Educando Seu Bolso

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By Frederico TorresBusinessInvesting
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Educando Seu Bolso episodes

  • Investindo no futuro dos seus filhos pelo Tesouro Direto – parte II

    Na semana passada, a gente falou aqui sobre como abrir uma conta no Tesouro Direto pensando no futuro dos seus filhos. Abrir a conta é fácil, você viu, né? Mas ficou faltando responder a outra pergunta: quanto deve ser investido desde já para que você tenha os recursos necessários para pagar o curso do seu filho quando ele estiver entrando na faculdade?

    Fiz uma simulação pensando nos meus dois filhos, que ainda estão aproveitando as coisas boas da infância deles e, portanto, ainda estão bem longe de se preocuparem com a faculdade. Fiz as contas e espero que o meu mais velho – se não tomar nenhuma bomba – entre na faculdade daqui a 7,5 anos; o mais novo, se tiver o mesmo sucesso, daqui a 12,5 anos (respectivamente em 2023 e 2028).

    Pesquisei algumas faculdades conhecidas aqui em BH e olhei quanto é a mensalidade de três cursos: jornalismo, negócios internacionais e engenharia elétrica. Pensei em três cursos distintos, com custos obviamente diferentes, simplesmente para termos mais resultados para comparar.

    Primeiro, calculei o preço atual dos cursos, no segundo semestre de 2015, corrigindo as mensalidades anualmente pela estimativa do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para os próximos três anos. O custo estimado total dos cursos seria, respectivamente, de R$43,5 mil, R$53,2 mil e 81,4 mil[1]. Depois, calculei quanto eles custariam em 2023 e 2028, reajustando esses valores pela inflação estimada no período. O resultado está na tabela abaixo:

    Depois, tentei fazer contas para responder à seguinte pergunta: quanto eu deveria investir periodicamente a partir de hoje no Tesouro Direto para que eu tenha recursos suficientes para pagar à vista um curso superior para meus filhos lá em 2023 e 2028? A resposta está na tabela abaixo:

    Ao investir mensalmente R$477 num título "Tesouro IPCA Principal" com vencimento em 2024, eu conseguiria pagar a vista o curso de jornalismo no início de 2023 pro meu filho mais velho. Para pagar um curso de engenharia elétrica na mesma época, eu teria que poupar mais, R$892 mensais, para dar conta de quitar o curso à vista. Para o mais novo, os 5 anos adicionais de poupança fazem com que o valor aplicado mensalmente possa ser bem menor: R$267 no caso do jornalismo e R$498 no da engenharia.

    Uma última análise (considerando só o curso mais barato, de jornalismo): quando cada um deles tiver terminado o ensino médio, se eu fosse sacando aos poucos o montante investido, o suficiente para pagar as mensalidades do curso – ao invés de sacar todo o dinheiro para pagar a faculdade à vista –, ainda restariam cerca de R$11 mil reais ao final dos 4 anos da graduação do mais velho, e quase R$20 mil ao final da faculdade do caçula. Nada mal, não?!

    É claro que esses resultados dependem de um monte de coisas, tais como a idade dos filhos, as taxas de juros dos títulos de hoje, a expectativa atual de inflação dos próximos 13 anos, a escolha dos vencimentos dos títulos e a correção anual das mensalidades pelo IPCA. Entretanto, eles ilustram bem o tamanho do esforço – nada desprezível! – necessário para garantir os estudos dos filhos numa boa faculdade privada no futuro. Ah, e se eles passarem numa universidade pública, tanto melhor! Será possível usar essa grana para outra coisa. Pense nisso!

    [1] Considerei que o curso de engenharia elétrica dura 5 anos e os demais, 4. Para simplificar, não considerei custos adicionais, tais como livros, xerox e transporte de/para a faculdade.

    ——–

    Atualização: Se você quer modernizar e tornar mais rentáveis suas aplicações financeiras, recomendo que visite também o nosso comparador de investimentos em https://educandoseubolso.blog.br/compare-investimentos/

    Saiba mais sobre como investir para o futuro dos seus filhos ouvindo nosso podcast:

    21 min
  • Previdência Privada

    A Marília é uma leitora do Educando Seu Bolso. Ela estava em dúvida entre previdência oficial e previdência privada. Ao invés de decidir por ela apresentamos mais uma alternativa. Confira!

    Olá, Marília.

    Será que existem apenas essas duas alternativas? Porque particularmente não optaria por nenhuma delas. Antes, eu montaria uma carteira de investimentos independente.

    Em uma coisa inicialmente concordamos: é um absurdo contribuir para a previdência oficial por tanto tempo para ter um retorno tão pífio. Podemos descartar esta opção, mantendo apenas a contribuição mínima, então, né?

    Apesar da tributação da previdência privada ser atrativa em longo prazo (e quando falamos em longo prazo falamos de horizonte superior a 10 anos), os custos indiretos corroem este benefício de forma cruel. A taxa de carregamento é uma delas: há instituições que cobram valores absurdos para cada carregamento (depósito) que você faz. Já vi valores superiores a 5% e não me assusto mais se encontrar valores ainda maiores. E, nestes casos mais graves, isto acaba destruindo a competitividade do produto. Se a opção for pela previdência privada creio que valha a pena uma boa pesquisa entre as instituições financeiras, lembrando que – se necessário, por qualquer razão – é possível fazer a portabilidade entre instituições, ou seja, levar seu investimento para outro banco que lhe ofereça, em determinado momento, melhores condições.

    Outro ponto a ser considerado é o chamado "custo de oportunidade", ou seja, se seu dinheiro estiver "preso" a uma previdência privada e aparecer aquela oportunidade de ouro para melhorar a rentabilidade de seus recursos investidos para aposentadoria (investimentos com retorno em longo prazo, portanto) você tem duas hipóteses: perder a oportunidade ou pagar caro para realocar sua "previdência". Enfim, nenhuma das duas hipóteses me parece interessante. Se o dinheiro estiver em suas mãos, administrado por você, você poderá aproveitar a oportunidade a custo bem menor. Acredito que, neste ponto, valha uma ressalva: dinheiro investido para aposentadoria não é dinheiro para comprar apartamento, trocar carro ou outros gastos. Se você tratar sua aposentadoria dessa maneira provavelmente não terá aposentadoria. Se você não tem organização ou disciplina para isso, melhor é fazer uma previdência privada mesmo…

    Vale lembrar também do ditado "o olho do dono é que engorda o boi". Você acompanhar o desempenho e rentabilidade de seus investimentos, em longo prazo, te incentiva a continuar neste caminho.

    Mais uma questão: diversificação e consequente redução de risco. Diluindo os seus investimentos entre várias oportunidades seus riscos diminuem nem sempre na mesma proporção da redução de sua lucratividade. Já a gestão do fundo de previdência privada você não participa, não sabe como é feita e nem mesmo se há conflitos de interesse ocultos. Vai saber…

    Poderia continuar enumerando vantagens de se investir por conta própria, pois realmente acredito nisto, mas acredito que não poderia encerrar sem uma ressalva importantíssima, senão fundamental: para seguir esta linha você precisa ter muita disciplina. Muita. Depositar regularmente, gerir (talvez de forma terceirizada) constantemente e não sucumbir às tentações que surgirão, principalmente quando o montante já for significativo. Se este não é o seu perfil, cuidado. Talvez valha a pena, sim, investir em uma previdência privada. Vai render menos, vai te custar mais sacrifício, mas vai garantir alguma renda futura.

    Para encerrar, como não sou dono da verdade, aponto 3 ocasiões em que a questão previdenciária foi abordada anteriormente aqui no Educando Seu Bolso: em resposta a dúvida de outra leitora, uma abordagem sobre o tema pelo Frederico Torres e outra abordagem que fiz, tempos atrás, falando sobre o básico dos planos de previdência. Ouça nosso podcast (edição do dia 29/06/2015, quadro Educando Seu Bolso dentro do programa Em Boa Companhia, rádio Inconfidência AM 880) e entenda melhor as opções de previdência privada.

    Até a próxima!

    28 min
  • Mulheres e a educação financeira

    As mulheres da nossa sociedade atual vivem uma realidade bem diferente em comparação às gerações passadas, no que se refere às finanças. Se houve um tempo em que apenas os homens eram responsáveis pelo dinheiro que entrava em casa, as mulheres de hoje são responsáveis pelas próprias finanças pessoais e de suas famílias.

    Recentemente em minha nova residência, experimento esta realidade de forma mais palpável e o desafio é controlar a razão e a emoção no momento das compras. A vontade de ter a minha casa com "cara de lar" é maior do que a vontade de esperar e comprar as coisas à vista ou comprar uma coisa por mês…

    Fato é que para a mulher lidar com o dinheiro é algo diferente do homem. Não é regra, mas vejo isso na maioria das mulheres com as quais convivo. Deveria existir um tópico bem grande chamado: Mulher e a Educação Financeira. Mas, por quê?

    Corta para um fato da vida real de três amigas em um almoço debatendo sobre a crise econômica que o país atravessa:

    Nesta semana, fui almoçar com duas amigas muito queridas que já há algum tempo abriram mão de usar carro em seu dia-a-dia para trabalhar. Temos o mesmo perfil ao consumir e sempre presenteamos a nós mesmas com algum mimo, gostamos de comprar.

    A primeira amiga, ao nos encontrar, estava chateada, pois, em função da crise econômica do país, teve sua carga horária e salário reduzido em 25%. O que a deixou um pouco mais tranquila foi o fato de ter vendido o seu carro no início do ano e aplicado o dinheiro. Ela possui uma reserva pessoal somada à reserva do valor do carro para alguma eventualidade.

    Já a segunda amiga trabalha com estética e contou-nos o quanto o movimento do seu estabelecimento diminuiu. As pessoas estão cortando o que consideram supérfluo, o que está ultrapassando a necessidade, ou seja, aquilo que está além do que precisamos para viver. E, muitas pessoas consideram os serviços de beleza algo que pode ser cortado. Ela não possui o próprio carro, utiliza o da família somente aos finais de semana.

    Contei-lhes do que estou vivendo ao montar minha casa, os gastos são altos e a vontade de ver tudo pronto logo atrapalha, é difícil controlar a ansiedade de querer ver tudo pronto e não extrapolar o orçamento. Contei que fiz uma lista de prioridades. Para cada cômodo da casa, listei o que é necessidade e classifiquei em 1,2 e 3. A de número 1 é mais urgente, a de número 3 pode esperar um pouco mais.

    Foi muito interessante o movimento e a linha de raciocínio que construímos ali. Senti que ajudamos muito umas às outras e ao ver o problema que a outra atravessa, às vezes o nosso se torna pequeno.

    Todas concordamos que ser mulher é diferente – lidar com economia, poupar, mexe também com sonhos, desejos, autoestima… Não compramos apenas pela necessidade ou prioridade. Compramos com sentimento, pela oportunidade e como já falamos em nosso blog (aqui), às vezes é até melhor sair sem o cartão de crédito.

    Ao final do almoço, as três tínhamos algo claro em mente: não podemos manter o mesmo padrão de vida que tínhamos anteriormente neste momento que o nosso país atravessa. É importante e necessário enxugar os gastos, sem deixar de ser feminina, sem deixar de cuidar de nós mesmas. Foi muito positivo compartilhar dos mesmos pensamentos e caminhar um pouquinho no que se refere à forma de lidar com o dinheiro, todos estão buscando formas de viver a "crise" de uma forma mais branda e menos "dolorida".

    E para começar bem o final de semana hoje, na Rede Globo, o Programa noturno "Globo Repórter" será sobre este tema. Como as famílias estão lidando com o financeiro para atravessar a crise econômica do país. Fica a sugestão de mais uma fonte de informação para refletir sobre o tema.

    Escute nosso podcast sobre educação financeira das mulheres:

    16 min
  • Previdência privada: conheça as opções
    Pensando em se preparar para um futuro tranquilo? O economista Frederico Torres explica como funciona a previdência privada na edição do dia 29/06/2015 do quadro Educando Seu Bolso dentro do programa Em Boa Companhia, da rádio Inconfidência AM 880.
    28 min
  • Quando foi a última vez que você pisou em um banco?

    Talvez o título do post de hoje seja forte demais. Você ainda vai ao banco rotineiramente, não vai? Mas estamos vivendo, seguramente, uma fase de transição. Na linha de posts anteriores nos quais já discutimos um pouco a relação da internet com o seu dinheiro (veja aqui) e a revolução do Big Data e o consumidor bancário (veja aqui), sem falar do teste realizado pelo colega Daniel Loureiro sobre o Nubank, o novo serviço de cartão de crédito (veja aqui), e o podcast sobre a conta eletrônica, sem tarifas, (https://educandoseubolso.blog.br/2014/04/30/conta-eletronica-saiba-como-funciona/) resolvi falar sobre essa fase de transição no serviço bancário: da agência física para a agência eletrônica.

    O varejo bancário ainda é refém do mundo de papel. Mas para muitos analistas, como relatam as reportagens do jornal Valor Econômico, o setor está quase no ponto de maturação para uma ruptura. Os avanços da tecnologia e dos processos de digitalização estão transformando a atividade bancária e a forma do nosso relacionamento com o banco. O nosso principal instrumento de relacionamento já começa a ser o smartphone.

    Um dos grandes obstáculos para a revolução de hábitos no setor era a confiança nas transações bancárias pela internet ou pelo smartphone. Mas a tecnologia para isto já existe e obstáculo está evaporando. E os hábitos estão se alterando. Rapidamente. Um recente estudo realizado nos Estados Unidos pela Accenture perguntou aos consumidores: em que tipo de empresa você mais confia para lidar com seus dados em seu nome? Na comparação com outros participantes do mundo digital, os bancos inspiram bem mais confiança (86%) – por incrível que pareça – do que qualquer firma de meios de pagamento, inclusive operadoras de telefonia móvel. Pois bem. Na hora que decididamente "se juntarem" os bancos à telefonia móvel, o futuro estará aí…

    E aí, leitor, cabe uma pergunta: quem ainda vai a agências de banco? Para a maior parte dos analistas, três grupos: (i) as pessoas mais idosas, não acostumadas a usar meios digitais; (ii) as pessoas que ainda precisam mostrar documentos fisicamente ou assinar algum papel na frente de funcionários (ah, mundo do papel ainda existe); (iii) e as pessoas sem conta bancária à moda antiga que precisam comparecer a instituições para pagar o que devem, como contas de serviços públicos (sem esquecer a suculenta comissão dos bancos, claro).

    De novo: para muitos analistas então estamos falando da "morte anunciada da agência bancária". Alguns, como Brett King, conhecido como futurista dos bancos e autor do livro de sucesso "Breaking Banks", em dez anos o Brasil terá metade das agências bancárias que tem hoje. E quase todas as operações serão feitas remotamente (principalmente no celular), inclusive os investimentos. As novas gerações só irão aos bancos quando realmente obrigadas.

    Quanto aos investimentos, diz Brett King, boa parte deles será realizada por programas, com algoritmos sofisticados. Até mesmo a tradicional consultoria financeira sofrerá um abalo. Ela só funcionará de verdade para os investimentos mais vultosos. Além disso, a parafernália eletrônica estará toda integrada. Assim, quanto mais o seu banco – no seu formato eletrônico – souber de você, com destaque para as redes sociais, melhor será a sua experiência e mais adequados serão os produtos. Quanto à privacidade, este será um tema para outro post.

    O que o blog espera é que esta corrida tecnológica opere também em favor dos consumidores, reduzindo burocracia e principalmente custos. Ficaremos de olho!

    Para saber mais sobre operações pela internet escute nosso podcast abaixo.

    ___________________ LEIA MAIS:

    • A revolução digital no varejo bancário
    • Bancos avançam na estratégia digital em busca de mais retorno
    • A morte anunciada da agência bancária
    26 min
  • Taxa Selic na prática

    Nos últimos meses, temos acompanhado a escalada da taxa Selic (nem que seja pelos noticiários e jornais). Mas quais as consequências do aumento da Selic para você, para mim, para as pessoas, para as empresas, para os bancos, enfim, para a sociedade? Vamos tentar tornar algo tão distante de nós, uma taxa que – grosso modo – rege os juros pagos pelo governo, em algo mais palpável, mais próximo à nossa realidade.

    Uma das coisas para as quais a Selic serve é para definir quanto o governo federal vai pagar de juros sobre a dívida pública. E daí? Bom, daí que se o governo aumenta a Selic significa que está disposto a pagar mais para girar seus empréstimos (dívida pública). Se o governo está disposto a pagar mais pelo mesmo dinheiro, naturalmente os bancos e os investidores passam a querer que todos os demais parceiros também paguem mais (se não concordarem, emprestam para o governo, que tem risco menor de não pagar que uma pequena empresa ou uma pessoa física, e a pessoa que se vire para encontrar quem queira financiar sua dívida).

    Se os bancos (e demais investidores) exigem que se pague mais pelo mesmo dinheiro, as taxas de juros para as diversas modalidades de crédito aumentam: taxa de financiamento imobiliário, crédito pessoal, crédito consignado, financiamento de automóveis etc. Se a taxa de juros não foi pré-fixada e varia de acordo com a Selic, o valor mensal a ser pago pelo endividado aumenta, comprometendo ainda mais sua renda e ameaçando leva-lo ao choro e ranger de dentes dos inadimplentes.

    Aumentar a Selic aumenta, também, o risco de recessão (e desemprego, e demais consequências danosas), pois em vez do empresário arriscar e investir na produção passa a ser mais seguro e rentável emprestar dinheiro para o governo ou para os bancos. Com isso, são gerados menos empregos (quando não fechados postos de trabalho), dificultando as pessoas a honrarem seus compromissos.

    Como os salários (e demais formas de renda geradas pelo trabalho), na média, não conseguem acompanhar a Selic, as consequências são desastrosas para os endividados. Nem preciso falar dos reflexos do aumento do desemprego, né? Resultado: em abril/2015 o endividamento das famílias atingiu seu valor máximo quando avaliados os 10 últimos anos, talvez também decorrente do aumento dos custos dos empréstimos imobiliários ou outras modalidades de crédito. Triste realidade do povo brasileiro: quase metade da renda comprometida com dívidas.

    Se serve de consolo, para quem se planejou adequadamente e não tem dívidas (tem investimentos) o aumento da Selic não é de todo ruim: os fundos atrelados ao CDI (taxa que acompanha as variações da Selic muito de perto) passam a pagar mais também, ou seja, seu dinheiro rende mais.

    Enfim, quem nos lê já sabe: de qual lado você quer estar, independente da Selic subir ou descer: do lado devedor ou do lado credor (investidor)?

    Até a próxima.

    Para saber mais sobre como a SELIC influencia seu dia a dia ouça nosso podcast:

    ____________________ LEIA MAIS:

    • Como a taxa Selic influencia no seu dia a dia?
    • Sopa de letrinhas mais legíveis

    19 min
  • Máquinas de cartão de crédito: qual a melhor para o seu negócio?

    No programa Em Boa Companhia, da Rádio Inconfidência, falamos sobre máquinas de cartão de crédito. E esse assunto dá pano pra manga… Às vezes pode ser fundamental ao comerciante oferecer aos seus clientes a opção de pagamento por meio de cartão. Mas há alguns detalhes importantes a que ele deve ficar atento. Nossa conversa com o radialista Pedro Vieira foi para esclarecer o tema.

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    A gente usa muito cartão, facilita muito. Mas o comerciante fica em dúvida: qual é o melhor modelo? E como ele paga pelo uso da máquina?

    Algumas administradoras de cartão cobram mensalidade, outras cobram apenas uma porcentagem sobre o volume das vendas. Esta porcentagem pode variar de acordo com o segmento de atuação do comerciante.

    Há uma série de novos fornecedores no mercado. Vou citar alguns, sem fazer propaganda de nenhum, apenas para informar: Elavon, Bin, Cielo, PagSeguro, Rede.

    Usar cartão é bem prático, as pessoas podem evitar andar com muito dinheiro no bolso, além de outras vantagens. Mas, claro, não nos esquecendo dos riscos dele.

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    Caso real: como escolher a melhor, entre as várias máquinas de cartão de crédito?

    Estou com uma dúvida da nossa leitora Cristiane. Ela é Microempreendedora Individual – MEI e quer adotar uma máquina. Ela quer comparar as taxas e custos entre as diversas opções existentes, mas não tem estimativa de faturamento.

    Fizemos, então, uma simulação. Como ela é MEI, pode ter um faturamento médio mensal de, no máximo, R$ 5 mil. Estimamos que ela fature esses R$ 5 mil, sendo R$ 1 mil em dinheiro e os outros R$ 4 mil no cartão. Esses R4 mil, dividimos em: R$ 1 mil no débito, R$ 2 mil no crédito à vista e R$ 1 mil em crédito parcelado.

    Lançamos estes valores em várias opções de máquinas de cartão crédito existentes no mercado. Neste caso, a mais barata foi a Pag Seguro. No primeiro ano ela teria o custo de aquisição da máquina (R$ 480), mais as taxas de desconto, o que ficaria em R$ 2212,80 (para um faturamento de R$ 48 mil).

    Entraram na nossa comparação as máquinas da Rede, Cielo, Bin e Elavon, e a Pag Seguro foi a mais barata. E a partir do segundo ano, fica mais barata ainda, pois o comerciante não terá o custo da máquina.

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    Certo. A administradora retira sua comissão. Mas e o restante, o comerciante recebe imediatamente?

    Nem sempre. Depende da empresa e da função. No débito, a pessoa leva em média 2 ou 3 dias para receber. No crédito à vista, a pessoa leva cerca de 30 dias. No crédito parcelado, recebe de acordo com o número de parcelas em que foi efetuada a venda.

    Este é um ponto importante. Para o comerciante adotar esta forma de recebimento, ele precisa se planejar financeiramente. Precisa entender a gestão financeira do pequeno negócio. Não é muito diferente da gestão financeira pessoal. A maioria de nós tem seus recebimentos e despesas ocorrendo periodicamente, mês após mês. E todos precisamos equilibrar bem nossas receitas e despesas ao longo do tempo. Da mesma forma, é importante que o comerciante saiba que não basta implantar a máquina, começar a vender mais, e agir como se já tivesse o dinheiro em mãos. É preciso se acostumar com o fato de que, ao adotar máquinas de cartão de crédito, o tempo da venda pode ser bem diferente do tempo do recebimento.

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    Antecipação de recebíveis

    Aí entra outra forma pela qual as administradoras vêm ganhando dinheiro: a antecipação de recebíveis. Por meio desta modalidade, o comerciante recebe o valor das suas vendas imediatamente, mesmo que tenha vendido a prazo. Isto, claro, vai lhe custar dinheiro. As administradoras antecipam o valor, mediante uma taxa de desconto maior.

    Muitos comerciantes, quando têm urgência de dinheiro para honrar seus compromissos, recorrem a esta opção. Para o banco, isto é uma operação de crédito comum, sujeita a taxas e outros custos. Por isso é muito importante que o comerciante entenda e se adapte a esta forma de realizar vendas. Quanto menos taxas ele pagar, melhor, evidentemente.

    É importante reparar que, mesmo sem a antecipação de recebíveis, o custo não é baixo. Na opção mais barata que encontramos para a Cristiane, o custo foi de mais de R$ 200, em um faturamento de R$ 40 mil. Isto é, mais de 5%. Não é pouco. Quem é comerciante sabe que não é fácil conceder um desconto de 5% aos clientes. Da mesma forma, não é fácil pagar uma taxa dessas à administradora. Por isso, é fundamental gerenciar bem as entradas e saídas de dinheiro, para não precisar adotar a antecipação de recebíveis e aumentar mais ainda o desconto.

    E você, conhece nosso Comparador de Máquinas de Cartão de Crédito? Não deixe de conhecer, ele é seu melhor parceiro para saber qual é a opção mais adequada ao seu negócio.

    Veja abaixo as opções mais clicadas no Comparador:

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    Ranking de maquininhas mais clicadas no Comparador! Posição Empresa Plano Consultar 1 Sumup Top Plano Econômico AVALIAR 2 Pagseguro Minizinha (30 dias) AVALIAR 3 SumUp Super Plano Econômico AVALIAR 4 Mercado Pago Point Mini (30 dias) AVALIAR 5 Pagseguro Minizinha (14 dias) AVALIAR 6 Sumup Top Plano Acelerado AVALIAR 7 Pagseguro Minizinha (1 dia) AVALIAR 8 Cielo Fixa Linha Discada AVALIAR 9 Rede Com Fio (31 dias) AVALIAR 10 Pagseguro Minizinha Chip (14 dias) AVALIAR . Empreendedores

    Além de máquinas de cartão de crédito, também falamos um pouco sobre ser empreendedor.

    Há vantagens importantes em ser Microempreendedor Individual – MEI, como nossa leitora Cristiane. Além de pagar impostos mais reduzidos, paga-se também de forma mais prática, isto é, todos os impostos de uma vez só. É mais fácil.

    Sobre esse assunto, Pedro nos contou uma história interessante:

    Recentemente eu fiz um comercial, como ator. Se eu fosse MEI, poderia ter emitido minha própria nota fiscal. Como não era, precisei recorrer a uma empresa que fizesse isto por mim, e paguei mais de 6% por isto.

    O número de empresas que fecham no primeiro ano é assustador.

    Recentemente publicamos um post baseado em uma pesquisa que relacionava o nível de conhecimento que uma pessoa tem em finanças e o grau de sucesso dos empreendimentos desta pessoa. O resultado é previsível: pessoas que conhecem melhor as finanças têm mais chances de sucesso. Mas é interessante observar os detalhes da pesquisa. Por exemplo, o que eles chamam de "grau de sucesso": menores chances de se endividarem demais, de terem problemas sérios com contratempos inesperados, e até de irem à falência. A pesquisa detalha, em porcentagens, a vantagem que o conhecimento em finanças traz aos empreendedores. Não deixe de ver, é bem interessante.

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    Por hoje, é isso. Se gostou, recomende aos seus amigos empreendedores!

    22 min
  • Compras no exterior
    Dicas para usar o cartão de crédito em viagens no exterior e como controlar os impulsos de consumo durante viagens. Bate papo entre o apresentador Pedro Henrique Vieira e o economista Frederico Torres no quadro Educando Seu Bolso, dentro do programa Em Boa Companhia, da rádio Inconfidência AM 880.
    25 min
  • Tarifas bancárias: alerta para valores e cobranças indevidas

    O economista Frederico Torres alerta para as taxas cobradas por cada banco para utilização de serviços básicos, como extratos, saques, cartões etc e também para cobranças indevidas realizadas pelas instituições financeiras. Dados apontam diferenças grandes nos pacotes de banco pra banco. Edição do dia 01/06/2015 do quadro Educando Seu Bolso, dentro do programa Em Boa Companhia, da rádio Inconfidência AM 880.

    25 min

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