Educando Seu Bolso

Educando Seu Bolso

By Frederico TorresBusinessInvesting
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Educando Seu Bolso episodes

  • 6 atitudes para sair do vermelho

    Pesquisa revela que quatro em cada dez brasileiros estão inadimplentes e esse número cresceu 3,77% quando comparado ao ano passado. No total, 55,3 milhões de brasileiros estão devendo – o que equivale a 37,9% da população entre 18 e 95 anos. Qual o caminho para não entrar ou sair desse grupo?

    A redução da atividade econômica, associada à falta de planejamento e à elevação das taxas de juros e do preço de produtos e serviços levou muitas pessoas a atrasar o pagamento de obrigações. O orçamento das famílias ficou mais apertado e ações corretivas devem ser adotadas buscando o equilíbrio e a manutenção da qualidade de vida.

    Diante da adversidade do aumento de preços, do aumento da despesa com empréstimos, da possibilidade do desemprego, medidas devem ser adotadas para garantir a coerência entre os rendimentos e os gastos. Confira seis dicas para equilibrar suas contas:

    1. A redução do consumo de água e energia
    2. Controle das despesas com telefone, internet e TV a cabo
    3. Diminuição de gastos com alimentação fora de casa
    4. Venda do automóvel, troca por um mais econômico (veículo é despesa e não investimento) e utilização mais frequente do transporte público
    5. Evitar a contratação de dívida para compra de itens não essenciais como roupas e aparelhos eletrônicos
    6. Eliminar compras por impulso

    Além dos itens acima, recomenda-se especial cuidado com as armadilhas das prestações a perder de vista que "cabem" no orçamento. Geralmente elas possuem elevadas taxas de juros. Preferencialmente, pague à vista e peça desconto!

    O fato de uma instituição financeira oferecer um empréstimo em 72 meses e gerar uma prestação menor pode se constituir em um problema quando esconde uma taxa de juros de mais de 7% ao mês. Só para lembrar, a remuneração mensal da sua poupança – que, inclusive, está longe de ser o melhor investimento atualmente – não chega a um décimo disso.

    Num ambiente turbulento, a disciplina e a capacidade de adaptação serão fundamentais para que o bem-estar das famílias seja impactado da menor forma possível.

    Confira também nossas dicas para começar o ano longe do vermelho no podcast:

    27 min
  • Alerta do IDEC: tarifas bancárias cada vez mais altas

    O economista Frederico Torres alerta para dados do IDEC que apontam que os pacotes bancários subiram cerca de 10 vezes mais do que a inflação. Fique de olho nos valores cobrados por cartões de crédito, saques, extratos etc. Comparamos alguns pacotes na edição do dia 25/05/2015 do quadro Educando Seu Bolso, dentro do programa Em Boa Companhia, da rádio Inconfidência AM 880.

    23 min
  • 10 razões pelas quais consórcio não é uma boa ideia.

    Já falamos e escrevemos bastante sobre consórcio aqui no Blog, não é mesmo?!

    O tema continua quente e tá cheio de oferta de consórcio por aí, não é mesmo?! Na TV, nas rádios , nos jornais e revistas e por aí vai. Mas como saber se é pra você?! Como saber se vale a pena?! Aliás, você entende como funciona um consórcio?! Não é simples não viu. Saiba direitinho sobre o funcionamento antes de entrar nesta.

    Abaixo 10 motivos pelos quais não considero consórcio vantajoso:
    1. Apesar de não cobrar juros, há diversos outros custos altos como taxas de administração, seguros, fundos de reserva, inadimplência de outros consorciados;
    2. Não é investimento, pois não rende juros pra você diretamente;
    3. Não te permite a flexibilidade que um investimento permitiria, afinal não é tão simples desistir, ou parar de contribuir. Imagine aquele aperto no orçamento durante alguns meses, você suspende o investimento e pronto, mas no consórcio não dá;
    4. Tampouco é um financiamento, pois não te permite usufruir do bem logo de cara;
    5. Você continua tendo que pagar o aluguel ou a despesa de transporte ao mesmo tempo em que paga a prestação do consórcio;
    6. Quando se faz os devidos ajustes financeiros, não é mais barato do que o financiamento, ao contrário do que as simulações, ou o seu gerente, indicam;
    7. Sua individualidade fica comprometida, na medida em que o dinheiro de todos os participantes de mistura em uma caixinha. A inadimplência de um vira problema do outro, como em um condomínio.
    8. A probabilidade de ser contemplado por sorteio é muito pequena, especialmente para o Brasileiro, que sequer participa das assembleias. Você que é consorciado, diz aí, já foi a alguma assembleia do seu grupo?
    9. Para garantir contemplação é preciso dar lance alto, o que torna a opção financeiramente desvantajosa – de novo.
    10. Sua grana será administrada por terceiros e é importante pesquisar a idoneidade das administradoras. Por isto, sugiro que se vai mesmo embarcar nesta, pesquise no Bacen sobre reclamações e se a administradora de consórcios é autorizada antes de contratar. Além disso, não há garantia do FGC, como haveria nos investimentos em renda fixa que temos recomendado

    Mas no podcast tem muito mais. Ouça aqui:

    26 min
  • Os riscos de emprestar seu nome
    O economista Frederico Torres apresenta dados de pesquisa que mostra que boa parte dos endividados no Brasil estão nesta situação por emprestar o nome para terceiros em crediários e empréstimos, explica as consequências desse endividamento por terceiros e sugere saídas para evitar ficar com o nome sujo por dívidas de outras pessoas. Quadro Educando Seu Bolso no ar pela rádio Inconfidência 880 AM, dentro do programa Em Boa Companhia.
    28 min
  • Novas regras para o financiamento da casa própria

    Na edição do dia 4 de maio do quadro Educando Seu Bolso, dentro do programa Em Boa Companhia, da Inconfidência 880 AM, o economista Frederico Torres explica no as mudanças estabelecidas pela Caixa para financiamento de imóveis usados. Ouça e entenda como isso afeta a sua vida, caso esteja pensando em financiar a casa própria.

    25 min
  • Sobre trabalho, sonhos e inspiração

    "Caráter não se mede por profissão, mas pela coragem de cada ser humano que ganha a vida honestamente, oferecendo o melhor de si em cada trabalho que lhe é confiado." Cecília Sfalsin

    Meu post de hoje é dedicado a um aluno que me contou sua história de vida em aproximadamente 15 minutos, depois da nossa última aula de sociologia, e me deixou convicta de que aquele que sabe onde quer chegar encontra um caminho para alcançar seus sonhos e objetivos.

    Sua simples e admirável história teve início no interior de Minas Gerais. Com 15 anos, ele começou a trabalhar na fazenda de uns amigos de seus familiares, na agricultura. Tempos depois, seus empregadores descobriram que o barro daquele terreno era muito bom e começaram a produzir tijolos. Compraram um grande forno e lá foi ele, para outro segmento de trabalho. Ele devia encher uma fornada com 15 mil tijolos em três horas e, como pagamento, recebia por dia R$ 15, mais o almoço. Em média, ganhava R$ 300 por mês. Muito esforço, muito trabalho. Foi quando abriu em sua cidade um novo açougue e, ali, ele viu uma nova oportunidade. O dono do açougue, em conversa na entrevista de emprego, lhe ofereceu um salário de R$ 1 mil e exigiu que, para ganhar este salário melhor, ele deveria terminar seus estudos.

    Ganhando melhor, foi possível colaborar mais em casa e realizar alguns sonhos. Ele também conseguiu concluir seus estudos e tirar carteira de motorista, conseguindo posteriormente também as categorias C, D e E. Passado mais alguns anos, ele conseguiu comprar seu primeiro carro e sua primeira moto. Então, depois de trabalhar no açougue, ele começou a trabalhar dirigindo caminhão e viu uma nova oportunidade de crescimento, seguiu o conselho de alguns amigos de sua cidade e comprou dois lotes, na época no valor de R$ 12 mil. Recentemente, recebeu a notícia de que havia interessado em comprar seus lotes, quando foi saber o valor, cada um foi avaliado em R$120.000,00 apenas alguns anos depois.

    Hoje, ele aluno trabalha com o que gosta, tem um bom rendimento mensal, constituiu sua família e está realizando o sonho de fazer a sua graduação.

    Esta simples história confirma algo que sempre ouvi desde pequena : "O trabalho enobrece o homem". Enobrece, edifica uma vida e proporciona os meios para se alcançar tudo aquilo que se deseja. Que esta história inspire a todos nós a descobrir o que nos faz feliz e ainda, ganhar dinheiro com isso de forma honesta, saudável e construtiva.

    "Trabalhe em algo que você realmente goste e você nunca precisará trabalhar na vida."

    Bom, ainda nesse assunto de sonhos, mas mudando um pouco o foco, vamos falar um pouco sobre sonho de consumo.

    As pessoas, de modo geral, e os brasileiros em particular, têm sonhos dos mais diversos tipos:

    • Viagens
    • Um carrão
    • Frequentar restaurantes, bares e boates
    • Compra de itens relacionados a beleza e eletrônicos
    • Casa própria
    • Aposentar-se aos 50 anos

    Segundo pesquisa recente, apenas três em cada dez sonhos tornam-se realidade. Qual será a explicação para um número tão baixo?

    Gerenciar as finanças pessoais é muito mais que lidar com números. É também questão de planejamento e de comportamento.

    O sonho começa a se transformar em meta quando você começa a descrevê-lo. Quando estipula datas, quando define detalhes, passos e escolhas.

    Quer saber uma modalidade de investimento segura e eficiente para começar a construir, hoje, um sonho que se realizará no futuro? Ouça o podcast!

    27 min
  • Boa notícia: queda nos preços de aluguéis

    No podcast de hoje, explico a gradativa baixa no preço dos aluguéis para novos contratos. Se você mora de aluguel, fique atento e aproveite a oportunidade.

    Os bancos estão aumentando as taxas de juros cobradas no financiamento imobiliário. Tá caro financiar a casa própria e demos aquele exemplo aí do imóvel de r$ 500.000, cuja prestação de r$ 4.800 por mês é um valor bastante alto. Muito pouca gente consegue pagar e não cabe na renda da maioria das pessoas.

    Hoje vamos fazer um tema que é adjacente a esse. É um tema que está muito conectado ao alto custo do financiamento imobiliário. Semana passada saiu mais um acompanhamento de preço de aluguéis, mais um índice que mede variações de preço. Ele acompanha os aluguéis novos, aquele que você está contratando pela primeira vez e não a renovação. Porque a renovação, ela segue uma regra um pouquinho diferente, que eu posso comentar mais à frente.

    O indicador mostra queda real de preços em 12 meses até abril, de 6%. O que significa isto? Se hoje você for alugar o mesmo imóvel que você pesquisou um ano atrás e não fechou o contrato. Digamos que aconteceu alguma coisa na sua vida e você não alugou. Hoje, você procurou esse mesmo locador e viu que a locação desse imóvel está 6% em termos reais mais barata. Ou seja, descontada a inflação, por volta de uns 14% de diferença de há um ano atrás.

    Se te pediram mil há um ano atrás, hoje esse mesmo imóvel vai estar sendo locado por 860. Então, quer dizer, é uma ótima notícia para o inquilino sim. Morar de aluguel está mais barato. E são quedas consecutivas tá? Cada mês esse indicador cai um pouco mais e isso é reflexo de muita coisa que tá acontecendo na economia. Ou seja, as pessoas estão percebendo que o preço do imóvel está caro, como a gente falou semana passada. O financiamento também não é barato. As prestações oneram muito o orçamento e não cabem no salário da maioria das pessoas.

    Financiar imóvel de 500 mil dá uma prestação de por volta de r$ 4800. As pessoas começam a perceber que desses 4.800, 3mil e tantos é juro. Ou seja, você com aquela ilusão de que: Eu tô pagando para comprar uma coisa que é minha. Estou pagando para construir um patrimônio que é meu. Bom, isso é parcialmente verdade. Uma parte desses R$4.800 realmente é amortização do valor do imóvel. Grande parte porém, uns 3500 é juros. Veja, então você tá pagando de outra forma um aluguel do dinheiro né? A gente brinca que ou se aluga o imóvel, ou você aluga o dinheiro. O pior é que o aluguel do dinheiro é muito caro.

    Porque o aluguel está barateando?

    Esse enfraquecimento da economia, da demanda, em linha com o aumento da inflação e a queda do poder de compra. Ele está batendo nos aluguéis novos. Porque os novos só? Porque eu comentei que os já contratados, eles seguem uma uma lógica um pouco diferente. Você faz um contrato hoje, geralmente de 30 meses, que prevê reajuste do seu aluguel pelo IGPM anual. Então eu vou passar a pagar 7% a mais do que eu vinha pagando até hoje, reajuste automático. Enquanto eu tiver dentro desse contrato, que dura em geral no mínimo 30 meses, eu tenho que obedecer essa cláusula de reajuste pelo IGPM.

    Qual é a minha situação?

    Vocês sabem que eu moro de aluguel e apesar de eu, por exemplo, não poder me beneficiar disso agora, quando acabar os 30 meses, é óbvio que eu tô de olho nesse indicador. Acabou meu período de reajuste automático, eu vou em cima do locador e digo o seguinte: Olha, eu quero rever o valor para baixo, porque o preço do aluguel em média caiu. Então, se você não quiser diminuir o valor do meu aluguel, eu vou procurar aqui nesse mesmo prédio, no mesmo condomínio, outro imóvel, e vou trocar de apartamento aqui. Continuar morando aqui, que eu gosto dele e vou reduzir aí , etc..

    Se continuar assim, 13, 14% do meu aluguel é uma baita economia. Nesses tempos apertados de dinheiro que a gente tem atualmente, é a dica que eu queria deixar aí hoje.

    E o Locador? O que deve fazer?

    No caso, o inquilino leva vantagem. Porque o proprietário pode ficar com esse imóvel vazio um mês. Aí é prejuízo para ele. A cada mês que o imóvel passa vazio, o cara tem um bom preço, assim se ele pensar financeiramente, ele vai. Ainda mais conhecendo o inquilino. Sabendo que é bom. A dica então para o locador, se é que a gente pode dar uma dica para o locador, é ceder.

    Reflexo da economia, que está um pouco pior. Da renda mais baixa, do desemprego aumentando, a inflação maior. Pouco a pouco isso tudo pesa no bolso e o inquilino sabe falar: Olha, desculpa mas eu pagava 800, agora eu tenho condições de pagar 700, ou você diminui o preço do aluguel, ou eu vou ter que procurar outro.

    Na reportagem que tá no site G1, o preço médio para locação por metro quadrado nas nove cidades pesquisadas ficou em r$ 34 por mês o Rio de Janeiro lidera com 40 reais por metro quadrado ao mês, seguida por São Paulo com r$ 38. O aluguel mais barato foi encontrado em Curitiba que custa dezesseis reais mensais pelo metro quadrado.

    Quanto custa em média o metro quadrado em cada capital?

    É por aí. Curitiba é uma cidade que tem um custo de vida mais baixo mesmo do que as outras, é verdade. O Rio de Janeiro e São Paulo tem esses valores muito altos, que puxam a média para cima, mas você vê em Curitiba a r$ 16 por metro quadrado se aluga um imóvel de 100 m quadrados por r$ 1600. Esse preço médio, ele depende muito da metragem tá? Apartamentos bem pequenos, 50/60 metros quadrados, esse valor médio por metro quadrado é mais alto. Já em apartamentos enormes, 200 metros quadrados, aí o valor por metro quadrado ele vai tender a ser um pouco mais baixo tá?

    Qual é a situação do mercado imobiliário?

    O mercado imobiliário mudou. Não é mais o que era anos atrás, que era praticamente comprar e brincar e a ir pra galera. Tem outros indicadores que demonstram isso. Por exemplo, a gente já comentou aqui em outra ocasião os distratos, que são os cancelamentos de contrato de compra de imóvel na planta, que hoje estão em níveis altíssimos. O pessoal comprava na planta, pagava aquela prestação durante dois anos e lá na frente, quando ficava pronto, ela pegava o financiamento do resto. Hoje em dia, o que tá acontecendo? Ela entra, paga, paga, paga e na hora de assumir o financiamento, muitas vezes o imóvel, a valor de mercado, ele está valendo menos do que o saldo que ela tem ainda por pagar.

    Comprar na planta ainda vale a pena?

    Então, esse negócio de comprar na planta, que foi durante anos um bom negócio, que fez muito dinheiro para muita gente, ele não tá mais assim essa barbada toda.

    O distrato ou cancelamento tem uma multa né? Você perde uma parcela do que você pagou já que a construtora não quer que você desista. Isso hoje é um problema que atinge muitas construtoras e é mais um indicador de que o mercado imobiliário mudou. Outro sinal é que construtoras tem feito promoções das mais variadas formas, feirões, aceitam hoje com mais frequência automóveis usados como como entrada, outras formas de pagamento da prestação.

    Para fazer um bom negócio para você aproveite o momento favorável para quem está com grana no bolso, negocie mesmo bons descontos na compra ou aluguel de imóveis. O momento é favorável ao inquilino tá? As taxas de vacância, que é o nome meio esquisito do indicador que mede a quantidade de imóveis vagos, ou seja, não locados, imóveis vazios hoje no mercado são das mais altas de todos os tempos. Ou seja, tem muito imóvel vago não locado. O dono às vezes não quer abrir mão de 100, 200 no aluguel, ele vai ficar com esse imóvel vago, vazio durante muito tempo.

    A gente daqui de Belo Horizonte, na capital, aqui caminhando na Savassi, caminhando nos bairros aí glamourosos, prestigiosos e que sempre tiveram uma demanda muito grande de empresa para ter lojas ali, você vê um sem número de lojas vazias. Você vê um grande número de anúncios de "aluga-se". Apartamentos e casas estão vazias. Então isso é sinal de que a demanda é fraca e de que o inquilino, ou quem está querendo entrar, tem um bom poder de negociação. Você tá com a faca e o queijo na mão.

    Confira:

    24 min
  • Cuidado: emprestar seu nome pode ser uma fria!

    Você já emprestou seu cartão de crédito para uma amiga comprar algo imperdível e te pagar depois? Já fez um crediário pro seu cunhado porque ele está com o nome sujo e não pode ele mesmo tomar o empréstimo no banco? Se você já emprestou seu nome limpinho pra algum amigo ou parente, que depois deu o cano no banco, sujou seu nome e ainda te deixou em maus lençóis pra pagar a conta, vai aí um consolo: você não está sozinho nessa (a gente já falou um pouco sobre isso aqui).

    Dos quase 55 milhões de inadimplentes no Brasil, quase 30% (ou 15 milhões!) estão nessa condição porque emprestaram cartão de crédito, abriram crediário ou fizeram empréstimo pra outra pessoa.

    Pra entender melhor a realidade dessas pessoas que de boa alma emprestam seu nome e ficaram inadimplentes, o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) fez uma pesquisa com 715 deles, em fevereiro desse ano, pra entender melhor o que motivou-as a emprestar seu nome, os problemas que enfrentaram e o que fizeram pra resolver a situação.

    Primeiramente, vamos ao perfil de quem empresta o nome:

    • 2 em cada 3 são mulheres
    • 9 em cada 10 não têm curso superior
    • 85% pertencem às classes C, D e E
    • 6 em cada 10 entrevistados não sabem o valor do empréstimo feito pela outra pessoa em seu nome

    A pesquisa também permitiu entender melhor o tamanho da encrenca em que você pode se meter ao emprestar seu nome pra uma pessoa:

    • R$ 3.700 reais é o valor médio da compra feita por terceiros
    • Mais da metade dos atuais inadimplentes estão nessa situação há mais de 3 anos
    • 9 em cada 10 pessoas que ficaram com o nome sujo receberam alguma cobrança em casa pelas dívidas que "não eram" deles
    • 7 em cada 10 dos entrevistados não conseguiram um novo cartão de crédito, cartão de loja ou crediário por estarem com o nome sujo
    • 64% dos entrevistados disseram que agora só podem comprar à vista
    • A metade dos entrevistados tiveram problemas para abrir conta em banco, fazer empréstimo no banco e ter cheque especial.

    Consequências graves, não? Segundo o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro, um problema frequente é que esse consumidor que emprestou o nome costuma adiar ou se recusar a pagar a dívida por achar que não é devida por ele. Essa atitude não resolve o problema, pois para o banco não interessa quem usou o dinheiro, e sim, quem é o devedor (nesse caso, quem emprestou o nome).

    Pouco mais da metade dos entrevistados assumem o pagamento da dívida. É pouco, considerando que essa atitude, por mais custosa que seja, é uma das formas de sair dessa enrascada de ter emprestado o nome: 9 entre 10 ex-inadimplentes – que conseguiram pagar a dívida contraída pelo amigo ou parente – saíram dessa situação pagando parte ou toda a dívida. O valor pago é de R$ 2.168, na média.

    Os entrevistados que conseguiram pagar as contas e as dívidas em atraso de terceiros tiveram que se sacrificar de uma ou outra forma:

    • 2 em cada 3 entrevistados cortaram os próprios gastos;
    • 37% deixaram de pagar as próprias contas;
    • quase 3 em cada 10 utilizaram parte de suas reservas financeiras.

    Como se diz por aí, o brasileiro é um povo solidário, o que é uma atitude nobre. Entretanto, antes de emprestar seu nome para amigos, parentes ou conhecidos, pense direitinho. As consequências em caso de inadimplência do terceiro podem ser graves e atrapalhar a vida financeira por muito tempo, estragando seus planos de longo prazo, como por exemplo comprar uma casa ou um carro financiado.

    28 min
  • Juros do crédito imobiliário

    Vai comprar a casa própria? Ou já está arcando com um financiamento? O economista Frederico Torres explica o juro no crédito imobiliário no quadro Educando Seu Bolso do programa Em Boa Companhia, da rádio Inconfidência 880 AM.

    27 min
  • Dicas para gastar menos sem se privar
    No quadro Educando Seu Bolso no programa Em Boa Companhia, da rádio Inconfidência 880 AM, o economista Frederico Torres apresenta dicas e estratégias para gastar menos sem se privar dos prazeres e da qualidade de vida.
    18 min

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