a refletir sobre o que é felicidade, sobre o que é e para que serve o dinheiro e, por fim, a identificar onde as duas coisas – dinheiro e felicidade – se encontram, na cabecinha delas.
Para fazer em sala de aula, o exercício pode ser por escrito, individualmente. Para estimular os mais tímidos ou dispersos, é útil dividir a turma em vários pequenos grupos, para uma discussão inicial. Ao final, um grande debate, em que as crianças que quiserem poderão contar para todos o que pensam sobre felicidade e dinheiro – é importante que seja livre, só fala quem quer.
Para fazer em família, é bom que a conversa seja leve, durante uma brincadeira, preparando o lanche, num passeio, ou de pernas pro ar no sofá.
Os resultados podem ser surpreendentes. Algumas vão associar felicidade a ter um carrão bacana, ou a viajar todo ano. Outras vão dizer que é passear toda semana com os pais ou os amigos. Outras, que é ter um trabalho que dê alegrias – ou que não dê preocupações – para contar na hora do jantar. Poderão dizer que dinheiro serve para ter o carrão, a viagem e o passeio, ou simplesmente para não ter as preocupações. Enfim, desse exercício pode sair de tudo.
O objetivo é ajudar a criança a ser feliz. A ser feliz com o que se tem, a ser feliz apesar do que não se tem e, principalmente, a ser feliz independentemente do que ou quanto se tenha. Ensinar que não há mal em se querer ter mais, desde que este não seja o principal objetivo na vida, nem o principal critério para a escolha da profissão.
E você? Já fez algum exercício parecido em casa ou em sala de aula? Como foi? Conte para nós!
O podcast de hoje fala sobre esse assunto e traz temas como a mesada para os filhos e a educação financeira que deve-se dar a eles. Confira!
Você se assustou? Essa afirmação foi feita por Dan Ariely, especialista em economia comportamental e psicologia, professor da Duke University, para reforçar que as pessoas evoluíram muito pouco na relação com o dinheiro. Veja aqui a entrevista dele.
Não é esta naturalmente a compreensão do blog. Caso contrário, o blog não deveria nem existir. Recentemente, aqui mesmo, já tratei do assunto, perguntando: "A educação financeira cria consumidores e investidores melhores?" Em razão da chamada de Dan Ariely, resolvi voltar ao assunto.
Há um grupo importante de economistas e psicólogos, especialistas em economia comportamental, demonstrando que uma sofisticada investigação dos processos de tomada de decisão (no nosso caso, de compras, de poupança, de investimento, etc) podem sim fazer a diferença. Para melhorar a tomada de decisão, compreendendo os nossos erros sistemáticos e contínuos, e igualmente propondo soluções (ferramentas, que o blog tem se dedicado com afinco) para resolver problemas, controlar gastos e realizar investimentos mais acertados.
Só para citar dois aqui: Daniel Kahneman, psicólogo israelense, ganhador do prêmio Nobel de Economia, com o seu sugestivo livro "Rápido e Devagar – Duas formas de pensar" (o autor pontua que as decisões de consumo, por exemplo, são muito mais emocionais do que racionais); e a dupla americana Richard Thaler e Cass Sunstein, com o livro "Nudge", buscando investigar determinadas ações (ou empurrões) que favorecem uma tomada de decisão mais equilibrada.
Seguindo essa linha, pesquisei aqui – para fazer uma listinha, que o blog também curte – os 7 piores momentos para tomar uma decisão financeira. Veja se não faz um pouco de sentido:
1. Na alegria – os momentos felizes devem ser curtidos, naturalmente. Mas não pense em grandes decisões financeiras nessa situação. Na euforia, seguramente sua avaliação otimista pode se traduzir em excesso de confiança. Você calcula equivocadamente os riscos, reduzindo-os. Aproveite sua felicidade e não a misture com importantes decisões financeiras. Se seu time ganhou, divirta-se, e deixe a carteira bem longe!
2. Na tristeza – outro sentimento extremo. Outro cenário em que a decisão é fortemente emotiva. Você tenderá a tomar decisões que confortem os seus sentimentos ou você deixará de aproveitar boas oportunidades, afundado na depressão. Por exemplo, manter em funcionamento a antiga loja do avô – em respeito à sua memória – pode revelar uma grande dor de cabeça no futuro.
3. Na pressa – aqui a regrinha é clara, Arnaldo: no assunto tempo, quanto maior o valor financeiro da compra/investimento, mais tempo deve ser gasto na decisão. Decisões apressadas privam você da racionalidade. Não por outra, as lojas abusam das promoções "só hoje" ou "queima de estoque". Quanto mais privado de tempo para decidir, pior deve ser a sua decisão. Leve meses para decidir a compra do seu imóvel e produtos eletrônicos mais caros. Simule a compra e se veja nela.
4. Na dúvida – a dúvida pode revelar não só indecisão, mas insegurança. Você pode estar cauteloso por falta de informação sobre o produto. É o que os economistas chamam de "assimetria de informação". Você conhece menos do produto do que o vendedor. Procure se informar, pesquise e investigue a sua compra. Você decidirá com muito mais confiança.
5. Na pressão – em um momento crucial para a tomada de decisão, surgem inúmeros palpites e indicações, de amigos e familiares. Se o ambiente decisório não é tranquilo, tais sugestões vêm carregadas de tom emocional. O oposto de uma boa decisão. Se não conseguir encontrar um diálogo relativamente neutro e isento, a melhor solução é procurar a porta mais próxima e resguardar-se.
6. No escuro – decisões financeiras mais relevantes devem ser feita às claras. Quando o objetivo não está muito claro, o processo decisório pode se revelar duro e frustrante. E sem coerência, o que pode desanimá-lo ainda mais. Seu objetivo é morar fora do país? Repense a compra do imóvel. Acabou de se casar e não sabe se quer criar raízes na cidade onde mora? Viva de aluguel. Decisões focadas revelam maior comprometimento e o arrependimento do esforço é menor.
7. Na tempestade – só para variar, decidir na crise é mais difícil. Embora oportunidades apareçam. Planeje sua viagem adiantando-se quanto à cotação do dólar. Ao abrir um negócio, pesquise a demanda por seu produto e se as pessoas estão dispostas a pagar por ele. Comprar na bolsa, estude para ver o momento mais favorável.
Com esta listinha, que exige autoconhecimento e disciplina, a economia comportamental pode sim te ajudar a tomar decisões mais equilibradas. E isto não vem sem educação. Será que você ainda não acredita em educação financeira? Aproveite para conferir nossa podcast sobre esse assunto:
Edição do dia 10/11/2014 do quadro Educando Seu Bolso – Educação financeira com Frederico Torres, do blog Educando Seu Bolso | Gerente dos Sonhos, no programa Em Boa Companhia, da rádio Inconfidência AM 880.
Hoje, no programa Em Boa Companhia, falamos mais uma vez sobre máquinas de cartão. Respondemos à dúvida da ouvinte Larissa. Ela leu um post no blog, ficou em dúvida sobre três máquinas e pediu mais esclarecimentos. São elas: Pag Seguro, Payleven e Izettle.
Foi uma dúvida muito bem vinda. A cada dia, mais comerciantes e profissionais liberais têm oferecido aos clientes a opção de pagar usando cartões. Tanto é que o chamado ticket médio, isto é, o valor médio das despesas pagas com cartões, tem sido cada vez menor. Isto é, as pessoas têm optado pelo cartão na hora de pagar também aquelas despesas menores.
Vantagens das máquinas de cartãoOferecer a opção de pagar com cartão traz muitas vantagens ao comerciante. A primeira é atender melhor aos clientes e ampliar sua possibilidade de realizar vendas. Outra vantagem é diminuir a inadimplência. Vendas por meio de cartão tem garantia de recebimento, ao contrário, por exemplo, da venda por meio de cheques. Falando nisso, outra vantagem dos cartões é evitar a guarda, manuseio e gerenciamento de cheques.
É importante que os comerciantes e profissionais escolham bem a empresa que vai fornecer a máquina de cartão. Há muitas opções no mercado, com diferenças importantes entre elas, principalmente nas taxas e tarifas cobradas.
A dúvida da leitora
Fizemos um comparativo sobre as opções de que a Larissa perguntou. Ela não deu detalhes sobre o perfil do seu faturamento. Isto é, quanto ela venderia pela função débito ou pela função crédito, se oferece opção de parcelamento etc. Assim, fizemos uma estimativa e simulamos quanto ela pagaria pelo uso de cada uma das máquinas de cartão. Estimamos que ela pretenda vender R$ 6000 por mês, sendo R$ 2000 no débito, R$ 1500 no crédito à vista e R$ 2500 no crédito parcelado em 3 vezes.
Na simulação que fizemos, a opção mais barata para a Larissa é o Pag Seguro. Com um faturamento no perfil que simulamos, seu custo mensal seria de aproximadamente R$250.
Mas, repetimos: este é o valor pago a partir do faturamento com o perfil que simulamos. É muito importante que o interessado em adquirir máquinas de cartão faça os cálculos a partir do seu perfil de vendas. Diferenças aparentemente pequenas nos perfis podem gerar diferenças importantes no valor pago.
Custo da máquina de cartãoPor exemplo, o custo da própria máquina pode variar, caso a pessoa opte por oferecer pagamento apenas no débito, ou caso prefira oferecer também a função crédito.
Como assim, "custo da máquina"? É que algumas empresas, como as três citadas pela Larissa, vendem as máquinas de cartão. Em muitos casos, essa venda é parcelada em 12 vezes. Então, no primeiro ano, o comerciante tem o custo mensal da compra da máquina. Mas, a partir do segundo ano, a máquina já pertence a ele e, assim, o custo cai bastante.
Esta, aliás, é uma diferença entre as empresas tradicionais de máquinas de cartão e as novas empresas que estão surgindo. As empresas tradicionais costumam alugar a máquina. Algumas das novas empresas preferem vender a máquina, o que faz com que o custo mensal caia a partir do segundo ano – e, assim, conseguem fidelizar seu cliente.
Perfil do clienteSendo assim, a Larissa – e todo interessado em ter máquinas de cartão – precisa avaliar o que compensa mais. Se seus clientes geralmente preferem pagar na função débito, ela pode optar por uma máquina mais barata. Caso ela ache que vai perder muitas vendas se não oferecer a opção crédito, ela poderá optar por uma máquina mais completa – e mais cara.
Para empresas que oferecem serviços mais caros, oferecer a opção crédito, principalmente parcelado, pode ser fundamental. Para quem fornece serviços mais baratos, pode ser que a opção débito atenda bem aos clientes. E, em todas as modalidades, é importante observar bem as taxas cobradas.
Modalidades de vendaNo crédito parcelado, por exemplo, as taxas variam de 3,39% na Payleven, passando por 3,99% no Pag Seguro, podendo chegar a 4,99% na Izettle. Percebe a diferença? Uma mudança aparentemente simples na modalidade de venda pode significar uma diferença grande no faturamento. Por isso é preciso pesar bem todos os fatores: o perfil dos clientes e o custo para atender a cada perfil.
Outra diferença entre as diferentes empresas fornecedoras de máquinas de cartão é na forma como o comerciante recebe o dinheiro das vendas. Algumas, como a Payleven, depositam diretamente na conta corrente informada pelo comerciante. Outras, como a Pag Seguro, depositam em uma conta oferecida por ela própria, parecida com uma conta corrente. Daí, o comerciante transfere para a sua conta, ou pode usar os recursos por meio de um cartão da própria Pag Seguro.
Outros fatoresÉ preciso ficar atento também a quais bandeiras as máquinas de cartão aceitam. Isto é, se todas elas aceitam as mais tradicionais – Visa e Mastercard – e se aceitam também outras, como Elo e Hipercard, Cabal e outras. Nos exemplos citados pela Larissa, as três máquinas aceitam Mastercard e Visa, mas nem todas aceitam as outras bandeiras.
Outro detalhe que pode parecer bobo, mas que para muitos clientes faz diferença: se a máquina permite imprimir o recibo da venda em papel, ou se só oferece a opção de enviar o recibo por e-mail ou SMS. Há muita gente que gosta do recibo em papel.
E há outros fatores importantes, que o comerciante não consegue saber antes de contratar a máquina, a não ser pesquisando a opinião de outras pessoas que já a contrataram. Por exemplo, a qualidade da conexão. Isto é, se a máquina não fica fora do ar com frequência. Perder vendas ou expor o cliente ao constrangimento de não ter seu cartão aceito podem ser pecados mortais para o comerciante. Outro fator: a necessidade e a facilidade de fazer reparos ou substituição das máquinas de cartão, em caso de mau funcionamento. Tudo isso deve ser avaliado.
ConcluindoOs cartões estão a cada dia mais presentes na rotina das pessoas. É muito importante, para quase todos os comerciantes e profissionais liberais, oferecer essa comodidade ao seu cliente. E, como foi visto aqui, são muitos os fatores a serem levados em conta na escolha das melhores máquinas de cartão. Para facilitar essa escolha, o Educando Seu Bolso oferece o Comparador de Máquinas de Cartão. Visite, informe seu perfil de vendas e veja as opções mais adequadas ao seu negócio. E boas vendas!
Ranking de maquininhas mais clicadas no Comparador! Posição Empresa Plano Consultar 1 Sumup Top Plano Econômico AVALIAR 2 Pagseguro Minizinha (30 dias) AVALIAR 3 SumUp Super Plano Econômico AVALIAR 4 Mercado Pago Point Mini (30 dias) AVALIAR 5 Pagseguro Minizinha (14 dias) AVALIAR 6 Sumup Top Plano Acelerado AVALIAR 7 Pagseguro Minizinha (1 dia) AVALIAR 8 Cielo Fixa Linha Discada AVALIAR 9 Rede Com Fio (31 dias) AVALIAR 10 Pagseguro Minizinha Chip (14 dias) AVALIAR
Você é um dos milhões de brasileiros que estão com orçamento apertado e dificuldades para quitar as prestações de um financiamento? Saiba como bancos, financeiras e empresas de cobrança estão agindo e como se comportar para sair do atoleiro.
O assunto hoje é uma regrinha para avaliar se sua reserva financeira é adequada à sua idade, já de olho na sua aposentadoria.
A maior parte da população não está preparada para se aposentar. Não estamos falando da preparação psicológica, mas da financeira, mesmo. Isto é, para a provável queda nos rendimentos, comum em quem se aposenta. Hoje o Fred apresenta a "Regra do 1-3-6-9". Você sabe o que é isso? É uma fórmula muito usada para avaliar se a pessoa está financeiramente preparada para a aposentadoria. Além disso, ele sugere opções de investimento adequadas para quem quer se preparar para essa etapa tão importante da vida.
O especialista em finanças Eduardo Coutinho, novo colaborador eventual do Educando Seu Bolso, fala sobre como a alta do dólar impacta a economia como um todo, não apenas quem utiliza diretamente a moeda estrangeira.
Escute também o podcast com Frederico Torres sobre este mesmo assunto.
Em junho o movimento de saques na caderneta de poupança foi o maior dos últimos 20 anos. O que explica isso? Por um lado, o aperto pelo qual muitas famílias vêm passando, que as obriga a recorrer às suas reservas. Mas o principal motivo parece ser o baixo rendimento da caderneta de poupança, em comparação com outros tipos de investimentos. É sobre isso que o Frederico Torres falou na Rádio Inconfidência nesta semana.
Criar um plano de previdência privada traz a possibilidade de poupar dinheiro para quando o período da aposentadoria chegar, mas essa não é a única vantagem oferecida. Há também a possibilidade de que ocorram deduções no valor do Imposto de Renda. No fim de contas, a dúvida é se o investimento vale a pena.
Plano de previdência sem IRPara quem deseja fazer um plano de previdência não só com o objetivo de guardar recursos para mais tarde, mas também para reduzir o valor do Imposto de Renda, o primeiro passo é avaliar a modalidade adotada. Afinal, apenas os modelos de Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) oferecem essa vantagem.
"Você terá esse benefício fiscal caso sua declaração seja feita no modelo completo. Ou seja, se as despesas permitidas como deduções pela Receita Federal forem superiores ao desconto de 20% concedido se fizesse a declaração simplificada", explica Frederico Torres, do blog Educando Seu Bolso.
Complicado? Caso você se enquadre na descrição acima, as contribuições que realizar em um plano de previdência privada PGBL e que somem até 12% da sua renda bruta anual, serão deduzidas da base de cálculo do Imposto de Renda. O que ocorre então é que você pode adiar o pagamento ou ainda diminuir a taxa a ser paga, caso a aplicação seja feita a longo prazo.
Mas é preciso ter cuidado. Ao mesmo tempo em que o PGBL reduz o valor a ser pago a Receita Federal e torna-se vantajoso, ele também pode render despesas. Lembre-se que há o pagamento de taxas de administração que podem custar caro. Então a dica é pesquisar no mercado e buscar as empresas privadas que oferecem os melhores planos para o seu bolso.
O plano de previdência é uma maneira de guardar dinheiro para a aposentadoria. Foto: iStock, Getty Images
Não esqueça do plano de previdência públicaTer um plano de previdência privada não significa que você pode descuidar das contribuições ao INSS. Ele deve ser encarado, de outro modo, como um complemento. Conforme explica Torres, a previdência pública oferece benefícios sociais que podem fazer toda a diferença.
É o caso do auxílio-doença, do salário-maternidade, da aposentadoria por invalidez e mesmo da pensão por morte. Além disso, contribuir com o INSS é requisito para contar com as vantagens fiscais que os planos de previdência privada podem oferecer.
Outra opção para garantir uma aposentadoria mais tranquila é diversificar as opções de investimento e buscar aplicações que ofereçam segurança. Para Torres, uma das melhores alternativas é o Tesouro Direto, que alia boa liquidez, baixo risco, rentabilidade e fácil acesso, já que o valor mínimo é de R$30 e todas as movimentações são realizadas através da internet.
Você também está pensando em fazer um plano de previdência? Comente!
Texto publicado orginalmente em Vivo Seu Dinheiro.
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